Desculpem o lapso dos 7 euros, mas com a pressa ainda só tinha lido os documentos na diagonal...
Além disso, depois da OPA à SCO com aquele prémio "forreta", nem me passou pela cabeça que o prémio podesse ser tão alto!! Isto é que é uma OPA como deve ser! (Não sei é se os accionistas da Mota pensam o mesmo...
Afinal, ainda há OPAs como antigamente!!!
Afinal, ainda há OPAs como antigamente!!!
EMPRESAS Publicado 17 Outubro 2006 21:02
Prémio de 86%
Mota-Engil lança OPA sobre a Tertir a 11,73 euros por acção (act)
A Mota-Engil lançou uma Oferta Pública de Aquisição sobre a Tertir e outra sobre a Ternor, depois de ter chegado a acordo para comprar a Rodrigo Leite SGPS. O preço da OPA sobre a Tertir é de 11,73 euros por acção, 86% acima da última cotação da empresa.
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Nuno Carregueiro
nc@mediafin.pt
A Mota-Engil lançou uma Oferta Pública de Aquisição sobre a Tertir e outra sobre a Ternor, depois de ter chegado a acordo para comprar a Rodrigo Leite SGPS. O preço da OPA sobre a Tertir é de 11,73 euros por acção, 86% acima da última cotação da empresa.
Num comunicado, a Mota Engil explica que estas duas OPA surgem depois de ter chegado a acordo para comprar 100% da RL SGPS por 36,9 milhões de euros. Como esta empresa, detida anteriormente por Rodrigo Leite, o presidente da Tertir, controla 67,9% da Tertir, esta OPA assumiu o carácter de obrigatória.
A Mota [Cot] adianta que o preço da OPA sobre a Tertir é de 11,73 euros, o que representa uma avaliação da empresa em 80 milhões de euros. As acções da Tertir fecharam hoje nos 6,30 euros, pelo que o preço da OPA pressupõe um prémio de 86%.
Esta informação do preço é adiantada pela Mota-Engil num comunicado. Contudo, no anúncio de lançamento da OPA, a Mota diz que o preço da oferta não é ainda certo e será o maior de dois valores. O primeiro é de 7 euros e o segundo é de 11,73 euros, que corresponde ao preço a que a Mota comprou a RL. Contudo, a Mota diz que este último valor pode ser reduzido, no "caso de se constatar serem inexactas as garantias prestadas pelos vendedores, ou de ocorrer um incumprimento nas suas obrigações contratuais".
O preço da OPA sobre a Ternor é de 17,84 euros, sendo que a Mota também alerta que o preço mínimo é de 9 euros. A 25 de Setembro, última vez em que negociou, a Ternor fechou nos 7,94 euros, pelo que o preço da OPA é mais de duas vezes superior.
A Mota é, nesta operação, assessorado pelo Banco Espírito Santo de Investimento que é igualmente o intermediário financeiro designado para ambas as OPA.
"A aquisição agora anunciada, bem como o lançamento da OPA encontram-se sujeitas a decisão de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência", adianta a Mota, prevendo que a "conclusão da transacção ocorra durante o primeiro trimestre de 2007".
Aposta nos serviços
Esta aquisição da Mota revela-se assim mais um passo da empresa liderada por António Mota no sector dos serviços, uma tendência que cada vez mais as construtoras estão a apostar.
A Tertir é grupo líder no sector das operações portuárias em Portugal e estende as suas actividades às operações multimodais e a serviços relacionados. Detém as concessionárias dos terminais de movimentação de carga e contentores de Lisboa, Leixões e Aveiro, nomeadamente a Liscont, a Sotagus, a TMB, a Socarpor Aveiro e a TCL.
A Mota actualmente já actua no sector de operações portuárias em Setúbal através da Sadoport, empresa em regime de parceria com a ACS.
Investimento de 25,9 milhões para comprar restante da Tertir
Ao comprar a RL, a Mota garantiu já 67,9% do capital da Tertir, pelo que lhe restam comprar 2,214 milhões de acções da empresa, que tem o seu capital social dividido por 6,9 milhões de acções. Assim, se pagar 11,73 euros por cada acção que ainda não controla, a Mota terá que pagar mais 25,9 milhões de euros.
No anúncio de lançamento da OPA, a Mota diz que já lhe são imputados 73,5% do capital da Tertir, pois detém já directamente 162.218 acções, bem como outras participações.
RL falhou OPA sobre a Tertir e Ternor
A RL, que agora Rodrigo Leite aceitou vender à Mota, já tinha tentado lançar duas ofertas públicas de aquisição sobre a Tertir e sobre a Ternor, que foram registadas pela CMVM para acontecerem entre o dia 10 e 21 de Julho deste ano.
No entanto, a Parpública e a Mota não venderam as suas acções na Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela RL sobre a Tertir, frustrando a operação sobre esta empresa. Na Ternor, a empresa de Rodrigo Leite conseguiu subir a sua participação de 84,24% para 96,06%, avançou o Jornal de Negócios em finais de Julho.
Segundo os resultados apurados na altura, a RL conseguiu comprar apenas 715.935 acções da Tertir na OPA, que decorreu entre 10 e 21 de Julho, equivalentes a 10,38% do capital. A posição na empresa de terminais logísticos rodo-ferroviários e portuários, passou assim dos 59,69% para os 67,96%.
A OPA da RL sobre a Tertir foi lançada a 6 euros por acção e de 7,94 euros no caso da Ternor.