O grupo Jerónimo Martins anunciou hoje os seus resultados de 2006, em comunicado enviado à CMVM, tendo registado lucros de 116,2 milhões de euros, um crescimento de 5,2% em relação a 2005, acima das expectativas dos analistas.Rita Paz com Lusa
Luís Palha, que falava em conferência de imprensa para apresentação dos resultados de 2006, explicou que os 300 milhões de
euros são "indicativos" pois dependem da capacidade de abrir lojas e da forma como vão decorrer os projectos.
No entanto, o objectivo para os três anos é abrir "não menos" de 120 lojas por ano na Polónia, enquanto em Portugal a meta aponta para 20 unidades Pingo Doce e oito Feira Nova por ano.
Assim, são mais 450 lojas que se juntam às já 1.200 existentes, acrescentou.
O orçamento para comunicação, incluindo campanhas publicitárias, é de 50 milhões de euros este ano, para todo o grupo,
um valor "semelhante" ao gasto em 2005, avançou o presidente da Comissão Executiva.
Acerca das perspectivas de futuro, são optimistas e baseiam-se na "satisfação dos desejos dos consumidores, com competitividade no preço e constante inovação, sem deixar de apresentar a melhor qualidade possível", segundo Luís Palha.
O presidente do grupo, Alexandre Soares dos Reis, fez questão de frisar que "o futuro vai ser como o presente, mas numa escala
maior, o grupo vai continuar a crescer, com novas iniciativas".
O responsável salientou que, em 2002, "a Jerónimo Martins fez uma leitura correcta, quando começou a mudar e hoje demonstra a adaptação ao mercado com uma extraordinária performance tanto na Polónia, como com o Pingo Doce", em Portugal.
Questionado acerca de uma possível abertura de capital da Biedronka, na Polónia, o presidente do grupo disse que "estão reunidas condições, mas não há nenhuma decisão" nesse sentido.
Soares dos Santos insiste em realçar o sucesso da cadeia Biedronka, na Polónia, que este ano foi considerada a melhor em termos de desempenho de vendas, sendo a 16ª empresa na Polónia.
Quanto à alienação da participação da holandesa Ahold na área industrial da Jerónimo Martins, "há negociações, mas sem data para terminar".
O responsável acrescentou que a Ahold tem um negócio muito mais importante para resolver, que é a alienação de actividades nos EUA, onde estão em jogo quatro mil milhões de dólares, por isso, "a sua prioridade não é a venda da posição na Jerónimo Martins, que não lhe dá problemas".
"Criamos quatro mil novos empregos por ano, metade na Polónia, metade em Portugal", disse, falando ainda num outro ponto importante para o grupo e que é a exportação de produtos portugueses, dando o exemplo da fruta.
No ano passado, "exportamos duas mil toneladas de pêra rocha, laranja e tangerina" e defendeu que podia ser mais, mas, por vezes, "falta aos produtores portugueses mais dinamismo".
Soares dos Santos negou qualquer interesse em expandir a actividade para Espanha, pois "já é tarde" e disse ter planos para outros países, nomeadamente na Europa de leste, mas "ainda nada de concreto".
O grupo Jerónimo Martins anunciou hoje os seus resultados de 2006, em comunicado enviado à CMVM, tendo registado lucros de 116,2 milhões de euros, um crescimento de 5,2% em relação a 2005, acima das expectativas dos analistas.