Jornal de Negócios Escreveu:JM abre mais 450 lojas até 2009 e analisa novos mercados
A Jerónimo Martins SGPS, “holding” com presença na distribuição, indústria e representação de marcas, planeia abrir 450 lojas de retalho alimentar nos próximos três exercícios, em Portugal e na Polónia, nas quais vai investir mil milhões de euros. As acções já renovaram máximos de 2000 acima dos 20 euros.
Isabel Aveiro
ia@mediafin.ptPaulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.ptA Jerónimo Martins SGPS, "holding" com presença na distribuição, indústria e representação de marcas, planeia abrir 450 lojas de retalho alimentar nos próximos três exercícios, em Portugal e na Polónia, nas quais vai investir mil milhões de euros. As acções já renovaram máximos de 2000 acima dos 20 euros.
Na apresentação ontem feita aos analistas, a companhia reconheceu que "mercados novos estão a ser analisados" para a expansão dos formatos mais bem sucedidos.
Quando o plano trienal estiver completo, a companhia estima em 2009 facturar seis mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 36% face ao anúncio preliminar de vendas relativas a 2006, de 4,4 mil milhões de euros – que representou um recorde histórico para a companhia.
Numa apresentação aos analistas ontem realizada, a JM confirma a intenção de abrir "mais de 20 novas lojas por ano" entre 2007 e 2009 sob a insígnia Pingo Doce. A rede de supermercados da companhia irá assim somar 60 unidades às 189 unidades com que terminou o exercício transacto.
Na cadeia Feira Nova, que chegou ao fim de 2006 com nove hipermercados e 29 mini-hipers em Portugal, a previsão é de abrir entre 25 e 30 novas unidades.
Ainda no retalho, mas na Polónia, a cadeia de "discount" Biedronka deverá absorver 40% do esforço de investimento planeado pelo grupo para o triénio 2007 e 2009, período onde deverão ser abertas mais 120 unidades por ano, com uma área média de 500 metros quadrados. A empresa acaba assim por rever, em alta, a sua estimativa anterior de abertura de 100 lojas na Polónia por ano, adicionando agora mais 60 no total, até 2009, para aquele território.
Novos mercados
O grupo reconheceu já esta semana que está igualmente a analisar a construção de um sétimo centro de distribuição naquele país, para fornecer a rede da Biedronka, que terminou 2006 com 905 unidades operacionais.
Além da abertura para novos mercados ser uma estratégia assumida na apresentação de ontem, a administração da JM SGPS sublinha que, no caso da Biedronka "irá analisar em profundidade todas as oportunidades para expandir na área". Anteriormente, a companhia assumiu que a Polónia poderia ser um ponto de partida para mercados como a Ucrânia e a Roménia.
Não contabilizado pelo grupo está a expansão da rede grossista Recheio, que detém 33 unidades em Portugal, a JM está apostada em trabalhar para "aumentar a quota de mercado no sector de ‘food service’" e em adicionar valor acrescentado aos clientes da cadeia através da oferta alimentar especializada.
Na indústria e representação de marcas, onde a JM actua em parceria com a multinacional Unilever, a companhia recorda que mesmo com a decisão da anglo-holandesa em alienar o negócio dos ultracongelados em 2006, o que representou um encaixe de 27 milhões de euros à participada de ambas IgloOlá, as receitas aumentaram 4,9%, para 253 milhões de euros no ano passado.
Apresentação agrada a analistas
A apresentação da Jerónimo Martins agradou aos analistas. O BPI considera as perspectivas apresentadas pela retalhista de positivas, já que vieram actualizar os planos de expansão e de investimentos no mercado polaco e também porque essa revisão "superou as nossas estimativas".
Ontem, os títulos da Jerónimo Martins [Cot] fixaram um novo máximo de Março de 2000 ao superarem a fasquia dos 20 euros durante a sessão, tendo terminado o dia a valorizar mais de 6% para os 19,78 euros.
Esta tendência positiva mantém-se na negociação de hoje, com as acções da retalhista a tocarem no valor mais elevado de Fevereiro de 2000 nos 20,10 euros, seguindo a cotar nos 19,99 euros, com uma subida de 1,06%.
Desde o início do ano, os títulos da Jerónimo Martins somam já uma valorização de mais de 17%, o que confere à empresa um valor de mercado de 2,5 mil milhões de euros.