Sonae Indústria, Mota-Engil, Semapa e BCP são as preferidas do Santander
BCP, Sonae Indústria, Semapa e Mota-Engil são as acções portuguesas preferidas dos analistas do Santander. Num estudo revelado ontem, onde o banco de investimento elege 21 empresas da Península Ibérica, as quatro cotadas nacionais figuram como as mais interessantes da Euronext Lisbon para investir.
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Susana Domingos
sdomingos@mediafin.pt
BCP, Sonae Indústria, Semapa e Mota-Engil são as acções portuguesas preferidas dos analistas do Santander. Num estudo revelado ontem, onde o banco de investimento elege 21 empresas da Península Ibérica, as quatro cotadas nacionais figuram como as mais interessantes da Euronext Lisbon para investir.
Na banca, os especialistas consideram que o abrandamento do sector imobiliário coloca em risco os bancos de menor dimensão, pelo que aconselham uma diversificação da aposta neste segmento e a escolha de entidades financeiras de maior dimensão. Os espanhóis BBVA e o Banco Popular, bem como o BCP, o maior banco privado português, são as três acções eleitas pelos analistas Pedro Balcão Reis, Antonio Espasa e Jesús Gómez, responsáveis pelo estudo.
A instituição liderada por Paulo Teixeira Pinto consta do grupo de 10 cotadas ibéricas com maior expectativa de crescimento do "dividend yield" (valor dos dividendos sobre a cotação actual) para 2007, com um aumento esperado de 4,1%.
Os analistas consideram que o sector de bens industriais já tocou no fundo e que "já há sinais de retoma do investimento". Neste segmento, a escolha do Santander recai sobre a Semapa e a Sonae Indústria.
"O ciclo positivo do sector da construção em Espanha, que parece não ter fim, contrasta com Portugal, onde as empresas estão a ser afectadas restrições nas obras", revela o documento, que considera que na actual conjuntura a diversificação da actividade, com o reforço no segmento de serviços e na áreas das concessões, deve garantir uma maior estabilidade a longo prazo. A Mota-Engil é a única portuguesa que consta das "stock picks" do Santander.
A Brisa não consta do rol de eleitas do banco de investimento, no entanto, os especialistas afirmam: "gostamos do sector português de concessão de auto-estradas devido ao seu crescimento e à sua natureza defensiva". A concessionária portuguesa é considerada uma das 10 empresas ibéricas com um rácio "price-to-cash flow" esperado (relação entre a cotação e o "cash flow" por acção) mais elevado.