Ou será para reforçar no BCP?
La Caixa precisa de autorização do BdP para comprar mais de 5% do BCP
2006-12-15 12:01
A La Caixa de Barcelona poderá estar a criar condições para uma operação hostil contra o BCP, se conseguir inviabilizar a OPA lançada por Paulo Teixeira Pinto. Mas para já não quer sujeitar-se ao Banco de Portugal e, por isso, prepara-se eventualmente para vir a adquirir apenas 4,56% das acções que o BPI tem no maior banco privado nacional.
O BPI, que está a ser alvo de uma OPA por parte do BCP, quer alienar a participação que detém na instituição liderada por Paulo Teixeira Pinto. O BPI é o segundo maior accionista do BCP com 7,3% e deverá alienar 4,56% do rival. O banco convocou uma reunião extraordinária também para aprovar o plano de abertura de novos balcões.
O conselho de administração do Banco BPI deliberou esta semana solicitar ao presidente da mesa da assembleia geral do banco a convocação de duas assembleias extraordinárias.
Uma delas visa deliberar sobre a eleição do vice-presidente da mesa da AG e outra para deliberar sobre duas propostas apresentadas pelo conselho de administração do banco.
Num comunicado enviado à CMVM, o conselho diz que quer ser autorizado a decidir a alienação das participações que o Banco BPI e o BPI Vida - Companhia de Seguros de Vida detém no capital social do Banco Comercial Português. O comprador poderá ser a La Caixa, que sub-repticiamente tem vindo a desenvolver esforços para controlar o sistema financeiro português, comprando bancos em Portugal, depois do Banco Central de Espanha impedir as Caixas de comprarem bancos em Espanha.
Recorde-se que a La Caixa responde directa e politicamente ao Governo de Barcelona, do mesmo modo que a CGD responde ao Governo português, sendo também o maior grupo industrial espanhol, com controlo sobre a Gás Natural, a Repsol, as Águas de Barcelona e a Abertis, entre outras.
O BPI, desde Março deste ano, está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte do BCP, uma oferta classificada de hostil pela administração do banco.
O BPI detém 7,238% do BCP, uma posição que, aos preços actuais, permitiria ao banco um encaixe de 677 milhões de euros, isto se optasse por alienar a totalidade da posição detida.
O banco liderado por Fernando Ulrich detém directamente 2,634% do BCP e o BPI Vida - Companhia de Seguros de Vida outros 1,928%. Se optar por alienar apenas estas duas tranches - as duas referidas no comunicado - o encaixe potencial seria de 427 milhões de euros.
Além da alienação da posição no BCP, o conselho de administração quer deliberar sobre uma proposta relativa ao programa de expansão da rede de balcões.
O BPI tinha, em Outubro, a intenção de abrir 27 novos balcões até ao final do ano e mais 80 no decorrer de 2007. A CMVM entendeu que esta medida caía fora do âmbito de uma gestão corrente a que uma empresa-alvo de OPA está sujeita.
Na sequência deste entendimento, o banco veio anunciar no final de Novembro que só pretende abrir 20 novos balcões até ao desfecho da OPA. Na altura, o BPI deixava em aberto a possibilidade de poder vir a convocar uma AG que desse sequência ao plano original de abertura de novos balcões.
Apesar de estar sujeita a uma OPA, a administração poderá tomar estas medidas, caso os accionistas, em assembleia geral convocada para o efeito, aprovem as deliberações com mais de dois terços dos votos presentes a favor da proposta.
Lehman Brothers revê em alta preço-alvo do BCP
Por seu lado, o BCP continua a ser o "banco português preferido" da Lehman Brothers com uma recomendação de "1-overweight". A casa de investimento subiu o preço-alvo do BCP em 2% para os 2,90 euros, mas reafirma que a OPA ao BPI não será bem sucedida.
A Lehman Brothers justifica esta decisão devido à "reestruturação" que o banco tem realizado em Portugal e ao "aumento da exposição" do BCP no mercado polaco. Segundo a casa de investimento, o sector bancário polaco "é atractivo".
A Lehman Brothers estima uma subida de 1% dos resultados do banco português em 2007 e de 2% em 2008.
A casa de investimento reitera que a oferta lançada pelo BCP ao BPI não vai ter sucesso devido à oposição dos accionistas do banco liderado por Fernando Ulrich. "No entanto, a administração do BCP continua confiante relativamente ao sucesso deste negócio", refere a Lehman Brothers.
La Caixa precisa de autorização do BdP para comprar mais de 5% do BCP
2006-12-15 12:01
A La Caixa de Barcelona poderá estar a criar condições para uma operação hostil contra o BCP, se conseguir inviabilizar a OPA lançada por Paulo Teixeira Pinto. Mas para já não quer sujeitar-se ao Banco de Portugal e, por isso, prepara-se eventualmente para vir a adquirir apenas 4,56% das acções que o BPI tem no maior banco privado nacional.
O BPI, que está a ser alvo de uma OPA por parte do BCP, quer alienar a participação que detém na instituição liderada por Paulo Teixeira Pinto. O BPI é o segundo maior accionista do BCP com 7,3% e deverá alienar 4,56% do rival. O banco convocou uma reunião extraordinária também para aprovar o plano de abertura de novos balcões.
O conselho de administração do Banco BPI deliberou esta semana solicitar ao presidente da mesa da assembleia geral do banco a convocação de duas assembleias extraordinárias.
Uma delas visa deliberar sobre a eleição do vice-presidente da mesa da AG e outra para deliberar sobre duas propostas apresentadas pelo conselho de administração do banco.
Num comunicado enviado à CMVM, o conselho diz que quer ser autorizado a decidir a alienação das participações que o Banco BPI e o BPI Vida - Companhia de Seguros de Vida detém no capital social do Banco Comercial Português. O comprador poderá ser a La Caixa, que sub-repticiamente tem vindo a desenvolver esforços para controlar o sistema financeiro português, comprando bancos em Portugal, depois do Banco Central de Espanha impedir as Caixas de comprarem bancos em Espanha.
Recorde-se que a La Caixa responde directa e politicamente ao Governo de Barcelona, do mesmo modo que a CGD responde ao Governo português, sendo também o maior grupo industrial espanhol, com controlo sobre a Gás Natural, a Repsol, as Águas de Barcelona e a Abertis, entre outras.
O BPI, desde Março deste ano, está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte do BCP, uma oferta classificada de hostil pela administração do banco.
O BPI detém 7,238% do BCP, uma posição que, aos preços actuais, permitiria ao banco um encaixe de 677 milhões de euros, isto se optasse por alienar a totalidade da posição detida.
O banco liderado por Fernando Ulrich detém directamente 2,634% do BCP e o BPI Vida - Companhia de Seguros de Vida outros 1,928%. Se optar por alienar apenas estas duas tranches - as duas referidas no comunicado - o encaixe potencial seria de 427 milhões de euros.
Além da alienação da posição no BCP, o conselho de administração quer deliberar sobre uma proposta relativa ao programa de expansão da rede de balcões.
O BPI tinha, em Outubro, a intenção de abrir 27 novos balcões até ao final do ano e mais 80 no decorrer de 2007. A CMVM entendeu que esta medida caía fora do âmbito de uma gestão corrente a que uma empresa-alvo de OPA está sujeita.
Na sequência deste entendimento, o banco veio anunciar no final de Novembro que só pretende abrir 20 novos balcões até ao desfecho da OPA. Na altura, o BPI deixava em aberto a possibilidade de poder vir a convocar uma AG que desse sequência ao plano original de abertura de novos balcões.
Apesar de estar sujeita a uma OPA, a administração poderá tomar estas medidas, caso os accionistas, em assembleia geral convocada para o efeito, aprovem as deliberações com mais de dois terços dos votos presentes a favor da proposta.
Lehman Brothers revê em alta preço-alvo do BCP
Por seu lado, o BCP continua a ser o "banco português preferido" da Lehman Brothers com uma recomendação de "1-overweight". A casa de investimento subiu o preço-alvo do BCP em 2% para os 2,90 euros, mas reafirma que a OPA ao BPI não será bem sucedida.
A Lehman Brothers justifica esta decisão devido à "reestruturação" que o banco tem realizado em Portugal e ao "aumento da exposição" do BCP no mercado polaco. Segundo a casa de investimento, o sector bancário polaco "é atractivo".
A Lehman Brothers estima uma subida de 1% dos resultados do banco português em 2007 e de 2% em 2008.
A casa de investimento reitera que a oferta lançada pelo BCP ao BPI não vai ter sucesso devido à oposição dos accionistas do banco liderado por Fernando Ulrich. "No entanto, a administração do BCP continua confiante relativamente ao sucesso deste negócio", refere a Lehman Brothers.