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Enviado:
8/2/2007 22:45
por Valete
O queijo. Talvez não o tenha feito da melhor forma, mas pelo menos levou mais em consideração as pessoas que o elegeram, do que qualquer ordem partidária. E isso devia ser a regra.

Enviado:
8/2/2007 22:41
por MarcoAntonio
Valete Escreveu:Se estiveres a falar dos deputados que supostamente deveriam defender os interesses dos seus distritos na Assembleia da República. Concordo. Aliás desafio qualquer um a dizer que deputados elegeu pelo seu distrito, nas últimas eleições legislativas? Porque é sobre isso que somos chamados a votar. Ora se estamos a votar em pessoas, que não conhecemos e muitas vezes nem são do distrito, como podemos exercer uma cidadania activa e exigir resultados práticos? Depois vem com a treta que votar é um dever.
Eu lembro-me de um que defendeu a região que o elegeu e foi 'trucidado' na praça pública por isso.


Enviado:
8/2/2007 22:37
por Valete
Se estiveres a falar dos deputados que supostamente deveriam defender os interesses dos seus distritos na Assembleia da República. Concordo. Aliás desafio qualquer um a dizer que deputados elegeu pelo seu distrito, nas últimas eleições legislativas? Porque é sobre isso que somos chamados a votar. Ora se estamos a votar em pessoas, que não conhecemos e muitas vezes nem são do distrito, como podemos exercer uma cidadania activa e exigir resultados práticos? Depois vem com a treta que votar é um dever.

Enviado:
8/2/2007 22:27
por Pata-Hari
Eu só pedi que explicasses a tua opinião.

Enviado:
8/2/2007 22:23
por mcarvalho
Pata eu sei..estás muito nervosa ..
cada um que tire as suas conclusões
até amanhã
mcarvalho

Enviado:
8/2/2007 22:17
por Pata-Hari
mcarvalho, "não compreenderias" é um insulto

. Eu não sou mais estupida que ninguém, costumo perceber o que me explicam.

Enviado:
8/2/2007 22:13
por mcarvalho
Pata.. desculpa mas não compreenderias..
mas, como gostas de ganhar tenho a humildade suficiente para te responder.. ganhaste!!!!
Quando for para discutir Sadam, Palestina e Iraque
conta comigo
cumprimentos
mcarvalho

Enviado:
8/2/2007 22:05
por Pata-Hari
mcarvalho, mais uma vez não respondes. Ou tens uma opinião que expressas ou não tens. Não a estás a expressar, estás a desconversar. Tal como fizeste com o Elias.
Pata

Enviado:
8/2/2007 21:57
por mcarvalho
se fosses ou conhecesses o interior, nem sequer tinhas formulado a pergunta que formulaste
mcarvalho

Enviado:
8/2/2007 21:53
por Pata-Hari
mcarvalho, eu fiz-te uma pergunta directa,só te peço que respondas e não que me faças outra pergunta. Eu ser ou não do interior não invalida que eu faça a pergunta ou que tu respondas, é irrelevante. Ou se tem resposta, ou não.
o Interior fica a

Enviado:
8/2/2007 21:42
por mcarvalho
de 50 a 200Km do litotal
Pata

Enviado:
8/2/2007 21:39
por mcarvalho
ès do Interior?
o que é que conheces do Interior?
mcarvalho

Enviado:
8/2/2007 21:28
por Pata-Hari
Ó mcarvalho, desculpa lá, o que tem a ver o número de responsaveis oriundos do interior com o que quer que seja...? e o que tem o renegar as raizes com tudo o resto? porque carga de água alguém tem o direito de criticar as escolhas de alguém que escolhe algo que considera ser uma vida melhor?
Fora este aparte, devo dizer que concordo com o Elias.

Enviado:
8/2/2007 21:10
por mcarvalho
Muito bem Gibóia
e, é curioso que os grandes responsáveis são oriundos do Interior
que," influenciados pela pompa de Lisboa .. atraiçoaram os conterraneos que tão orgulhosamente neles confiaram"
Um povo que renega as suas raízes não é NADA
ou então não tem raízes é uma amálgama
um abraço
mcarvalho

Enviado:
8/2/2007 20:03
por Jiboia Cega
Valete Escreveu:Em tempos houve algo chamado referendo sobre a Regionalização, o povo não quis.
Mas não temos, porque 95% dos que foram votar, não sabiam o que estavam a fazer, aliás a exemplo do que se passa em qualquer eleição.
É verdade, mas os políticos e os meios de comunicação, manipuladores da opinião pública como são, também não explicaram bem o processo e oobjectivo. Para mais sabendo-se da apetência que existe para o tachismo em Portugal. Foi pena, foi sim senhor...

Enviado:
8/2/2007 19:56
por Valete
Em tempos houve algo chamado referendo sobre a Regionalização, o povo não quis. De certeza que seríamos mais desenvolvidos e existiria, mais coesão social, a exemplo de Espanha. Mas não temos, porque 95% dos que foram votar, não sabiam o que estavam a fazer, aliás a exemplo do que se passa em qualquer eleição. Portanto assim continuamos, afastados do centro de decisão nacional, a transformar-nos num parque natural ou deserto.

Enviado:
8/2/2007 19:25
por Jiboia Cega
Elias,
Conheces a Extremadura (comunidade de Espanha)?
Eu conheço há mais de 20 anos. E lembro-me de lá ir e ver uma zona muito pior a todos os níveis que a "minha" Beira Interior. Hoje é o contrário. Porquê? Porque o governo espanhol investiu lá muito dinheiro vindo a UE. Quem ganhou com isso, falando em números, a economia espanhola. Badajoz de 1981 a 2001 cresceu 20% em termos demográficos. Porquê? Porque na Extremadura o governo resolveu investir. Espanha tem 19 comunidades comunidades autónomas. A Extremadura juntamente com a Andalucía eram as 2 comunidades autónomas mais pobres de Espanha há 20 anos. A Extremadura hoje está a meio da tabela...
Resumindo, para além da questão social, é preciso ver que no interior haveria todas as condições para que a nossa agricultura tivesse sucesso, por exemplo. Mas agora é tarde porque houve uma época que até fecharam as escolas industriais porque o que era bom era ser doutor e sujar as mãos era para os pobres (só se fosse de espírito...). Ao invés, a Espanha tem uma agricultura fortíssima (basta irmos a um supermercado e ver a origem das frutas e legumes que compramos) porque soube apostar nesse sector. E esse rendimento não vem de Madrid, Barcelona ou Bilbao: vem da Extremadura, da Galicia, da Andalucia e da Comunidad de Murcia.
Desculpem ser sempre o típico exemplo de Espanha mas é o que está mais perto e com quem nos costumamos comparar, para além de já ter vivido lá e estar a par dos acontecimentos.

Enviado:
7/2/2007 22:56
por Elias
DOW Escreveu:Se calhar a quem lá vive? pessoas? seres humanos? ou só lá habitam animais?
DOW, Tocaste no ponto. Interessa a quem lá vive. Quanto a isso estou inteiramente de acordo.
Contudo, relembrando que eu levantei a questão de um ponto de vista estritamente económico, reflictamos um pouco mais: quem lá vive beneficiará exactamente como? Certamente com mais negócios devido ao aumento populacional e à maior procura daí resultante? Maiores negócios que significam maior rendimento e consequentemente melhor qualidade de vida? Até aqui também sou capaz de concordar (isto partindo do discutível princípio de que maior rendimento significa melhor qualidade de vida).
O raciocínio parece lógico.
Acontece que esta questão não se esgota na melhoria das condições de vida (=económicas) das pessoas que habitam no interior.
Efectivamente há aqui outra "parte" envolvida: para que se possa fixar pessoas no interior, é necessário que haja uma migração em sentido inverso, ou seja, que haja pessoas interessadas em deixar o litoral para ir para o interior. Essas pessoas (as tais que iriam inverter esta migração para o litoral) também são pessoas e também são parte interessada em ter melhores condições de vida e só aceitarão ir para o interior se aí houver oportunidade para viver melhor. O problema é que até agora, mesmo com subsídios de natalidade, de nupcialidade, etc., não parece que tenham aparecido muitos interessados...
Vejo ainda outra hipótese que seria a de, mesmo sem uma migração em massa, haver investidores (particulares, institucionais, empresas, etc.) interessados em investir no interior. Investir na terra, no território, nas pessoas, nos serviços...
Quanto a isto até têm aparecido alguns (uma boa parte são espanhóis), mas se calhar o tipo de investimento feito (por exemplo comprando propriedades no Alentejo para fazer olival e pomares de citrinos) não chegam para colmatar a tendência de desertificação. Quem quer investir não se compadece com as condições de vida de quem lá está: vai decidir os seus investimentos de acordo com as perspectivas de obter rendimento. E aí, por muito que custe admiti-lo, é no litoral que estão as oportunidades.
mcarvalho Escreveu:
relê bem por favor o que escreveste e vê se consegues interpretar bem o que escreveste e lá tens a resposta
e, realmente é melhor não conversares em off tópics
fala só sobre números
um abraço à pessoa
mcarvalho
caro mcarvalho,
agradeço e retribuo o simpático abraço!
Elias
caro Elias

Enviado:
7/2/2007 22:24
por mcarvalho
relê bem por favor o que escreveste e vê se consegues interpretar bem o que escreveste e lá tens a resposta
e, realmente é melhor não conversares em off tópics
fala só sobre números
um abraço à pessoa
mcarvalho

Enviado:
7/2/2007 22:07
por DOW
Elias Escreveu:De um ponto de vista estritamente económico (ou seja ignorando, por um momento, os aspectos sociais que lhe estão subjacentes), a quem é que interessa combater a desertificação do interior?
Dito de outra forma, qual é exactamente o objectivo de fixar pessoas no interior? E em que medida isso contribuirá para o país mais competitivo e com melhores condições económicas que todos almejamos?
Elias Escreveu:E, por fim, volto à minha questão inicial: promover o (re)povoamento do interior interessa exactamente a quem?
Se calhar a quem lá vive? pessoas? seres humanos? ou só lá habitam animais?
Se calhar o mcarvalho até tem alguma ponta de razão...

Enviado:
7/2/2007 21:56
por Elias
Caro mcarvalho,
Algumas questões:
Porque a fixação apoiada de pessoas no litoral em nada contribuiu para o país mais competitivo e com melhores condições económicas que todos almejamos e os resultados estão bem à vista .. a estratégia falhou..
Não percebi muito bem em que te baseias para afirmar que a fixação de pessoas no litoral não contribuiu para tornar o país mais competitivo e que as condições económicas não melhoraram.
Que resultados à vista são esses a que fazes referência? E porque consideras a migração de pessoas para o litoral como uma "estratégia"?
conclusão .. há que por em prática alternativas ao litoral
e o que te leva a acreditar que fixando pessoas no interior se consegue melhorar a competitividade do país e melhorar a sua situação económica?
E, por fim, volto à minha questão inicial: promover o (re)povoamento do interior interessa exactamente a
quem?
1 abraço,
Elias

Enviado:
7/2/2007 18:50
por mcarvalho
Caro Elias
cito
"Dito de outra forma, qual é exactamente o objectivo de fixar pessoas no interior? E em que medida isso contribuirá para o país mais competitivo e com melhores condições económicas que todos almejamos? "
[b]Porque a fixação apoiada de pessoas no litoral em nada contribuiu para o país mais competitivo e com melhores condições económicas que todos almejamos e os resultados estão bem à vista .. a estratégia falhou..
conclusão .. há que por em prática alternativas ao
litoral

Enviado:
7/2/2007 15:37
por Valete
Penso que quando falamos de desertificação, devemos também ter em atenção o crescimento de cidades médias no interior. Crescimento feito á conta de algumas vilas e aldeias mais afastadas. Agora nas aldeias menos afastadas de alguns centros urbanos, existe uma classe cada vez maior, que são os emigrantes, que agora regressam, com grandes casas, carros e reformas suficientes para terem uma qualidade de vida 5 estrelas. E isso não vem nas estatísticas, mas que existe, existe. Mas sem nada a agradecer a Lisboa neste caso.

Enviado:
7/2/2007 15:36
por mcstreet
eu sou do interior e não sinto falta de ter cá mais gente, aliás por mim até podiam ir alguns para Lisboa, ou para o Porto..

Enviado:
7/2/2007 15:27
por Elias
De um ponto de vista estritamente económico (ou seja ignorando, por um momento, os aspectos sociais que lhe estão subjacentes), a quem é que interessa combater a desertificação do interior?
Dito de outra forma, qual é exactamente o objectivo de fixar pessoas no interior? E em que medida isso contribuirá para o país mais competitivo e com melhores condições económicas que todos almejamos?
(Nota: conforme já referi anteriormente, não pretendo alimentar off-topics, daí o ter levantado a questão sob um ponto de vista estritamente económico)
Saudações,
Elias