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MensagemEnviado: 22/12/2006 9:18
por JOSE DUARTE
Ou será para reforçar no BCP?
La Caixa precisa de autorização do BdP para comprar mais de 5% do BCP
2006-12-15 12:01

A La Caixa de Barcelona poderá estar a criar condições para uma operação hostil contra o BCP, se conseguir inviabilizar a OPA lançada por Paulo Teixeira Pinto. Mas para já não quer sujeitar-se ao Banco de Portugal e, por isso, prepara-se eventualmente para vir a adquirir apenas 4,56% das acções que o BPI tem no maior banco privado nacional.

O BPI, que está a ser alvo de uma OPA por parte do BCP, quer alienar a participação que detém na instituição liderada por Paulo Teixeira Pinto. O BPI é o segundo maior accionista do BCP com 7,3% e deverá alienar 4,56% do rival. O banco convocou uma reunião extraordinária também para aprovar o plano de abertura de novos balcões.
O conselho de administração do Banco BPI deliberou esta semana solicitar ao presidente da mesa da assembleia geral do banco a convocação de duas assembleias extraordinárias.
Uma delas visa deliberar sobre a eleição do vice-presidente da mesa da AG e outra para deliberar sobre duas propostas apresentadas pelo conselho de administração do banco.
Num comunicado enviado à CMVM, o conselho diz que quer ser autorizado a decidir a alienação das participações que o Banco BPI e o BPI Vida - Companhia de Seguros de Vida detém no capital social do Banco Comercial Português. O comprador poderá ser a La Caixa, que sub-repticiamente tem vindo a desenvolver esforços para controlar o sistema financeiro português, comprando bancos em Portugal, depois do Banco Central de Espanha impedir as Caixas de comprarem bancos em Espanha.
Recorde-se que a La Caixa responde directa e politicamente ao Governo de Barcelona, do mesmo modo que a CGD responde ao Governo português, sendo também o maior grupo industrial espanhol, com controlo sobre a Gás Natural, a Repsol, as Águas de Barcelona e a Abertis, entre outras.
O BPI, desde Março deste ano, está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte do BCP, uma oferta classificada de hostil pela administração do banco.
O BPI detém 7,238% do BCP, uma posição que, aos preços actuais, permitiria ao banco um encaixe de 677 milhões de euros, isto se optasse por alienar a totalidade da posição detida.
O banco liderado por Fernando Ulrich detém directamente 2,634% do BCP e o BPI Vida - Companhia de Seguros de Vida outros 1,928%. Se optar por alienar apenas estas duas tranches - as duas referidas no comunicado - o encaixe potencial seria de 427 milhões de euros.
Além da alienação da posição no BCP, o conselho de administração quer deliberar sobre uma proposta relativa ao programa de expansão da rede de balcões.
O BPI tinha, em Outubro, a intenção de abrir 27 novos balcões até ao final do ano e mais 80 no decorrer de 2007. A CMVM entendeu que esta medida caía fora do âmbito de uma gestão corrente a que uma empresa-alvo de OPA está sujeita.
Na sequência deste entendimento, o banco veio anunciar no final de Novembro que só pretende abrir 20 novos balcões até ao desfecho da OPA. Na altura, o BPI deixava em aberto a possibilidade de poder vir a convocar uma AG que desse sequência ao plano original de abertura de novos balcões.
Apesar de estar sujeita a uma OPA, a administração poderá tomar estas medidas, caso os accionistas, em assembleia geral convocada para o efeito, aprovem as deliberações com mais de dois terços dos votos presentes a favor da proposta.


Lehman Brothers revê em alta preço-alvo do BCP

Por seu lado, o BCP continua a ser o "banco português preferido" da Lehman Brothers com uma recomendação de "1-overweight". A casa de investimento subiu o preço-alvo do BCP em 2% para os 2,90 euros, mas reafirma que a OPA ao BPI não será bem sucedida.
A Lehman Brothers justifica esta decisão devido à "reestruturação" que o banco tem realizado em Portugal e ao "aumento da exposição" do BCP no mercado polaco. Segundo a casa de investimento, o sector bancário polaco "é atractivo".
A Lehman Brothers estima uma subida de 1% dos resultados do banco português em 2007 e de 2% em 2008.
A casa de investimento reitera que a oferta lançada pelo BCP ao BPI não vai ter sucesso devido à oposição dos accionistas do banco liderado por Fernando Ulrich. "No entanto, a administração do BCP continua confiante relativamente ao sucesso deste negócio", refere a Lehman Brothers.

Re

MensagemEnviado: 22/12/2006 1:16
por JAS
Terão agora liquidez.

Ou será que as comprinhas andavam a gerar falta de liquidez e foi preciso vender?

Na hora de vender as posições acabam sempre por ser classificadas como "não estratégicas"...

JAS

Como a Espanha já dá lições aos alemães!!!

MensagemEnviado: 22/12/2006 1:10
por MITROLAS
Ao contrário do que todos os analistas comentam, este movimento vem confirmar que La Caixa está vendedora da posição no BPI. :shock:
Pois é, o meu feeling diz-me que La Caixa (através da Gas Natural) estará a preparar uma OPA concorrente à ENDESA. Acima dos 35€ oferecidos pela E-ON.
Tal seria perfeitamente atingivel, se começarem a comprar no mercado e atingirem 10% da Endesa.
- 30% controlados pela Acciona (catalães: familia Entrecanales) ---> governo catalão é socialista
- 10% controlados pele Caja Madrid (apesar se ser controlada pela região autonoma de Madrid do Partido Popular)

Bastam 10% para bloquear a OPA aos alemães!!!

Poderão controlar a Endesa conjuntamenta com a família Entrecanales da Acciona! (sendo ambos catalães, é de todo provável)

Confirmando-se este meu raciocínio, eu diria que a jogada de reforço no BPI é o mais puro BLUFF para obrigar o BCP a subir o valor da OPA. O que La Caixa quer é fazer caixa e portanto alienar a posição no BPI.
Infelizmente, La Caixa (controlada pela Generalitat e por Maragal ->socialista) estará certamente a ser um instrumento de Zapatero para evitar o controlo da Endesa por parte da E-ON.

O que se gosta é disto... tentar ler estas jogadas antes de as mesmas acontecerem?

Se se confirmar, comprem Endesa, ganha-se 0,50€ já agora em janeiro em dividendos, mais o bónus de Gás Natural...

Alguém opina? diverge?

cumprimentos,
MITROLAS

La Caixa coloca su participación en Sabadell entre la alta b

MensagemEnviado: 22/12/2006 0:57
por MITROLAS
'La Caixa' comunicó hoy que ha comprometido la venta de su participación del 12,45% en Banco Sabadell por 1.295 millones de euros, informó a la CNMV la primera caja de ahorros de España.

La entidad catalana explicó que hoy, miércoles, ha procedido a la venta del 7,95% del capital del Sabadell por 813 millones de euros. La venta del restante 4,5% del capital se formalizará antes de acabar el año por un importe de 482 millones.

El 5% se repartirá entre varios respresentantes de la alta burguesía catalana: José Manuel Lara Bosch (Grupo Planeta), Isaac Andic (Mango), Joaquín Folch-Rusiñol (Pinturas Titán) y el propio predidente de la entidad, Josep Oliu.

Este grupo pasa a detentar todo el poder en la entidad tras la salida de La Caixa. De hecho, Lara tiene un compromiso irrevocable de compra de otro 0,7% del capital y Andik adquirirá otro 2%.

Según el hecho relevante, el 2,95% ha sido adquirido por el banco suizo UBS.

La operación reportará a la entidad que preside Ricardo Fornesa unas plusvalías de 651 millones netos de impuestos.

La entidad, que llegó a tener el 15% del sexto grupo bancario español, se ha ido desprendiendo paulatinamente de su paquete por considerar esta participación no "estratégica".

La desinversión en el Sabadell se produce tras el anuncio de la caja de ahorros de sacar a bolsa una parte sustancial de su cartera de participadas en el 2007, valorada en unos 20.000 millones.

A finales del pasado mes de noviembre, el presidente del Sabadell, Josep Oliu, explicó que la entidad podía sustituir "sin ningún problema" a 'La Caixa" en su accionariado.

Durante este ejercicio, la entidad se ha hecho con el Urquijo con lo que ha reforzado su negocio de banca privada. Recientemente, Oliu manifestó su interés por comprar el Bankinter y seguir creciendo.

El Sabadell obtuvo en los nueve primeros meses del año un beneficio neto atribuido de 431,56 millones, un 21,6% más.

http://www.elconfidencial.com/economia/noticia.asp?id=7763&edicion=21/12/2006&pass=