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MensagemEnviado: 3/1/2007 11:13
por eulid
O que se tem lamentavelmente verificado é que as acções que entram nessa "lista", praticamente nunca cumprem as ditas valorizações :lol:

7 acções a seguir em 2007 (Millennium bcp investimento)

MensagemEnviado: 3/1/2007 11:04
por Keyser Soze
7 acções a seguir em 2007 (Millennium bcp investimento)


O nosso critério de selecção de títulos suporta-se no maior potencial de valorização para o nosso preço objectivo. Desde há cerca de 2 anos e meio que temos uma carteira a funcionar com resultados muito interessantes. Esta carteira consiste em 5 títulos, 20% em cada, com rebalanceamentos semanais.

Neste momento, os títulos seleccionados são: Sonae Indústria, Ibersol, Portugal Telecom, Novabase e Portucel. Utilizando o mesmo critério, acrescentamos 2 títulos: Semapa e Impresa.

Relativamente à Sonae Indústria, trata-se da empresa com maior potencial de retorno (comparando o preço actual com o nosso preço objectivo para final de 2007) do nosso universo de empresas. O preço objectivo para final de 2007 é 9,85€, com cerca de 30% de retorno potencial. Trata-se de uma empresa industrial, com competências na indústria dos aglomerados, com uma exposição internacional forte que tem passado por diversas reestruturações, em virtude das diferentes aquisições feitas. Os factores críticos de performance prendem-se, por um lado, com a forma como seja executada a última aquisição feita, a empresa alemã Hornitex (deveremos ter resultados mais palpáveis dentro de 6 a 12 meses, mas, dado a experiência da equipa de gestão em aquisições e reestruturações, estamos confiantes); por outro lado, a consolidação no sector tem aumentado o poder das empresas o que é decididamente positivo. Pela negativa, dado tratar-se de uma empresa cíclica, é muito sensível a abrandamentos de actividade económica, particularmente, na Zona Euro.

Ibersol - com retorno potencial de 24% para o final de 2007. Trata-se de uma empresa que detém boa parte dos principais franchising de restauração e com uma lógica de se expor essencialmente em centros comerciais. Empresa muito bem gerida e que tem registado ritmos de crescimento intensos. Nos últimos anos, tem procurado alternativas de crescimento à medida que ocupa o território português. Espanha é alternativa natural e esta tem-se feito essencialmente por aquisições. Especula-se frequentemente que poderá fazer uma aquisição grande na ordem dos 200 a 300€ milhões, o que compara com uma capitalização actual de 195€ milhões e dívida líquida de 61€ milhões. Acreditamos que aquisições desta ordem serão feitas sem recurso a capitais próprios, no entanto, tendo em conta a valorização do mercado espanhol, o maior risco prende-se com a possibilidade de adquirirem a valores exorbitantes. Deverá ainda beneficiar da recuperação do consumo na economia portuguesa. Principal aspecto negativo é o reduzido volume diário transaccionado em bolsa.

Portugal Telecom - potencial de subida de cerca de 15%. A nossa avaliação de 11,5€, valorizando as diversas partes da empresa, assume, ainda que não explicitamente, um valor para a operação Brasil, que dificilmente se concretizará sem a venda da mesma. Pela negativa a avaliação da PT Multimédia e o comportamento dos seus clientes uma vez existindo mais concorrentes é, sem dúvida, o ponto mais difícil de prever. A concretização da OPA ou não transformará sempre a PT numa nova empresa.

Novabase - possibilidade de subida de cerca de 16% em 12 meses, trata-se de uma empresa com exposição na área de tecnologias de informação. Sem dúvida uma empresa com visibilidade muito reduzida e que sofre inequivocamente com variações negativas na rubrica Investimento, uma vez que os seus clientes são essencialmente empresas. A manutenção deste ambiente depressivo é manifestamente uma barreira difícil de ultrapassar. Este aspecto negativo pode exactamente funcionar como trigger, caso a rubrica Investimento melhore.

Portucel - empresa que foi alvo recentemente da última fase de privatização tendo a sua liquidez em bolsa aumentado significativamente. A valorização para o final de 2007 aponta para um preço objectivo de 2,75€. A nova gestão e o bom ambiente macroeconómico mundial têm sido determinantes na melhoria significativa das margens operacionais. A nova máquina, que aumentará o grau de integração de pasta em papel em cerca de 50% em 2008/09, está incluída na avaliação, no entanto qualquer apoio financeiro por parte do Estado não foi tido em conta.

Semapa - preço objectivo de 10€, retorno potencial de cerca de 13%. Trata-se de uma holding com interesse no cimento (através da Secil) e pasta e papel (através da Portucel). Essencialmente, o valor provém da posição na Portucel, esta tem sido gerida de uma forma excepcional, com as margens a evoluir muito positivamente. Como ponto fraco, a comunicação com o mercado de capitais.

Impresa – Retorno potencial de 11% para o final de 2007. A sua performance em bolsa está intimamente ligada à sua execução em termos de audiências. Depois de ter sido completamente esmagada pela desempenho da concorrente TVI, nota-se nos últimos meses uma certa estabilização/melhoria nas quotas de mercado das audiências. A manutenção deste ambiente é decididamente positivo. Trata-se claramente de um título apetecido, mas de risco elevado uma vez que bons desempenhos parecem ser sempre efémeros. O nosso modelo de avaliação trabalha com o pressuposto que TVI e SIC terão audiências semelhantes no longo prazo.

Para mais informação sobre estas empresas e outras, consultar respectivos relatórios.

António Seladas, CFA
Responsável pelo research de acções do Mbcpi.