amsf Escreveu:Não falemos em ignorância - Criança W - porque fico envergonhado quando vejo e ouço um madeirense falar na televisão! Suponho que as televisões continentais não andem a omitir as entrevistas dos continentais menos bem falantes pelo que nota-se uma grande diferença cultural entre os madeirenses e os continentais. E não se trata de sotaque...não se preocupe com o prato do vizinho, quero dizer com os açoreanos que falam muito pior...mas ai é uma questão de sotaque. Quanto a números posso recomendar-lhe alguma bibliografia para mentir com os números.
O Alberto João sempre que usa números que tenham como referência o PIB está a ser desonesto pois o PIB da Madeira está completamente empolado pelos dinheiros que entram pela Zona Franca.
Sou madeirense!
amsf Escreveu:Já agora que falas na electricidade...a electricidade madeirense é subsidiada e essa é uma das razões pelo que o aumento devia ser de 16%...infelismente não tenho tempo para responder a tudo...na era da internet a informação está a disposição de quase todos mas como é espectável o mais fácil e lemitar-se a repetir o que os nossos líderes de opinião dizem...e cada um tem os seus...é humano.
Penso que neste momento também devas estar envergonhado com os erros ortográficos de um Madeirense

mas adiante...
Em relação aos que pensam (infelizmente ainda são muitos) que a Madeira e os Madeirenses vivem há custa do Continente e dos continentais, deixo aqui uma pequena explicação de como funcionam as transferências de estado em relação para a Madeira, por exemplo em relação ao IVA:
Na proposta de revisão da Lei das finanças Regionais o IVA passa a ser uma receita própria da região, ao contrário do que acontece
actualmente, em que o IVA cobrado em todo o país ( incluindo as duas Regiões Autónomas) entra num Bolo global e é distribuido por CAPITAÇÃO, isto é, de acordo com o número de habitantes de cada região.
Aparentemente, esta mudança trará uma redução do dinheiro que no final era repartido para a Madeira, tendo em conta que o IVA cobrado cá é 30% inferior ao cobrado no território continental.
No entanto existem dois factores que vão no sentido contrário desta redução, que são o turismo e o CINM (Centro Internacional de Negócios da Madeira).
O número de turistas corresponde a uma população flutuante de mais de 15.000 habitantes que estatísticamente consomem 3 vezes + que a população residente, isto é, estes turistas representam uma população equivalente de 45.000 habitantes (aproximadamente 20% da população residente mais flutuante)que não era tida nem achada nas contas de redistribuição do IVA.
Significa isto que com o actual modelo existe um factor que faz com que o IVA cobrado na Madeira por habitante seja superior ao do resto do país mas que não tem reflexo na sua redistribuição.
O outro factor é o do CINM em que o IVA entrava no bolo global e com a nova proposta passará a fazer parte das receitas próprias da região. Só este factor significa que a Madeira pode receber + 10% do que recebe actualmente.
O grande factor político por trás de tudo isto, é que esta proposta tinha sido discutida com a Dr. Manuela Ferreira Leite, mas não aprovada. Surge agora o actual ministro Teixeira dos Santos a querer fazer marcha atrás em todo o processo de autonomia das finanças regionais.
O que eu condeno foi a estratégia política seguida pelo Alberto João, que tentou lutar e argumentar através do corte financeiro actual de 38 milhões de euros (que até considero legítimo dado o nível de endividamento), quando a questão é bem mais profunda.
Um abraço a todos.