Caldeirão da Bolsa

10,5 euros “É um preço para knock-out”

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Pata-Hari » 16/2/2007 7:58

Sendo conhecido que o eng Belmiro não anda a apanhar bonés, o facto de aumentarem tanto o preço não deixa de me impressionar porque significa que continuam a acreditar sem interessante pegar "no monstro" e transformar o dito numa coisa rentável e eficiente. Se calhar o facto da PT ter já "cortado alguma gordura" ajuda a fazer valer o aumento de preço. É curioso como saem todos bonitos desta alteração de cenário: o eng belmiro porque paga um preço mais simpático, esta administração da pt que sai dizendo que fez trabalho face aos accionistas defendendo o valor da empresa, os accionistas porque conseguiram fazer pressão q.b. para se sairem também melhor (era frustrante perceber que tendo estado no mercado, no último ano, sem ter pt em carteira teria rendido mais do que ter estado em PT).
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10,5 euros “É um preço para knock-out”

por luiz22 » 16/2/2007 1:06

OPA sobre a PT 2007-02-16 00:05
10,5 euros “É um preço para knock-out”
O Presidente da Sonaecom aumentou a oferta sobre a Portugal Telecom: de 10,7 mil milhões para 11,8 mil milhões de euros.

Martim Avillez Figueiredo

A Sonaecom aumentou a oferta sobre a Portugal Telecom. Depois de Belmiro de Azevedo ter afirmado que só subia o preço se encontrasse petróleo na sede da Portugal Telecom, em Lisboa, a decisão saiu: mais um euro por cada acção da PT, fazendo subir o preço da OPA para 11,8 mil milhões de euros – mais 1.100 milhões do que no dia 6 de Fevereiro de 2006. A pergunta que se segue é bem simples: este novo preço chega para convencer os accionistas da PT? Ninguém sabe.

O que se sabe é que foi justamente a recusa de muitos deles em vender as suas acções a 9,5 euros por acção que levou a Sonaecom a rever o preço já hoje – 12 dias antes de terminar o prazo legal para o fazer. E como apurou ontem o Diário Económico, esta decisão de última hora foi tomada na sequência do ‘road-show’ (conversas com investidores internacionais), onde terá sido dito à equipa de Paulo Azevedo que a 9,5 euros os fundos nem se dariam ao trabalho de aparecer em Lisboa para participar na Assembleia Geral. O Diário Económico sabe mesmo o nome de quatro desses fundos: Polygon (um ‘hedge-fund’ anglo americano), More Capital, Dorchester e Paulson.

Carlos Santos Ferreira, presidente da Caixa Geral de Depósitos, disse ao Diário Económico que guardará a sua decisão até ao último instante. “Depois disto perguntarei aos meus serviços jurídicos se a Sonaecom pode ainda rever de novo o preço por cada acção. Se puder, aguentarei até ao prazo final – que deverá ser o dia 27 de Fevereiro. Como a Caixa terá AG nesse dia, deliberaremos nesse dia. Se esta for a última oferta da Sonaecom, então tomaremos posição mais cedo”.

O Diário Económico sabe, de facto, que esta é a única possibilidade que a Sonaecom tem de aumentar a sua oferta sobre a PT. A lei é clara: quem oferece só pode rever o preço uma vez. Mais do que isso só no caso de surgir uma OPA concorrente – em que a Sonaecom terá de novo apenas uma oportunidade para cobrir essa oferta. O que significa que a Caixa tornará conhecida a sua posição antes da AG de dia 28. E como a Caixa, outros investidores.

Para a Sonaecom, a presença massiva dos investidores no dia 2 de Março é muito importante – o que levou mesmo a empresa de Belmiro de Azevedo a publicar anúncios na imprensa apelando à participação de todos os accionistas na referida AG. Terá sido por isso, de resto, que a Sonaecom anunciou ontem o novo preço: isso dá-lhe tempo de partir de novo em ‘roadshow’ para convencer os investidores internacionais de que este novo preço é o valor justo pelas acções da Portugal Telecom.

O ministro Mário Lino, que representa aqui as 500 acções douradas (golden-share) na posse do Estado português, disse ao Diário Económico que não tomaria para já nenhuma decisão.

Para quem não recorda, vale a pena lembrar que existe um núcleo de accionistas que deixou claro (desde o primeiro momento) que não venderia as suas acções a 9,5 euros. É nesse grupo que está o Banco Espírito Santo, como está também Joe Berardo e Nuno Vasconcelos - dois novos accionistas que compraram acções depois do anúncio da OPA e bem acima dos 9,5 euros que Belmiro queria inicialmente pagar pela PT. Os três são unânimes na reacção ao preço. Não vendem.

O BES considera que a proposta da Sonae não altera a posição da instituição, que continua a ser a de votar contra a desblindagem de estatutos no dia 2 e de recusar a proposta da Sonae.

“Isto é uma brincadeira. Este ainda não” é um valor sério”, diz Joe Berardo. Nuno Vasconcelos manifesta-se “um pouco desiludido” e reafirma que a 10,50 euros não irá votar a favor da desblindagem de estatutos. Por seu lado, Jorge Neto limita-se a dizer que a revisão do preço “merece a reflexão” da Associação dos Accionistas Minoritários, a que preside.

O aumento de preço, que o Diário Económico antecipou logo no dia 21 de Dezembro, vem tentar convencer estes e outros accionistas, como o multimilionário mexicano Carlos Slim a aceitar esta nova oferta.

Um ano depois do anúncio da oferta, tudo parece finalmente aproximar-se do fim e é bem provável que a Sonaecom chegue onde queria no primeiro momento: comprar a Portugal
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
 
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