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MensagemEnviado: 27/11/2006 15:03
por ricardotugas
Se o Estado contribui-se com os seus 23,75 aquando do pagamento dos vencimentos para a Seg.Social teria já revisto a forma de tributação das remunerações.

Como não o faz, aumenta o buraco a ser pago por todos nós.

Convém relembrar que os 700.000 reformados da função publica, absorvem 43% do total das reformas em Portugal e estes apenas representam 13% do total dos reformados.

MensagemEnviado: 27/11/2006 8:59
por Pata-Hari
Ora nem de propósito:

Portugal com o menor retorno do investimento da Europa
É menos rentável investir hoje em Portugal do que em qualquer outro momento dos últimos 20 anos. Em 2006, por cada euro aplicado na economia portuguesa um investidor deverá esperar obter, em média, um retorno de 7,5%. Trata-se da taxa retorno de investimento mais baixa da Europa e compara com os 9,9% espanhóis ou os 14% irlandeses.

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Rui Peres Jorge
rpjorge@mediafin.pt


É menos rentável investir hoje em Portugal do que em qualquer outro momento dos últimos 20 anos. Em 2006, por cada euro aplicado na economia portuguesa um investidor deverá esperar obter, em média, um retorno de 7,5%. Trata-se da taxa retorno de investimento mais baixa da Europa e compara com os 9,9% espanhóis ou os 14% irlandeses.

Estes dados da Comissão Europeia (CE) ajudam a explicar o maior problema da economia portuguesa: a recuperação do investimento teima em não aparecer (apesar do crescimento das exportações), assumindo-se como o principal risco de estrangulação da economia portuguesa a médio prazo.

Foi aliás pelo mau desempenho do investimento este ano que, há duas semanas, o Banco de Portugal (BdP) não reviu em alta o crescimento da economia. O atraso no relançamento do investimento é a diferença mais evidente com a recuperação pós-crise de 1993 e, por isso, a mais preocupante.


Para quê investir trabalho e dinheiro para ter este retorno...? sobretudo se, investindo o mesmo, tenho melhor retorno noutros paises. Terá a taxa de imposto algo a ver com isto? nannn... que disparate. Remunerar pessoas por riscos e investimentos? o melhor é cobrar impostos e dar esse retorno a quem nada fez por o receber!

MensagemEnviado: 26/11/2006 20:09
por kostta
la está: vivemos em portugal e somos portugueses...

MensagemEnviado: 26/11/2006 19:48
por Pata-Hari
Kosta, nem por isso, algumas mudaram-se de portugal para paises de leste porque a mão de obra é mais barata e o pessoal mais fácil de treinar porque é muito mais educado. As empresas de alta tecnologia que poderiam empregar pessoal especializado estão em "paraisos" fiscais do género da irlanda. Estás recordado do milagre irlandês? qual foi o segredo, qual foi..?

Citação:
Kosta, desengana-te: se todos pagassemos sobre cada tostão, o estado conseguiria estoirar mais e mais depressa.

só se fosse em portugal, devido à atitude do povo portugues.
O termo não é "se fosse", é "é" e "tem sido". Aliás, reconhecido oficialmente também por este governo.

MensagemEnviado: 26/11/2006 19:22
por kostta
a isso chama-se falta de fiscalização e de justiça. Se fossem presos por cometer fraudes, não aconteceria. O mesmo com os impostos, se a pena fosse severa e se os impostos fossem menos elevados, haveria menos incentivo à fuga.


nisto concordamos a 100%

Kosta, desengana-te: se todos pagassemos sobre cada tostão, o estado conseguiria estoirar mais e mais depressa.

só se fosse em portugal, devido à atitude do povo portugues.

A prova disso é o que temos hoje em dia, empresas a falirem, empresas a sairem do país para zonas onde se pagam menos impostos e um estado esbanjador com atitude de que o dinheiro cresce das árvores.



e para onde vai a maioria dessas empresas? para paises do 3º mundo, onde a mao de obra barata abunda.
tunisia, marrocos, china, angola, ...

MensagemEnviado: 26/11/2006 19:02
por Pata-Hari
a isso chama-se falta de fiscalização e de justiça. Se fossem presos por cometer fraudes, não aconteceria. O mesmo com os impostos, se a pena fosse severa e se os impostos fossem menos elevados, haveria menos incentivo à fuga.

Kosta, desengana-te: se todos pagassemos sobre cada tostão, o estado conseguiria estoirar mais e mais depressa. A prova disso é o que temos hoje em dia, empresas a falirem, empresas a sairem do país para zonas onde se pagam menos impostos e um estado esbanjador com atitude de que o dinheiro cresce das árvores.

MensagemEnviado: 26/11/2006 17:37
por kostta
revolta-me é ver uma familia de ciganos a receber 750 euros por mes de rendimento minino (ou la como se chma) e que nao vao trabalhar pois perdiam o direito a ele.

MensagemEnviado: 26/11/2006 17:28
por kostta
eu creio que no dia em que todos cumprirem com as obrigações que estão na lei, os impostos baixarão. quem me dera pagar menos impostos!

MensagemEnviado: 26/11/2006 16:32
por Pata-Hari
Kosta, uma parte do problema é a fuga fiscal, sim. E a fuga é motivada em grande parte porque não é punida e em grande parte porque a carga fiscal é muito elevada. O que temos hoje em dia são muitos a pagar por muito poucos, e infelizmente muito poucas empresas a pagar uma proporção muito grande do que todos consomem. E cada vez menos empresas teremos se continuarmos a esbanjar e, para compensar, aumentarmos carga fiscal. É a história da galinha dos ovos de ouro ou até a da cigarra e da formiga.

MensagemEnviado: 26/11/2006 14:52
por ptmasters
Caro Kosta, sabe que há uma relação directa entre peso da carga fiscal e fuga aos impostos / economia paralela?

Pessoalmente, falo à vontade, pois faço parte do grupo deste país que ainda pagou IRS (e olhe que não me importo de pagar mais, desde que isso signifique que aumentei os meus rendimentos, mas também deixe-me que lhe diga, pago para não me chatearem a cabeça, pois não valem o tempo).

Duma factura de 1000€ que uma empresa passa a um cliente, tem noção do quanto é que é consumido por IVA, IRC, Derrama, IRS e Segurança Social???

Depois não admira que exista gente a arranjar esquemas para fugir...

1 abraço

MensagemEnviado: 26/11/2006 14:34
por kostta
Pata-Hari Escreveu:Cada vez gosto mais do sistema de singapura: baixas, muito baixas taxas de imposto mas que garantem serviços comuns e públicos e cada um cria o seu próprio fundo de segurança social e de reforma descontando para si próprio...

Kosta, as empresas são quem gera os empregos e a riqueza e são quem mais paga por tudo o que existe e é comum, incluindo tudo o que é sistema público. Quanto mais apertadas são fiscalmente, mais se sufoca a unica galinha de ovos de lata que temos. Nunca te esqueças disso. Aliás, o estado é o primeiro a não pagar para o bolo da segurança social, estás recordado...??


mas se todos contribueirem menos sera o esforço de cada um e esse é o problema de portugal. so se quer fugir aos impostos.

nos queremos serviços do 1º mundo, utilizando metodos do 3º mundo

MensagemEnviado: 26/11/2006 14:24
por Pata-Hari
Cada vez gosto mais do sistema de singapura: baixas, muito baixas taxas de imposto mas que garantem serviços comuns e públicos e cada um cria o seu próprio fundo de segurança social e de reforma descontando para si próprio...

Kosta, as empresas são quem gera os empregos e a riqueza e são quem mais paga por tudo o que existe e é comum, incluindo tudo o que é sistema público. Quanto mais apertadas são fiscalmente, mais se sufoca a unica galinha de ovos de lata que temos. Nunca te esqueças disso. Aliás, o estado é o primeiro a não pagar para o bolo da segurança social, estás recordado...??

MensagemEnviado: 26/11/2006 4:20
por JOGO2006MARKITOS
Se calhar era melhor ninguém pagar impostos, as empresas tinham melhores lucros, ganhávamos mais e toda a gente tinha emprego.

Depois um gajo acorda e percebe que afinal quantos menos forem aqueles que fogem aos seus compromissos, mais fácil se torna a vida de todos aqueles que CUMPREM.
[/u]

MensagemEnviado: 26/11/2006 0:20
por Garfield
Pata-Hari Escreveu:Kostta, o problema disso é que ao retirarem às empresas essa forma de remuneração, as empresas são obrigadas a compensar isso com ordenado. Ora esse ordenado extra vai ter custos acrescidos (porque sobre ele recai, entre outros, segurança social).


Pata peço desculpa por discordar mas na pratica o que esta medida irá provocar será uma grande confusão interna nas empresas pois poucas serão aquelas que efectvamente poderão trocar esses rendimentos por um aumento da remuneração base dos seus empregados.

O que acontecerá num grande número de casos será a redução efectiva da remuneração liquida dos trabalhadores por impossibilidade das empresas em suportar os correspondentes custos com a segurança social, seguros de acidentes de trabalho, etc.

Mais uma vez os prejudicados são os do costume, aqueles que trabalham...

MensagemEnviado: 25/11/2006 23:55
por kostta
é que ainda por cima, depois temos as pessoas a reclamarem de terem reformas baixas. claro, se declaram menos. e na doença? acontece o mesmo.

claro que é bom podermos receber e declarar menos, mas isto é no presente.
no futuro, seja na reforma ou na doença, as coisas serão piores

MensagemEnviado: 25/11/2006 23:50
por kostta
Pata-Hari Escreveu:Kostta, o problema disso é que ao retirarem às empresas essa forma de remuneração, as empresas são obrigadas a compensar isso com ordenado (não penses que essas benesses são "grátis", nada existe de borla e são formas mais baratas de em vez de ordenado se pagar de outra forma aos empregados). Ora esse ordenado extra vai ter custos acrescidos (porque sobre ele recai, entre outros, segurança social). E quanto maiores forem os custos das empresas, menos empresas sobrevivem e menos empregos existem. Curiosamente ao contrário do estado para quem os custos não parecem ter nenhuma repercussão.


isso é fuga incapotada aos impostos e à segurança social.

se todos cumprirem as suas obrigações, melhor

MensagemEnviado: 25/11/2006 22:00
por Pata-Hari
Kostta, o problema disso é que ao retirarem às empresas essa forma de remuneração, as empresas são obrigadas a compensar isso com ordenado (não penses que essas benesses são "grátis", nada existe de borla e são formas mais baratas de em vez de ordenado se pagar de outra forma aos empregados). Ora esse ordenado extra vai ter custos acrescidos (porque sobre ele recai, entre outros, segurança social). E quanto maiores forem os custos das empresas, menos empresas sobrevivem e menos empregos existem. Curiosamente ao contrário do estado para quem os custos não parecem ter nenhuma repercussão.

MensagemEnviado: 25/11/2006 13:34
por kostta
calha a todos

MensagemEnviado: 25/11/2006 10:37
por Pata-Hari
lol, ficou giro sim :D

Isto Portugal sempre foi o paraiso da contabilidade creativa, ajudas de custo é quase um direito adquirido.

MensagemEnviado: 25/11/2006 1:58
por JOGO2006MARKITOS
Lá vou eu ficar sem tickets restaurant, senhas de gasolina e carro da empresa...

MensagemEnviado: 25/11/2006 1:49
por Garfield
LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL!:)

se calhar é aquilo mesmo que os gerentes de muitas empresas não sabem onde vão esconder!

MensagemEnviado: 25/11/2006 1:19
por Quico
Têm sorte de The Mechanic ainda não ter visto isto!

O último que trocou maçada por massada, "comeu" com 500 000 receitas de massada de peixe e marisco.

Agora com um título destes, nem sei onde irá parar! :oops:

MensagemEnviado: 24/11/2006 23:42
por Cali
epá! O titulo do topico é que ficou castiço! :lol:

MensagemEnviado: 24/11/2006 23:37
por Menor_Valia
Saudações!!

Basta ler o inicio do 2º parágrafo para perceber que as empresas não têm por que se preocupar...

Um braço,

JR

Empresas serão responsáveis pelas falsas "ajudas de cus

MensagemEnviado: 24/11/2006 22:44
por Garfield
As empresas vão passar a ser co-responsáveis pela liquidação de impostos em IRS, caso não procedam a retenções na fonte sobre as "ajudas de custo ou outras remunerações acessórias" que se provem ser "remunerações disfarçadas", de acordo com a proposta orçamental para 2007. Centenas ou mesmo milhares de empresas podem estar a ser alvo do fisco.

"Há um grande número de sujeitos passivos" cuja retenção na fonte é feita sobre um salário mais baixo ou através de remunerações acessórias", usando as "ajudas de custo" como parcelas de salários, reconheceu o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Amaral Tomás, esta semana, quando intervinha num seminário promovido pela Ordem dos Economistas, em Lisboa, a propósito da intensificação do combate à fuga e fraude fiscal. "As empresas vão, por isso, passar a ser responsáveis pela liquidação do imposto", confirmou.

Até agora, a responsabilidade pelo pagamento do imposto em falta era do empregado, o "beneficiário dos rendimentos", como qualifica a lei. Apenas de forma subsidiária as empresas eram responsabilizadas (ver caixa). Estas estavam apenas obrigadas a liquidar juros sobre o imposto em falta desde o momento em que devia constituir a retenção, até à declaração efectuada pelos empregados.

Centenas ou mesmo milhares de empresas, em todo o País - como admitem alguns fiscalistas - usam o expediente das "ajudas de custo" e outras formas de remunerações como complemento de salários. Assim, se as firmas não contabilizam estas despesas como "rendimentos de trabalho", estes montantes escapam às retenções em IRS.

O fisco, em inspecções, pode entender que estas "ajudas de custo" são rendimentos de trabalho de forma disfarçada. Neste caso, tal como o empregado, a empresa fica, a partir de Janeiro de 2007, "solidariamente responsável" por liquidar o imposto em falta.

"O mais provável é que a administração fiscal exija às empresas, em primeiro lugar, a liquidação do imposto em falta, ao invés de accionar o empregado", afirma um fiscalista, "já que, por norma, as empresas possuem mais liquidez".

A alteração à lei, que institui a "responsabilidade solidária", está para ser aprovada pelo Parlamento em sede de Orçamento do Estado. "Tratando-se de rendimentos sujeitos a retenção que não tenham sido contabilizados", diz o texto de alteração ao IRS, "o subsidiário (a empresa) assume responsabilidade solidária pelo imposto não retido.".