Cali Escreveu:interessante, Marco. E depois? Eu não tenho em má conta a juventude actual.
Relê o que escreveste antes:
Cali Escreveu:Infelizmente, a grande maioria que vejo no dia a dia, não passa de um bando de trogloditas apalermados, com uma ideia de Futuro limitada aos proximos 5 minutos, e cuja vontade de aprender se resume ás técnicas fundamentais para engatar as 'damas' com o minimo de esforço.
Era a isto que eu estava a responder.
Cali Escreveu:Aliás, parece-me que fui até agora o unico a esforçar-me por compreender a juventude do Souza,
Não, não foste. Foste o único talvez que o interpretaste da forma que interpretaste. Pelo facto de outros terem reagido ou interpretado de outra forma extrapolas que os outros não se esforçaram.
Devo dizer que não estou certo sequer que o Hel.Souza tenha realmente 16 anos, que se chame realmente Hel.Souza ou que lhe digam realmente que ele tem jeito para o Negócio. Note-se que não o estou a chamar de mentiroso. De resto, a maior parte do que escrevi foi assumindo que isso era verdade pois estar a constesta-lo ou questiona-lo não tem grande utilidade (só serviria para criar uma polémica) e assumir que é verdade tem pois permite discutir essas mesmas questões (uma das questões a título de exemplo: se alguém tem jeito para o negócio deve basear-se nisso para investir nos mercados, requerirão os mercados o mesmo tipo de aptidões?).
Portanto, com isto estou a dizer que talvez estejas a andar depressa demais a avaliar o Hel.Souza, a destaca-lo talvez precipitadamente de uma tal juventude que dizes em que a maioria é "um bando de troglodita" (será mesmo assim?) e a substimar a capacidade dos outros para avaliar estas questões (tendo dito que foste o único que se esforçou por o entender).
Ora, eu não só me esforcei por o entender como rapidamente me recordei da minha juventude quando tinha a idade que ele diz ter e como na altura abordava as questões e pensava o mundo.
E estou em crer que a maior parte se esforçou, tentou interpreta-lo e respondeu em conformidade.
Sucintamente, viste (presumo) algo de promissor no que ele escreveu e de uma forma geral um destaque positivo à tal maioria troglodita. Onde tu viste isso, eu vi uma data de semáforos amarelos de formas erradas de encarar o mercado e de tentar extrapolar outras realidades com o mercado (ao estabelecer comparativos com coisas extremamente diferentes) e também alguma ilusão e sofreguidão. O querer andar depressa demais, alguma arrogância própria da juventude (sem pretender com isto ofender)... enfim, um exemplar da tal juventude troglodita (só que eu não lhe chamo troglodita, chamo apenas juventude e aqueles traços sempre estiveram presentes de certa forma na juventude).
Real ou virtual, a personagem remete-nos para aquelas frases sobre a juventude e para os eternos conflitos de gerações: os jovens pretendem saber sempre mais do que os adultos ou o que os adultos acham que eles sabem, menosprezam os seus conselhos (ou porque os consideram ultrapassados ou porque acham que estão a ser substimados) e por seu turno os adultos tendem a considerar a juventude perdida, sem objectivos, sem educação, arrogantes ou pouco respeitosos dos mais velhos, etc.
Resumindo e concluindo: os jovens tendem a sobrestimar-se e os adultos tendem a substima-los.
No que escrevi ao Hel.Souza eu tentei chamar a atenção para isso, não porque estivesse algo de errado nele (são coisas naturais nos jovens) mas apenas por este facto fundamental: os mercados são provavelmente um dos piores espaços do mundo para esse tipo de atitude. Porque aí os erros pagam-se com $ e porque a aprendizagem demora, manifestamente, bastante tempo (mais tempo do que a ambição própria da juventude está normalmente disponível para ceder).
Portanto, os meus posts eram um alerta e não uma crítica. Não vale a pena criticar a juventude, a juventude é o que é e não é muito diferente do que sempre foi. E os adultos também!
Quanto a essa vontade de singrar na vida, de se tornar independente e de tentar ganhar os seus próprios dinheiros estando menos dependentes dos pais, ao contrário de ti eu acho que isso é bastante generalizado. Como disse atrás, eu não acho que os jovens sejam na sua maioria trogloditas...
O que acho é que a maioria o tenta e que os adultos devem estar cá para lhes transmitir a sua experiência, quer porque já foram jovens (logo têm a responsabilidade de os tentar compreender e de saber o que é ser jovem) quer porque já passaram por mais coisas na vida. Se lhe quiseres chamar paternalismo, tudo bem...
eu chamo a ordem natural das coisas.
