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E os grandes serão sempre grandes...

MensagemEnviado: 23/10/2006 7:50
por Zorro
Finanças
Perdão fiscal à banca
As Finanças perdoaram à banca o IRS e o IRC que o sector devia ter entregue nos cofres do Estado, a titulo de retenção na fonte, sobre os juros pagos a investidores em obrigações emitidas a partir de sucursais financeiras no exterior, avança hoje o Jornal de Negócios.

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Filomena Lança
filomenalanca@mediafin.pt


Elisabete Miranda
elisabetemiranda@mediafin.pt


As Finanças perdoaram à banca o IRS e o IRC que o sector devia ter entregue nos cofres do Estado, a titulo de retenção na fonte, sobre os juros pagos a investidores em obrigações emitidas a partir de sucursais financeiras no exterior, avança hoje o Jornal de Negócios.

O perdão fiscal incide não só sobre o passado, mas também sobre os rendimentos de todas as emissões obrigacionistas que ocorram até 31 de Dezembro de 2006. Só a partir de Janeiro de 2007 é que o cumprimento da Lei passa a ser exigido. A justificação das Finanças para esta situação é que os bancos agiram de boa-fé quando não fizeram as referidas retenções.


Z

MensagemEnviado: 23/10/2006 0:54
por f00tsie
Não serão 7%, mas seguramente muito próximo dos 13,5%.

Uma valor absurdo, tendo em conta que os lucros do sector subiram cerca de 70% em 2005!!!

Muito provavelmente ninguém conhecerá o autor da carta anteriormente publicada. Mesmo assim aproveito a ocasião para o felicitar pelo texto excelente...

Bons Negócios

F00tsie

MensagemEnviado: 21/10/2006 23:18
por rnbc
m@nhoso Escreveu:Uma pergunta que faço é, qual a carga fiscal efectiva que um banco paga ao estado em território nacional?


Assim de memória consta que anda pelos 7%.

MensagemEnviado: 21/10/2006 20:19
por afsantos
Uma pergunta que faço é, qual a carga fiscal efectiva que um banco paga ao estado em território nacional?

MensagemEnviado: 21/10/2006 19:35
por 1963
Já agora aproveito para mostrar esta carta sobre a banca, está engraçada:
Esta carta foi direccionada ao Banco BES, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras. o que acham?
CARTA ABERTA AO BRADESCO Exmos Senhores Administradores do BES Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal?
Pois, ontem saí do meu BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como, todo e qualquer outro serviço. Além disso, impõe-me taxas. Uma "taxa de acesso ao pão", outra "taxa por guardar pão quente" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco. Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobraram-me preços de mercado. Assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão. Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri. Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobraram-me uma "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pão", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar. Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobraram-me uma "taxa de abertura de conta". Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para gerir o "papagaio", alguns gerentes sem escrúpulos cobravam "por fora", o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos.
Agora ao contrário de "por fora" temos muitos "por dentro".
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobraram-me uma taxa de 1€.
Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5€ "para a manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
A surpresa não acabou: descobri outra taxa de 25€ a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quente".
Mas, os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações do v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois de eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc, etc, etc. e que apesar de lamentarem muito e nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal.
Sei disso.
Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais.
Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

A Alegria da Banca

MensagemEnviado: 21/10/2006 16:38
por jarc
Manuel Alegre critica Governo por não cortar lucros dos bancos
21.10.2006 - 12h15



Manuel Alegre critica hoje o Governo por impor sacrifícios aos "mesmos de sempre" sem cortar nos lucros dos bancos. Em entrevista à rádio TSF e ao "Diário de Notícias", o socialista admitiu votar a favor do Orçamento de Estado, mas não na reeleição de José Sócrates como secretário-geral do PS.

Manuel Alegre classifica o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, como "um bom ministro", que "tem preocupações sociais ", mas critica o governo por não tocar nos lucros dos bancos."Em 2005, os bancos tiveram 30 por cento de lucro, e muito à custa do s obreendividamento dos portugueses", afirmou.

"Quem é atingido é a classe média, são os trabalhadores. É positivo que na Segurança Social não tenha havido cedência à tentativa de impor um sistema m isto, embora a proposta seja trabalhar mais, pagar mais e receber menos. Ou seja : não houve uma distribuição dos sacrifícios, os sacrificados são os mesmos de sempre", afirma.

Relativamente às taxas de internamento na Saúde, Manuel Alegre salientou ser "republicano e democrata" para dizer que tem "uma outra visão do princípio da universalidade das leis". "Se um homem muito rico pagar os seus impostos, tem direito a um hospital público, da mesma maneira que alguém que tenha um rendimento mínimo", explicou.

Manuel Alegre lembra que, no Orçamento de Estado para 2007, criticou "a redução da dedução à colecta pelos deficientes e o problema das taxas moderadoras por internamentos e cirurgias", frisando que "são aspectos muito sensíveis que têm grande significado social e simbólico".

Apesar das críticas, Alegre diz que votará a favor do Orçamento de Estado "se estiver na Assembleia", mas com uma declaração de voto. "Não votei o último e fui quase fuzilado por alguns jornalistas", disse, a propósito da votação do Orçamento de Estado deste ano, em que não participou porque "estava a disputar a sério as presidenciais".

Sobre as eleições para o cargo de secretário-geral do PS, Manuel Alegre já está decidido. "Não, não votarei em José Sócrates. Seria hipócrita e seria falta de respeito pelo próprio José Sócrates. Também não vou votar contra. Não vou votar", afirmou o deputado do PS e vice-presidente da Assembleia da República. Alegre foi adversário de Sócrates na corrida à liderança do PS em 2004, que perdeu, e candidatou-se às presidenciais de Janeiro deste ano, apesar de não contar com o apoio do partido, tendo ficado à frente de Mário Soares, candidato oficial dos socialistas.