MERCADOS Publicado 30 Setembro 2006 12:00
BCE sobe juros na quinta-feira
A semana nos mercados europeus será marcada por mais uma subida dos juros por parte do Banco Central Europeu. Na última reunião de governadores, Jean-Claude Trichet, presidente da entidade monetária, sinalizou o aumento.
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André Veríssimo
averissimo@mediafin.pt
A semana nos mercados europeus será marcada por mais uma subida dos juros por parte do Banco Central Europeu. Na última reunião de governadores, Jean-Claude Trichet, presidente da entidade monetária, sinalizou o aumento.
Os economistas são unânimes na previsão de que a taxa de referência vai passar dos 3% para os 3,25%. Na reunião de governadores de Outubro, Jean-Claude Trichet afirmou que o BCE está a exercer uma "forte vigilância" sobre a estabilidade dos preços. O presidente da entidade utilizou sempre aquela expressão para sinalizar os aumentou nos juros.
Quinta-feira será a quinta vez que o BCE sobe os juros, a um ritmo trimestral, e de 25 em 25 pontos base. A primeira subida ocorreu em Dezembro do ano passado, dos 2% para os 2,25%. A partir da próxima semana a taxa de referência será então de 3,25%.
Mais que a decisão do conselho de governadores, o mercado procurará já perceber pelo discurso de Trichet as próximas mexidas nas taxas. A maioria dos analistas acredita que o BCE vai subir os juros pelo menos mais uma vez, em Dezembro, fechando o ano nos 3,5%. Mas há quem acredite que o BCE não vai parar neste nível e necessitará de subir ainda mais a taxa para conter a inflação.
Em Setembro, e pela primeira vez desde Janeiro de 2005, a inflação baixo dos 2%, mas os economistas consideram que a política monetária vai continuar a ser contraccionista.
Os nove analistas consultados pela agência Bloomberg que têm previsões para o próximo ano, acreditam que Trichet vai subir os juros pelo menos mais uma vez, em Março de 2008, para os 3,75%. A Euribor a seis meses, o principal indexante utilizado no crédito à habitação, já incorporou a subida dos juros de referência até ao fim do ano, com a taxa nos 3,567%. Mas ainda não aponta para o aumento para os 3,75%, previsto pelos analistas.