Dia Mundial da Paz
Bento XVI preocupado com a nova corrida às armas nucleares
Bento XVI está preocupado com a nova corrida às armas nucleares. Na tradicional mensagem para o Dia Mundial da Paz, que se celebra esta segunda-feira, o Papa critica os países que fazem a guerra em nome de Deus.
SIC
O hino litúrgico "Te Deum" fez-se ouvir numa celebração em acção de graças por 2006, com a tradicional mensagem para o primeiro dia de 2007 (Dia Mundial da Paz), como pano de fundo da mensagem de Bento XVI.
O Papa entende que a vontade manifestada recentemente por alguns estados de possuírem armas nucleares causa grande inquietação e acentua o medo de uma catástrofe global.
Não chegam acordos para não proliferação, é preciso negociar no sentido da abolição de armas nucleares, defende Bento XVI, sem esquecer as situações de conflito com motivação religiosa.
O Papa insiste em dizer que uma guerra em nome de Deus é inaceitável. Mas, para construir a paz - acrescenta -, é preciso também acabar com as "insidiosas desigualdades no acesso a bens essenciais, como a comida, a água, a casa, a saúde, e, por outro lado, as contínuas desigualdades entre homem e mulher", no exercício dos direitos fundamentais. Um reparo específico às culturas que insistem em reservar à mulher uma posição ainda fortemente sujeita ao arbítrio do homem.
Nesta mensagem para o Dia Mundial da Paz, o chefe da Igreja Católica destaca as gravíssimas carências de que sofrem muitas populações no continente africano. Origem de violentas reivindicações e um tremendo golpe infligido à paz.
De forma inédita, o Papa manifesta também sérias preocupações ecológicas, com o aumento das necessidades energéticas.
O desenvolvimento de algumas regiões do planeta está bloqueado devido ao aumento dos preços da energia e o Papa não hesita em colocar o dedo na ferida: Que acontecerá àquelas populações? Que injustiças provocará a corrida às fontes de energia? E como reagirão os excluídos desta corrida?, questiona o sumo pontífice.
Nesta mensagem, Bento XVI critica ainda o aborto e as pesquisas sobre os embriões e cita o antigo líder indiano Gandhi para reafirmar que os direitos do homem implicam também deveres.
A propósito, o Papa defende a aplicação do direito internacional humanitário a todas as situações de conflito armado, incluindo as não previstas pelo direito internacional em vigor.
Bento XVI preocupado com a nova corrida às armas nucleares
Bento XVI está preocupado com a nova corrida às armas nucleares. Na tradicional mensagem para o Dia Mundial da Paz, que se celebra esta segunda-feira, o Papa critica os países que fazem a guerra em nome de Deus.
SIC
O hino litúrgico "Te Deum" fez-se ouvir numa celebração em acção de graças por 2006, com a tradicional mensagem para o primeiro dia de 2007 (Dia Mundial da Paz), como pano de fundo da mensagem de Bento XVI.
O Papa entende que a vontade manifestada recentemente por alguns estados de possuírem armas nucleares causa grande inquietação e acentua o medo de uma catástrofe global.
Não chegam acordos para não proliferação, é preciso negociar no sentido da abolição de armas nucleares, defende Bento XVI, sem esquecer as situações de conflito com motivação religiosa.
O Papa insiste em dizer que uma guerra em nome de Deus é inaceitável. Mas, para construir a paz - acrescenta -, é preciso também acabar com as "insidiosas desigualdades no acesso a bens essenciais, como a comida, a água, a casa, a saúde, e, por outro lado, as contínuas desigualdades entre homem e mulher", no exercício dos direitos fundamentais. Um reparo específico às culturas que insistem em reservar à mulher uma posição ainda fortemente sujeita ao arbítrio do homem.
Nesta mensagem para o Dia Mundial da Paz, o chefe da Igreja Católica destaca as gravíssimas carências de que sofrem muitas populações no continente africano. Origem de violentas reivindicações e um tremendo golpe infligido à paz.
De forma inédita, o Papa manifesta também sérias preocupações ecológicas, com o aumento das necessidades energéticas.
O desenvolvimento de algumas regiões do planeta está bloqueado devido ao aumento dos preços da energia e o Papa não hesita em colocar o dedo na ferida: Que acontecerá àquelas populações? Que injustiças provocará a corrida às fontes de energia? E como reagirão os excluídos desta corrida?, questiona o sumo pontífice.
Nesta mensagem, Bento XVI critica ainda o aborto e as pesquisas sobre os embriões e cita o antigo líder indiano Gandhi para reafirmar que os direitos do homem implicam também deveres.
A propósito, o Papa defende a aplicação do direito internacional humanitário a todas as situações de conflito armado, incluindo as não previstas pelo direito internacional em vigor.

