(desde que o meu carro ande e que seja barata, até pode ser de marca laranja às riscas roxas)
Fonte: canal de negócios
Gasolina pode custar menos 14,2 cêntimos nas marcas brancas
As marcas “brancas” de combustíveis apresentam os preços mais baixos e uma reduzida variação de preços em Portugal, podendo chegar a ser 14,2 cêntimos por litro mais baratas para a gasolina e 11 cêntimos/litro para o gasóleo, segundo a análise da Autoridade da Concorrência (AdC) sobre o mercado dos combustíveis no segundo trimestre.
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Carla Pedro
cpedro@mediafin.pt
As marcas "brancas" de combustíveis apresentam os preços mais baixos e uma reduzida variação de preços em Portugal, podendo chegar a ser 14,2 cêntimos por litro mais baratas para a gasolina e 11 cêntimos/litro para o gasóleo, segundo a análise da Autoridade da Concorrência (AdC) sobre o mercado dos combustíveis no segundo trimestre.
"A diferença entre abastecer no posto de marca branca de preço mais baixo e no posto da marca que registou o preço mais elevado no final do segundo trimestre foi de 14,2 cêntimos/litro para a gasolina e 11 cêntimos/litro para o gasóleo", refere o relatório.
Na actividade de venda de combustíveis rodoviários a retalho, é possível distinguir três tipologias de empresas a actuar: as "marcas principais", as "marcas independentes" e as "marcas brancas".
As marcas principais têm uma presença particularmente forte nas auto-estradas e também nas principais redes rodoviárias nacionais, não estando normalmente presentes no perímetro de supermercados e hipermercados. Os postos de marcas independentes encontram-se particularmente dispersos na rede viária nacional, não tendo expressão nas auto-estradas nem no perímetro de supermercados e hipermercados.
Os postos de marca branca estão, sem excepção, localizados no perímetro dos supermercados e hipermercados da marca que representam.
Os postos das marcas principais representam cerca de 82% do total de postos de combustíveis em Portugal Continental, os de marcas brancas não excedem os 4% e os independentes representam cerca de 14% do número total de postos.
"Na última semana do segundo trimestre de 2006 verificou-se que, de uma forma geral, os preços mínimos e máximos mais elevados foram praticados nas auto-estradas pelas marcas principais. É também nas auto-estradas que se registam as amplitudes de variação de preços mais reduzidas (inferiores a 5% para ambos os combustíveis)", refere a "newsletter" da AdC.
Áreas comerciais mais atractivas
Junto às áreas comerciais, onde estão presentes as marcas brancas, verificam-se os preços mínimos e máximos mais reduzidos e a amplitude de variação dos preços é também das mais reduzidas (inferior a 5% para ambos os combustíveis), segundo o mesmo estudo.
A dispersão de preços das marcas independentes tende a não ser significativamente diferente da das marcas principais em localizações fora de auto-estradas. É nestas localizações que se verifica uma maior amplitude de preços. Nas marcas principais, os preços do gasóleo oscilam cerca de 9,1%, enquanto para as marcas independentes variam cerca de 6,5%. "Relativamente à gasolina, essa oscilação é de cerca de 6,1% para as marcas principais e 7,6% para as marcas independentes", salienta a AdC.
Apesar das mais baixas amplitudes de preços nas marcas brancas, a Autoridade da Concorrência salienta, ainda assim, que para a mesma marca o preço não é uniforme, tendo-se registado na última semana de Junho diferenças de preço de 6 cêntimos por litro para a gasolina sem chumbo 95 numa das marcas analisadas.
Da análise realizada, pode concluir-se que "as marcas principais não praticam os preços mais elevados apenas nas auto-estradas, salvo raras excepções". Além disso, apesar de as marcas brancas apresentarem os preços mais baixos, o seu nível de cobertura do território nacional é relativamente reduzido.
De salientar também que a diferença de preços entre os postos localizados em auto-estradas é reduzida, não tendo ultrapassado os 3,4% para a gasolina e os 4,8% para o gasóleo. Numa análise por marca verifica-se que cerca de metade das principais marcas a operar em Portugal utiliza um sistema de preço uniforme em postos de auto-estradas. As restantes apresentam diferenças de preços de entre 2% e 3% nos seus postos localizados em auto-estradas.
"Note-se, finalmente, que esta análise considera os preços tabelados e não os preços efectivos dos combustíveis. Na realidade e para as principais marcas é possível identificar diversas tipologias de campanhas de descontos e fidelização que proporcionam aos consumidores preços efectivos mais reduzidos do que os tabelados. Alguns desses descontos resultam da utilização de cartões de frota, cartões de fidelidade ou de cupões de desconto oferecidos por compras realizadas. Estes mecanismos de fidelização e de promoção podem reduzir parte da diferença de preços das marcas principais para as restantes marcas", realça a AdC.
Menor consumo nacional
O consumo nacional de combustíveis rodoviários acentou a queda nos últimos 12 meses (-3%) – o consumo de gasolina caiu 6,5% e o de gasóleo 1,8%. As importações de crude destinadas à refinação excedentária de gasolina para satisfação das exportações aumentaram. "Em termos homólogos, em Abril as importações de crude cresceram 33%, apesar das quebras no consumo nacional de produtos derivados.
Relativamente aos preços antes de impostos do gasóleo e da gasolina em Portugal, estes evoluíram em linha com o verificado nos mercados internacionais durante o segundo trimestre. Em Junho, o Preço Médio de Venda ao Público (PMVP) da gasolina sem chumbo 95 foi superior à média europeia (+2%), enquanto o do gasóleo continuou abaixo da média (-5%).
Foi também registada uma reduzida diferença no PMVP dos combustíveis entre distritos, apesar da elevada diferença na amplitude de preços a nível nacional. As regiões com maiores diferenças de preços foram a região Norte para a gasolina (12%) e a região de Lisboa e Vale do Tejo para o gasóleo (10%). A menor amplitude de variação foi registada no Algarve para a gasolina (4%) e na Região Norte para o gasóleo (7%).