OPA concorrente no BPI??
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F
Esta está mais esclarecida..
O núcleo duro de accionistas do BPI, que reúne 57% do capital do banco, desfez ontem o acordo de preferência que vigorava há 13 anos, porque, segundo a nova lei das OPA, o pacto traduzia-se na frustração da alteração de domínio da sociedade. Assim, qualquer um daqueles accionistas, entre os quais o Itaú e o La Caixa, evita a obrigação de comunicar, até sexta-feira, a imputação de uma participação equivalente à detida pela totalidade dos subscritores do pacto. Por exemplo, ao Itaú que detém 17,8%, passariam a ser imputáveis os 57%, o que obrigaria, no limite, o grupo brasileiro ao lançamento de OPA. Ainda que a lei previsse um prazo de 180 dias para apresentar uma solução – alteração do pacto, a sua revogação, ou o lançamento de OPA – o BPI optou por não comprar uma guerra com o regulador. Com a OPA lançada do BCP em curso, o núcleo duro do BPI seria, provavelmente, confrontado com a inibição de votos, o que poderia dificultar a sua posição na assembleia geral (AG) a convocar pelo BCP para “desblindar” estatutos. Ou seja, a CMVM consideraria o núcleo de accionistas como um único accionista, pelo que este só poderia votar com 17,5%, o limite previsto nos estatutos do próprio BPI. Numa AG determinante para o sucesso da OPA do BCP, já que a “desblindagem” é uma condição essencial da oferta, o BPI não pode correr riscos
O núcleo duro de accionistas do BPI, que reúne 57% do capital do banco, desfez ontem o acordo de preferência que vigorava há 13 anos, porque, segundo a nova lei das OPA, o pacto traduzia-se na frustração da alteração de domínio da sociedade. Assim, qualquer um daqueles accionistas, entre os quais o Itaú e o La Caixa, evita a obrigação de comunicar, até sexta-feira, a imputação de uma participação equivalente à detida pela totalidade dos subscritores do pacto. Por exemplo, ao Itaú que detém 17,8%, passariam a ser imputáveis os 57%, o que obrigaria, no limite, o grupo brasileiro ao lançamento de OPA. Ainda que a lei previsse um prazo de 180 dias para apresentar uma solução – alteração do pacto, a sua revogação, ou o lançamento de OPA – o BPI optou por não comprar uma guerra com o regulador. Com a OPA lançada do BCP em curso, o núcleo duro do BPI seria, provavelmente, confrontado com a inibição de votos, o que poderia dificultar a sua posição na assembleia geral (AG) a convocar pelo BCP para “desblindar” estatutos. Ou seja, a CMVM consideraria o núcleo de accionistas como um único accionista, pelo que este só poderia votar com 17,5%, o limite previsto nos estatutos do próprio BPI. Numa AG determinante para o sucesso da OPA do BCP, já que a “desblindagem” é uma condição essencial da oferta, o BPI não pode correr riscos
e' preciso viver nao apenas existir
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F
Núcleo duro do BPI mantém coesão contra a OPA
O contrato de preferência entre accionistas do Banco BPI, como o La Caixa, o Itaú e a Allianz, foi ontem revogado. Apesar de discordarem "em absoluto" da decisão da CMVM - que concluiu que o pacto pode criar condições para frustrar a OPA do BCP -, os accionistas da instituição liderada por Fernando Ulrich viram-se "forçados" a revogar o pacto assinado há 13 anos, devido à nova lei das OPA.
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Maria João Babo
mbabo@mediafin.pt
O contrato de preferência entre accionistas do Banco BPI, como o La Caixa, o Itaú e a Allianz, foi ontem revogado. Apesar de discordarem "em absoluto" da decisão da CMVM - que concluiu que o pacto pode criar condições para frustrar a OPA do BCP -, os accionistas da instituição liderada por Fernando Ulrich viram-se "forçados" a revogar o pacto assinado há 13 anos, devido à nova lei das OPA.
Apesar de o acordo de revogação, assinado segunda-feira e ontem enviado à CMVM, referir que nada impede os accionistas de "sindicar em momento oportuno aquela decisão (da CMVM), com as consequências legais que ao caso couberem", fontes próximas dos accionistas garantiram ao Jornal de Negócios que nada está a ser projectado nesse sentido.
Os accionistas entendem que não havia necessidade, com a lei das OPA, de proceder a alterações no acordo. Isto porque consideram que o contrato de preferência em caso de venda de acções de que são titulares "não integra qualquer categoria de acordos" relativos à transmissibilidade das acções, "nem deve o mesmo presumir-se como instrumento de exercício concertado de influência sobre o BPI", refere o acordo de revogação .
O contrato de preferência entre accionistas do Banco BPI, como o La Caixa, o Itaú e a Allianz, foi ontem revogado. Apesar de discordarem "em absoluto" da decisão da CMVM - que concluiu que o pacto pode criar condições para frustrar a OPA do BCP -, os accionistas da instituição liderada por Fernando Ulrich viram-se "forçados" a revogar o pacto assinado há 13 anos, devido à nova lei das OPA.
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Maria João Babo
mbabo@mediafin.pt
O contrato de preferência entre accionistas do Banco BPI, como o La Caixa, o Itaú e a Allianz, foi ontem revogado. Apesar de discordarem "em absoluto" da decisão da CMVM - que concluiu que o pacto pode criar condições para frustrar a OPA do BCP -, os accionistas da instituição liderada por Fernando Ulrich viram-se "forçados" a revogar o pacto assinado há 13 anos, devido à nova lei das OPA.
Apesar de o acordo de revogação, assinado segunda-feira e ontem enviado à CMVM, referir que nada impede os accionistas de "sindicar em momento oportuno aquela decisão (da CMVM), com as consequências legais que ao caso couberem", fontes próximas dos accionistas garantiram ao Jornal de Negócios que nada está a ser projectado nesse sentido.
Os accionistas entendem que não havia necessidade, com a lei das OPA, de proceder a alterações no acordo. Isto porque consideram que o contrato de preferência em caso de venda de acções de que são titulares "não integra qualquer categoria de acordos" relativos à transmissibilidade das acções, "nem deve o mesmo presumir-se como instrumento de exercício concertado de influência sobre o BPI", refere o acordo de revogação .
e' preciso viver nao apenas existir
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ER
Nao compreendo como o Bcp vai tirar esta bota, ouy ja tem acordo selado(acionista q nao tem portugal como prioridade) ou está condenada ao fracasso.
So nao entendo como portugal nao está nas prioridades e continuam a acumular??
So nao entendo como portugal nao está nas prioridades e continuam a acumular??
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Sem dúvida que a noticia é importante e crucial para o uturo do banco pelo que se justifica a suspensão em bolsa.
No entanto, esta informação já era esperada pelo mercado
Devido ao (mau) habito da leitura na diagonal eu até pensava que já era oficial!
No entanto, esta informação já era esperada pelo mercado
Devido ao (mau) habito da leitura na diagonal eu até pensava que já era oficial!
Jornal de Negocios Publicado 10 Novembro 2006 Escreveu:
BPI vai revogar acordo entre os accionistas
O BPI vai deixar cair o pacto entre os seus accionistas, depois da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter entendido que o acordo poderia ser utilizado para bloquear uma oferta pública de aquisição, como a que pende actualmente sobre o banco, avança hoje o "Diário Económico".
O BPI vai deixar cair o pacto entre os seus accionistas, depois da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter entendido que o acordo poderia ser utilizado para bloquear uma oferta pública de aquisição, como a que pende actualmente sobre o banco, avança hoje o "Diário Económico".
Em estudo está a possibilidade do pacto ser substituído por outro acordo em que os membros do núcleo duro se comprometam apenas a informar os seus parceiros caso decidam vender as suas participações. No acordo actual, os restantes accionistas teriam direito de preferência caso algum dos outros decidisse abandonar o capital. Caso não cumprissem a regra, estariam obrigados a pagar uma penalização.
Segundo as mesmas fontes, o entendimento da CMVM apoia-se no facto do grupo em causa controlar a maioria do capital do banco – mais precisamente, 55%. Ou seja, as acções continuariam nas mãos do mesmo núcleo, o que impediria qualquer alteração do controlo do banco.
A partir do momento em que o acordo passe a ser de mera troca de informação, os accionistas esperam que a CMVM abandone as suas objecções.
Apesar do revés, os accionistas não estão preocupados com a sentença de morte ao pacto accionista que, segundo os signatários, visava preservar a estabilidade do núcleo duro. O acordo não tem grande relevância na OPA em curso, uma vez que o verdadeiro obstáculo é a blindagem dos direitos de voto, limitados a 17,5% para cada accionista.
"O que vai ditar o sucesso ou não da OPA continuará a ser a vontade dos principais accionistas do BPI, " considera Susana Neto, analista da Caixa BI. "Com a eventual quebra do acordo, desde que se mantenha o empenho dos accionistas, na prática, nada se altera", defende.
Nas condições oferecidas pelo BCP, os actuais accionistas já afirmaram não estar dispostos a desbloquear os estatutos, pelo que, mesmo que o BCP compre os restantes 45% do banco, tornando-se no seu maior accionista, ficará com o mesmo poder que o La Caixa ou o Itaú que, com 20% e 17%, respectivamente, são actualmente os dois maiores accionistas.
A opinião é partilhada pelo mercado, uma vez que as acções do BPI continuam a transaccionar próximas dos 6 euros, ou seja, acima dos 5,7 oferecidos pelo BCP.
"Parece claro que, ao preço actual, os principais accionistas não vendem, com ou sem pacto", afirma John dos Santos, da Lisbon Brokers.
No entanto, o mesmo analista considera que os accionistas do BPI "podem jogar com o prazo para por fim ao acordo, fazendo com que isso só aconteça perto do final dos 180 dias de que dispõem, o que pode acontecer já depois do fim da OPA em curso".
Nesse cenário, a decisão de terminar com o acordo poderia ser guardada em segredo durante mais algum tempo.
A única dúvida é se a coesão do núcleo se manterá caso o BCP decida aumentar a oferta. No entanto, esse cenário não seria muito diferente mesmo que o acordo continuasse em efeito.
"ATÉ AO INFINITO E MAIS ALÉM!" - Buzz Lightyear in Toy Story;)
O fim deste pacto era esperado porque, segundo a nova Lei das OPA`s, isso obrigaria ao lançamento de uma nova OPA. Teoricamente, o final deste pacto permitirá que a actual OPA tenha mais hipóteses de sucesso mas, na prática, considero que não alterará grande coisa pois, a este preço, os actuais accionistas que pertenciam a este pacto não quererão bvender. Mas se o preço subir, aí já as coisas podem mudar...
Um abraço,
Ulisses
Um abraço,
Ulisses
Os accionistas de referência do BPI decidiram revogar o contrato de preferência que abrange mais de 50% do capital e que determinava que quando um dos accionistas quisesse vender acções teria de dar preferência de compra aos restantes signatários do acordo.
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LISBOA, 14 Nov (Reuters) - O contrato de preferência
celebrado entre vários accionistas do Banco BPI , entre
os quais o La Caixa, o Itaú e a Allianz foi
revogado, anunciou o BPI em comunicado.
O comunicado acrescenta que os accionistas envolvidos neste
acordo, totalizando mais de 55 pct do capital do BPI, discordam
"em absoluto" da decisão da Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM) que conclui poder criar "condições para
frustar a OPA lançada pelo BCP sobre o BPI".
((---José Barata, Lisboa Editorial, +351 21 3509203,
lisbon.newsroom@reuters.com, Reuters messaging:
jose.barata.reuters.com@reuters.net))
celebrado entre vários accionistas do Banco BPI , entre
os quais o La Caixa, o Itaú e a Allianz foi
revogado, anunciou o BPI em comunicado.
O comunicado acrescenta que os accionistas envolvidos neste
acordo, totalizando mais de 55 pct do capital do BPI, discordam
"em absoluto" da decisão da Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM) que conclui poder criar "condições para
frustar a OPA lançada pelo BCP sobre o BPI".
((---José Barata, Lisboa Editorial, +351 21 3509203,
lisbon.newsroom@reuters.com, Reuters messaging:
jose.barata.reuters.com@reuters.net))
já agora....
....qual foi o motivo ? desculpem a pergunta, mas eu tenho acesso a poucos sites externos e nao consigo aceder ao link acima.
JH
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Jornal de negocios
Pedro Carvalho
pc@mediafin.pt
A negociação das acções da BPI está suspensa. Operadores de mercado disseram que o banco solicitou à CMVM a suspensão dos títulos porque vai emitir um facto relevante ao regulador. O facto relevante poderá estar relacionado com o acordo de preferência entre os accionistas.
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A negociação das acções da BPI está suspensa. Operadores de mercado disseram que o banco solicitou à CMVM a suspensão dos títulos porque vai emitir um facto relevante ao regulador. O facto relevante poderá estar relacionado com o acordo de preferência entre os accionistas.
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OPA concorrente no BPI??
Saudações!!
O que se passa??
Um abraço,
JR
O que se passa??
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JR
"The chief object of education is not to learn things but to unlearn things" – Gilbert Chesterton
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