MERCADOS Publicado 15 Fevereiro 2007 6:30
Barclays prevê correcção nas acções nacionais até ao fim do ano
O Barclays revelou as suas previsões para o PSI-20 em 2007, que apontam para uma valorização de 4,5%. Uma subida que já foi ultrapassada só no espaço de um mês e meio, com o índice a somar perto de 6%. O banco acredita que a bolsa nacional vai sofrer uma correcção.
--------------------------------------------------------------------------------
Ana Filipa Rego
arego@mediafin.pt
O Barclays revelou as suas previsões para o PSI-20 em 2007, que apontam para uma valorização de 4,5%. Uma subida que já foi ultrapassada só no espaço de um mês e meio, com o índice a somar perto de 6%. O banco acredita que a bolsa nacional vai sofrer uma correcção.
Na Conferência Barclays Global Outlook, Luis Tavares Bravo, responsável pelo Departamento de "research" do banco britânico em Portugal, revelou que o seu alvo para o PSI-20 no final de 2007 é de 11.697 pontos, o que implica um potencial de valorização de cerca de 4,5% face ao nível do índice no início do ano.
O que significa que tendo em conta que o principal índice da bolsa nacional acumula já um ganho anual de 5,9% e negoceia actualmente nos 11.861,74 pontos, deverá corrigir. "Mas não vejo uma grande probabilidade de uma correcção sustentada do PSI-20", sublinhou o mesmo responsável. Até porque a valorização esperada, não contempla totalmente o eventual impacto de novos movimentos de consolidação no mercado. "[As fusões e aquisições] poderão conferir um potencial adicional ao mercado, facto que nos leva a reiterar um posicionamento de sobre-ponderação para o índice PSI-20", explicou Luis Bravo.
Para 2007, além dos movimentos de fusões e aquisições, o mesmo responsável referiu que o conjunto de projectos e de infra-estruturas que o País tem até 2009 deverá ter um impacto positivo já este ano e que a procura externa está "bastante robusta".
Neste contexto, "continuamos a privilegiar sectores como a construção, materiais e energia". Apesar da valorização expressiva registada em 2006, a Mota-Engil é a "top pick" do banco na construção. A Semapa também está entre as preferidas.
No sector energético, a EDP é a principal escolha beneficiando do M&A. Para Luis Bravo, a eléctrica "será forçada a participar como parceiro ou então terá que enfrentar os riscos do mercado". Na banca, preferem o BCP ao BPI e ao BES. O banco presidido por Paulo Teixeira Pinto é o banco que apresenta os "melhores múltiplos para o sector europeu", explicou o responsável citando ainda a Jerónimo Martins como top pick para o sector do retalho e a Impresa porque foi muito penalizada em 2006.
Passado um mês e meio do início do ano, a carteira actual é composta pela Galp, pelo BES, pela Cimpor, Impresa, EDP e BCP.