Caldeirão da Bolsa

PSI 20

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

PSI 20

por iurp » 30/1/2007 19:47

Todo o investidor tem um pouco de PSI...


O Portuguese Stock Index 20 (PSI 20), índice de referência da Euronext Lisbon, foi lançado com um basevalue de 3,000 pontos a 31 de Dezembro de 1992. O PSI 20 reflecte a evolução das 20 maiores e mais líquidas acções do universo das empresas portuguesas cotadas.

O desenvolvimento do PSI 20 teve como objectivos criar um:

Indicador da evolução do mercado accionista português;
Suporte à negociação de contratos futuros e opções.

Em resultado das suas características, o PSI 20 tem também vindo a ser seleccionado pelo mercado enquanto subjacente de derivados (ex.: Warrants, Certificados, etc), cujo comportamento depende da performance do mercado accionista português.

O ajustamento das acções que o compõem é realizado através do free float, sendo que cada uma não pode ter uma ponderação superior a 20%, aquando da revisão periódica do índice.
A última revisão ao Portuguese Stock Index 20, teve lugar em Janeiro p.p., com a entrada da Portucel e saída da ParaRede, que abandonou a carteira após seis anos de negociação consecutivos.

Actualmente, as 5 principais empresas do PSI 20 são a EDP, a Portugal Telecom, o BCP, o BES e o Banco BPI, que representam, em conjunto, cerca de 70% do índice.

Vejamos agora, a sua composição actual, ordenada de forma descendente pela sua capitalização bolsista:


Ticker Nome Peso no
Índice (%) N,º de acções
no Índice Cotação
EDP
Energias de Portugal SA
19,896
3.096.223
3,98

PTC
Portugal Telecom SGPS SA
16,676
1.012.584
10,20

BCP
Banco Comercial Português SA
16,326
3.611.330
2,80

BESNN
Banco Espirito Santo SA
9,332
400.000
14,45

BPIN
Banco BPI SA
7,632
760.000
6,22

BRISA
Brisa - Auto Estradas de Portugal SA
6,619
430.607
9,52

SON
Sonae SGPS SA
4,392
1.600.000
1,70

CIMP
Cimpor Cimentos de Portugal SGPS SA
4,056
403.200
6,23

PTLC
Portucel Empresa Produtora de Pasta e Papel
3,209
767.500
2,59

GALP
Galp Energia SGPS SA
2,342
224.549
6,46

PTM
PT Multimedia Serviços de Telecomunicações
2,055
123.598
10,30

JMAR
Jerónimo Martins SGPS SA
1,626
50.343
20,00

EGL
Mota Engil SGPS SA
1,541
163.709
5,83

SONI
Sonae indústria SGPS SA
1,465
112.000
8,10

SNC
Sonaecom - SGPS SA
0,884
91.562
5,98

ALTR
Altri SGPS SA
0,777
102.566
4,69

SEMA
Semapa - Sociedade de Investimento e Gestão
0,442
29.583
9,25

IPR
Impresa SGPS
0,387
50.400
4,76

NBA
Novabase SGPS SA
0,226
25.121
5,57

COFI
Cofina
0,119
41.026
1,79



Contudo, a partir de Julho de 2007, o PSI 20 terá novas regras.

A primeira novidade diz respeito à periodicidade da revisão que vai passar a ser anual, em vez de semestral como acontecia até agora.


As restantes alterações resultarão numa distribuição mais representativa do mercado português, sendo que:

será possível a qualquer empresa entrar directamente para o PSI 20 em caso de IPO, se a dimensão e/ ou liquidez o justificarem;
passa a existir um critério de turnover mínimo, correspondente a 10% das acções emitidas;
serão introduzidas alterações no método de ponderação e fórmula do índice:
n.º de acções emitidas;
Free float calculado com base em intervalos de 5%;
Actualização do n.º de acções de 1% para 5%;
A percentagem de ponderação de 20% para 15%.
As novas regras vão contribuir para uma maior estabilidade e previsibilidade na composição do índice e nas ponderações dos componentes, o que proporcionará um aumento da correlação entre o PSI 20 e o mercado em geral, que se traduzirá em:

menores custos para os investidores, consequência da revisão anual e limitação das alterações;
apuramento mais rigoroso dos níveis de free float;
melhor reflexo do mercado em geral;
diluição do peso máximo dos constituintes do índice.
Mas como se avaliam as entradas e saídas de títulos do PSI 20?

Para determinar as próximas entradas ou saídas de títulos do índice concorrem a:

Liquidez - medida pelo volume de transacção em Bolsa durante o período até à próxima revisão;
Capitalização bolsista - ajustada pelo free float que terá de ser inferior a 20% (15% a partir de Julho de 2007).
Neste contexto, as empresas em carteira serão substituídas se ficarem posicionadas:

abaixo do 22º lugar no novo ranking;
em 21º ou 22º, se uma empresa que não conste no índice tenha ficado igual ou abaixo da 18ª posição.
Uma nova empresa será acrescentada se ficar classificada no novo ranking:

em 18º lugar ou mais alto;
em 19º ou 20º, substituindo uma acção posicionada em 22º ou abaixo.
E quem tem probabilidades de entrar?

A Euronext Lisbon divulga, regularmente, uma lista de espera constituída pelos 10 títulos com melhor classificação e maiores probabilidades de integrarem o índice.

Neste contexto, em Dezembro de 2006 foram colocadas em reserva as seguintes empresas, por ordem decrescente de prioridade:

Banif
Pararede
E. Santo Financial Group
Reditus
Teixeira Duarte
SAG Gest
Finibanco
Inapa
Ibersol
Corticeira Amorim
 
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