Caldeirão da Bolsa

AMD ainda não se safou

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por atomez » 9/12/2006 20:38

JOGO2006MARKITOS Escreveu:O grosso do mercado de Intel é o low-end, onde vende chips gráficos e cpus duma forma dominante.

E não só. Mais de metade dos PCs que se vendem actualmente são portáteis e a Intel tem quase o monopólio deles com o chipset Centrino (CPU + GPU + Wireless).

É aí que interessa à AMD atacar e até agora não tinha produto para isso.

Ainda mais com o Vista que precisa de gráficas bem mais portentes a Intel é que pode ficar para trás...
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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por Emanuel Santos » 9/12/2006 11:23

nem todos querem Ferraris


Nem todos podem ter Ferraris. E por cada Ferrari que sai, vende-se 1 milhão de entradas de gama, se calhar, o que acaba por ser um mercado senão mais lucrativo, pelo menos, não de desprezar. Claro que como no mercado automóvel, há sempre o estandarte dos rallies e formula 1 como forma de promoção, para que quem compra um cliozito senta que está a comprar um artigo da mesma marca que ganhou não sei o quê...
Talvez aqui seja um pouco disto tambem.
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por JOGO2006MARKITOS » 9/12/2006 10:21

É um artigo claramente virado para o mercado high-end. Onde a AMD não se safa por não ter o produto mais poderoso do mercado, acontece que ter a vantagem de performance no high-end pode não querer dizer que não se possa atacar o low/mid-end.

O grosso do mercado de Intel é o low-end, onde vende chips gráficos e cpus duma forma dominante. É esse o alvo da AMD em 2007, onde vai lançar cpus com chip gráfico integrado ATI e tentar magoar a Intel onde dói mais, nos contratos milionários com integradores Asiáticos.

O ano passado a AMD dominava o high-end na performance e nas vendas ficava atrás...nem todos querem Ferraris, neste mercado o custo tem um papel preponderante.
 
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Re: AMD ainda não se safou

por atomez » 9/12/2006 1:32

Isso é uma maneira simplória de ver as coisas.

Acho estamais realista:

CPU maker AMD has been quieter than usual this year. But it's clear that this innovator is going to come roaring out of the shoot next year with more powerful multi-core products and maybe a technological first. AMD's purchase of graphics processor designer and manufacturer, ATI, gives us hope that we'll see CPUs with powerful graphics processors built in. On a less speculative note, it's sure that ATI's smarts will continue to focus on AMD chipset graphics. We might see some impressive surprises in that area next year and we'll surely see a bunch of new adapters with still more amazing graphics processors.


Afinal a AMD comprou a ATI para quê?
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E curioso

por Emanuel Santos » 8/12/2006 22:17

Esta post fez-me regressar aos bons velhos tempos do 386, num singelo pormenor, a tecnologia de ponta; pode quem manda, manda quem pode. E um facto inequívoco que a AMD deu um salto de anos luz ao seu hábito de fiel seguidora do camisola amarela, nos últimos anos, através do Athlon, no entanto, o aparecimento dos dual core foi um balde de água fria e agora parece ser o regresso ao passado, a tecnologia do remendo. Porquê? Precisamente por causa da tentativa de manter a cabeça à tona, se fosse gerida por um TUGA, eu não estranhava, acabaram-se as balas, manda-se-lhes com a G3. :mrgreen:

E que nos bons velhos tempos do 386, dizia eu, foram descobertos bugs a nível do módulo de cálculo de virgula flutuante, que se não me falha a memória, desenrascava a coisa para o ppl que não tinha o coprocessador específico para este fim, acertaram, o 387. Depois de dissecarem os microcódigos dos processadores da Intel e AMD, verificaram anos mais tarde, já bem numa geração muito mais avançada, o 486 a uns estonteantes 25-66 Mhz, comparem com os acuais 2-3.8 Ghz, em 13 aninhos apenas, que estes eram não só falhavam nas mesmas operações como... eram iguaizinhos. A AMD foi pioneira... na tecnologia de clonar processadores, farta talvez do 2º lugar. Mas pelo menos mantem-se na luta e é a única da sua geração que ainda está no mercado, sempre depois da Intel.
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por rmp007 » 8/12/2006 20:39

Após anos de luta a AMD saltou da 15ª posição (2005) para a 7ª posição (2006) dos maiores fornecedores de semicondutores do mundo. Tudo principalmente graças a mega aquisição da ATI em Outubro deste ano. A Intel continua a liderar o ranking, mas caiu 12 % como já há muito tempo não se via, tudo devido ao grande fiasco que foi o Pentium D, e claro graças a AMD. Esta união de forças da AMD e ATI irá revolucionar o mundo do computador tal como o conhecemos, talvez o nome PC ( personal computer) esteja já obsoleto e “MPC” ( multi personal computer) faça mais sentido, um computador com uma arquitectura unificada, capaz de trazer novas experiências e fazer despertar os mais variados sentidos. A vinda do tão esperado poderoso GPU R600 será só a ponta do iceberg, mesmo o veloz GPU G80 da Nvidia, não conseguirá beliscar a força bruta do R600, que tudo aponta que será lançado em Janeiro do ano que vem. Reconhecendo com é evidente a situação actual da AMD encontra-se algo nublado, mas por traz da neblina encontra-se um gigante que sempre fez e fará por manter o principal rival (Intel) na linha, que nunca deixou enquanto existisse que a Intel se aproveita-se dos consumidores com preços abusivos.
Isto é só minha opinião, mas quanto a mim a AMD nos momentos altos e baixos terá sempre o meu apoio como consumidor e como entusiasta.

Passar bem leitores !
 
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por DOW » 8/12/2006 15:17

A Intel sempre ou quase sempre liderou no desempenho dos seus processadores, mas a AMD sempre esteve á frente em termos de Desempenho/Preço, ou seja, é preferivel comprar um sistema 100€ mais barato ou um sistema mais caro e que processe dados 1/2 segundos mais rápido?
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AMD ainda não se safou

por Keyser Soze » 8/12/2006 15:01

A AMD AINDA NÃO SE SAFOU
Sexta, 08 de Dezembro , 01:33
Arquivado por Marco Santos em Bits & Bytes, Artigos
http://bits.webhs.org/bitaites/?p=3030

Gustavo Dias, administrador da Techzone, colaborador do Bits & Bytes e autor das considerações que se seguem, vê a AMD com um futuro incerto, pelo menos no imediato. Ao que tudo indica, a AMD não será capaz de lançar a tempo um processador Quad-Core como o da Intel (consultar os posts Intel: a Era dos Quatro Núcleos e Os Processadores Quad-Core) e muito menos um Quad-Core nativo.

A resposta da AMD ao avanço da Intel consistiu na criação de uma nova plataforma para o mercado doméstico (e entusiastas) – o Quad FX. Mas esta plataforma, segundo o Gustavo, é um pouco confusa. Dado que o desenvolvimento de um processador de raíz Quad-Core era um projecto impossível de completar em tão pouco espaço de tempo, a AMD decidiu apostar num sistema de força bruta, um sistema Dual-Socket. Significa isto que a plataforma Quad-Core da AMD não passa apenas de dois processadores Dual-Core.
Por outras palavras: este sistema da AMD sustenta-se numa motherboard com duas processadores em interligação direita (1). A motherboard está equipada com um chipset Nvidia nForce 680a (2) e dois processadores Athlon FX-7X Socket 1207. Este é o novo socket para os futuros AMD, ao estilo dos LGA775 da Intel, com os pinos integrados na placa-mãe.
Ao contrário do que acontece com os Opteron Socket 1207, estes Athlon64 FX não necessitam de memórias “registadas”, mas apenas de vulgares DDR2-800MHz. Para tornar esta plataforma mais atraente, a AMD prepara-se para vender os processadores sob forma de bundles, ou seja, cada caixa irá trará dois processadores, sejam FX-70, 72 ou 74. Sendo estes novos FX-7x fabricados a 90nm SOI, com um TDP na ordem dos 125w, e com velocidades na ordem dos 3GHz, está assim atingido ao limite dos actuais Athlon64.
Infelizmente, os primeiros testes comparando o desempenho dos dois sistemas – Intel Core 2 Duo e Core 2 Quad – tiveram resultados desanimadores para a AMD, sobretudo a nível de jogos. Quanto às aplicações e aos testes sintéticos, o sistema Quad FX demonstrou ser sempre inferior aos produtos apresentados pela Intel.
Apesar deste tipo de plataforma poder vir a ser uma boa alternativa para os futuros K8L, nos dias de hoje, e com os processadores existentes, a Intel mantém-se intocável no campo do desempenho.
Existe também outro factor importante capaz de fazer com que muitos possíveis compradores desistam da ideia: o consumo eléctrico de um sistema destes.
Um sistema completo com dois processadores FX-74, 2 7900GTX em SLI e 4 discos em Raid consegue gerar um consumo em idle de mais de 450W, ou seja, qualquer fonte abaixo dos 700W é loucura num sistema destes. Para piorar a situação, o preço da motherboard Asus L1N64-SLI WS deverá situar-se entre 400 e 500 Euros.

Conclusão: a Intel mantém-se em grande força no domínio do mercado de processadores. A AMD só terá hipótese quando lançar os K8L e processadores topo de gama a 65nm. O problema é que estes só deverão estar disponíveis perto do Verão de 2007 – e nessa altura já a Intel terá toda a linha de processadores a 45nm, com as SSE4 e outras funcionalidades capazes de dar muitas dores de cabeça à AMD. O futuro tornou-se incerto para a AMD, que tantas alegrias deu ao mercado dos entusiastas. Foi a concorrente AMD que obrigou a Intel a acordar, começando a pensar no mais importante, ou seja, na necessidade dos seus consumidores.

(1) NUMA designa a nova tecnologia de interligação entre os processadores, via HyperTransport. Isto significa que, apesar de cada processador possuir o seu controlador de memória integrado e gerir as suas ranhuras de memória, ambos acedem à totalidade da memória do sistema sem atrasos de maior. Por exemplo, se um determinado conjunto de dados estiverna memória gerida por um processador, o outro utilizará a ligação HyperTransport para aceder a essa memória. No Windows XP este procedimento poderá dar origem a valores de desempenho irregulares, mas quando sair o Windows Vista, que posasui melhor gestão de sistemas multi-processadores e multi-core, a performance deverá ser bastante optimizada.

(2) A escolha do chipset de suporte foi uma surpresa. Com a recente aquisição da ATI por parte da AMD, ninguém esperava que esta precisasse de recorrer à Nvidia para o desenvolvimento do chipset. Para criar uma plataforma de futuro, a Nvidia decidiu recorrer ao novo chipset, o nForce 680a, a versão AMD do nForce 680i. A motherboard irá possuir dois chipset nForce 680a SLI em conjunto, permitindo assim duas ligações PCI-E 16x e duas ligações PCI-E 8x para o Quad-SLI, para além das 12 ligações Sata2, 4 placas de rede gigabit, 20 usb2.0, entre outras.
Na comunicação com os processadores, existirá uma ligação HyperTransport (HT) 16x entre os dois chipsets e um processador principal, comunicando o outro por meio do HT do 1º processador e o HT dos chipsets. Apenas a Asus irá produzir motherboards para esta plataforma, com a sua L1N64-SLI WS.
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