DECO: Zona alerta...
DECO: Zona alerta...
23/02/2007
Crédito à habitação
Guerra aos arredondamentos
O Governo aprovou, em Novembro, um diploma que proíbe o arredondamento das taxas de juro do crédito à habitação ao oitavo e ao quarto de ponto percentual, permitindo só os arredondamentos à milésima. Caso seja promulgada pelo Presidente da República, em princípio, esta medida irá baixar o valor das prestações de alguns contratos em vigor.
- Na guerra de spreads a que assistimos, os arredondamentos são, muitas vezes, praticados pelos bancos para compensar a redução da sua principal margem de lucro.
- Esta estratégia penaliza o consumidor, já que agrava o custo do crédito, e é pouco clara. Permite que empréstimos com as mesmas condições (montantes, prazos e spread) tenham taxas de juro e prestações muito diferentes. Por exemplo, se pedisse - 100 000 a 20 anos, com Euribor a 6 meses e taxa anual nominal de 4,051%, pagaria - 608,67 por mês, com o arredondamento à milésima (menos grave). Mas se fosse ao quarto de ponto percentual, a taxa passaria para 4,25% e pagaria mais - 10,56 por mês, ou seja, - 619 em números redondos. Uma diferença superior a - 2500 no fim do contrato, supondo que a taxa se mantinha.
- Além do arredondamentoo método de cálculo do indexante utilizado na taxa anual nominal varia de banco para banco, com repercussões no custo final do crédito.
Assim, o Governo propõe que todos passem a utilizar a média aritmética dos valores da Euribor no mês anterior ao da contratação do empréstimo ou revisão da taxa.
- Estas medidas propostas pelo Governo vêm ao encontro de antigas reivindicações da DECO PROTESTE. Por um lado, impedem que os consumidores paguem mais à custa de um mecanismo artificial de subida das taxas de juro, utilizado pelos bancos.
Por outro, garantem mais transparência, já que todos passam a ter a mesma base no cálculo da taxa nominal. Esperamos que os bancos não cobrem outro tipo de custos p ara compensar a redução. Se tal acontecer, cá estaremos para o informar. No artigo da pág. 18, pode obter dicas para negociar uma melhor prestação com o seu banco.
Seguro para edifício e recheio
Preço certo contra sismos
Para proteger a sua casa e o recheio de eventuais danos causados por um sismo, contrate uma cobertura específica. Saiba que factores influenciam o preço e como calcular o valor pelo qual deve segurar os seus bens.
- Todos os anos, ocorrem centenas de sismos em Portugal, a maioria dos quais quase imperceptível. Mas porque a natureza, às vezes, prega partidas de mau gosto, e os fenómenos deste tipo podem causar estragos avultados, o melhor é proteger os bens mais valiosos. Quando contratar ou renovar o seu seguro multirriscos-habitação ou condomínio, pondere a hipótese de juntar-lhe a cobertura de riscos sísmicos. A maioria dos bancos exige-a a quem pede crédito à habitação.
- Portugal está dividido em cinco zonas sísmicas, às quais correspondem níveis de risco e tarifas diferentes. Para saber qual o risco sísmico associado à sua cidade, consulte a nossa página na Net (www.deco.proteste.pt > Dossiês > Proteja a casa e o recheio). O ano de construção do imóvel também influencia o preço da cobertura: prédios anteriores a 1960 pagam mais devido aos materiais empregues.
- Em caso de sinistro, todas as seguradoras indemnizam até ao valor do capital seguro, impondo, regra geral, uma franquia mínima de 5% sobre este montante. Poderá optar por uma franquia de 10%, pagando menos 20% de prémio. Existe ainda a opção de cobertura parcial ou co-seguro, que também reduz o prémio. A seguradora paga 80% dos prejuízos, por exemplo, ficando 20% a cargo do segurado. Dado que estes sinistros acarretam prejuízos elevados, não aconselhamos a cobertura parcial nem a opção por franquias superiores à mínima. Ainda assim, é preferível contratá-las a...
Bpionline
23/02/2007
Crédito à habitação
Guerra aos arredondamentos
O Governo aprovou, em Novembro, um diploma que proíbe o arredondamento das taxas de juro do crédito à habitação ao oitavo e ao quarto de ponto percentual, permitindo só os arredondamentos à milésima. Caso seja promulgada pelo Presidente da República, em princípio, esta medida irá baixar o valor das prestações de alguns contratos em vigor.
- Na guerra de spreads a que assistimos, os arredondamentos são, muitas vezes, praticados pelos bancos para compensar a redução da sua principal margem de lucro.
- Esta estratégia penaliza o consumidor, já que agrava o custo do crédito, e é pouco clara. Permite que empréstimos com as mesmas condições (montantes, prazos e spread) tenham taxas de juro e prestações muito diferentes. Por exemplo, se pedisse - 100 000 a 20 anos, com Euribor a 6 meses e taxa anual nominal de 4,051%, pagaria - 608,67 por mês, com o arredondamento à milésima (menos grave). Mas se fosse ao quarto de ponto percentual, a taxa passaria para 4,25% e pagaria mais - 10,56 por mês, ou seja, - 619 em números redondos. Uma diferença superior a - 2500 no fim do contrato, supondo que a taxa se mantinha.
- Além do arredondamentoo método de cálculo do indexante utilizado na taxa anual nominal varia de banco para banco, com repercussões no custo final do crédito.
Assim, o Governo propõe que todos passem a utilizar a média aritmética dos valores da Euribor no mês anterior ao da contratação do empréstimo ou revisão da taxa.
- Estas medidas propostas pelo Governo vêm ao encontro de antigas reivindicações da DECO PROTESTE. Por um lado, impedem que os consumidores paguem mais à custa de um mecanismo artificial de subida das taxas de juro, utilizado pelos bancos.
Por outro, garantem mais transparência, já que todos passam a ter a mesma base no cálculo da taxa nominal. Esperamos que os bancos não cobrem outro tipo de custos p ara compensar a redução. Se tal acontecer, cá estaremos para o informar. No artigo da pág. 18, pode obter dicas para negociar uma melhor prestação com o seu banco.
Seguro para edifício e recheio
Preço certo contra sismos
Para proteger a sua casa e o recheio de eventuais danos causados por um sismo, contrate uma cobertura específica. Saiba que factores influenciam o preço e como calcular o valor pelo qual deve segurar os seus bens.
- Todos os anos, ocorrem centenas de sismos em Portugal, a maioria dos quais quase imperceptível. Mas porque a natureza, às vezes, prega partidas de mau gosto, e os fenómenos deste tipo podem causar estragos avultados, o melhor é proteger os bens mais valiosos. Quando contratar ou renovar o seu seguro multirriscos-habitação ou condomínio, pondere a hipótese de juntar-lhe a cobertura de riscos sísmicos. A maioria dos bancos exige-a a quem pede crédito à habitação.
- Portugal está dividido em cinco zonas sísmicas, às quais correspondem níveis de risco e tarifas diferentes. Para saber qual o risco sísmico associado à sua cidade, consulte a nossa página na Net (www.deco.proteste.pt > Dossiês > Proteja a casa e o recheio). O ano de construção do imóvel também influencia o preço da cobertura: prédios anteriores a 1960 pagam mais devido aos materiais empregues.
- Em caso de sinistro, todas as seguradoras indemnizam até ao valor do capital seguro, impondo, regra geral, uma franquia mínima de 5% sobre este montante. Poderá optar por uma franquia de 10%, pagando menos 20% de prémio. Existe ainda a opção de cobertura parcial ou co-seguro, que também reduz o prémio. A seguradora paga 80% dos prejuízos, por exemplo, ficando 20% a cargo do segurado. Dado que estes sinistros acarretam prejuízos elevados, não aconselhamos a cobertura parcial nem a opção por franquias superiores à mínima. Ainda assim, é preferível contratá-las a...
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