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MensagemEnviado: 15/2/2007 18:52
por Ulisses Pereira
Penso que depois daquele incidente desastroso de há uns meses atrás com as declarações em privado à Maria Bartiromo, Bernanke passou a medir bem mais as suas palavras e tem feito a sua gestão com bastante sucesso.

Um abraço,
Ulisses

MensagemEnviado: 15/2/2007 18:50
por djovarius
Mas hoje, o "público" é mais complicado.

Bernanke está a ser claramente mais apertado pelo Congresso, já que há questões mais complexas, como a perda de postos de trabalho, a sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social, os problemas energéticos (escassez e custos), o proteccionismo como arma para combater o enorme défice externo.

Penso que Bernanke passa a mensagem com uma linguagem mais clara e directa do que o seu antecessor.
Fica claro que o FED está agora a deixar uma mensagem neutra sobre a Economia. Sendo os riscos iguais: inflação e crescimento poderão crescer tal como poderão abrandar, resta esperar por dados que mostrem uma ou outra tendência, para que se possa actuar em conformidade ao nível da política monetária.

Comentário djovarius: se continuarmos (mais dois meses) com dados negativos como os de hoje (falta ver a inflação amanhã e para a semana), acredito que o viés dos juros será de baixa. Por agora, nem para cima nem baixo :roll:

O mercado não deve desgostar da situação actual.

Abraço

dj

Palavras de hoje de Bernanke

MensagemEnviado: 15/2/2007 17:30
por Ulisses Pereira
O presidente da FED, há alguns momentos, falou sobre o estado da economia e deixo aqui algumas ideias chave por ele hoje defendidas:

:arrow: A FED reagirá a dados novos e a potenciais riscos.

:arrow: Há riscos em ambas as direcções.

:arrow: A economia parece estar forte.

:arrow: A inflação está um pouco acima do que gostariamos que estivesse.

:arrow: Se a inflação subir, a FED terá que subir as taxas.

:arrow: Continua a haver uma forte procura por activos americanos.

:arrow: Há risco de, no futuro, haver diminuição dessa procura.

:arrow: A China necessita de dar maior flexibilidade ao Yuan.

Um abraço,
Ulisses