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INICIO DO ARTIGO
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A generalidade das bolsas assiste a fortes movimentos de valorização, recuperando a totalidade das perdas verificadas entre Maio e Junho. Mais, os principais índices bolsistas encontram-se nos níveis mais altos dos últimos anos e, dentro dos norte-americanos, o DJI já verifica valores máximos de sempre, ultrapassando o mítico nível dos 11750 pontos, alcançado em Janeiro de 2000, imediatamente antes da forte queda que se estendeu até ao final de 2002.
Vive-se, na verdade, um cenário macroeconómico impar em termos de crescimento mundial e abundância de liquidez, numa altura em que o preço do barril do petróleo desenha uma tendência descendente. A liderança do movimento altista é encabeçada pelas bolsas norte-americanas e, foi de tal maneira significativo, que os fluxos financeiros vindos do exterior em direcção aos EUA atingiram valores recorde e ultrapassaram em muito as previsões. No entanto, é previsível o esgotamento futuro desta situação, com o surgimento da discussão mais generalizada em torno do ponto de inflexão do ciclo económico nos EUA. Deste modo, o espaço de valorização bolsista escasseia e, daqui para a frente, o mercado norte-americano apresenta um menor potencial que os seus congéneres europeus, já que a confirmação da pujança económica europeia deverá suportar as acções, apesar do possível contágio de movimentos de correcção no mercado americano.
A actual performance bolsista é resultado directo dos bons resultados trimestrais das empresas, aguardando-se presentemente com expectativa as informações relativas ao terceiro trimestre do ano. A solução para o escoamento dos capitais gerados pelas empresas tem passado, para além do reinvestimento, pela distribuição de um montante superior em dividendos, que estimula os accionistas, pela recompra de acções mas, sobretudo, pelos processos de fusões e aquisições. Todavia, dificilmente as empresas ficarão imunes ao previsível abrandamento da procura em 2007. E é este o alerta que se pretende incutir – dificilmente as condições macro e microeconómicas em geral serão melhores no próximo ano, havendo factores de risco a ter em conta, sendo o principal, o abrandamento da procura mundial, liderados por EUA e China.
Por outro lado, ao fazer-se a análise da evolução gráfica (análise técnica) dos principais índices bolsistas é notória a situação de forte exaustão/sobrecomprado que acompanha as acentuadas tendências de alta. E isto nos diz que seria normal que ocorressem movimentos de correcção, que permitissem a consolidação dos ganhos obtidos. A falta de contenção e a actual “cegueira” de que todo o “papel” em bolsa é adquirível poderá suportar a continuação do bullish trend mas, no futuro, aumenta a probabilidade de surgimento de um movimento de correcção mais forte, associado a uma acção generalizada de tomada de proveitos.
No entanto, dos dois lados do Atlântico, pode-se contar com sectores e empresas mais sólidos comparativamente a cenários de crise anteriores e, como é habitual, as empresas a privilegiar deverão cumprir os seguintes requisitos: sólida história de potencial de crescimento, balanço robusto e boa capacidade de geração de meios
Agostinho Leal Alves, do Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 00492.html
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FIM DO ARTIGO
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Geralmente "acordo" para os investimentos "tarde demais" (leia-se no MOMENTO ERRADO!). Tendo entrado nos mercados em momentos chave, o resultado foi, até agora, positivo. Mas sinceramente, não tendo perfil de "day-trader" o meu investimento é mais a médio-longo prazo (2-3 anos).
Admito que, o que me "fascinou" neste movimento BULL foi o PSI20 ter quebrado (na sua SEGUNDA tentativa) os 10.000 pontos, a meu ver, com FORÇA e vitalidade! Corrijam-me se estiver errado...
Acreditando que existe ainda muita capacidade de subida (e não falo apenas do psi20, evidentemente) principalmente a curto prazo, não posso DESCURAR o facto do mercado estar em subida há mais de 3 anos, e que o factor psicológico também mexe muito com os mercados.
Em seguimento ao artigo acima, gostaria dos vossos comentários, nomeadamente o que acham sobre a tendência da EUROPA (incluindo mercados Emergentes) e de uma forma geral, ASIA.
(gosto muito deste gráfico que foi colocado aqui no Caldeirão. E se o "duplo fundo" de 2002-2003 é bastante claro, a iniciar-se uma nova correcção no psi20, não estará formado um PERFEITO duplo-topo!?)
Um abraço.