A quem serve este tipo de atitudes?!...
No mínimo estranho
VidaEconómica - sexta-feira, 16 de Março de 2007
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Fórum dedicado à discussão sobre os Mercados Financeiros - Bolsas de Valores
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É o desalinho total na fileira florestal. As empresas espanholas pagam mais pela madeira portuguesa. E a indústria papeleira nacional paga mais pela madeira importada, argumentando escassez de matéria-prima.
Pedro Serra Ramos, presidente da Anefa, a associação dos madeireiros, afirma que essa escassez é o resultado da política de preços baixos de compra.
As empresas nacionais importam a madeira da América do Sul a 90 euros/m3, continuando a pagar apenas 40 euros a 42 euros/m3 pela madeira nacional. Bastaria à indústria subir 15% ao preço de compra para assegurar um fornecimento adicional de 1,4 milhões de m3 de madeira de eucalipto.
Com as empresas a orientarem-se cada vez mais para a
exportação, a dificuldade de abastecimento da indústria nacional tende a agravar-se. Luís Costa Leal, director-geral da CELPA – Associação da Indústria Papeleira, afirma à "Vida Económica" que "só com uma intervenção forte e bem dirigida se podem minimizar as prováveis dificuldades que começam, já hoje, a sentir-se na floresta nacional". A reestruturação fundiária da propriedade florestal, o apoio à produção e a exigência de responsabilidades são algumas das medidas que apontam para alterar o imobilismo em que o sector florestal está mergulhado.
A Forestis propõe a criação de um conselho interdisciplinar, com forte capacidade de intervenção, sobretudo ao nível da gestão e organização do sect
mcarvalho Escreveu:Cardoso escreveu:
Já agora um aparte... já viram que a "censura" nem deixa escrever "metros **bicos"...
Alerta da Portucel
Madeira nacional só cobre metade da procura das celuloses
02.02.2007 - 09h14 Ana Fernandes PÚBLICO
As florestas nacionais não vão conseguir corresponder às necessidades da indústria de pasta e papel. Nem agora e muito menos em relação aos investimentos anunciados para aumento de capacidade das fábricas nos próximos anos.
O alerta é do grupo Portucel Soporcel, que, face aos números do inventário florestal nacional - que será divulgado na próxima semana -, prevê que a oferta interna se fique pelos 52 por cento das necessidades actuais e 45 por cento das futuras. Resta a importação, mais cara e que oferece menos qualidade. Por isso, pede mais investimento para o eucalipto.
Numa carta enviada ao ministro da Agricultura, a Portucel alerta que, nos últimos anos, o volume total em pé existente nas florestas portugueses decresceu 5,4 milhões de metros cúbicos, "quer sobretudo por efeito dos fogos florestais, quer pelo desenvolvimento da fileira florestal industrial, a qual, sem actualizações do inventário florestal, foi expandindo a sua capacidade", lê-se no documento.
Desde o último inventário, de 1995, regista-se um aumento da área coberta por eucaliptal produtivo de 14,6 por cento. Mas este crescimento corresponde apenas a um acréscimo de volume na ordem dos dez por cento. Só que, face a dados intercalares recolhidos em 2000 pela Celpa - a associação da indústria papeleira -, nos últimos anos houve uma queda abrupta na disponibilidade de matéria-prima. E o volume comerciável decresceu cerca de 12 por cento.
Os incêndios deram um importante contributo. Em dez anos, arderam 119 mil hectares de eucalipto. Mesmo que os povoamentos não desapareçam, as chamas interrompem o ciclo produtivo e se o proprietário não iniciar o ciclo novamente - o que implica corte e nova plantação sem que tenha havido retorno financeiro - a floresta perde produtividade.
Actualmente, as indústrias de pasta e papel necessitam de 7,5 milhões de metros cúbicos de material sem casca. Num futuro próximo - tanto a Portucel Soporcel como a Altri já anunciaram investimentos que permitem aumentar a sua capacidade de produção de pasta celulósica -, serão necessários mais 1,1 milhões de metros cúbicos.
Ora, "sabendo que apenas cerca de 15 por cento do volume total em pé deve ser extraído anualmente de forma a garantir a sustentabilidade física do recurso, conclui-se que a oferta interna anual de eucalipto andará na ordem dos 3,9 milhões de metros cúbicos sem casca", diz a Portucel.
A exploração insustentável da floresta não é opção pois, no mercado europeu, que é o principal destino dos produtos nacionais, uma tal hipótese é penalizada pelos consumidores e seria usada como arma de arremesso pelos principais concorrentes.
Resta a importação. A Portucel já está a receber madeira do Uruguai, pagando-a a 90 euros o metro cúbico, enquanto nos produtores nacionais o preço oscila entre os 42 e os 44. Com a agravante que a fibra nacional permite uma melhor qualidade no produto final.
A Altri assegura metade das suas necessidades com explorações próprias, comprando o restante a privados nacionais. Aposta no aumento da produtividade das produções portuguesas mas não põe de parte ter de recorrer a Espanha. Aliás, conta já com madeira vinda da Galiza que está a ser retirada na sequência dos incêndios do ano passado.
Na carta enviada ao ministro, a Portucel critica a discriminação negativa do eucalipto no Plano de Desenvolvimento Rural, que estipula os apoios para o sector agro-florestal nos próximos sete anos. E defende a utilização de solos agrícolas mais férteis para o cultivo desta espécie.
Se isso não for feito, defende a empresa, estará "em causa o actual quadro do desenvolvimento da fileira florestal do eucalipto em Portugal e o futuro de um sector estruturante da economia do país."
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=63