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Enviado:
15/3/2007 15:06
por djovarius
Boas,
O essencial desse exercício comparativo nem é a comparação em si, mas sim as implicações. Essas, podem ser muito semelhantes. Seja, o que o mercado nos quer comunicar.
As "commodities" em geral estão num "bull market" que não acabará tão cedo. Estou a falar de algo de muito de longo prazo. Isso não impede fraqueza de 2 a 3 anos, o que corresponderia a um ciclo menos bom das Economias mundiais, com a possibilidade de recessão suave nalgum dos grandes espaços económicos. O Nasdaq levou dois anos e meio a cair, começando a recuperar depois. Não é impossível que o mesmo se passe com outros activos. E se alguns índices accionistas até atingiram máximos históricos após esses dois / três de perdas, o mesmo deverá suceder com as energias e os metais de base.
Até os produtos alimentares poderão sofrer os efeitos da alta do milho e de todos os artigos que possam ser mais procurados para a produção de bio-combustíveis.
Aos poucos, a grande inflação monetária percorre muitos activos.
De toda a maneira, o que eu queria dizer hoje é que os dados nos EUA mostram que a fraqueza no mercado imobiliário não é a única fonte de preocupação. Outros sectores importantes estão em queda (manufactura à frente) e o emprego irá sofrer com isso, bem como o consumo. Ainda por cima não há folga nos preços ao produtor, o que impede as empresas de ganharem mais, já que é dificil repassar os aumentos de preços ao consumidor.
O quadro é de arrefecimento económico, claramente natural e consistente com um ciclo de forte expansão a que assistimos.
Isso tudo está a ser descontado pelos mercados, que ajustam os preços à nova realidade.
Em Janeiro antevi essa volatilidade. Os mercados poderão continuar entre correcções e recuperações, sem que isso nos leve a alguma conclusão. Mas, com isto a suceder agora, poderemos assistir a melhores momentos de calmaria e optimismo lá mais para o fim do ano. Por agora, ainda é época de um ou outro susto e especulações sobre este ou aquele cenário.
Abraço
djovarius

Enviado:
15/3/2007 15:04
por zezus
neste momento o HGK7 (futuro cobre) já apresenta 4,46 % no intraday.Um dos melhores trades que tenho feito.

Enviado:
15/3/2007 13:47
por Comentador
Penso que esta é uma excelente altura para analisar com equilíbrio o que se pode estar a passar com os mercados e, nomeadamente, com um dos seus "indicadores avançados", o Cobre.
Quando, há alguns meses atrás, seria quase obrigatória uma correção deste metal até aos 220, o Cobre demonstrou uma força "de outros tempos", parecendo querer dizer que há mais vida para além dos EUA.
Meditar neste gráfico do cobre é altamente instrutivo e, ainda mais será a sua evolução no curto prazo (observar gráfico do ano de 2007.
Cumprimentos
Comentador
Chart courtesy of
http://stockcharts.com

Enviado:
7/1/2007 17:38
por Comentador
Junto gráfico do Commitment of Traders dos futuros do Comex para o Cobre. É interessante tentar interpretá-lo.
Independentemente de estarmos a falar de Cobre ou de outro activo qualquer, os “Commercials” compram sempre nas fases de descida e tanto mais quanto essa descida é pronunciada e tende a ser um bottom, intermédio ou não.
No caso actual é o que está a acontecer com o Cobre: os “Commercials” (os chamados profissionais, que são empresas mineiras de Cobre) venderam a posição net short até ao pico de Maio, fizeram o seu lucro, vendendo o produto para entrega futura e, exactamente no topo, passaram a ser compradores net. É o sinal de que sabiam e percebiam para onde estava a ir o mercado.
Exactamente com base no que sabem do mercado, a sua regra é simples: se a cotação está a subir vão vendendo, se a cotação está a descer vão comprando.
Vou dar um pequeno exemplo:
Se daqui a algum tempo o Cobre tiver um bottom a cerca de 2,20 – o que é provável - certamente a sua cotação reagirá subindo e é nessa altura que a posição longa dos Commercials começará a dar lucros. Pelo contrário, os Large Speculaters irão fechando lentamente posições (se for caso disso) com o proverbial atraso.
Não tem muito sentido dizer quem está errado ou quem está certo, atendendo a que os objectivos e os conhecimentos dos Commercials e dos Large Speculaters não são os mesmos.
Mas uma coisa é certa: quando o Cobre deixar de ter uma perspectiva de descida os Commercials deixam de comprar...
Um abraço
Comentador

Enviado:
3/1/2007 19:06
por Ulisses Pereira
O cobre continua a afundar-se violentamente. Hoje já vai com mais 7% de queda.
Deixo o gráfico actualizado e reparem bem no último pontinho branco que é a vela de hoje
Um abraço,
Ulisses

Enviado:
21/12/2006 19:11
por Comentador
É evidente que este texto do Jim Cramer tenta ser coerente mas não consegue. As suas conclusões são ligeiras o suficiente para vir ao de cima uma relevante falta de credibilidade sobre a matéria.
Vamos a alguma questões:
1. A cotação do cobre está numa fase de consolidação e pode cair mais, exactamente num momento paticularmente sensível do seu gráfico. Isso está a a acontecer com quase todos os metais, mesmo com o zinco e o grupo da platina. Faz parte do ciclo das cotações dos metais.
2. Os fundamentais do cobre estão ainda fortes e não se pode dizer de maneira nenhuma que as suas cotações são uma anomalia. As opiniões - quando postas de certa maneira - é já o poderão ser. Já agora, é instrutivo ler este curto artigo, muito elucidativo:
http://english.people.com.cn/200612/21/eng20061221_334742.html
3. O zinco, que tem ainda melhores fundamentais do que o cobre, é no entanto muito mais volátil embora possa ser objecto de investimwento através das empresas mineiras que o produzem em excluvivo ou em liderança mundial de mercado. Não vejo qual a dificuldade.
4. Dá-me ideia que o Universo de análise do Jim Cramer são os Estados Unidos da América, o que está profundamente errado.
Por agora não tenho tempo para mais mas voltarei ao assunto se for adequado.
Cumprimentos
Comentador

Enviado:
21/12/2006 18:26
por Ulisses Pereira
"No Shine Left in Metals"
By Jim Cramer
RealMoney.com Columnist
12/21/2006 12:06 PM EST
"Could copper collapse here? Wrong question. Ask instead why shouldn't it collapse. As I discussed with Aaron Task on TheStreet.com TV this morning, I can't imagine a worse scenario than the one that is developing in copper:

The housing companies don't need it. They are working off their stockpiles but can't possibly reorder because they have scaled back on building homes.

The inventory costs are sky high, courtesy of the Fed's tightness.

The supply problems, which have been a real issue, are over. Copper worldwide is no longer scarce, and lots of older mines have been tapped to bring out copper. Refinery capacity is huge now and Chile is producing the heck out of copper.
2007 Holds for Big Tech
The Phelps Dodge (PD - commentary - Cramer's Take - Rating) trade -- hoping for more bidders -- grows more dim because of this.
Remember, though, that copper is an anomaly, kind of like aluminum. It has slowing demand and increasing supply.
That's not true for zinc or nickel or titanium; those are still fine. The problem with those, though, is that they are practically uninvestible.
The commodities trade has been bad since May.
It remains bad.
And it seems like it is getting worse. "
(in
www.realmoney.com)

Enviado:
17/12/2006 16:09
por arnie
Comparar graficos deste modo é sempre polemico pois a 1ª coisa que surje é sempre o problema de escala e como se pode "manipular" a visão do grafico dependendo da escala utilizada.
Vamos antes comparar o movimento em si feito pelos graficos.
1º grafico pertence ao nasdaq.
Começamos pelo ponto onde se inicia o ultimo movimento que acabou por produzir o topo de 2000.
Entre Julho a Outubro de 1999 o indice produz um trading range, consolidando o anterior movimento de alta. No inicio de Novembro quebra o range e inicia um movimento que acabou por ser o ultimo do bull market.
Temos então todo o movimento feito em 148 dias e 110% de valorização, se as contas não me falharem.
Vamos agora olhar para o 2º grafico, cobre.
Novamente, uma consolidação num trading range antes de iniciar o ultimo movimento de alta. Temos 89 dias de rallie e 107% de valorização.
A principal diferença que salta à vista é o facto de o cobre ter feito o movimento em muito menos tempo que o nasdaq, o que é considerado normal visto que as commodities estão muito mais sujeitas ao factor medo/ganancia do que as equities. No entanto, em termos ciclicos, e pegando nos ciclos de 64 dias em que os mercados funcionam, 88 dias são 8*11 e 144 dias são 8*18.
Enquadrando tudo isto no ciclo anual de 256 trading days (+/- dia), (64*4 ou 32*8), temos a seguinte leitura: 96 dias são 3/8 do ciclo anual (96 - 8 = 88) e 160 dias são 5/8 do ciclo anual (160 - 16 (8*2) = 144).
Tudo isto para dizer o quê? Simples, Gann estava correcto, todos os mercados funcionam em intervalos de 1/8, quer em tempo quer em preço.
Naturalmente que tal como referi, a subida foi feita em 89 e 148 dias e não em 88 e 144 dias. A diferença existente deverá ser considerada normal pois existe sempre novos investidores/traders a entrar no mercado levando este a zonas além do esperado, os chamados "spikes".
Para resumir tudo isto, a semelhança entre os 2 graficos está somente de como o ultimo rallie foi feito pois a partir daí as diferenças são imensas.
O nasdaq formou um duplo topo nos 37.5% de retracement formando deste modo um dos padrões mais bearish existentes e foi o que se viu mas o cobre continua a sustentar-se acima dos 50%, mostrando como tem sido dificil fazer um retest ao anterior low. A questão aqui agora é saber como vai ele resolver isto. Produz um falso break do low e reage em alta, tentando voltar ao topo do range, ou quebra o low, reage em alta para um tipico retest e acelera o movimento de queda que pode trazer de volta aos $200.
Enfim, foi um exercicio interessante e assim será repeti-lo daqui a uns largos meses para ver como tudo se resolveu.
Um abraço
arnie

Enviado:
17/12/2006 2:42
por MarcoAntonio
Acrescentei um gráfico onde ilustro o que estive a explicar para que se perceba melhor.
Como se pode ver a visão alternativa mantêm as semelhanças com o gráfico do Nasdaq (confesso que na minha opinião a semelhança é até maior na visão alternativa) e no entanto o que esta visão alternativa sugere é algo bastante diferente.
Se agora o Cobre subir no próximo ano de forma vertiginosa e for para os 800pts o mesmo Bennet poderia estar dentro de um ano a colocar um outro gráfico e a sugerir as semelhanças do Nasdaq com o Cobre.
Portanto, este exercício de semelhanças é um exercício traiçoeiro pois a escolha arbitrária da escala vai forçar a semelhança a determinado valor (o actual) e podemos repetir o exercício n vezes em n períodos diferentes mantendo a mesma sugestão para valores do cobre bem diferentes.

Enviado:
17/12/2006 2:25
por MarcoAntonio
Já agora convém também assinalar as cautelas que se devem ter ao efectuar este tipo de comparação (o paralelismo estabelecido entre o Nasdaq e o Cobre nestes dois bulls).
Este tipo de comparação é muito frequente mas também tem muito de aparente e ilusório uma vez que a escala dos dois movimentos é sempre ajustada forçando a semelhança.
Vamos assumir que até os dois movimentos estão a ser semelhantes e que vão continuar a ser semelhantes: ao contrário do que pode parecer no gráfico do Bennet isso <b>não significa</b> que agora vamos assistir a quedas.
Vamos assumir que ambos os movimentos iniciam-se em 1996 e 2003 respectivamente. Onde está agora o Cobre?
Estará agora como o Nasdaq no incício de 1999 (2000 e tal pontos). Faço notar que eu poderia redesenhar o gráfico com a escala da direita diferente e a semelhança dos dois gráficos mantinha-se (<u>aliás quer em termos da amplitude do movimento quer em termos temporais</u>) e sublinho também que a escolha aqui da escala é completamente arbitrária.
No entanto, não há nada de errado na nova escala que estou a propor (onde os 400pts no cobre estaria sensivelmente ao nível dos 2000pts do Nasdaq). Note-se até que entre o final de 98 e o início de 99 há ali uma aceleração seguida de um período de correcção no início de 99 que tería então o seu paralelismo com a aceleração de 2006 no cobre e a correcção de meados deste ano, tudo isto cerca de 3 anos depois da arrancada de ambos os bulls, coincidencia temporal, portanto).
Trata-se de um exercício mas tanto ou mais válido quanto ao proposto pelo Bennet e neste caso a conclusão é que se os gráficos continuarem a ser semelhantes de agora em diante então o Cobre pode ter ainda bastante bull pela frente: cerca de um ano e nesse ano, a tomar o Nasdaq por referência podería dobrar para a zona dos 800.
<b>Essencialmente, a escolha da escala é determinante para considerarmos que o gráfico é semelhante (o que dá a ilusão de que agora vem concerteza a queda). No entanto não é necessariamente assim e pode-se fazer outros exercícios com outras escalas que poderíam dar uma ideia completamente diferente.</b>
Não há neste momento nada que nos diga que este ajuste das duas escalas seja o correcto, só o futuro o dirá (isto já para não estar a admitir que os gráficos possam vir a divergir no futuro, mesmo que esta seja a escolha correcta da escala).
O exercício original tem portanto muito de ilusório e aparente.

Enviado:
17/12/2006 0:21
por Comentador
Meus caros,
Eu penso que o consenso dos "experts" não tem grande importânia em situações destas. Se os mercados pudessem ser antecipados pela suas opiniões estávamos todos garantidos.
E lembro-ne bem (e tenho os dados comigo) da opinião generalizada desses especialistas sobre a evolução do cobre em 2002/2003 (e que era completamente errada).
Só por milagre opiniões dessas, limitadas pelas clientelas e interesses vários, podem servir de guia.
Em relação ao gráfico do Sedaca só posso concluir que é um "feeling" dele. Em 1999/2000 a bolha tecnológica era um facto que efctivamente não tinha (nessa altura) qualquer sustentação, bem ao contrário da actual procura de cobre que não é mais do que o reflexo da pressão industrial e do crescimento das mais dinâmicas economias mundiais.
Cumprimentos
Comentador

Enviado:
15/12/2006 20:20
por Keyser Soze
The table below highlights the
consensus opinion on where commodities prices will go in 2007. The estimates are from numerous analysts polled by Bloomberg. The expected percent change for each commodity is calculated by the difference in the year-end 2007 consensus and the current price. Interestingly, the only three commodities that are expected to rise in 2007 are the three tracked mostly by the mainstream media -- oil, natural gas, and gold. All other commodities are expected to decline, with lead expected to fall the most.


Enviado:
15/12/2006 18:43
por castelbranco
é claro que todos sabemos que os metais estão esticados, e que pode a qualquer momento rebentar a bolha, mas a grande questão é saber se ela vai rebentar aqui ou se mais acima...
no entanto é espectável que se os metais se moverem mais acima os indices se moverão na mesma direção, por outro lado, se houver correção deverão ser os metais os mais sacrificados,
os mercados emergentes foram os que mais ganharam (aliás já não é a primeira vez nem a segunda que falo nisso) e é claro que não foi ao acaso serem eles os campeões deste bull, foi sim porque são eles os que tem mais materia prima na sua constituição
por outro lado podemos tambem apreciar outros produtos fortes como o imobiliario e a banca neste bull, no entanto teremos que olhar com algum cuidado para os sectores de mais risco como por exemplo os semicondutores entre outros, isto quer dizer que o dinheiro anda fora dos grupos de risco ou seja anda com medo! e...isso talvez não seja bom sinal


Enviado:
15/12/2006 17:59
por Keyser Soze
o cobre pode ser visto como indicador da actividade económica, se acontecer o mesmos que o nasdaq teriamos que assistir a uma recessão
http://www.slate.com/id/2130034/Obscure Economic Indicator: The Price of CopperThe metal tells us almost everything we need to know about the global economy.
By Daniel Gross
Posted Friday,
Nov. 11, 2005, at 5:25 PM ET
Comparação entre o Nasdaq e o cobre

Enviado:
15/12/2006 17:51
por Ulisses Pereira
Bennet Sedaca, um analista norte-americano com quem costumo trocar impressões insiste - desde há alguns meses - na semelhança entre o actual movimento do cobre e o movimento do Nasdaq na era da "bolha". Dá que pensar
Aqui fica o gráfico gentilmente cedido por ele.