Caso achem interessante...

Enviado:
3/1/2007 14:09
por Cali
Caros Caldeirenses,
Como alguns já repararam, eu não escrevo muito por aqui, e quando escrevo regra geral não digo grande coisa. Isto acontece porque apesar de eu vir ao Caldeirão quase diáriamente, e até gostar da casa e dos seus donos (especialmente os dois com quem mais tenho lidado nos ultimos anos, o Ulisses e o Marco) esta não é formalmente a minha ‘tasca’ cibernética.
Na outra tasca (a tal que posso chamar de ‘casa’), iniciei espontaneamente, em Janeiro do ano passado, um ‘mensário’, ou seja, um memorando mensal da minha actividade de trading. Inicialmente teve um determinado proposito (conforme poderão ver no mês de Janeiro, onde eu refiro que queria ser menos daytrader, e mais position trader), mas depois acabei por subverter um pouco o objectivo inicial, para o transformar apenas num diário, perdão, mensário pessoal, mas aberto aos meus compinchas da outra tasca. Isto porque por vezes sinto necessidade de relembrar periodos de trading já distantes, do passado, mas... tudo se perdeu, porque não registei muita coisa.
É claro que em Janeiro passado não fazia ideia de quais iriam ser os resultados do ano, mas as coisas foram acontecendo, paulatinamente, e culminaram no melhor ano de trading da minha existencia, pelos resultados absolutos, e pela gestão cuidada do risco (embora em tenha arriscado forte, quando entendi que o devia fazer), de forma a nunca deixar um disparate comprometer sériamente o resultado global.
É essa experiencia, e essas memórias que fui publicando mensalmente lá, que agora me atrevo a partilhar convosco, todas juntas, num unico tópico.
Já reli tudo de uma ponta á outra, e pareceu-me que ficou uma interessante novela por fasciculos, que pode conter algumas considerações pessoais que possam ser uteis ao pessoal que gosta da Bolsa, dos mercados, do trading, e especialmente aqueles que começaram nisto recentemente. É acima de tudo, relato de experiencia de vida bolsista, condensada, e na primeira pessoa. Não é literatura de primeira, nem eu sou um trader exemplar. Apenas tenho a minha propria forma desarrumada e emocional de ser eficiente.
Divirtam-se! (se tiverem pachorra...)
----------------------------------------------------------------------
JANEIRO
Como eu partilhei convosco a minha vontade de mudar de perfil de investidor de forma gradual ao longo deste ano, tentando adoptar uma postura menos de day trader e mais de médio-prazo, achei interessante fazer esta breve comparação entre os Janeiros de 2005 e o de 2006 , para ver até que ponto eu terei ou não conseguido começar a cumprir os meus objectivos.
Assim optei por comparar os seguintes parametros :
- quantidade de operações de compra e venda efectuadas
- variedade de titulos negociados
- valorização de carteira e variação do PSI no mesmo periodo
Os resultados foram estes:
................................Jan-2005.............Jan-2006.......variação aprox.
Variação do PSI-20........ + 6% ................ + 2%............ - 66%
Negocios realizados........ 66 .................. 59 .............. - 10%
Titulos negociados.......... 12 ................... 13 ............... + 10%
Variação de carteira...... + 8% ................ + 6% ............ - 25%
Performance versus PSI.. +33% ............. + 200%
Como é visivel, o resultado deste Janeiro, se comparado em termos de variação do PSI, foi francamente melhor em termos relativos, já que em termos absolutos, ganhei mais no Janeiro passado.
Contudo, no que respeita á minha ideia inicial, divulgada em Dezembro, não posso dizer que me tenha portado muito bem. Reduzi os trades em 10% (positivo), mas acabei por conseguir aumentar o numero de titulos por onde andei a ‘passear’, em busca do lucro nosso de cada dia.
Fechei o mês, contudo, com o sentimento de que apesar de tudo consegui ser um pouco menos emotivo e impulsivo do que no ano passado. Isto porque a partir da segunda semana comecei a reduzir o numero de titulos em que apostava, e comecei a concentrar-me mais naqueles que trazia na ideia virem a ser as boas apostas para este inicio de ano. Isto achava eu. Depois fui ver : desde 9 de Janeiro comprei e vendi o quê ? - SON, SNC, SONI, SEM, CIMPOR, PT, EDP, JMT, ENGIL,PAD. 10 ! 10 titulos diferentes! “Qual é o problema?”, perguntam vocês. Na practica, nenhum. Mas na verdade, só fiz lucro em 4 deles, sendo que por acaso foi mesmo naqueles em que eu mais acreditava (SON, SEM e ENGIL), enquanto o ultimo (SONI) foi uma mera questão de oportunidade. Tudo o resto deu caca, e de facto foram entradas pouco convictas (com excepção da Cimpor, de quem eu esperava mais, depois de romper o seu já barbudo tecto).
Balanço final:
Pontos positivos :
- tive lucro, substancial, e bati o PSI por 200% .
- reduzi o numero de negocios em 10%
Pontos negativos :
Continuo um chato do caraças com os meus impulsos de compra e venda, e apesar de me sentir menos “dedo no gatilho”, ainda não mudei quase nada. Não consegui ter nada em carteira mais de uma semana, com excepção da PAD, por motivos obvios: comprei no arranque, e fiquei ‘agarrado’.
Mais meses virão, e vocês verão!
--------------------------
FEVEREIRO
Na sequencia do exercicio iniciado no final de Janeiro, cá estou de novo a efectuar uma memória descritiva do que foi o ultimo mês, em termos de negocios especulativos.
O mês de Fevereiro, na nossa bolsita, foi muito interessante e gratificante. Escusado ssrá dizer que não cumpri nem ou pouco com o meu proposito de mudar de perfil de investidor, e passar a deter posições de médio prazo, reduzindo o numero de negocios mensais.
Apesar de infelizmente não ter tido oportunidade de aproveitar o esticão que a PT levou com a OPA, e de tambem ter ficado a ‘olhar’ para a valorização brutal da SON, na sequencia da mesma, soube ‘sentar-me’ na Sonae.com e esperar o tiro de partida.
A partir daí vocês já sabem: entrei pela zona dos 3.60 e saí de vez a 4.45, tendo pelo meio uns reforços e vendas parciais, motivados pelo meu sempre presente espirito desconfiado (ou medroso...), que me impediram de esmifrar em pleno a subida vertiginosa da SNC.
Alem da SNC, concentrei-me essencialmente na Semapa, na Engil e na Sonae Industria, que foram responsáveis pela grande maioria dos meus trades (que atingiram, de novo, uma quantidade imoral, mas...que hei-de fazer? Eu não me curo...) e tambem pela quase totalidade dos resultados obtidos.
Obtive uma valorização de conta-titulos (eu não lhe chamo carteira, porque de facto em nunca tenho uma carteira de titulos, tal a velocidade com que os mesmos entram e saem da conta...) de cerca de 8,5% , o que a juntar á de Janeiro coloca a valorização anual á roda dos 15%, contra cerca de 10% no PSI-20 (o meu grande adversário virtual, o qual faço questão de bater todos os anos).
Bom resultado, visto assim a ‘cru’. Contudo, o meu espirito eternamente insatisfeito (especialmente comigo proprio) leva-me a auto - chatear-me, porque sei que, devido á minha incontrolável ‘falta de ar’ fartei-me de cortar lucros que sabia de antemão prováveis de alcançar, tanto na SNC como na SONI, mas especialmente na Engil e na Semapa. Caso eu tivesse sabido confiar na minha analise inicial, em vez de me assustar com movimentos intraday e desatar a vender, teria facilmente atingido os 22% de valorização anual, o que ainda é muito ‘pilim’.
Este é de facto, o meu maior problema, ainda bem mais do que a tendencia para o ‘overtrading’. Meses fantásticos de bolsa altista como este que passou, não há muitos, e o não saber esmifrá-los na sua plenitude, mancha a performance do trader.
Ainda assim, e como pontos positivos , em termos absolutos, atingi um lucro liquido já superior a todo o obtido o ano passado (o que é obviamente, muito positivo) e soube manter-me fiel aos Titulos em que mais acreditava (apesar das vendas e reentradas parciais) , o que é o mais aproximado que consigo estar da manutenção de uma carteira estável.
Do proximo mês, já não espero muito. Estamos a entrar na fase em que eu desconfio dos mercados em geral, portanto conto movimentar-me com muito mais cautelas.
Vamos ver é se consigo....
-----------------------------
MARÇO
Olá outra vez! Missed me? Cá estou de novo, e enquanto me apetecer, a escrever as minhas memórias mensais neste, até agora glorioso ano de 2006.
Terminava eu assim, o resumo da carteira efectuada no final de Fevereiro :
“Do proximo mês, já não espero muito. Estamos a entrar na fase em que eu desconfio dos mercados em geral, portanto conto movimentar-me com muito mais cautelas. Vamos ver é se consigo....”.
Ás vezes as coisas não correm como pensamos... mas quando não correm assim, desta forma... YEEEEES ! Este Março revelou-se uma extraordinária surpresa, e permitiu-me elegê-lo como o meu melhor mês de sempre, em termos de desempenho e performance enquanto trader. Obviamente que o famoso mês dos 650% na Reditus, em 2000, foi superior em termos de resultados, mas isso foi fruto de um acaso feliz, e aconteceu num único negócio. A única virtude que tive, foi ter apostado nela naquela altura.
Contudo, neste mês de Março, auto-presenteei-me com uma valorização de carteira de 22%, fruto da actividade normal de trading, e da busca de oportunidades, tendo ainda me dado ao ‘luxo’ de desprezar a OPA BPI, no celebre dia em que resolvi vender a minha posição (80% da carteira) logo de manhã (isto ficará como uma negra mancha no meu histórico). Por isto eu entendo que este mês foi o meu melhor de sempre, porque foi fruto de algum trabalho, dedicação ao mercado, e de atenção e reacção ás oportunidades, e não de um mero acaso.
Depois, e regra geral, houve uma série de pequenas coincidências infelizes, que acabaram por reduzir, em muito, o resultado do mês, talvez fruto de algum excesso ou falta de confiança, mas especialmente fruto das famosas ‘leis de Murphy’ (onde de algum modo se inclui a venda precipitada do BPI imediatamente antes da OPA) :
- O titulo X, que andavas a vigiar, resolve arrancar vertiginosamente precisamente na meia hora do dia em que não estavas a olhar
- O site do banco resolve encravar precisamente na hora errada, ou a NET 'vai-se'.
- Esperas uma semana que o titulo X que tens em carteira arranque, e 30 segundo depois de desistires dele e o venderes, ei-lo que galga cêntimos desenfreadamente! Desesperado, voltas a comprar, e fazes o máximo do dia, sendo que logo começa alegremente a galgar os cêntimos no sentido contrário.
- Metes um stop automático de protecção, vais ali e já voltas, e quando regressas, vês que o titulo caiu apenas o suficiente para accionar o teu stop, e de seguida voltou tudo pra cima.
- Tens três titulos debaixo de olho. A liquidez não chega para todos. Escolhes dois. Sobe o terceiro...
Genericamente, mantive o mesmo tipo de postura agressiva, com largas dezenas de ordens efectuadas durante o mês, apostando forte nas oportunidades que me pareceram mais seguras, e não permitindo a acumulação de posições perdedoras em carteira, excepção feita á ultima semana, em que me tenho mantido agarrado a alguns pequenos ‘esqueletos’ que mantenho no meu armário, e que já me começam a incomodar : Engil, Semapa, Finibanco, todos com prejuizos pequenos. Alem disso, PAD, já desde Janeiro. Contudo, comprometem-me a liquidez, e isso eu não gosto. Por exemplo hoje acabei por arruinar uma entrada na SNC, por causa disso mesmo.
Já aqui tinha dito antes (no forum) que tenho uma ‘estranha’ média de cerca de 60% das vendas a perder, e apenas 40% a ganhar, sem que isso impacte negativamente a rendibilidade. A relação de percentagem entre perdas e ganhos é, neste mês, de cerca de 1 para 4, ou seja, perdi, em trades negativos, cerca de 8% da carteira, e ganhei, nos positivos, cerca de 30%.
Os melhores negocios do mês, e quase totalmente responsáveis pelas valorizações da carteira, foram feitos em :
BPI – 7% (pré-OPA)
BCP warrants – 4%
Reditus – 3%
EDP warrants – 6%
Cofina – 5%
Os piores do mês, foram em :
SON – 1%
BPI – 2% (pós-OPA)
O resto foram tudo perdas iguais ou inferiores a 0.5%, mas em maior numero.
Resta fazer o resumo da performance anual da carteira, versus o meu grande adversário, de seu nome PSI-20 : juntando os 22% deste mês com os 15% que trazia de trás, faço o já bonito numero de 37% de valorização, o que, convenhamos, para 3 meses é obra, e me coloca automaticamente no podium como o melhor trader na minha rua! Considerando que eu tenho um objectivo (modesto... ) de valorizar a conta-titulos na ordem dos 25% ao ano – objectivo delineado com base nos resultados médios dos ultimos anos - tenho ainda 9 meses pela frente para tentar não perder 12% ...
Entretanto, o pobre PSI-20, apesar de estar com uma performance impressionante, esforça-se para não me perder de vista, mas por esta altura, ele está claramente a milhas : 19%.
Para Abril, acabo como comecei. Se me enganar ... OPTIMO :
“Do proximo mês, já não espero muito. Estamos a entrar na fase em que eu desconfio dos mercados em geral, portanto conto movimentar-me com muito mais cautelas.
Vamos ver é se consigo....”.
--------------------------------------
ABRIL
Olá, cá estou eu de novo, para fazer o balanço de mais um mês de ‘avarias’ na Bolsa.
Se bem se lembram, no mês passado, rejubilava pelo facto de ter tido aquele que considero ser o meu melhor mês de bolsa de sempre, com 22% de valorização.
Para Abril, tambem disse que não esperava grande coisa. Genericamente, não me enganei. O PSI-20 finalmente parou para respirar, e teve um mês de lento apodrecimento, culminando com um desvalorização mensal de cerca de 2%. Como já esperava algo do genero já havia começado a dar mais atenção aos titulos fora do PSI-20, e nesta busca, esbarrei na Soares da Costa, quando ela começou a dar sinais de querer levantar vôo do ‘aeroporto’ dos 2 euros. Em boa hora o fiz, e no inicio de Abril, a Soares recompensou-me com 6% de valorização de carteira, com um subida vertiginosa, responsável por cerca de metade do lucro obtido no mês.
Isto só foi possivel porque gradualmente tenho acreditado mais e mais na minha forma de negociar o mercado, apostando mais forte em cada nova arrancada, e maximizando assim os resultados. Há um ano atrás, seria impensável para mim apostar o que apostei este mês na Soares da Costa. Cheguei a ter cerca de 50% da carteira num titulo com liquidez manhosa, e em situação altamente especulativa, mas achei que havia motivos para tal, e desta vez tive a coragem de o fazer.
Antes disso, porém, já a Altri tinha começado a fazer das suas, e eu tinha obtido uma amarga valorização global de quase 4%. Amarga? Sim, porque sem qualquer motivo, vendi a posição bem antes de esgotado o potencial do movimento de subida, e deixei fugir bem mais do que os 4% que ganhei. Erros que nos fazem aprender, e que espero não voltar a repetir.
Falando em erros, o resto do mês não foi muito simpático. Cometei erros que me custaram alguns prejuizos chatos de assumir:
Warrants EDP : - 3,8% (á cotação actual da EDP já não me arrependo de o ter feito, mas na altura, foi muito mal negociado, este trade, já que facilmente poderia ter saído com lucro).
Semapa: - 1 % (Resolvi lá voltar na altura errada, imediatamente antes do dividendo, e a partir daí fiz tudo errado. O total é de -3%, mas os outros 2% foram assumidos hoje, já em Maio.)
Finibanco: - 1% (percebi que não me devo meter com titulos cujo andamento não compreendo, por mais potencial de curto prazo que eu acho que eles têm)
Depois tive alguns pequenos ganhos e perdas em trades-relampago, mas que globalmente não afectaram a performance.
Estou ainda particularmente desapontado com a forma como negociei a Soares da Costa, já na segunda parte do mês, quando do segundo arranque que a levou aos 2,87.
Só fiz uma coisa acertada: foi ter vendido parte da carteira a 2,82. A partir daí foi uma sucessão de maus movimentos que acabaram por me levar grande parte do lucro. Acabei por abandonar a Soares da Costa a 2,72 , por não estar a gostar do comportamento, e estar com alguma dificuldade em a ‘compreender’. Espero lá voltar quando os sinais de interesse forem de novo evidentes.
E quando já não esperava nada mais de Abril, eis que ... Altri , de novo! A valorização obtida na passada sexta-feira, ultimo dia de negocios do mês, acabou por elevar a fasquia da valorização total da conta-titulos (ou carteira, como lhe quiserem chamar) para os 10% mensais , o que, quando comparado com a perda de 2% do PSI-20 me deixa bastante satisfeito.
Valorização mensal : 10%
Valorização anual (Janeiro-Abril) : 47%
Valorização homologa do PSI-20 : 16%
Objectivos para Maio? Eu tinha a esperança de poder negociar a Soares da Costa algures até acima dos 3 euros, e eventualmente o BPI até aos 6,30. De resto, não estava a ver mais nada a jeito para Maio. Mas depois, veio a Altri, e como entrei ‘á bruta’, mas mesmo ‘á bruta comó caraças!’, os resultados foram espectaculares. Hoje, primeiro dia de trading do mês, já tenho 7% de valorização de carteira para Maio! A partir daqui, até já posso relaxar...
Até daqui a um mês !
------------------------------------------------
MAIO
Hoje lá arranjei um bocadito (isto agora está mais atrapalhado, em termos de trabalho, e o tempo não abunda) para o resumo mensal do mês de Maio.
Bem sei que isto não tem grande interesse para vocês, mas como eu escrevo este resumo/memorando para mim proprio, não custa partilhá-lo.
Olá, cá estou eu de novo, para fazer o balanço de mais um mês de ‘trading, sweet trading’, na Bolsa nacional.
Abril já tinha sido um mês muito agradável para a conta-titulos, com 10% de valorização, e o inicio do mês Maio veio a revelar-se surpreendente tambem.
Se bem se lembram, iniciámos Maio contrariando a celebre máxima do “Sell in May and go away”, e o mercado em poucos dias deu algumas oportunidades para mais-valias chorudas. Assim, tivemos em poucos dias a Altri, a Engil e a Sonae.com a levarem esticões importantes, os quais felizmente pude aproveitar. Depois, e finalmente, a partir do dia 11/12, instalou-se a ‘moléstia’ que há tanto tempo era já esperada, e o mercado começou a cair em força. Aliviei posições na altura certa, e perservei quase integralmente a valorização obtida.
Durante algum tempo, fiquei de fora, a vê-las cair, mas como não podia deixar de ser, a vontade de reentrar em hipotéticos saldos revelou-se maior do que a prudencia, e acabei por, no dia 18 fazer a asneira do ano, ao entrar em força em EDP e SON, em máximos do dia, para depois as ver cair 4% em média, até ao final da sessão. Acabei por vender por stop loss nesse dia, e assumir a maior perda conjunta do ano, num só dia.
Culminei a 22 de Maio por vender por stop loss a posição reduzida que me restava em Soares da Costa, a 2,29 , no que se revelou vir a ser uma das mais frustrantes perdas assumidas, já que nos dias seguintes ela subiu cerca de 30%, na semana em que eu estive de férias.
Assim, Maio teve duas fases absolutamente distintas, na primeira das quais eu atingi uma impensável (para mim) valorização de 16% em meia duzia de dias, e depois, a partir de dia 10 começaram as 3 más decisões que acabaram por aniquilar 7% desse lucro, tendo conseguido, contudo, um saldo positivo mensal de 9% de valorização, o que comparado com a variação negativa mensal do PSI-20, de cerca de -6,5% , sabe muito melhor.
Vamos aos numeros:
Trades positivos significativos, e respectiva contribuição para a valorização da conta-titulos:
Altri : 10%
Sonae.com : 4%
Engil : 4%
Trades negativos :
Semapa: -2%
Sonae.com: -1%
Soares da Costa: -2%
EDP : -2%
Sonae.SGPS: - 2%
Pararede: -1%
Resultados globais anuais :
Valorização mensal : 9%
Valorização anual (Janeiro-Maio) : 56%
Valorização homologa do PSI-20 : 9 %
Já estamos em Junho, entretanto. Gradualmente estou a voltar ás lides, mas de forma selectiva. Para já volto a ter em carteira a Soares da Costa como principal aposta para Junho (nunca a deveria ter largado, ou em ultimo caso devia ter-me enchido delas na enorme recente subida, mas… estava de férias), e desde hoje, de novo a Altri, que com a subida de 8% que hoje teve, aliada a mais de 3 milhões de acções negociadas, promete vir a contribuir de novo, e significativamente, para mais um mês de carteira em alta! Veremos (o dia está negro na America, infelizmente, e isso poderá estragar tudo para amanhã…).
Daqui a um mês, se me apetecer, e a vocês tambem, cá voltarei. ‘Inté’ !
---------------------------------------
JUNHO
Prosseguindo este mensário que iniciei em Janeiro, chego agora ao mês de Junho. Não há muito para dizer, desta vez. O essencial está no titulo deste topico: em Junho fui um grande grunho! Foi o primeiro mês que efectivamente correu mal, e em que a parte da rendibilidade obtida desde Janeiro se foi embora.
A coisa já tinha começado a correr mal em Maio, mas como o balanço do mês tinha sido positivo, não se notou no ‘gráfico’ virtual de ganhos mensais. Mas o mês passdo já deixou marcas.
Eu havia fechado o mês de Maio com novas posições em carteira, na Soares da Costa e na Altri, e em ambos os casos as apostas (de cariz especulativo) se revelaram infelizes. Na Altri, fruto de accionamento de stop losses, mais uma vez me lixei, assumindo um prejuizo que teria sido anulado logo nos dias seguintes, e na Soares da Costa acabei tambem por ser stopado via ordem automatica deixada nos sistema durante a minha ausencia para férias (como não podia deixar de ser, subiu de imediato, e por esta altura já estaria a ganhar umas massas valentes).
Para culminar um mês para esquecer, só voltei ás compras mesmo na vespera de ir férias, na Altri, e ‘engodado’ pelo arranque até aos 2,50. Abri posição muito forte a 2,41 (preço médio) e mantive-a durante as férias, ao contrário do que sempre foi o meu perfil de especulador, sempre á espera que durante a minha ausencia elas fossem acima dos 2.60 , em busca dos mais recentes targets. O resultado foi que, não só elas não foram, como vieram por aí abaixo e nunca mais recuperaram, até agora. Desta vez não acionei stop losses, e aguentei o trambolhão até aos 2,20 (quase 10% de prejuizo), nem fazendo contas aos estrago virtual que isso representava. Aguardo agora (fé, apenas) que haja catalizadores para novo arranque especulativo, que me permita aliviar a posição.
Como entretanto fiquei sem liquidez devido a realocação de recursos, estou parado, enterrado em Altri, e rezando...
Conclusões? Fiz o que devia ao cumprir stop losses, e perdi por isso. Fiz o que não devia, ao abrir posições na vespera de ir de férias, e estou a perder por isso. Um mês para esquecer... ou talvez para relembrar, para que não volte a acontecer.
O resultado da carteira ressentiu-se, obviamente. O mês ‘rendeu-me’, em prejuizo assumido , apenas –2% em relação ao mês anterior, representando uma queda dos 56% para os 54% , da valorização anual. O PSI-20 entretanto, mal mexeu. Contudo aqui não estou a incluir a enorme menos-valia potencial da posição na Altri, que espero (outra vez a fé...) vir a recuperar.
Estou portanto, parado em termos de trading, o que até me tem sabido bem, pois desde Agosto do ano passado que andava diáriamente no ‘vicio’, e estava a ficar um bocado saturado.
Espero em inicio de Agosto aparecer por cá de novo, contado-vos que vendi a Altri a 2,80 ....
Entretanto, por mera curiosidade estatistica, e para comprovar que quando um gajo começa a fazer caca, é dificil parar, aqui fica uma adivinha:
Sabem quantas, das 16 ultimas vendas por mim efectuadas, foram lucrativas ?
O resultado fica algures abaixo de 1....
--------------------------
JULHO
Mais um mês, e já lá vai metade do ano! Isto passa realmente muito depressa. Relembrando a crónica do mês anterior, eu tinha fechado Junho com o pior resultado mensal do ano, aliás o unico resultado negativo: menos 2% em relação ao final de Maio, sem bem que em relação ao maximo do ano, atingido durante a primeira quinzena de Maio, o estrago fosse maior. Passei um mau periodo, e tinha ficado com a maioria da carteira investida em Altri, já com um prejuizo assinalável, mas pacientemente aguardando mais um ‘puxanço’ em Julho, que me devolvesse a confiança e a rentabilidade. Infelizmente, e durante este mês fui forçado a fazer uma venda de cerca de 20% da Altri, a perder, a preço de 2,26, por necessidade de libertar cash para assinalar a compra da casa nova, o que veio afectar ainda mais negativamente a performance da carteira.
Na crónica do mês anterior eu tinha dito o seguinte: “Espero em inicio de Agosto aparecer por cá de novo, contado-vos que vendi a Altri a 2,80...”.
Ás vezes parece que sou bruxo...embora não tenha tido a sorte ou o engenho de a vender a 2,80.
Finalmente no final do mês chegou o tão esperado, e quase me atrevo a dizer, previsivel puxão, que acabou por ser bem maior do que eu julgaria inicialmente, e que me permitiu encerrar o mês quase no topo máximo da valorização anual (a qual estivera em 63% , no inicio de Maio), ao vender a restante posição na Altri com cerca de 12% de lucro.
Conclusões? Desta vez não accionei stop losses por ter uma grande dose de confiança na continuação da tendencia altista da Altri. Felizmente estava certo, e fiquei satisfeito por isso. Foi um final feliz para um periodo de mês e meio algo apreensivo.
Em balanço final, a valorização da carteira este ano subiu para os 60%, com o incremento de 6% em relação ao final do mês passado. O PSI-20 deu sinais de querer retomar a sua tendencia ascendente, e quem sabe, atacar em breve os seus máximos deste ano. A valorização mensal do PSI-20 foi de cerca de 2% em julho, sendo que a anual era, no final do mês de cerca de12%.
Daqui por um mês voltamos a falar, a ver se o meu ‘modesto’ objectivo’ dos 70% terá sido atingido. O que é certo é que isso a partir de agora vai ficar mais complicado, já que em Julho fui ‘forçado’ a fazer uma redução de capital investido, tendo retirado todos os lucros do ano, e ainda cerca de 30% do capital com que iniciei o ano.
Desta forma, a partir de Agosto passarei a efectuar os calculos de evolução da carteira com base num novo capital inicial de “X menos 30%”.
------------------------------------
AGOSTO
É tambem com este tipo de iniciativas que se percebe como o tempo voa. Afinal já passou mais um mês e parece que foi a semana passada que escrevi o ultimo ‘mensário’.
Estamos chegados assim ao final do oitavo mês deste ano. Em termos de trading, foi um mês cheio de oportunidades, desde as small caps, ás blue chips (sim, até o BCP, chato e lento como poucos, conseguiu despertar dos 2.20 , e pé ante pé, subir quase 10%!).
Eu entrei neste mês ainda influenciado pela corrida de final de Julho na Altri, que me tinha permitido a grata valorização que me trouxera a carteira de novo para valores recorde, depois de passar 2 meses menos bons.
Entretanto, havia tido necessidade de me ‘descapitalizar’ desviando para outros objectivos mais de metade do capital com que estava investido. Decidi, para compensar essa descapitalização, substituir esse capital por um Credibolsa, com o objectivo primário de me concentrar em novos arranques na Altri e na SNC, e desprezar os movimentos menores de outros titulos. Acabei por fazer mal, muito mal. Tomei decisões infelizes que me comprometeram muito o rendimento da carteira este mês. A obsessão Altri + SNC levou-me a cortar no seu inicio o movimento de 30% de alta na Soares da Costa. Tirei algum lucro, mas acabei por perder a oportunidade de fazer 6 vezes esse lucro. Entretanto, os ameaços alternados de arranque da Altri e da SNC fizeram-me ‘perder o norte’ de forma que apenas tirei algum rendimento visivel na Altri, e desperdicei quase por completo o arranque da SNC dos 4.75 para os 5.00 euros.
Em adição, deixei fugir mais meia duzia de small caps em que era visivel o potencial, mas... não se chamavam Altri nem SNC.
Finalmente, na ultima semana, resolvi tentar emendar a asneira que havia cometido, e livrei-me da Altri e da SNC, para me concentrar noutros titulos, e em pequenos lucros que pudessem compôr-me o gráfico de valorização da carteira para este mês. Nem aqui posso dizer que tenha corrido bem a coisa, visto que os dois movimentos em que mais apostei abortaram prematuramente (Reditus e Engil), ou seja abaixo das minhas expectativas.
Isto tudo para dizer que saio de Agosto com uma valorização de carteira de 5%, o que até se pode considerar positivo, mas que me deixa um sentimento de frustração comigo proprio, pois teria sido muito fácil ter feito pelo menos o dobro disso. Alem disso a performance do PSI-20 acabou por ser pouco inferior ao meu resultado : subiu cerca de 4%. Ora, quando um gajo se habitua bem, e neste caso isso significa estar a dar uma tareia no PSI por mais de 300%, é mais dificil aceitar ter um mês em que apenas é quase igual.
Vamos aos numeros:
Trades positivos significativos, e respectiva contribuição para a valorização da conta-titulos:
Altri : 3 %
Soares da Costa : 1.5%
Outros (SNC, Engil, Red): 1 %
Trades negativos :
Nada de relevante. Pequenos prejuizos marginais, totalizando cerca de 0.5% da carteira.
Resultados globais mensais e anuais :
Valorização mensal : 5 %
Valorização anual (Janeiro-Agosto) : 65 %
Valorização homologa do PSI-20 : 15,5 %
Faltam 4 meses para o fim do ano, e eu agora resolvi meter na tola que este ano tenho a grande possibilidade de poder atingir 100% de valorização anual, coisa que, admitamos, não é pêra doce quando não se está alavancado, e só se aposta em Portugal (admitamos uma rara incursão nuns warrants sobre o DAX, a qual ainda nem chegou a acontecer). Mas como o ano começou tão bem, e o á-vontade aumentou consideravelmente, resta-me fazer contas :
Falta 1/3 desse objectivo. Falta 1/4 do ano. Dá cerca de 8,5% de valorização por mês, até Dezembro. Então.... porque não? O sonho comanda a vida!
Até daqui a um mês, talvez com 75% já cumpridos! Talvez... mas o mais provavel é que a coisa até comece a correr mal, a partir daqui. É que, para isso, basta apenas que nós queiramos muito que ela corra bem.
------------------------------------
SETEMBRO
Terminava eu assim, o meu resumo mensal de Agosto:
“Até daqui a um mês, talvez com 75% já cumpridos! Talvez... mas o mais provavel é que a coisa até comece a correr mal, a partir daqui. É que, para isso, basta apenas que nós queiramos muito que ela corra bem.”
Que coisa extraordinária, esta, a de nós já nos conhecermos tão bem, que prevemos exactamente aquilo que não seremos capazes de fazer, e os motivos para tal, e nem assim os evitamos, heim? Á distancia, é tentador chamar-lhe imbecilidade, mas... enfim... eu prefiro pensar em mim assim como se um de Mark Knopfler eu me tratasse: vou tocando a viola á minha maneira, com resultados positivos, embora eu saiba que não é assim que se toca, e que mais ninguem o deve fazer assim tão mal, com resultados tão bons.
Setembro, para o qual eu tinha grandes expectativas, teve apenas, e para mim, 3 ou 4 dias bons, todos no inicio e no fim do mês, tendo as duas semanas intermédias sido verdadeira perda de tempo, de comissões, e de paciencia. Oportunidades para grandes resultados até houve, mas não consegui passar do previsivel, e como tal, obviamente, não atingi os 75% que almejava, no inicio do mês.
O meu objectivo eram 8,5% ao mês, até ao final do ano, para atingir a marca mágica dos 100% de valorização anual. A coisa até começou bem: fruto de mais um arranque da Altri, e de dois lucros menores em BCP e Brisa, ao dia 8 já tinha 4% ganhos. As perspectivas não podiam ser mais risonhas. A partir daí entrei na fase do disparate, com o Murphy (o tal das leis) tambem a jogar um papel importante:
- perder na Engil, com uma entrada estupida e extemporanea, tentando antecipar uma ruptura de resistencia que não veio a acontecer
- ganhar na SONI, para pouco depois perder todo o lucro ao repetir a asneira que fizera na Engil, reforçando brutalmente na antecipação á ruptura dos 7,20 , que não veio a acontecer (naquela altura, claro). Aliás, só vendi a Soni, a perder, para...
- reforçar em Altri, em dia do que parecia ser de novo arranque, acabando por as comprar ao fabuloso preço do seu máximo histórico, a 3.46, tendo acabado por vender parte da posição já a perder (aguento o resto,á espera daquilo que todos esperam, mas que pode muito bem não acontecer tão cedo)
- comprar SNC, onde comecei por ter lucro, e acabei por o perder todo, tambem, numa sucessão de erros de avaliação e coincidencias infelizes de que não me lembrava de ter há muito tempo.
- ganhar na SCOAE, para depois perder tudo na SCOAE (ainda mantenho parte da posição á espera de melhores dias)
De resto fiz um negocio pacifico e lucrativo na Reditus, e o arranque da EDP acabou por me salvar os resultados do mês.
Resumindo, terminei Setembro com uma valorização de carteira de 6,5% , o que considerando a sucessão de disparates e infelicidades, foi uma vitória. De novo, e tal como no mês anterior, andei meio mês posicionado em titulos que me teriam permitido um resultado muito melhor, mas aqui tenho mesmo que assumir e confessar acima de tudo a minha incapacidade para ser coerente comigo proprio. Infelicidades á parte, fiz reforços de posição absurdas, quando eu sabia muito bem que deveria estar a fazer vendas, e arrisquei demasiado na teoria da ‘continuidade do momentum para o dia seguinte’, o que infelizmente não veio a acontecer, nunca. Alem disso, fui incapaz de segurar posições que tinha como estratégicas para mim. Portanto, não me orgulho nem um pouco do meu comportamento, mas, do mal o menos, vieram mais 6,5% , e é o resultado que fica para a posteridade. Mas os tais ‘100%’ que persigo, ficaram mais longe.
Tal como em Agosto, a performance do PSI-20 acabou por ser pouco inferior ao meu resultado : voltou a subir cerca de 4%.
Vamos aos numeros:
Trades positivos significativos, e respectiva contribuição para a valorização da conta-titulos:
Altri : 4 %
Edp : 2.5%
Reditus: 1%
BCP : 0.5%
Brisa : 0.5%
Trades negativos :
Engil : 1%
Saldo á volta dos 1% negativos, num conjunto de trades ganhadores e perdedores, em titulos como a SNC, a SCOAE e a SONI.
Resultados globais mensais e anuais :
Valorização mensal : 6.5 %
Valorização anual (Janeiro-Agosto) : 71.5 %
Valorização homologa do PSI-20 : 19.5 %
Para Outubro, espero e exigo de mim proprio mais eficiencia, acima de tudo. É duro estar quase sempre nos titulos certos, e negociá-los de forma deficiente, comprometendo o que poderiam ser excelentes resultados.
Para os 100% ? Faltam 28.5% . Acho que é muita fruta para 3 meses, mas ... a ver vamos.
--------------------------------------------
OUTUBRO
Já não se fazem Outubros como antigamente? Parece que não. O estigma (mais psicologico que outra coisa) do negro mês de Outubro está quase sempre presente no final de Setembro. Mas eu resolvi encarar o Outubro com o mesmo optimismo do mês anterior, especialmente auxiliado pela confiança adquirida ao longo do ano, e ... os ‘santos’ ajudaram, felizmente. Este foi o segundo melhor mês do ano, em resultados.
Considerando o mês como um todo, com os seus cerca de 22 dias uteis, não se pode dizer que tenha sido um fantastico mês de trading, pois foram cerca de 15 dias a marcar passo, e apenas 7 ou 8 a valorizar, mas... o que interessa são mesmo os resultados, e esses excederam as minhas melhores perspectivas.
Eu tinha terminado Setembro com uma valorização anual de 71.5% , mas infelizmente tinha um conjunto já vasto de potenciais ‘maus’ negocios em carteira que acabaram por comprometer o inicio do mês de Outubro, á medida que me fui livrando deles.
Assim, antes de começar a acontecer alguma coisa de jeito, ao dia 10 de Outubro eu já tinha perdido cerca de 3.5% da valorização acumulada, ao vender SNC, ALTRI, SCOAE, EDP e RED com prejuizos pequenos.
E a seguir, entre os dias 11 e 19 veio o periodo dourado, aquele que todos gostariamos de ter todos os meses: os arranques da ENGIL e ALTRI foram responsáveis integralmente pelos 16.5% de valorização de carteira no mês de Outubro. E desta forma se torna mais e mais evidente a Altri-dependencia destes anormalmente elevados resultados que estou a obter este ano.
A partir daí, andei a ensaiar outras tentativas, tendo algumas resultado e outras não, sendo que o resultado final deixou quase inalterada a valorização obtida na tal semana dourada.
Em conclusão, foi um mês em que não cometi erros primários como nos dois meses anteriores, com uma única excepção: o trade no Banif, onde deixei um lucro transformar-se em perda, e ainda por cima mantive-me agarrado a essa perda demasiado tempo, por excesso de confiança. Acabei por acordar para o disparate que estava a fazer e sair por Stop-loss, mas já com 2% de valorização de carteira arruinados. Enfim, tratando-se de um único erro em todo um mês, tenho que me considerar satisfeito com o desempenho e o resultado obtido.
A corrida para os 100% anuais ganha assim novo fulgor. Estão ali, ao virar da esquina! Assim os mercados continuem a ajudar!
Obviamente, desta vez voltei a bater o desempenho do PSI-20, e por larga margem, visto que o nosso indice subiu em Outubro cerca 2.5 %
Vamos aos numeros:
Trades positivos significativos, e respectiva contribuição para a valorização da conta-titulos:
Altri : 15 %
Engil : 6.5%
Galp: 1%
Trades negativos significativos :
Altri : 2% (inicio do mês)
Banif: 2.5%
Mais cerca de 1.5% de perdas em vários trades com prejuizos residuais, em vários titulos.
Resultados globais mensais e anuais :
Valorização mensal : 16.5 %
Valorização anual (Janeiro-Outubro) : 88 %
Valorização homologa do PSI-20 : 22%
Para Novembro, espero que ocorra uma consolidação dos mercados, mas sem grandes quebras, e estou especialmente apostado na Engil, na Semapa e nas empresas ligadas ao negocio do papel, para dar um saltito até aos 95% ! Depois só ficam a faltar mais 5% para Dezembro, e ... duplico o capital num ano, carago! Ou não...
----------------------------------
NOVEMBRO
Quote:
“Para Novembro, espero que ocorra uma consolidação dos mercados, mas sem grandes quebras, e estou especialmente apostado na Engil, na Semapa e nas empresas ligadas ao negocio do papel, para dar um saltito até aos 95% ! Depois só ficam a faltar mais 5% para Dezembro, e ... duplico o capital num ano, carago! Ou não...”.
Terminava assim o resumo de Outubro, há um mês atrás. E não é que acertei, carago?!
Foi mês de consolidação, e foi mês de Engil, e de Semapa, e a outra do negocio do papel (PTI) ,e ainda mais umas coisitas, e ainda por cima acertei tambem em cheio no objectivo para o mês: chegar pelo menos aos 95% ! A ver se começo a jogar no Euromilhões, que nunca me lembro dele...
Há um facto importante que marca este mês, em termos de valorização: não houve arranque da Altri. E sem arranque da Altri, isto já não é a mesma coisa. Assim, tive que ir amealhando valorizações parcelares em vários titulos, sendo que fui bastante bem sucedido nas 3 primeiras semanas, mas acabei por ter uma ultima semana nada eficiente, marcada pela acumulação de pequenos erros que, muito provavelmente me custaram a não obtenção imediata do tal grande objectivo anual: os 100% de valorização. Enfim, ainda temos Dezembro, e já falta pouco para lá chegar.
Havia terminado o mês de Outubro nos 88% e acabei por não ter nenhuma grande negociata este mês, tendo acumulado várias valorizações parcelares de pouca monta, mas que acabaram por se reflectir no resultado final do mês, visto que não cometi erros que tenham dado prejuizos significativos. Limitei-me a cercear demasiadas vezes os lucros potenciais, ao vender demasiado tarde, ou demasiado cedo.
Faltam apenas 5% para o alvo (de facto, se considerar a valorização das Portucel da OPV, que estão ainda em carteira, falta ainda menos, mas essas só contam quando forem vendidas), e vem aí Dezembro. Ninguem espera que o mercado caia em Dezembro, pois não? Eu tambem não...mas ando pouco tranquilo.
Novamente, este mês o PSI-20 não teve hipotese e levou uma tareia: subiu apenas cerca de 1.5% , contra 7% da carteira.
Vamos aos numeros:
Trades positivos significativos, e respectiva contribuição para a valorização da conta-titulos:
JMT : 3 %
Semapa : 2.5%
Engil : 2 %
Galp: 1.5%
BES, Cofina e Portucel : 0.5% cada
Trades negativos significativos :
Nenhum. Cerca de 3.5% de perdas em vários trades com prejuizos residuais (inferiores a 1%), em vários titulos.
Resultados globais mensais e anuais :
Valorização mensal : 7 %
Valorização anual (Janeiro-Novembro) : 95 %
Valorização homologa do PSI-20 : 23.5 %
Para Dezembro, as apostas continuam na Semapa e na Portucel.
Desejo (mais do que espero) que a Altri acorde de novo!
E a Engil... sempre a Engil.
Se bem que o BES...
---------------------------
DEZEMBRO
Eis-nos chegados ao 12º resumo do ano de 2006, dedicado a Dezembro, o grato mês que me trouxe ao tal numero simpático com 3 algarismos, e que eu tanto perseguia: os 100% !!
Dezembro começou bem. Muito bem! Ao dia 8 já a valorização mensal ia nos 8%, e a global nos 103%. Mas...era pedir muito que continuasse assim até ao final do mês, não era?
Tudo começou no dia do grande arranque dos 14% do Banif. Eu já tinha tentado algumas vezes apanhar o rebound do Banif, após a dura queda que teve, mas...ainda não tinha acertado. Finalmente, no dia do novo target, consegui apanhar a corrida no seu inicio, a partir dos 4.50€, e só larguei já na casa dos 5 €. Foi aquilo a que agora já se chama de ‘corrida á la Altri’. Havia perdido umas massas com o Banif durante a sua queda, uns meses antes, e por isso esta mais-valia soube a vingança, doce vingança! Recuperei a perda anterior e ainda deu para triplicar a parada!
Depois, e quase em simultaneo ainda acertei uns trades razoaveis na Galp e na Cofina, e ... já sonhava com os 115% ao final do mês. Mas depois... acordei! Passei o resto do mês a fazer trampa. Perdi os arranques da TDU e do BCP, um por atraso e outro por mera incredulidade, depois fiz caca ao embarcar num arranque falso da Altri, do qual saí a perder, e ainda caí no disparate de me atirar á Cofina pós-split, á bruta, e no pior momento. Consegui salvar os 100% in extremis, com o novo arranque (se é que se lhe pode chamar isso) do Banif dos 5.10 para os 5.25, e com o mais recente da Altri, os quais acabaram por permitir recuperar a marca centenária. Depois, com uns ajustes finais anuais nos valores das comissões, lá ‘estiquei’ o resultado para os 102% , e pronto, é isso que conta, não é? Queria 100%, tive 100%!
Não há muito mais a dizer: como balanço do ano, fica o resultado muito positivo, mas ficam tambem perfeitamente presentes todos os meus defeitos enquanto trader: a hiperactividade, a falta de calma nalgumas situações, a mania que ainda tenho de querer antecipar rupturas de resistencias (sendo certo que quando aposto nelas, não dá certo, e se tivesse apostado, dava), a falta de paciencia para esperar com os titulos em carteira quando não há sinais de actividade nos mesmos, ou quando começam a descer logo após uma compra menos feliz (tanta Altri que já vendi a perder...). Mas, que fazer? Se é certo que muitas das vezes estas caracteristicas me são prejudiciais, tambem é certo que são elas que me permitem esta dinamica de alocação de capital, e de rapidez de resposta, que acabam por dar ... 102% !
E quanto a numeros:
Trades positivos significativos, e respectiva contribuição para a valorização da conta-titulos:
Banif : 6 %
Galp: 1.5%
Cofina: 2.5%
Altri: 2%
Trades negativos significativos :
Cofina: 2.5%
Altri : 2%
Impresa : 0.5%
Resultados globais mensais e anuais :
Valorização mensal : 7 %
Valorização anual (Janeiro-Dezembro) : 102 %
Valorização homologa do PSI-20 : 30 %