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MensagemEnviado: 28/12/2006 13:13
por castelbranco
esta historia de previsões já é tão velha que a mim parece-me impossivel como é que ainda há gente a acreditar nisso!

é claro que no meio de muitos há sempre algum que acerta o problema é mesmo escolher o qual que vai acertar...pois é, esta historia dos analistas faz-me lembrar uma outra historia de um individuo que dizia que conseguia saber se no dia seguinte chovia ou se fazia sol, e então utilizava o seguinte processo: passava numa rua e dizia amanhã vai estar sol todo o dia, depois passava numa outra rua e dizia amanhã vai estar a chover.

conclusão: depois era só escolher a rua conforme o tempo

esta dos analistas é a mesma coisa é claro que há sempre alguem que acerta ou se aproxima, isso não é o importante, o importante é saber antes de acertar qual é que vai acertar, resumindo acho mesmo que não val a pena seguir conversas de analistas, alías eu nunca mais liguei a isso desde os anos 1999/2000 porque as subidas dos targets eram uma constante diariamente o que fez com que muita gente se espalha-se e tivesse comprado titulos cujo target subia por exemplo de 40 euros para 200 em escassos 4 meses, pasmem-se!

Re: Só 10% dos analistas acertaram nas previsões

MensagemEnviado: 28/12/2006 12:51
por carrancho
eulid Escreveu:
Com este artigo poderão ver que cada um deverá ter a sua própria razão para entrar num título e nunca devido a "previsões" de analistas, que em bastantes casos são contraditórias.


Claro que cada um deverá ter o seu próprio fundamento para entrar num título. Mas continuo a dizer que os targets dos analistas não são factor irrelevante. Quantas vezes já vimos um título a subir ou descer após saída de uma recomendação?

Estamos em final de ano, proponho-lhe o seguinte exercicio, dos títulos que acompanha faça a sua previsão para final de 2007 e quando lá chegar veja quantos acertou!!! :wink: É como acertar no euromilhões... quase impossível! :)

Um abraço,

Carrancho

MensagemEnviado: 28/12/2006 12:42
por eulid
Rui A Escreveu:eulid,

Qual a fonte? Pode postar a dita infografia.

Agradecido.


http://dn.sapo.pt/2006/12/27/economia/s ... isoes.html

MensagemEnviado: 28/12/2006 12:35
por Rui A
eulid,

Qual a fonte? Pode postar a dita infografia.

Agradecido.

Só 10% dos analistas acertaram nas previsões

MensagemEnviado: 28/12/2006 12:13
por eulid
CMVM regulamentou trabalho dos analistas


Os analistas de Bolsa tiveram um 2006 difícil. Numa análise retrospectiva do seu trabalho, conclui--se que as estimativas para as acções cotadas no índice PSI-20 falharam na esmagadora maioria dos casos. Num total de 50 notas de investimento emitidas no final do ano passado ou no início de 2006, analisadas pelo DN, apenas cinco previsões estiveram perto do preço actual dos títulos. As ofertas públicas de aquisição (OPA) explicam parte da disparidade entre estimativas e realidade. Mas não justificam tudo.

No final de cada ano, surgem no mercado inúmeras análises de investimento, com perspectivas para os doze meses que se seguem. Os títulos de maior peso na Bolsa portuguesa são aqueles que maior acompanhamento merecem, pelo que as estimativas para as respectivas empresas acabam por ter maior efeito no mercado. Neste caso encontra-se a PT, um dos grupos alvo de uma OPA (da responsabilidade da Sonae). A operadora foi alvo de dez recomendações, todas elas com estimativas que acabaram por não corresponder ao valor de final de ano das acções (ver texto em baixo).

Se neste caso, a ocorrência de um evento extraordinária justifica as previsões erradas para os papéis envolvidos - à imagem do que se passou na banca -, o mesmo já não se passa na EDP. A eléctrica foi objecto de doze recomendações e nenhuma se aproximou do valor que a eléctrica apresenta actualmente em Bolsa. Este é o maior exemplo das circunstâncias que dificultam a previsão do que se vai passar com as acções no futuro. Refira-se que os grandes motores da valorização da EDP estão relacionados com a especulação em torno do seu futuro - tida em conta em algumas análises -, mas também com o plano estratégico delineado pela nova equipa de gestão, desconhecido do mercado até à sua apresentação.
Só 10% dos analistas acertaram nas previsões

A preocupação com o rigor do trabalho de análise de investimento ganhou forma, este ano, com a regulamentação pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) da prática de recomendações sobre acções. Com a transposição da Directiva de Abuso de Mercado, em meados deste ano, a entidade reguladora obrigou os bancos de investimento a apresentar periodicamente os dados sobre o tipo de recomendação que emitem, regulamentando também eventuais interesses pessoais ou corporativos destes profissionais. Esta preocupação teve por base o facto de praticamente metade das recomendações para o mercado ser de "compra" e de apenas 10% ser de "venda". Mesmo num contexto de forte subida da Bolsa de Lisboa e de valorização de praticamente todos os títulos que a compõem (ver infografia).

No entanto, é impossível limitar os erros de avaliação dos analistas sobre as empresas cotadas. O que justifica que os investidores olhem para estes documentos como ferramentas para conhecer as características e o momento das empresas, independentemente do detalhe dos preços-alvo definidos pelos analistas.




Com este artigo poderão ver que cada um deverá ter a sua própria razão para entrar num título e nunca devido a "previsões" de analistas, que em bastantes casos são contraditórias.