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EMPRESAS Publicado 14 Dezembro 2006 13:34
Lisbon Brokers reforça BCP como “top pick”
La Caixa é o candidato ideal para comprar a posição do BPI no BCP
A Lisbon Brokers reforçou o BCP como o seu “top pick” na banca nacional, depois de ontem o BPI ter manifestado a intenção de alienar parte da posição que controla no banco liderado por Paulo Teixeira Pinto. A casa de investimento afirma que o La Caixa, accionista do BPI, é o candidato ideal a adquirir os 4,56% do BCP.
Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt
A Lisbon Brokers reforçou o BCP como o seu "top pick" na banca nacional, depois de ontem o BPI ter manifestado a intenção de alienar parte da posição que controla no banco liderado por Paulo Teixeira Pinto. A casa de investimento afirma que o La Caixa, accionista do BPI, é o candidato ideal a adquirir os 4,56% do BCP.
O analista John dos Santos diz que "o plano do BPI de vender parte da posição no BCP é claramente uma movimentação defensiva e não tanto ofensiva" e acrescenta que com esta decisão o banco liderado por Fernando Ulrich "coloca o BCP entre a espada e a parede".
Para a casa de investimento, o La Caixa que controla 23% do capital do BPI é "claramente um candidato ideal para adquirir esta posição que o BPI pretende alienar" e que está ainda sujeita à aprovação na assembleia geral extraordinária que o banco vai agendar.
No entanto, John dos Santos salienta que "poderão existir outros interessados" e lembra que as "intenções estratégicas do La Caixa poderão ser limitadas pela legislação mutualista espanhola que previne que o banco detenha uma posição de controlo noutra instituição financeira".
Em qualquer dos casos, se a Autoridade da Concorrência (AdC) "aprovar a operação, o BCP tem que preparar algum tipo de contra-ataque para vencer os accionistas do BPI", acrescentando que caso o BCP não o consiga fazer "a única esperança para o banco limitar os danos colaterais será o bloqueio da OPA" pela entidade presidida por Abel Mateus.
Desta forma, "apesar de ser um passo atrás nos planos de expansão do BCP no mercado nacional, poderá continuar a crescer de forma orgânica no país e tornar-se mais agressivo no estrangeiro".
Esta "saga" deverá impulsionar os títulos do BCP, uma vez que o insucesso da OPA ao BPI levanta "a nuvem de um aumento de capital de 4 mil milhões de euros", o que poderá fazer avançar as acções até ao "nosso preço-alvo de 3,00 euros".
A Lisbon Brokers que manteve inalterada a sua recomendação de "forte compra" para o BCP, reforça a instituição liderada por Paulo Teixeira Pinto como a sua "top pick" da banca nacional.
Na sessão de hoje as acções do BCP [Cot] seguiam a valorizar 0,39% para os 2,60 euros, com mais de 11,4 milhões de acções negociadas.
Lisbon Brokers reforça BCP como “top pick”
La Caixa é o candidato ideal para comprar a posição do BPI no BCP
A Lisbon Brokers reforçou o BCP como o seu “top pick” na banca nacional, depois de ontem o BPI ter manifestado a intenção de alienar parte da posição que controla no banco liderado por Paulo Teixeira Pinto. A casa de investimento afirma que o La Caixa, accionista do BPI, é o candidato ideal a adquirir os 4,56% do BCP.
Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt
A Lisbon Brokers reforçou o BCP como o seu "top pick" na banca nacional, depois de ontem o BPI ter manifestado a intenção de alienar parte da posição que controla no banco liderado por Paulo Teixeira Pinto. A casa de investimento afirma que o La Caixa, accionista do BPI, é o candidato ideal a adquirir os 4,56% do BCP.
O analista John dos Santos diz que "o plano do BPI de vender parte da posição no BCP é claramente uma movimentação defensiva e não tanto ofensiva" e acrescenta que com esta decisão o banco liderado por Fernando Ulrich "coloca o BCP entre a espada e a parede".
Para a casa de investimento, o La Caixa que controla 23% do capital do BPI é "claramente um candidato ideal para adquirir esta posição que o BPI pretende alienar" e que está ainda sujeita à aprovação na assembleia geral extraordinária que o banco vai agendar.
No entanto, John dos Santos salienta que "poderão existir outros interessados" e lembra que as "intenções estratégicas do La Caixa poderão ser limitadas pela legislação mutualista espanhola que previne que o banco detenha uma posição de controlo noutra instituição financeira".
Em qualquer dos casos, se a Autoridade da Concorrência (AdC) "aprovar a operação, o BCP tem que preparar algum tipo de contra-ataque para vencer os accionistas do BPI", acrescentando que caso o BCP não o consiga fazer "a única esperança para o banco limitar os danos colaterais será o bloqueio da OPA" pela entidade presidida por Abel Mateus.
Desta forma, "apesar de ser um passo atrás nos planos de expansão do BCP no mercado nacional, poderá continuar a crescer de forma orgânica no país e tornar-se mais agressivo no estrangeiro".
Esta "saga" deverá impulsionar os títulos do BCP, uma vez que o insucesso da OPA ao BPI levanta "a nuvem de um aumento de capital de 4 mil milhões de euros", o que poderá fazer avançar as acções até ao "nosso preço-alvo de 3,00 euros".
A Lisbon Brokers que manteve inalterada a sua recomendação de "forte compra" para o BCP, reforça a instituição liderada por Paulo Teixeira Pinto como a sua "top pick" da banca nacional.
Na sessão de hoje as acções do BCP [Cot] seguiam a valorizar 0,39% para os 2,60 euros, com mais de 11,4 milhões de acções negociadas.