EMPRESAS Publicado 25 Outubro 2006 6:20
Mota-Engil e Brisa entre as mais atractivas da Península Ibérica
A Mota-Engil e a Brisa são das acções mais atractivas para investir na Península Ibérica. Quem o diz é o Santander que, numa nota de "research" de ontem, classifica as duas empresas portuguesas como "hot spots" do mercado ibérico, a par das espanholas Ferrovial e Inditex.
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Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt
A Mota-Engil e a Brisa são das acções mais atractivas para investir na Península Ibérica. Quem o diz é o Santander que, numa nota de "research" de ontem, classifica as duas empresas portuguesas como "hot spots" do mercado ibérico, a par das espanholas Ferrovial e Inditex.
No "Iberian Strategy Observer", divulgado ontem, o banco de investimento atribui às duas empresas portuguesas recomendações de "comprar", por considerar que apresentam "um fluxo de notícias muito forte" que as torna atractivas no contexto ibérico.
Para a empresa liderada por António Mota, que já é uma das "top-picks" ibéricas entre as pequenas e médias capitalizações, o Santander reitera o preço-alvo de 5,60 euros por acção.
Quanto à Brisa, o banco mantém o preço-alvo definido aquando do reinicio da cobertura da empresa a 2 de Outubro: 10 euros por acção. Este "target" coloca a Brisa no segundo lugar das empresas com maior potencial de subida do sector, com um "upside" de 15,3%.
O optimismo do Santander para as duas empresas portugueses tem um ponto comum, as recentes notícias em relação à actividade de concessões rodoviárias. No caso da Mota-Engil, a vitória no concurso da Grande Lisboa, uma via paga de 23 quilómetros, é apontada como um dos principais "drivers" para a subida das acções.
Na Brisa, a anunciada introdução a partir de 2007 de portagens em três SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador) – Costa da Prata, Grande Porto e Douro Litoral – é considerado o grande elemento impulsionador do título.
"Apesar de ainda não sabermos pormenores da operação, antecipamos um impacto positivo no tráfego das concessões da Brisa entre 10% e 15%, o que deverá aumentar cerca de 2% do tráfego estimado para 2007", explicam os analistas. Estimativas que levam o banco de investimento a considerar a Brisa "uma boa opção para aproveitar a recuperação da economia portuguesa".
Mas o fluxo de notícias positivas para a Mota-Engil não se limita à actividade de concessões rodoviárias. O banco de investimento "aplaude" a estratégia de crescimento da equipa de gestão de António Mota, salientando que a recente aquisição da Tertir e da Ternor permitirá aumentar o valor da empresa.
"Enquanto achamos que este negócio irá acrescentar valor no curto prazo (cerca de 5 a 6%), são os benefícios no médio prazo que nos tornam particularmente motivados", refere a análise. A compra destas duas empresas vai permitir à Mota-Engil a integração das várias actividades: portuárias, transporte ferroviário de mercadorias e operações de infra-estruturas logísticas.
A posição do Santander para as duas empresas nacionais acompanha a tendência revelada pela generalidade dos analistas que acompanham os dois títulos. São várias as casas de investimento que, na sequência das notícias que vão sendo anunciadas, têm emitido recomendações e comentários positivos para ambas as empresas.
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Mota-Engil e Brisa entre as mais atractivas da Península Ibérica
A Mota-Engil e a Brisa são das acções mais atractivas para investir na Península Ibérica. Quem o diz é o Santander que, numa nota de "research" de ontem, classifica as duas empresas portuguesas como "hot spots" do mercado ibérico, a par das espanholas Ferrovial e Inditex.
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Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt
A Mota-Engil e a Brisa são das acções mais atractivas para investir na Península Ibérica. Quem o diz é o Santander que, numa nota de "research" de ontem, classifica as duas empresas portuguesas como "hot spots" do mercado ibérico, a par das espanholas Ferrovial e Inditex.
No "Iberian Strategy Observer", divulgado ontem, o banco de investimento atribui às duas empresas portuguesas recomendações de "comprar", por considerar que apresentam "um fluxo de notícias muito forte" que as torna atractivas no contexto ibérico.
Para a empresa liderada por António Mota, que já é uma das "top-picks" ibéricas entre as pequenas e médias capitalizações, o Santander reitera o preço-alvo de 5,60 euros por acção.
Quanto à Brisa, o banco mantém o preço-alvo definido aquando do reinicio da cobertura da empresa a 2 de Outubro: 10 euros por acção. Este "target" coloca a Brisa no segundo lugar das empresas com maior potencial de subida do sector, com um "upside" de 15,3%.
O optimismo do Santander para as duas empresas portugueses tem um ponto comum, as recentes notícias em relação à actividade de concessões rodoviárias. No caso da Mota-Engil, a vitória no concurso da Grande Lisboa, uma via paga de 23 quilómetros, é apontada como um dos principais "drivers" para a subida das acções.
Na Brisa, a anunciada introdução a partir de 2007 de portagens em três SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador) – Costa da Prata, Grande Porto e Douro Litoral – é considerado o grande elemento impulsionador do título.
"Apesar de ainda não sabermos pormenores da operação, antecipamos um impacto positivo no tráfego das concessões da Brisa entre 10% e 15%, o que deverá aumentar cerca de 2% do tráfego estimado para 2007", explicam os analistas. Estimativas que levam o banco de investimento a considerar a Brisa "uma boa opção para aproveitar a recuperação da economia portuguesa".
Mas o fluxo de notícias positivas para a Mota-Engil não se limita à actividade de concessões rodoviárias. O banco de investimento "aplaude" a estratégia de crescimento da equipa de gestão de António Mota, salientando que a recente aquisição da Tertir e da Ternor permitirá aumentar o valor da empresa.
"Enquanto achamos que este negócio irá acrescentar valor no curto prazo (cerca de 5 a 6%), são os benefícios no médio prazo que nos tornam particularmente motivados", refere a análise. A compra destas duas empresas vai permitir à Mota-Engil a integração das várias actividades: portuárias, transporte ferroviário de mercadorias e operações de infra-estruturas logísticas.
A posição do Santander para as duas empresas nacionais acompanha a tendência revelada pela generalidade dos analistas que acompanham os dois títulos. São várias as casas de investimento que, na sequência das notícias que vão sendo anunciadas, têm emitido recomendações e comentários positivos para ambas as empresas.
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