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MensagemEnviado: 4/3/2007 1:19
por tiopatinhas
O Ulisses teve aqui uma análise espectacular que a mim me obrigou no inicio de Fevereiro a resgatar o meu BRIC com ganhos de 12% em 2 meses... :wink:
Bem hajas Ulisses
Continuas a ter análises condimentadas de uma frieza e distanciamento dos factos que me deixam sem palavras :!: :wink:
Um abraço

MensagemEnviado: 3/3/2007 20:07
por iurp
Ulisses Pereira Escreveu:Augusto, um ano para mim já é um prazo demasiado grande para eu prever qualquer evolução. E porquê? Porque hoje posso fazer uma análise optimista e daqui a 2 semanas já estar a fazer pessimista e alguns irão acusar-me de ser um "vira casacas". Aliás, os analistas técnicos são muitas vezes vistos como agentes do Diabo, já que num dia, com uma acção a 10 euros gritam: "Ela vai ao céu!" e passado umas semanas com ela a 9 euros gritam "Ela vai ao chão!". Então amavamos a acção a 10 e agora odiamos a 9? Parece fazer pouco sentido, mas para mim faz muito. Os analistas técnicos não querem saber o valor da acção mas sim percepcionar o que é que os investidores acham dela :)

Mas numa pincelada muito sintética, digo-lhe que - naturalmente - o PSI tem uma tendência ascendente em qualquer horizonte temporal. Quem tem tentado lutar contra esta corrente e aberto posições curtas tem saído queimado face à força das ondas. Não há, por enquanto, quaisquer sinais que nos façam acreditar que o mercado irá inverter. Aliás, mesmo que o mercado tenha uma correcção forte, isso não será ainda suficiente para colocar em causa a tendência ascendente em causa. Diria que apenas uma vinda abaixo do suporte dos 10200 pontos no PSI faria acender um sinal amarelo de alerta de perigo para os touros.

Para mim, a questão mais importante em 2007 para a Bolsa portuguesa é saber o que vai acontecer, depois das OPA`s caso tenham sucesso. Se algumas dessas acções sairem do mercado, a Bolsa portuguesa perde grande parte do seu interesse.

Para já, os touros continuam a controlar - por inteiro - a Bolsa portuguesa. ATé quando? Se calhar era suposto eu responder a isso, mas acho que isso é mais tarefa para bruxos.

Um abraço,
Ulisses


A opinião de Ulisses Pereira em 30/01/2007. è evidente, ecomo ele diz e bem, o cenário pode mudar depressa.

Acho que esse sentimento se mantém na generalidade dos investidores.

MensagemEnviado: 3/3/2007 19:51
por Garfield
Acredito que seria possivel uma correcção parecida com a de Maio do ano passado que levaria o PSI-20 a testar talvez a zona dos 10.500 pts.

A queda de grandes pesos apos o insucesso das OPAs irá concerteza ajudar a que esse movimento descendente se materialize.

Re: Perspectivas para o PSI 20

MensagemEnviado: 3/3/2007 19:40
por iurp
iurp Escreveu:MERCADOS Publicado 29 Janeiro 2007 7:50
Visão da F&C Investments
"O PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subir"
"Mesmo depois do rendimento total do PSI-20 ter subido cerca de 34% em 2006, o mercado português não está caro". A posição é defendida por Pedro Pintassilgo, responsável da F&C Investments - sociedade responsável pela gestão de activos do Millennium bcp e líder no mercado português.

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Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt



"Mesmo depois do rendimento total do PSI-20 ter subido cerca de 34% em 2006, o mercado português não está caro". A posição é defendida por Pedro Pintassilgo, responsável da F&C Investments - sociedade responsável pela gestão de activos do Millennium bcp e líder no mercado português.

Durante uma apresentação à imprensa na sexta-feira, em Londres, Pedro Pintassilgo sublinhou que o índice de referência para Portugal está a transaccionar com múltiplos historicamente baixos, apesar da forte valorização registada no ano passado.

Para Pedro Pintassilgo, "é de prever que a bolsa nacional volte a ter um desempenho muito positivo durante este ano", embora não avance com uma estimativa de subida para os próximos 12 meses. Este optimismo baseia-se em três factores essenciais: o valor fundamental das empresas portuguesas, a actividade de fusões e aquisições, e a melhoria das condições macroeconómicas.

Pedro Pintassilgo refuta a ideia de que a bolsa de Lisboa possa estar cara só pelos fortes retornos obtidos no ano passado. E explica: "Para mim, um mercado não está caro por ter subido muito, mas por estar acima do seu valor justo. E não é isso que se verifica com o PSI-20."

Embora reconheça que os múltiplos do mercado nacional parecem relativamente exigentes, o responsável realça que historicamente ainda estão baixos. Analisando os últimos dez anos, conclui que o mercado "está a transaccionar com um dos PER ( indicador financeiro frequentemente utilizado para analisar se uma acção está cara face aos lucros) mais baixos dos últimos dez anos".

O mesmo se verifica com outros múltiplos financeiros, como o Price/Book Value (preço pago sobre o valor contabilístico) e o Ev/EBITDA (valor sobre o EBITDA).

Pedro Pintassilgo recorda ainda que o PSI-20 está a mais de 22% do máximo histórico alcançado em 2000, sendo inclusive um dos índices europeus mais distante desse recorde. Por isso, conclui que o "PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subir".

A par da análise financeira, existem circunstâncias micro e macroeconómicas que suportam o optimismo da F&C para a bolsa portuguesa. Pedro Pintassilgo defende que "existe valor fundamental e ‘upside’ em vários títulos portugueses", em particular nas 11 empresas que elege para os próximos 12 meses (ver caixas). São elas a Altri, a Portucel, a Semapa, a Inapa, a Sonaecom, a PT Multimédia, a Ibersol, a Sonae Indústria, a Corticeira Amorim, a Impresa e a Cimpor.

Neste âmbito, destaca o crescente nível de internacionalização das empresas nacionais, que tem tido efeitos positivos nos resultados.

A diversificação geográfica das empresas portuguesas é precisamente um dos argumentos que levam a F&C a acreditar que "os movimentos de consolidação interna e externa não vão parar este ano". "As empresas têm dimensão, estão bem capitalizadas e oferecem exposição a vários mercados, por isso são muito atractivas quer do ponto de vista externo quer interno", explicou Pedro Pintassilgo, recordando que a grande liquidez no sistema financeiro internacional suportará o crescimento da actividade internacional de fusões e aquisições (M&A).

As boas perspectivas para a bolsa também passam por um cenário macroeconómico mais favorável. O responsável da F&C realça que "estamos finalmente a ver a taxa de crescimento do PIB a ser revista em alta, por parte do Banco de Portugal e da Comissão Europeia, ao mesmo tempo que o ambiente macroeconómico da Zona Euro, que é o nosso principal mercado de exportação, está a melhorar". A nível interno, destaca o plano de investimentos públicos e privados até 2018, no valor de 41,2 mil milhões de euros, que considera ser "uma oportunidade crescimento para empresas de diversos sectores".

Riscos são internacionais

Reconhecendo que qualquer previsão da evolução do mercado no prazo de um ano é susceptível de erros, Pedro Pintassilgo acredita que os principais riscos à subida das acções portuguesas residem nos mercados internacionais. A deterioração do sentimento económico internacional e um cenário de "hard lending" nos EUA, deverão ter efeitos negativos no comportamento das bolsas mundiais. Também existe um risco geopolítico no Médio Oriente, em particular no Irão, que é imprevisível e terá um impacto imediato na subida dos preços do petróleo.


Só para recordar...


Abraço e BN

MensagemEnviado: 31/1/2007 13:47
por Ulisses Pereira
Augusto, devco referir que não negoceio o mercado chinês e apenas o sigo numa perspectiva global.

As características do movimento que o mercado chinês está a fazer são indicadoras que , mais cedo ou mais tarde, chegará uma correcção forte. O movimento é demasiado hiperbólico para que possa ser sustentado. O mundo inteiro quer as acções chinesas dado o potencial da economia chinesa e perspectivas futuras mas, pessoalmente, acredito que não demorará muito até à Bolsa chinesa atingir um topo de curto prazo. Claro que estes movimentos de euforia podem ser prolongar-se por mais tempo do que o expectável e o final dos moovimentos são quando os preços mais aceleram, mas eu teria cautela antes de lá investir.

Concordo quando às excelentes perspectivas de longo prazo da economia chinesa mas, como não me canso de referir, Economia é uma coisa Bolsa é outra. E, apesar de estar bullish no longo prazo, não aconselharia ninguém a investir no mercado accionista chinês antes de surgir uma forte correcção. Que pode demorar um mês ou um ano para acontecer.

Um abraço,
Ulisses

MensagemEnviado: 31/1/2007 0:37
por Economista555
Obrigado Ulisses.
Não querendo abusar da tua boa vontade qual a tua opinião sobre a evolução da bolsa chinesa? Ou não andas por esses lados?

Abr
Augusto

MensagemEnviado: 30/1/2007 14:08
por Ulisses Pereira
Augusto, um ano para mim já é um prazo demasiado grande para eu prever qualquer evolução. E porquê? Porque hoje posso fazer uma análise optimista e daqui a 2 semanas já estar a fazer pessimista e alguns irão acusar-me de ser um "vira casacas". Aliás, os analistas técnicos são muitas vezes vistos como agentes do Diabo, já que num dia, com uma acção a 10 euros gritam: "Ela vai ao céu!" e passado umas semanas com ela a 9 euros gritam "Ela vai ao chão!". Então amavamos a acção a 10 e agora odiamos a 9? Parece fazer pouco sentido, mas para mim faz muito. Os analistas técnicos não querem saber o valor da acção mas sim percepcionar o que é que os investidores acham dela :)

Mas numa pincelada muito sintética, digo-lhe que - naturalmente - o PSI tem uma tendência ascendente em qualquer horizonte temporal. Quem tem tentado lutar contra esta corrente e aberto posições curtas tem saído queimado face à força das ondas. Não há, por enquanto, quaisquer sinais que nos façam acreditar que o mercado irá inverter. Aliás, mesmo que o mercado tenha uma correcção forte, isso não será ainda suficiente para colocar em causa a tendência ascendente em causa. Diria que apenas uma vinda abaixo do suporte dos 10200 pontos no PSI faria acender um sinal amarelo de alerta de perigo para os touros.

Para mim, a questão mais importante em 2007 para a Bolsa portuguesa é saber o que vai acontecer, depois das OPA`s caso tenham sucesso. Se algumas dessas acções sairem do mercado, a Bolsa portuguesa perde grande parte do seu interesse.

Para já, os touros continuam a controlar - por inteiro - a Bolsa portuguesa. ATé quando? Se calhar era suposto eu responder a isso, mas acho que isso é mais tarefa para bruxos.

Um abraço,
Ulisses

MensagemEnviado: 29/1/2007 23:53
por Economista555
Tens toda a razão Ulisses, mas gostava de saber a tua opinião sobre a evolução do PSI-20 este ano.

Abraço
Augusto

MensagemEnviado: 29/1/2007 14:03
por petar
Ora Ulisses. E então o povom ia investir onde? Ainda não existem fundos em Portugal que se assumam como trabalhando com shorts "à voulonté". E é disso que se trata.

MensagemEnviado: 29/1/2007 13:39
por Ulisses Pereira
Pedro Pintassilgo utilizou vários argumentos para justificar a sua perspectiva, pelo que não estão em causa as palavras dele, nem a forma ética como o fez. Nem tão pouco a minha visão sobre o PSI que tem sido "Bullish" nos últimos anos face à tendência claramente de alta em que se encontra. Queria apenas lançar uma questão:

Alguma vezes ouviram/leram algum gestor de fundos portugueses defender que o "próximo ano" (estejamos nós em, 1997, 2000, 2003 ou 2007) vai ser mau? Nunca. Jamais.

Um abraço,
Ulisses

Perspectivas para o PSI 20

MensagemEnviado: 29/1/2007 11:00
por iurp
MERCADOS Publicado 29 Janeiro 2007 7:50
Visão da F&C Investments
"O PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subir"
"Mesmo depois do rendimento total do PSI-20 ter subido cerca de 34% em 2006, o mercado português não está caro". A posição é defendida por Pedro Pintassilgo, responsável da F&C Investments - sociedade responsável pela gestão de activos do Millennium bcp e líder no mercado português.

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Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt



"Mesmo depois do rendimento total do PSI-20 ter subido cerca de 34% em 2006, o mercado português não está caro". A posição é defendida por Pedro Pintassilgo, responsável da F&C Investments - sociedade responsável pela gestão de activos do Millennium bcp e líder no mercado português.

Durante uma apresentação à imprensa na sexta-feira, em Londres, Pedro Pintassilgo sublinhou que o índice de referência para Portugal está a transaccionar com múltiplos historicamente baixos, apesar da forte valorização registada no ano passado.

Para Pedro Pintassilgo, "é de prever que a bolsa nacional volte a ter um desempenho muito positivo durante este ano", embora não avance com uma estimativa de subida para os próximos 12 meses. Este optimismo baseia-se em três factores essenciais: o valor fundamental das empresas portuguesas, a actividade de fusões e aquisições, e a melhoria das condições macroeconómicas.

Pedro Pintassilgo refuta a ideia de que a bolsa de Lisboa possa estar cara só pelos fortes retornos obtidos no ano passado. E explica: "Para mim, um mercado não está caro por ter subido muito, mas por estar acima do seu valor justo. E não é isso que se verifica com o PSI-20."

Embora reconheça que os múltiplos do mercado nacional parecem relativamente exigentes, o responsável realça que historicamente ainda estão baixos. Analisando os últimos dez anos, conclui que o mercado "está a transaccionar com um dos PER ( indicador financeiro frequentemente utilizado para analisar se uma acção está cara face aos lucros) mais baixos dos últimos dez anos".

O mesmo se verifica com outros múltiplos financeiros, como o Price/Book Value (preço pago sobre o valor contabilístico) e o Ev/EBITDA (valor sobre o EBITDA).

Pedro Pintassilgo recorda ainda que o PSI-20 está a mais de 22% do máximo histórico alcançado em 2000, sendo inclusive um dos índices europeus mais distante desse recorde. Por isso, conclui que o "PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subir".

A par da análise financeira, existem circunstâncias micro e macroeconómicas que suportam o optimismo da F&C para a bolsa portuguesa. Pedro Pintassilgo defende que "existe valor fundamental e ‘upside’ em vários títulos portugueses", em particular nas 11 empresas que elege para os próximos 12 meses (ver caixas). São elas a Altri, a Portucel, a Semapa, a Inapa, a Sonaecom, a PT Multimédia, a Ibersol, a Sonae Indústria, a Corticeira Amorim, a Impresa e a Cimpor.

Neste âmbito, destaca o crescente nível de internacionalização das empresas nacionais, que tem tido efeitos positivos nos resultados.

A diversificação geográfica das empresas portuguesas é precisamente um dos argumentos que levam a F&C a acreditar que "os movimentos de consolidação interna e externa não vão parar este ano". "As empresas têm dimensão, estão bem capitalizadas e oferecem exposição a vários mercados, por isso são muito atractivas quer do ponto de vista externo quer interno", explicou Pedro Pintassilgo, recordando que a grande liquidez no sistema financeiro internacional suportará o crescimento da actividade internacional de fusões e aquisições (M&A).

As boas perspectivas para a bolsa também passam por um cenário macroeconómico mais favorável. O responsável da F&C realça que "estamos finalmente a ver a taxa de crescimento do PIB a ser revista em alta, por parte do Banco de Portugal e da Comissão Europeia, ao mesmo tempo que o ambiente macroeconómico da Zona Euro, que é o nosso principal mercado de exportação, está a melhorar". A nível interno, destaca o plano de investimentos públicos e privados até 2018, no valor de 41,2 mil milhões de euros, que considera ser "uma oportunidade crescimento para empresas de diversos sectores".

Riscos são internacionais

Reconhecendo que qualquer previsão da evolução do mercado no prazo de um ano é susceptível de erros, Pedro Pintassilgo acredita que os principais riscos à subida das acções portuguesas residem nos mercados internacionais. A deterioração do sentimento económico internacional e um cenário de "hard lending" nos EUA, deverão ter efeitos negativos no comportamento das bolsas mundiais. Também existe um risco geopolítico no Médio Oriente, em particular no Irão, que é imprevisível e terá um impacto imediato na subida dos preços do petróleo.