Petróleo nos 45 euros? em 2007?
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Petróleo nos 45 euros? em 2007?
Só acredito nisto se o EURO subir muito, eheh
in jornal de negócios.pt
"O economista chefe da Allianz Global Investors, em entrevista ao Jornal de Negócios, diz que tem um "target" de 45 dólares por barril para 2007, considerando que apesar da desvalorização dos preços da matéria-prima, os 60 dólares por barril são ainda um valor "muito elevado".
O ano 2006 tem sido marcado pelos elevados preços do petróleo. Depois dos máximos históricos atingidos nos meses de Verão, próximo dos 80 dólares por barril, o mercado tem assistido a uma redução gradual dos preços, embora as cotações se mantenham suportadas em torno dos 60 dólares por barril.
Eric Barthalon salienta que "quando temos uma situação em que o preço dos futuros é muito mais elevado que o ‘spot’ (mercado à vista) só temos duas explicações". Por um lado, podemos dizer que "os investidores em futuros sobre petróleo não sabem o que fazem e são apenas idiotas", ou afirmar, "bem, há muito boas razões para isso, porque o petróleo irá ficar mais escasso porque já gastamos as reservas existentes, muito mais do que o que pensamos, porque não estamos a encontrar mais campos petrolíferos".
Para Barthalon o "verdadeiro problema do petróleo é o de saber quanto das reservas existentes no mundo já foram gastas, nos campos petrolíferos que nós conhecemos; quanto petróleo é que ainda existe e que pode ser extraído em boas condições e a preços relativamente baixos; e quantos novo campos podemos esperar encontrar". "Algumas pessoas acreditam que o pico na produção de petróleo já está, provavelmente, muito, muito próximo de nós", até porque a Arábia Saudita tem muito menos matéria-prima nos seus campos petrolíferos do que o que oficialmente anuncia.
A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o cartel petrolífero que recentemente anunciou o corte da sua produção em 1,2 milhões de barris, e tem vindo a afirmar a intenção de voltar a reduzir a produção, sendo que na reunião do cartel petrolífero agendada para hoje em Abuja, na Nigéria, deverá ser anunciada uma nova redução nas quotas de produção de petróleo que os analistas estimam em cerca de 550 mil barris por dia. Na opinião de Eric Barthalon "com este tipo de anúncios, a OPEP não está a agir directamente no mercado, acho que eles estão a tentam gerir as expectativas do mercado".
"A estratégia da OPEP é de que não querem os preços baixos porque precisam das receitas, e como necessitam delas, também não querem que os preços subam para valores muito elevados, dado que o risco da substituição do petróleo como fonte de energia por outros recursos torna-se muito elevado", refere o especialista.
Além disso, "há também este problema de mesmo quando eles anunciam oficialmente um corte na sua produção, irão mesmo implementar essa decisão? Tradicionalmente há sempre um ou dois países que optam por fazer batota", conclui Barthalon.
Queda do dólar vai continuar
O economista chefe da Allianz Global Investors acredita que a economia da Zona Euro deverá continuar a crescer a bom ritmo durante o próximo ano, um factor que irá suportar nova subidas nos juros. Barthalon acredita que o Banco Central Europeu (BCE) vai chegar aos 4% e considera que o dólar "está fraco e irá ficar ainda mais fraco se a economia norte-americana continuar a dar sinais de abrandamento e se o mercado mantiver a expectativa de que a Reserva Federal (Fed) venha a cortar a taxa de juro de referência".
O diferencial de juros é uma das razões que justifica o facto de o euro estar a negociar em máximos de cerca de vinte meses, mas Eric Barthalon considera que este "não é um problema que se possa resolver com o diferencial dos juros entre a Fed e o BCE".
"Acho que o BCE está bem consciente disso", pelo que "nunca irá fazer da valorização do euro um objectivo principal da sua política monetária, não é o que lhes é pedido para fazer". Barthalon acredita que "entre 1,30 e 1,40 dólares e até mesmo os 1,45 dólares, o BCE não irá reagir" com alterações à sua política monetária. Prova disso é o novo aumento da taxa de referência para os 3,5% efectuado na semana passada.
"
in jornal de negócios
in jornal de negócios.pt
"O economista chefe da Allianz Global Investors, em entrevista ao Jornal de Negócios, diz que tem um "target" de 45 dólares por barril para 2007, considerando que apesar da desvalorização dos preços da matéria-prima, os 60 dólares por barril são ainda um valor "muito elevado".
O ano 2006 tem sido marcado pelos elevados preços do petróleo. Depois dos máximos históricos atingidos nos meses de Verão, próximo dos 80 dólares por barril, o mercado tem assistido a uma redução gradual dos preços, embora as cotações se mantenham suportadas em torno dos 60 dólares por barril.
Eric Barthalon salienta que "quando temos uma situação em que o preço dos futuros é muito mais elevado que o ‘spot’ (mercado à vista) só temos duas explicações". Por um lado, podemos dizer que "os investidores em futuros sobre petróleo não sabem o que fazem e são apenas idiotas", ou afirmar, "bem, há muito boas razões para isso, porque o petróleo irá ficar mais escasso porque já gastamos as reservas existentes, muito mais do que o que pensamos, porque não estamos a encontrar mais campos petrolíferos".
Para Barthalon o "verdadeiro problema do petróleo é o de saber quanto das reservas existentes no mundo já foram gastas, nos campos petrolíferos que nós conhecemos; quanto petróleo é que ainda existe e que pode ser extraído em boas condições e a preços relativamente baixos; e quantos novo campos podemos esperar encontrar". "Algumas pessoas acreditam que o pico na produção de petróleo já está, provavelmente, muito, muito próximo de nós", até porque a Arábia Saudita tem muito menos matéria-prima nos seus campos petrolíferos do que o que oficialmente anuncia.
A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o cartel petrolífero que recentemente anunciou o corte da sua produção em 1,2 milhões de barris, e tem vindo a afirmar a intenção de voltar a reduzir a produção, sendo que na reunião do cartel petrolífero agendada para hoje em Abuja, na Nigéria, deverá ser anunciada uma nova redução nas quotas de produção de petróleo que os analistas estimam em cerca de 550 mil barris por dia. Na opinião de Eric Barthalon "com este tipo de anúncios, a OPEP não está a agir directamente no mercado, acho que eles estão a tentam gerir as expectativas do mercado".
"A estratégia da OPEP é de que não querem os preços baixos porque precisam das receitas, e como necessitam delas, também não querem que os preços subam para valores muito elevados, dado que o risco da substituição do petróleo como fonte de energia por outros recursos torna-se muito elevado", refere o especialista.
Além disso, "há também este problema de mesmo quando eles anunciam oficialmente um corte na sua produção, irão mesmo implementar essa decisão? Tradicionalmente há sempre um ou dois países que optam por fazer batota", conclui Barthalon.
Queda do dólar vai continuar
O economista chefe da Allianz Global Investors acredita que a economia da Zona Euro deverá continuar a crescer a bom ritmo durante o próximo ano, um factor que irá suportar nova subidas nos juros. Barthalon acredita que o Banco Central Europeu (BCE) vai chegar aos 4% e considera que o dólar "está fraco e irá ficar ainda mais fraco se a economia norte-americana continuar a dar sinais de abrandamento e se o mercado mantiver a expectativa de que a Reserva Federal (Fed) venha a cortar a taxa de juro de referência".
O diferencial de juros é uma das razões que justifica o facto de o euro estar a negociar em máximos de cerca de vinte meses, mas Eric Barthalon considera que este "não é um problema que se possa resolver com o diferencial dos juros entre a Fed e o BCE".
"Acho que o BCE está bem consciente disso", pelo que "nunca irá fazer da valorização do euro um objectivo principal da sua política monetária, não é o que lhes é pedido para fazer". Barthalon acredita que "entre 1,30 e 1,40 dólares e até mesmo os 1,45 dólares, o BCE não irá reagir" com alterações à sua política monetária. Prova disso é o novo aumento da taxa de referência para os 3,5% efectuado na semana passada.
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in jornal de negócios
cumprimentos,
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