O PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subi
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O PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subi
"O PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subir"
"Mesmo depois do rendimento total do PSI-20 ter subido cerca de 34% em 2006, o mercado português não está caro". A posição é defendida por Pedro Pintassilgo, responsável da F&C Investments - sociedade responsável pela gestão de activos do Millennium bcp e líder no mercado português.
Durante uma apresentação à imprensa na sexta-feira, em Londres, Pedro Pintassilgo sublinhou que o índice de referência para Portugal está a transaccionar com múltiplos historicamente baixos, apesar da forte valorização registada no ano passado.
Para Pedro Pintassilgo, "é de prever que a bolsa nacional volte a ter um desempenho muito positivo durante este ano", embora não avance com uma estimativa de subida para os próximos 12 meses. Este optimismo baseia-se em três factores essenciais: o valor fundamental das empresas portuguesas, a actividade de fusões e aquisições, e a melhoria das condições macroeconómicas.
Pedro Pintassilgo refuta a ideia de que a bolsa de Lisboa possa estar cara só pelos fortes retornos obtidos no ano passado. E explica: "Para mim, um mercado não está caro por ter subido muito, mas por estar acima do seu valor justo. E não é isso que se verifica com o PSI-20."
Embora reconheça que os múltiplos do mercado nacional parecem relativamente exigentes, o responsável realça que historicamente ainda estão baixos. Analisando os últimos dez anos, conclui que o mercado "está a transaccionar com um dos PER ( indicador financeiro frequentemente utilizado para analisar se uma acção está cara face aos lucros) mais baixos dos últimos dez anos".
O mesmo se verifica com outros múltiplos financeiros, como o Price/Book Value (preço pago sobre o valor contabilístico) e o Ev/EBITDA (valor sobre o EBITDA).
Pedro Pintassilgo recorda ainda que o PSI-20 está a mais de 22% do máximo histórico alcançado em 2000, sendo inclusive um dos índices europeus mais distante desse recorde. Por isso, conclui que o "PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subir".
A par da análise financeira, existem circunstâncias micro e macroeconómicas que suportam o optimismo da F&C para a bolsa portuguesa. Pedro Pintassilgo defende que "existe valor fundamental e ?upside? em vários títulos portugueses", em particular nas 11 empresas que elege para os próximos 12 meses (ver caixas). São elas a Altri, a Portucel, a Semapa, a Inapa, a Sonaecom, a PT Multimédia, a Ibersol, a Sonae Indústria, a Corticeira Amorim, a Impresa e a Cimpor.
Neste âmbito, destaca o crescente nível de internacionalização das empresas nacionais, que tem tido efeitos positivos nos resultados.
A diversificação geográfica das empresas portuguesas é precisamente um dos argumentos que levam a F&C a acreditar que "os movimentos de consolidação interna e externa não vão parar este ano". "As empresas têm dimensão, estão bem capitalizadas e oferecem exposição a vários mercados, por isso são muito atractivas quer do ponto de vista externo quer interno", explicou Pedro Pintassilgo, recordando que a grande liquidez no sistema financeiro internacional suportará o crescimento da actividade internacional de fusões e aquisições (M&A).
As boas perspectivas para a bolsa também passam por um cenário macroeconómico mais favorável. O responsável da F&C realça que "estamos finalmente a ver a taxa de crescimento do PIB a ser revista em alta, por parte do Banco de Portugal e da Comissão Europeia, ao mesmo tempo que o ambiente macroeconómico da Zona Euro, que é o nosso principal mercado de exportação, está a melhorar". A nível interno, destaca o plano de investimentos públicos e privados até 2018, no valor de 41,2 mil milhões de euros, que considera ser "uma oportunidade crescimento para empresas de diversos sectores".
Riscos são internacionais
Reconhecendo que qualquer previsão da evolução do mercado no prazo de um ano é susceptível de erros, Pedro Pintassilgo acredita que os principais riscos à subida das acções portuguesas residem nos mercados internacionais. A deterioração do sentimento económico internacional e um cenário de "hard lending" nos EUA, deverão ter efeitos negativos no comportamento das bolsas mundiais. Também existe um risco geopolítico no Médio Oriente, em particular no Irão, que é imprevisível e terá um impacto imediato na subida dos preços do petróleo.
A jornalista viajou a convite da F&C Investments
2007/01/29 - 07:50
Fonte: Canal de Negócios
"Mesmo depois do rendimento total do PSI-20 ter subido cerca de 34% em 2006, o mercado português não está caro". A posição é defendida por Pedro Pintassilgo, responsável da F&C Investments - sociedade responsável pela gestão de activos do Millennium bcp e líder no mercado português.
Durante uma apresentação à imprensa na sexta-feira, em Londres, Pedro Pintassilgo sublinhou que o índice de referência para Portugal está a transaccionar com múltiplos historicamente baixos, apesar da forte valorização registada no ano passado.
Para Pedro Pintassilgo, "é de prever que a bolsa nacional volte a ter um desempenho muito positivo durante este ano", embora não avance com uma estimativa de subida para os próximos 12 meses. Este optimismo baseia-se em três factores essenciais: o valor fundamental das empresas portuguesas, a actividade de fusões e aquisições, e a melhoria das condições macroeconómicas.
Pedro Pintassilgo refuta a ideia de que a bolsa de Lisboa possa estar cara só pelos fortes retornos obtidos no ano passado. E explica: "Para mim, um mercado não está caro por ter subido muito, mas por estar acima do seu valor justo. E não é isso que se verifica com o PSI-20."
Embora reconheça que os múltiplos do mercado nacional parecem relativamente exigentes, o responsável realça que historicamente ainda estão baixos. Analisando os últimos dez anos, conclui que o mercado "está a transaccionar com um dos PER ( indicador financeiro frequentemente utilizado para analisar se uma acção está cara face aos lucros) mais baixos dos últimos dez anos".
O mesmo se verifica com outros múltiplos financeiros, como o Price/Book Value (preço pago sobre o valor contabilístico) e o Ev/EBITDA (valor sobre o EBITDA).
Pedro Pintassilgo recorda ainda que o PSI-20 está a mais de 22% do máximo histórico alcançado em 2000, sendo inclusive um dos índices europeus mais distante desse recorde. Por isso, conclui que o "PSI-20 não está caro e só tem razões para continuar a subir".
A par da análise financeira, existem circunstâncias micro e macroeconómicas que suportam o optimismo da F&C para a bolsa portuguesa. Pedro Pintassilgo defende que "existe valor fundamental e ?upside? em vários títulos portugueses", em particular nas 11 empresas que elege para os próximos 12 meses (ver caixas). São elas a Altri, a Portucel, a Semapa, a Inapa, a Sonaecom, a PT Multimédia, a Ibersol, a Sonae Indústria, a Corticeira Amorim, a Impresa e a Cimpor.
Neste âmbito, destaca o crescente nível de internacionalização das empresas nacionais, que tem tido efeitos positivos nos resultados.
A diversificação geográfica das empresas portuguesas é precisamente um dos argumentos que levam a F&C a acreditar que "os movimentos de consolidação interna e externa não vão parar este ano". "As empresas têm dimensão, estão bem capitalizadas e oferecem exposição a vários mercados, por isso são muito atractivas quer do ponto de vista externo quer interno", explicou Pedro Pintassilgo, recordando que a grande liquidez no sistema financeiro internacional suportará o crescimento da actividade internacional de fusões e aquisições (M&A).
As boas perspectivas para a bolsa também passam por um cenário macroeconómico mais favorável. O responsável da F&C realça que "estamos finalmente a ver a taxa de crescimento do PIB a ser revista em alta, por parte do Banco de Portugal e da Comissão Europeia, ao mesmo tempo que o ambiente macroeconómico da Zona Euro, que é o nosso principal mercado de exportação, está a melhorar". A nível interno, destaca o plano de investimentos públicos e privados até 2018, no valor de 41,2 mil milhões de euros, que considera ser "uma oportunidade crescimento para empresas de diversos sectores".
Riscos são internacionais
Reconhecendo que qualquer previsão da evolução do mercado no prazo de um ano é susceptível de erros, Pedro Pintassilgo acredita que os principais riscos à subida das acções portuguesas residem nos mercados internacionais. A deterioração do sentimento económico internacional e um cenário de "hard lending" nos EUA, deverão ter efeitos negativos no comportamento das bolsas mundiais. Também existe um risco geopolítico no Médio Oriente, em particular no Irão, que é imprevisível e terá um impacto imediato na subida dos preços do petróleo.
A jornalista viajou a convite da F&C Investments
2007/01/29 - 07:50
Fonte: Canal de Negócios
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