Afinsa: Portugueses reclamam 62 milhões de euros
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Afinsa: Portugueses reclamam 62 milhões de euros
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Caso Afinsa
Portugueses lesados reclamam 62 milhões de euros
A DECO anuncia que reuniu 2744 processos relativos a reclamação de créditos por parte de cidadãos portugueses. Mais de 400 mil pessoas na Península Ibérica perderam parte das suas poupanças no esquema em pirâmide da empresa espanhola
A actividade da Afinsa baseava-se na venda de selos a clientes com o compromisso de recompra num determinado período - entre um a dez anos - e por um preço superior (que nalguns casos podia chegar aos 10 por cento).
Os investidores nunca chegavam a ver os selos, limitando-se a depositar o dinheiro em entidades criadas para o efeito e que nunca teriam condições para devolver os fundos se os clientes os exigissem, segundo a acusação do Ministério Público espanhol.
«Entregámos à nossa congénere em Espanha [a OCU - Organizacion de Consumidores Y Usuários] 2.744 processos relativos a reclamações de créditos até ao passado dia 16. A documentação vai ser entregue nos tribunais espanhóis daqui a pouco mais de um mês», afirmou, em declarações à agência Lusa, Margarida Moura, da DECO.
Mas nem todos os portugueses que reclamaram as poupanças investidas e perdidas na Afinsa optaram por entregar nos tribunais espanhóis uma outra acção para acusar os gestores daquela empresa da prática de crimes de fraude, nomeadamente.
«Do total dos 2.774 processos recebidos, apenas 2.269 aderiram também à Acção Penal que visa acusar os gestores desta empresa pela prática de crimes já imputados pelo Ministério Público espanhol», explicou aquela fonte.
Os investidores portugueses prejudicados pela alegada fraude na empresa Afinsa entregaram toda a documentação necessária para um processo em tribunal até 31 de Agosto.
Fundada em Madrid pelo luso-espanhol Albertino de Figueiredo, a Afinsa é especializada em arte, filatelia, numismática e antiguidades e opera em Espanha há 26 anos, contando com uma carteira de 143 mil clientes.
Uma operação de rusgas a escritórios e residências, que levou à detenção de várias pessoas, foi desencadeada há cerca de um mês e ordenada por tribunais de Madrid, depois de uma investigação do departamento anti-corrupção da Procuradoria que, por seu lado, se baseou numa denúncia prévia da Agência Estatal de Administração Tributária (AEAT).
Lusa
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