Fonte: Negocios.pt
Propostas:
Reduzir financiamento público directo aos estabelecimentos de ensino superior e introduzir cheque educação em todo o ensino público com abertura do sistema ao ensino privado. Entregar a gestão das escolas públicas e privadas e criar centros de gestão integrada das escolas públicas.
Excluir a participação pública activa do Estado em empresas a actuar em sectores competitivos, sendo as excepções devidamente justificadas. Exemplos de empresas a privatizar: TAP, ANA, CP, EDP, APL.
O processo orçamental deve ser plurianual e participado por todos os níveis do Estado, comprometendo cada centro de responsabilidade com metas de produtividade e qualidade dos serviços. O OE deve ser elaborado em duas fases ("bottom-up" e "top-down").
Aumentar a contratação de provisão de bens e serviços com privados, e constituir uma única estrutura de negociação e acompanhamento de contratos com estas características (PPP, PFI, "outsourcing" e outros).
"Menos Estado, melhor Estado." O Compromisso Portugal, reunido hoje no Convento do Beato, avança com uma série de propostas para cortar a despesa do Estado. Diz que pode chegar aos 5 mil milhões de euros.
O "slogan" "Menos Estado, melhor Estado" perpassa os programas de governo de todos os partidos que chegaram a São Bento ou aí ambicionaram chegar na última década. A proposta do Compromisso Portugal para a reforma do Estado tem a assinatura de dois ex-governantes com responsabilidades relevantes na matéria. E o que propõem António Nogueira Leite e Fernando Pacheco, respectivamente, ex-secretários de Estado de Joaquim Pina Moura nas pastas do Tesouro e Orçamento, é todo um programa de redução até 200 mil efectivos na Administração Pública e de poupanças potenciais no Orçamento do Estado (OE) na ordem dos cinco mil milhões de euros por ano, cerca de 4% do Produto Interno Bruto, em programas de racionalização e reorganização das estruturas públicas.
Menos Estado, dizem Pacheco e Nogueira Leite, é possível, por exemplo na esfera da educação, "reduzindo o financiamento público directo aos estabelecimentos de ensino superior, introduzindo o cheque educação em todo o ensino público, com abertura do sistema a escolas privadas, entregando a gestão das escolas públicas a privados".
Esta medida, propõem os relatores do documento "Repensar e Redefinir as Funções do Estado", deve ser articulada com a criação de centros regionais de gestão integrada das escolas públicas, "à luz do realizado na saúde". Menos Estado é também possível na Saúde – fundamentalmente, através da prossecução das parcerias público-privadas na gestão dos hospitais públicos – e ainda na Segurança Social, "substituindo o actual sistema ‘pay-as-you-go’ por um sistema de capitalização". O reforço do "outsourcing" é outra forma de lá chegar.
Já um sector onde o Estado deve auto-excluir-se em absoluto é o empresarial. O Estado tem mais 40 empresas públicas e detém participações em mais de 700 SA, empregando nestas mais de 100 mil pessoas, dizem os autores. A saída das EP apenas, acrescentam Pacheco e Nogueira Leite, permite poupanças de 200 milhões de euros por ano.
Melhor Estado, no sentido de um Estado mais eficiente e eficaz e menos oneroso para os cidadãos, começa na implementação de um processo orçamental anual e plurianual que comprometa "todos os níveis" e "cada centro de responsabilidade" da esfera pública, central e local. O método deve permitir a elaboração do OE "em duas fases (‘bottom-up’ e ‘top-down’), com metas mensuráveis de produtividade e qualidade dos serviços. Estes objectivos devem estar ligados a sistemas de incentivos individuais e à progressão nas carreiras da administração", acrescentam estes co-autores de dois OE.
A eliminação dos governos civis e dos ministros da República é uma ideia com vários adeptos e Fernando Pacheco e Nogueira Leite estão entre eles. Outra, semelhante, é a da redução do número de deputados, entendida no quadro da necessária redução dos níveis de decisão no Estado e do aumento do controlo pelos órgãos de soberania e órgãos representativos. Finalmente, o reforço dos contratos de provisão de bens e serviços entre o Estado e os privados, consideram os autores, deve ser acompanhado pela criação de uma única estrutura de negociação e acompanhamento dos contratos do Estado com privados nas suas várias modalidades (PPP, PFI, "outsourcing", etc.).
As ideias parecem ambiciosas. Fernando Pacheco e António Nogueira Leite garantem que exemplos da Alemanha, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Reino Unido ou Suécia provam que são exequíveis. "
Propostas:
Reduzir financiamento público directo aos estabelecimentos de ensino superior e introduzir cheque educação em todo o ensino público com abertura do sistema ao ensino privado. Entregar a gestão das escolas públicas e privadas e criar centros de gestão integrada das escolas públicas.
Excluir a participação pública activa do Estado em empresas a actuar em sectores competitivos, sendo as excepções devidamente justificadas. Exemplos de empresas a privatizar: TAP, ANA, CP, EDP, APL.
O processo orçamental deve ser plurianual e participado por todos os níveis do Estado, comprometendo cada centro de responsabilidade com metas de produtividade e qualidade dos serviços. O OE deve ser elaborado em duas fases ("bottom-up" e "top-down").
Aumentar a contratação de provisão de bens e serviços com privados, e constituir uma única estrutura de negociação e acompanhamento de contratos com estas características (PPP, PFI, "outsourcing" e outros).
"Menos Estado, melhor Estado." O Compromisso Portugal, reunido hoje no Convento do Beato, avança com uma série de propostas para cortar a despesa do Estado. Diz que pode chegar aos 5 mil milhões de euros.
O "slogan" "Menos Estado, melhor Estado" perpassa os programas de governo de todos os partidos que chegaram a São Bento ou aí ambicionaram chegar na última década. A proposta do Compromisso Portugal para a reforma do Estado tem a assinatura de dois ex-governantes com responsabilidades relevantes na matéria. E o que propõem António Nogueira Leite e Fernando Pacheco, respectivamente, ex-secretários de Estado de Joaquim Pina Moura nas pastas do Tesouro e Orçamento, é todo um programa de redução até 200 mil efectivos na Administração Pública e de poupanças potenciais no Orçamento do Estado (OE) na ordem dos cinco mil milhões de euros por ano, cerca de 4% do Produto Interno Bruto, em programas de racionalização e reorganização das estruturas públicas.
Menos Estado, dizem Pacheco e Nogueira Leite, é possível, por exemplo na esfera da educação, "reduzindo o financiamento público directo aos estabelecimentos de ensino superior, introduzindo o cheque educação em todo o ensino público, com abertura do sistema a escolas privadas, entregando a gestão das escolas públicas a privados".
Esta medida, propõem os relatores do documento "Repensar e Redefinir as Funções do Estado", deve ser articulada com a criação de centros regionais de gestão integrada das escolas públicas, "à luz do realizado na saúde". Menos Estado é também possível na Saúde – fundamentalmente, através da prossecução das parcerias público-privadas na gestão dos hospitais públicos – e ainda na Segurança Social, "substituindo o actual sistema ‘pay-as-you-go’ por um sistema de capitalização". O reforço do "outsourcing" é outra forma de lá chegar.
Já um sector onde o Estado deve auto-excluir-se em absoluto é o empresarial. O Estado tem mais 40 empresas públicas e detém participações em mais de 700 SA, empregando nestas mais de 100 mil pessoas, dizem os autores. A saída das EP apenas, acrescentam Pacheco e Nogueira Leite, permite poupanças de 200 milhões de euros por ano.
Melhor Estado, no sentido de um Estado mais eficiente e eficaz e menos oneroso para os cidadãos, começa na implementação de um processo orçamental anual e plurianual que comprometa "todos os níveis" e "cada centro de responsabilidade" da esfera pública, central e local. O método deve permitir a elaboração do OE "em duas fases (‘bottom-up’ e ‘top-down’), com metas mensuráveis de produtividade e qualidade dos serviços. Estes objectivos devem estar ligados a sistemas de incentivos individuais e à progressão nas carreiras da administração", acrescentam estes co-autores de dois OE.
A eliminação dos governos civis e dos ministros da República é uma ideia com vários adeptos e Fernando Pacheco e Nogueira Leite estão entre eles. Outra, semelhante, é a da redução do número de deputados, entendida no quadro da necessária redução dos níveis de decisão no Estado e do aumento do controlo pelos órgãos de soberania e órgãos representativos. Finalmente, o reforço dos contratos de provisão de bens e serviços entre o Estado e os privados, consideram os autores, deve ser acompanhado pela criação de uma única estrutura de negociação e acompanhamento dos contratos do Estado com privados nas suas várias modalidades (PPP, PFI, "outsourcing", etc.).
As ideias parecem ambiciosas. Fernando Pacheco e António Nogueira Leite garantem que exemplos da Alemanha, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Reino Unido ou Suécia provam que são exequíveis. "