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Mensagem directamente da tumba do 'Velho do Restelo'...

MensagemEnviado: 27/12/2006 11:01
por James Wheat
Chamo a atenção para o ultimo paragrafo...

"As praças europeias voltam a ser as preferidas das casas de investimento para 2007, quando se compara o seu comportamento com o de outros mercados desenvolvidos, como os EUA ou o Japão.
Depois dos fortes ganhos registados este ano, os analistas apontam para uma continuação da tendência positiva, prevendo que os principais índices das praças europeias possam valorizar até 20% no próximo ano.
A Standard&Poor's é a mais conservadora nas estimativas, ao apontar para ganhos de 12% nas bolsas do Velho Continente. A Lehman Brothers vai um pouco mais longe e perspectiva subidas de 14%.
O Citigroup é o mais optimista, ao apontar para uma valorização entre 15% e 20% dos mercados europeus. Os analistas acreditam que o apetite dos investidores pelo risco irá continuar a aumentar e deverá mesmo atingir em 2007 o valor mais elevado desde finais dos anos noventa.
A sustentar a preferência dos especialistas pela Europa está a expectativa de uma continuação da onda de fusões e aquisições, que deverá ser ainda mais acentuada que a de 2006, juros mais baixos na Europa que nos EUA, menos penalizadores da capacidade de endividamento das empresas e um maior apetite dos investidores pelo risco.
Emergentes deverão registar mais longa série de ganhos
A "performance" dos mercados emergentes em 2006 é assinalável. O índice de acções MSCI Emerging Market atingiu máximos históricos e está a subir cerca de 26%. E os analistas acreditam que o mesmo poderá acontecer em 2007.
As estrelas nos mercados emergentes são o Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC). Se os retornos gerados por estes mercados em 2006 se repetirem no próximo ano, como prevêem os analistas, 2007 marcará o ciclo de ganhos mais extenso de sempre para os mercados emergentes, que nunca tinham valorizado durante cinco anos consecutivos.
Wall Street deverá subir mais de 1.500 pontos.
O abrandamento esperado para a economia norte-americana não deverá impedir as acções da maior economia do mundo de registarem um ano positivo em 2007, a avaliar pelo optimismo dos analistas.
Para 2007, os especialistas estão agora a contar com uma valorização do índice S&P-500 até aos 1.539 pontos, o que representa um ganho de cerca de 9% face à cotação de ontem.
Doze das mais importantes casas de investimento de Wall Street são unânimes na perspectiva de que as bolsas norte-americanas vão subir no próximo ano. Contudo, este pode ser um sinal de alerta, pois da última vez que tal aconteceu, os mercados desceram no ano seguinte."

MensagemEnviado: 26/12/2006 19:15
por James Wheat
Sempre que houve uma correcção forte dos mercados financeiros, 'nunca' estas análises genéricas sobre a evolução global do próximo ano o preveram antecipadamente. É mesmo 'obrigação' destas equipas de 'research' vender optimismo ao mercado e aos seus clientes, para não afugentar o capital - mesmo que sejam bem mais conservadores internamente...
Tenho tido acesso a análises macro das grandes casas de investimento globais (Goldman, Merryl, Morgan, JPMorgan) e todas coincidem num optimismo claro para 2007. O que justifica, ainda mais, a minha convicção de que até final do 1º trimestre de 2007 vai haver uma correcção forte nos mercados bolsistas, a qual permitirá, após 6 meses para tratamento de feridas, uma recuperação durante o 4º trimestre 2007.
Não prevejo nenhuma calamidade, já que no final o balanço será próximo de 0% (performance anual), mas vai ser preciso acertar com o timing de entrada-saída-reentrada para fazer dinheiro.
Continuo a dizer que não há crescimento sustentado nos resultados das grandes empresas que justifiquem crescimentos nas bolsas de 25%-30% ao ano. E actualmente basta não crescerem tanto quanto o previsto para entornar o caldo - um cenário que não me parece nada longínquo.
Abraço.

MensagemEnviado: 26/12/2006 17:36
por artista_
Esta confiança parece-me ainda muito longe da euforia, ainda hoje vi um artigo no CM que diz que só cerca de 6 ou 7% dos Portugueses pensa investir na Bolsa em 2007.. ainda faltam os taxistas, empregadas domésticas, cableireiras, etc... :mrgreen: :mrgreen:

MensagemEnviado: 26/12/2006 16:47
por JOGO2006MARKITOS
Tem toda a razão, a confiança quando não pode subir mais só tem uma direcção...para baixo.

MensagemEnviado: 26/12/2006 12:11
por Cali
Maaaaaau... quando estão todos de acordo e muito optimistas, o mais certo é termos o caldo entornado! :roll:

Previsão para 2007 - mercados -

MensagemEnviado: 26/12/2006 11:58
por valves
Acções portuguesas
Analistas prevêem quinto ano consecutivo de ganhos em 2007
A bolsa portuguesa deverá ter em 2007 um único sentido, o de subida. Mesmo depois da forte valorização deste ano, as perspectivas para os 12 meses que se avizinham são optimistas.

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Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt



A bolsa portuguesa deverá ter em 2007 um único sentido, o de subida. Mesmo depois da forte valorização deste ano, as perspectivas para os 12 meses que se avizinham são optimistas.

Os analistas acreditam que o mercado português está no bom caminho para atingir o quinto ano de subidas consecutivas, já que "drivers" é o que parece não lhe faltar. Os próximos capítulos do tema fusões e aquisições (M&A), as expectativas de crescimento da economia nacional e as ofertas públicas de venda (OPV), fixadas no plano de privatizações do Governo, deverão dar o mote para o próximo ano.

Mesmo depois da valorização de quase 30% do PSI-20 em 2006, os analistas do Santander acreditam que o índice português tem margem para crescer 15% no próximo ano.

"Vemos um potencial de 15% no mercado, que deverá terminar o ano a transaccionar a 12,75 vezes as estimativas de lucros para 2008", refere o banco de investimento num estudo intitulado "2007 Strategy - Spain & Portugal".

Também o Millennium bcp está optimista em relação ao próximo ano. Em entrevista ao Jornal de Negócios (ver página 27), António Seladas, responsável pelo "research" do banco, diz esperar uma valorização entre 7% a 10% do mercado no próximo ano "excluindo o efeito de OPA".

As boas perspectivas para as acções nacionais são também suportadas pela maior confiança no crescimento da economia portuguesa. De acordo com o estudo do Santander, o aumento das exportações e do consumo deverão contribuir para um crescimento de 1,8% do PIB em 2007 e de 2% no ano seguinte. Já a Espírito Santo Investment estima uma subida do PIB de 1,7% no próximo ano e também de 2% em 2008.

No entanto, ambas as previsões têm como maiores riscos uma política monetária mais agressiva por parte do Banco Central Europeu e o possível impacto da subida dos impostos prevista no Orçamento do Estado para 2007.

A bolsa portuguesa deverá ter em 2007 um único sentido, o de subida. Mesmo depois da forte valorização deste ano, as perspectivas para os 12 meses que se avizinham são optimistas.

Os analistas acreditam que o mercado português está no bom caminho para atingir o quinto ano de subidas consecutivas, já que "drivers" é o que parece não lhe faltar. Os próximos capítulos do tema fusões e aquisições (M&A), as expectativas de crescimento da economia nacional e as ofertas públicas de venda (OPV), fixadas no plano de privatizações do Governo, deverão dar o mote para o próximo ano.

Mesmo depois da valorização de quase 30% do PSI-20 em 2006, os analistas do Santander acreditam que o índice português tem margem para crescer 15% no próximo ano.

"Vemos um potencial de 15% no mercado, que deverá terminar o ano a transaccionar a 12,75 vezes as estimativas de lucros para 2008", refere o banco de investimento num estudo intitulado "2007 Strategy - Spain & Portugal".

Também o Millennium bcp está optimista em relação ao próximo ano. Em entrevista ao Jornal de Negócios (ver página 27), António Seladas, responsável pelo "research" do banco, diz esperar uma valorização entre 7% a 10% do mercado no próximo ano "excluindo o efeito de OPA".

As boas perspectivas para as acções nacionais são também suportadas pela maior confiança no crescimento da economia portuguesa. De acordo com o estudo do Santander, o aumento das exportações e do consumo deverão contribuir para um crescimento de 1,8% do PIB em 2007 e de 2% no ano seguinte. Já a Espírito Santo Investment estima uma subida do PIB de 1,7% no próximo ano e também de 2% em 2008.

No entanto, ambas as previsões têm como maiores riscos uma política monetária mais agressiva por parte do Banco Central Europeu e o possível impacto da subida dos impostos prevista no Orçamento do Estado para 2007.