Que significa geração perdida ou rasca? Os mais velhos dizem sempre com orgulho que no tempo deles é que eram uns gandas malucos
e que agora é só copinhos de leite...
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e que agora é só copinhos de leite...MarcoAntonio Escreveu:MNVALENTE Escreveu:A radiografia traçada é realmente muito boa. Falha redondamente na ideia que os diplomados entre os 25 e os 40 anos são fracos. São precisamente esses os que ainda fizeram o liceu no tempo que não passava toda a gente, são esses que entraram para a faculdade quando só entravam os melhores.~
Exactamente.
Lutav Escreveu:Ulisses Pereira Escreveu:Há sempre a tentação de acharmos que as gerações que se seguem às nossas sejam "piores" em muitos aspectos. É um pensamento generalizado que, infelizmente, sempre assim foi e sempre será.
Mas, na realidade, o mundo progride. Com coisas que se deterioram. Mas progride.
Um abraço,
Ulisses
é o que se chama de generation gap!
é como ha 500 anos, uma filha de 18 anos queria namorar com 1 gajo qq, os pais nao deixavam, e de castigo, eles nao a deixavam assitir ao enforcamento do domingo seguinte!
E a miuda dizia, que eles eram tacanhos e injustos... e eles diziam que no tempo deles é que era, por causa do Xerife XPTO e o Rei XYZ, que eram mto maus....
ok,, eu calo-me....
MNVALENTE Escreveu:A radiografia traçada é realmente muito boa. Falha redondamente na ideia que os diplomados entre os 25 e os 40 anos são fracos. São precisamente esses os que ainda fizeram o liceu no tempo que não passava toda a gente, são esses que entraram para a faculdade quando só entravam os melhores.~
Não os condenem
Filipe Pinhal
Vice-presidente do Millennium BCP
Uma geração perdida? Com a ressalva das excepções que sempre existem, é de temer que sim. Têm responsabilidades no que lhes sucedeu? Seguramente. Mas não se culpem apenas as vítimas de um sistema errado no seu todo.
É muito cómodo procurar um culpado quando algo corre mal, sobretudo se as consequências também nos atingem. Encontrar alguém sobre quem descarregar o incómodo alivia e tem o efeito de iludir a nossa quota-parte das responsabilidades. Mas, quando o mal atravessa toda a sociedade, é um erro imaginar que a responsabilidade não possa estar, justamente, nessa mesma sociedade.
Falamos da educação e das "gerações da facilidade". A história dos últimos 30 anos é sinistra. Começou pela contestação, passou a um medo que conduziu à demissão - sobretudo dos professores e das autoridades escolares - e, num encadeamento de fatalidades, à desautorização e à descredibilização, terminando na mais escandalosa anarquia. Responsáveis? Todos. Governos, professores, pais e alunos, sendo estes os menos culpados. Beneficiaram do clima de irresponsabilidade, que os aliviava de trabalho e disciplina, mas a demissão de quem devia assegurar padrões mínimos de exigência - nas escolas e nas famílias - é mais grave e mais censurável.
A facilidade foi cómoda para todos. Para as autoridades, porque se eximiam à obrigação de garantir a boa ordem das escolas e o grau mínimo de exigência que se espera do ensino; para os professores, porque não tinham que se esforçar, nem de enfrentar as reacções dos alunos que deviam reprovar; para os pais, porque, sem nada fazerem para isso - e sem terem que se importar com isso -, apreciavam o automatismo da passagem de ano dos filhos.
Por uns anos o país viveu tempos de facilidade e de felicidade. Tudo corria bem para todos, mesmo para aqueles que, sem suspeitarem, já estavam condenados a pagar o preço da facilidade. Porque a facilidade tem sempre um preço. Sabe bem, na hora, mas a factura acaba por chegar. E pode ser dolorosa. Sobretudo quando se descobre, tarde de mais, que todos aqueles anos foram anos perdidos. Não qualificaram, não prepararam, não acrescentaram conhecimento. Não serviram para nada. Todos juntos, valeram zero, e zero nada soma.
Hoje, as "gerações da facilidade" enfrentam um vazio tremendo. Nada possuem, nada alcançaram e nada podem esperar, porque a escola não os preparou para a profissão, nem para a vida. Estão a pagar um preço elevadíssimo, o mundo voltou-lhes as costas de uma forma cruel.
A compreensão para a origem do mal não pode, porém, ser tão elástica que chegue ao extremo da absolvição. Desde logo porque houve quem, nas mesmas circunstâncias, não tivesse seguido o caminho da facilidade. Depois, porque foram muitos os que andaram, alegremente, a engrossar as marchas de protesto e as manifestações contra qualquer lei, ou decisão, que contivesse um propósito mínimo de recuperar os patamares de exigência. Depois, ainda, porque não são iguais os graus de consciência das escolhas feitas aos 15, ou aos 20 anos de idade. Finalmente, porque, ao seu lado, foram muitos os que buscaram fora das escolas o que estas teimavam em não facultar: trabalharam arduamente, procuraram informação, investiram em conhecimento e formação. Contra um enquadramento adverso, prepararam-se.
Sendo tudo isto verdadeiro - e à acusação não podem escapar as "gerações da facilidade" -, é igualmente facto incontroverso que não foram os jovens que criaram as universidades de "faz de conta", mais interessadas em facturar que em formar, as centenas de cursos de papel e os "professores turbo", que passaram no trânsito entre universidades o tempo devido aos alunos. E não foram os estudantes os responsáveis pelo enorme caos do ensino, que foi a regra nos últimos 30 anos.
E agora? Agora não é fácil resolver o problema de legiões de diplomados com idades entre os 25 e os 40 anos, desmoralizados, desmotivados e sem esperança de poderem aceder a algo parecido com uma carreira profissional. E aí está uma geração sem futuro à vista, já resignada com a dura realidade de não poder sonhar com níveis de reconhecimento e compensações materiais que se aproximem das expectativas alimentadas, por comparação com um passado, onde a regra prevalecente era a progressão automática com prémios garantidos. Uma geração que começa a desistir, cansada do tempo gasto a vaguear por corredores que não conduzem a parte alguma, a percorrer o calvário dos contratos a termo, e condenada a entregar o nome às listas dos desempregados de longa duração. Factura pesada a da facilidade.
Chamaram-lhe "geração rasca", uma injustiça gritante que só pode ter partido de quem viveu épocas de outra facilidade, aqueles anos em que um curso superior significava o tapete vermelho para a glória, independentemente de qualidades e méritos, pessoais ou profissionais. É certo que a acusação foi dirigida contra a ignorância, a falta de interesse e a falta de motivação, quando começou a tornar-se escandaloso o número de jovens que não sabiam, e pareciam não ter vontade de saber, que não sabiam estar, não sabiam comportar-se e não sabiam relacionar-se. Mas como poderiam saber, se a família e a escola não lhes tinham estimulado a motivação nem o apetite pelo saber?
Uma geração perdida? Com a ressalva das excepções que sempre existem, é de temer que sim. Têm responsabilidades no que lhes sucedeu? Seguramente. Mas não se culpem apenas as vítimas de um sistema errado no seu todo. Um sistema de que todos - governos, professores, pais e alunos - julgaram poder retirar vantagens particulares. Não sejamos tão apressados a condenar. O mais fácil é julgar, alivia consciências e arruma o passado. O mais útil é pensar o futuro e construir soluções.
Ainda há tempo, e forma, de limitar os danos? Temos de acreditar que sim. Sobretudo, todos temos que fazer o necessário para que o plano inclinado se inverta. Temos pela frente um problema social de enormes dimensões que impõe a obrigação de não o ignorar e de mobilizar todas as fórmulas para conseguir a remissão dos males. A reacção social não pode ser sacudir as responsabilidades, acusar, condenar e fechar portas. A solução tem de estar, precisamente, na atitude oposta: abrir as portas da esperança.
Tem de haver solução para toda uma geração que foi enganada e traída pelas piores razões. Os que estão em terra firme têm de estender as bóias de salvação aos que estão em risco de naufragar. Têm de ajudar a criar oportunidades, a primeira das quais consiste, justamente, em criar segundas e terceiras vias para o estudo, para a formação, para a aquisição de competências que não foram obtidas na idade certa. Mas as novas oportunidades têm de encontrar correspondência na disponibilidade, na responsabilidade e no trabalho que não foram aceites na idade certa. É um voltar atrás, é certo, mas vale mais chegar atrasado ao objectivo do que perdê-lo para sempre.
Estão agora a sair das escolas jovens de vinte e poucos anos com competências mais sólidas e com outra disciplina de trabalho. A solução fácil é reservar as oportunidades só para os mais jovens e mais qualificados, com melhor formação, com sentido do risco, e com uma compreensão e uma aceitação das regras do mercado que lhes conferem naturais vantagens em relação aos seus colegas mais velhos e menos sensíveis à lógica concorrencial. Mas tal opção corresponderia a condenar, definitivamente, toda uma geração, que está entre os 30 e os 40 anos e que se perderá, se lhe for negada a solidariedade daqueles que detêm o poder de decidir e as condições para demonstrarem o bom uso que dão aos discursos sobre a responsabilidade social.
Porque não abrir as portas das empresas a quem precisa de aprender e praticar? Porque não mostrar a quem deseja aprender que o conhecimento está tanto nos lugares onde se ensina, como naqueles onde se aplica o conhecimento? E porque não forçar a escola - já que ela não quis aprender por si - a partilhar com as empresas a responsabilidade pela formação?
Na escola, e fora dela, por que não investir na iniciativa empresarial, agora que a idade trouxe a maturidade e o sentido de responsabilidade. São necessárias mudanças de contexto, de mentalidade e de orientação da formação? É necessário um enquadramento que favoreça o apoio à iniciativa individual? É necessário um reforço da solidariedade institucional e familiar? São necessárias fórmulas inovadoras de aceitação e gestão do risco? E porque não? Existe alguma lei que determine que "só os outros" é que podem ser bem sucedidos? A renovação da classe empresarial não é um factor de progresso? Quanto pode ganhar o país com a salvação de toda uma geração, que ainda está a tempo de adquirir uma nova mentalidade empresarial, aprendendo a conviver com o risco e com as regras de concorrência num mercado aberto e competitivo?
lois Escreveu:jp3 Escreveu:Será q os que saem agora estão melhor preparados, q a geração q agora tem 30 - 40..! Sò se for por terem começado a vida adulta mais cedo do que a anterior: tipo começar a vida sexual aos 13, fumar aos 12, beber bebidas altamente alcoolicas aos aos 12, entrar em casa depois de uma noite de borga às 08H00 da manhã...!![]()
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tás muito errado!!!!
eu axo que ele tem uma certa razão no que diz, pois a nossa geração, e eu pertenço à geração mais recente pois tenho 25 anos, tem q se esmifrar muito mais que essa geração que tem agora 30/40/50 e mais anos, pois dantes qq gato pingado q acabasse o 11º ano tinha emprego garantido em quase todo o lado, no ensino, nos bancos etc... vão lá agora com o 12º a ver onde os mandam!!! pois em comparação então aos empregados dos bancos que entraram há varios anos com apenas o 11º, agora pelo menos o bcp, exige no máximo 22anos e licenciatura completa!!!! axam justo ainda cantarem de galo e dizerem q só kerem é droga, alcool e sexo?!?!?!?!?!?!?
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Ulisses Pereira Escreveu:Há sempre a tentação de acharmos que as gerações que se seguem às nossas sejam "piores" em muitos aspectos. É um pensamento generalizado que, infelizmente, sempre assim foi e sempre será.
Mas, na realidade, o mundo progride. Com coisas que se deterioram. Mas progride.
Um abraço,
Ulisses
jp3 Escreveu:Será q os que saem agora estão melhor preparados, q a geração q agora tem 30 - 40..! Sò se for por terem começado a vida adulta mais cedo do que a anterior: tipo começar a vida sexual aos 13, fumar aos 12, beber bebidas altamente alcoolicas aos aos 12, entrar em casa depois de uma noite de borga às 08H00 da manhã...!![]()
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