Caldeirão da Bolsa

Dólar recupera as asas douradas

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Dólar recupera as asas douradas

por ACM-SUIÇA » 18/9/2006 12:53

Nos Estados Unidos o secretário da Tesouraria, o sr. Henry Paulson disse que um Dólar mais forte é claramente do interesse dos Estados Unidos e que os investidores têm que continuar a confiar nos activos Americanos. O sr. Paulson terá falado com jornalistas em Singapura hoje e mencionou o investidor Americano no contexto do déficit da Conta Corrente Americana.

Os Estados Unidos tem que trabalhar para reduzir o déficit orçamental. O sentimento de proteccionismo sentido um pouco por todo o mundo representa o risco mais grave para a economia global neste momento. O sr. Paulson irá começar uma visita de três dias á China começando amanhã.

Nos Estados Unidos o déficit da Conta Corrente é esperado expandir para valores perto do seu recorde de –$213.0 biliões para o segundo período de 2006 á medida que os déficits Comerciais poderão mostrar que existe mais deterioração na folha de balanço. O valor recorde registado esta semana do déficit comercial de -$68 biliões terá mostrado que o pedido de importação tanto para a energia bem como para produtos não energéticos e serviços se mantém forte e deverá continuar a contribuir para o déficit da Conta Corrente, que se aproxima rapidamente do marco de $1 trilião numa base anual.

O presidente da Reserva Federal Norte Americana (FED), o sr. Ben Bernanke, terá aumentado o pedido para que haja um alvo de inflação numa altura em que sendo atingido poderá ser prejudicial para a economia Americana. O sr. Bernanke já iniciou uma série de discussões acerca de temas como estratégias de comunicação, sendo que dentro destes comunicados deverão estar incluídos mais relatórios acerca da inflação.

O responsáveis do FED, que deverão manter as taxas de juro inalteradas na próxima reunião de 20 de Setembro já começaram a discutir uma espécie de regimento acerca da inflação. O objectivo de criar um alvo numérico para a inflação irá ser uma quebra com o passado perpetrado pelo anterior presidente do FED, o sr. Alan Greenspan, que terá argumentado que um alvo iria reduzir a margem de manobra do FED para a gestão da economia, sendo que se a mesma for quebrada a credibilidade do FED iria afectada.

Hoje nos Estados Unidos vamos ter a divulgação do Relatório da Tesouraria Internacional que mede o pedido pela dívida Americana e seus activos. Se for registado forte pedido então o Dólar costuma fortalecer á medida que os estrangeiros convertem o seu dinheiro para poderem adquirir activos Americanos.

Ao fim do dia vamos ter a divulgação do Índice do Mercado Habitacional da Associação Nacional de Construtores, sendo que combina sete factores incluindo as vendas actuais de habitações, as vendas esperadas de vivendas novas nos próximos seis meses e o movimento de compradores potenciais de habitações novas. Esta associação produz o índice através de um inquérito no qual pede aos inquiridos para avaliarem o estado geral da economia de do mercado habitacional. A leitura anterior terá sido de 32, esperando-se uma leitura de 31 desta vez.

No Japão o Iene terá perdido valor depois da reunião do G7 (Grupo das Sete Nações mais Industrializadas), em que não foi mencionado a fraqueza da moeda Japonesa. O comunicado final do G7 terá pedido mais flexibilidade cambial das nações emergentes, como a China. Era de prever que o Iene não iria ser mencionado uma vez que o ministro das finanças Japonesas, o sr. Sadakazu Tanigaki terá presidido sob a reunião.

A fraqueza do Iene tem sido aumentada pelo apetite dos investidores Japoneses por activos com mais rendimento no estrangeiro.

No Reino Unido a maioria do Ingleses estão á espera de um aumento ás taxa de juro ao longo dos próximos doze meses, o que significa que existe uma expectativa do aumento da inflação. O sr. Brown terá dito que o crescimento económico na Inglaterra continua forte este ano, sendo que as suas políticas estão a receber forte aprovação á medida que se prepara para se suceder ao primeiro ministro, o sr. Tony Blair. O sr. Brown já presidiu sob 37 períodos de crescimento desde que o seu partido tomou posse em 1997.

O crescimento desde que o sr. Brown entrou em cena tem feito uma média de 2.8% ao ano, sendo que terá crescido 0.8% no segundo período este ano, sendo o ritmo mais veloz dos últimos dois anos á medida que o consumo aumentou a um ritmo três vezes superior ao do primeiro período.

Na Zona Euro o Produção Industrial terá caído em Julho á medida que as quedas registadas na França e na Itália retiram a força registada na Alemanha. A Produção Industrial na Zona Euro terá caído em 0.4% em Julho, sendo que os analistas esperavam um aumento de 0.2% em Julho.

Esta queda segue-se a um valor de 1.7% de aumento registado em Maio e de um valor inalterado em Junho. A Produção Industrial ao ano terá abrandado para os 3.2% em Julho, descendo de 4.4% registado em Junho e de 5.2% registado em Maio.

A Alemanha terá registado um crescimento na Produção Industrial de 1.1% ao mês em Julho, com a França a registar 1.3% de queda e a Itália a registar um queda de 0.3%. Em Portugal a queda terá sido de 5.5%.

A produção terá caído em todos os sectores excepto o da energia.

O Euro poderá valorizar depois de um dos membros do quadro executivo do Banco Central Europeu (BCE), o sr. José Manuel Gonzalez-Paramo terá dito hoje que o Banco Central estará com uma vigilância forte contra os riscos da inflação. O presidente do BCE, o sr. Jean-Claude Trichet terá dito o mês passado que iria estar “vigilante” ás pressões inflacionárias, sendo que esta palavra é utilizado quando querem assinalar mais aumentos ás taxas de juro.

Na África do Sul o Rand terá subido o máximo do último mês contra o Dólar Americano com a especulação de que a vantagem entre as taxas de juro irão melhorar ao aumentar no país, enquanto que nos Estados Unidos estas deverão manter-se inalteradas. A moeda Sul Africana terá ganho também devido ao aumento do valor do ouro, sendo que terá aumentado pelo primeiro dia dos últimos nove.

O crude terá subido hoje á medida que o mercado consolidou depois de ter caído para mínimos dos últimos seis meses a semana passada. Os investidores continuam a focar principalmente no equilíbrio entre a oferta e o pedido em vez de ameaças hipotéticas á oferta mundial.

O crude Brent para entrega em Novembro terá subido em 5 cêntimos para $63.38 o barril. Em Nova Iorque, o crude para entrega em Outubro terá ganho 10 cêntimos para se cotar a $63.39 o barril.

Os preços do crude já desceram 20% do pico registado em Julho á medida que as preocupações da oferta abrandaram.

O preço do ouro terá subido, tendo já subido em valor em 2% desde eu atingiu um mínimo dos últimos três meses em Setembro dia 15, este avanço terá feito com que muitas ordens para comprar fossem activadas hoje. O ouro para entrega imediata terá subido $5.12 a onça ou em 0.9% para se cotar a $584.45 a onça.

Tecnicamente o EUR/USD tem suporte inicial a 1.2624. Está com suporte chave a 1.2600. Tem suporte forte a 1.2575 e mais á frente a 1.2538. Hoje o Euro estava com uma tendência de subida que se inverteu a esta hora.

Tem resistência inicial a 1.2692. Tem a resistência chave a 1.2717, com resistência mais forte a 1.2742 e mais forte a 1.2768. A sessão terá aberto com a cotação a 1.2656. Está a esta hora a cotar-se a 1.2654 a descer 0.06%.

O GBP/USD tem resistência inicial a 1.8849. Tem resistência chave a 1.8874 hoje. Tem ainda resistência mais forte a 1.8899 e mais forte a 1.8927 e a 1.8954. A Libra Inglesa esteve a negociar com uma tendência de subida hoje que se inverteu a esta hora.

O suporte inicial era de 1.8768. Tinha suporte chave a 1.8743 que já foram quebrados tendo efectuado 1.8742 de mínimo hoje. Tem suporte mais forte á frente a 1.8717 e mais á frente a 1.8691. Terá aberto a sessão a cotar-se a 1.88804. A esta hora verifica-se que a sua cotação se cifra a 1.8747 a descer 0.29%.

O USD/JPY tem suporte inicial a 117.65 hoje. Tem a seguir suporte chave a 117.39. Tem suporte mais forte a 117.14 e á frente a 116.87.

A tendência que se verifica hoje do Iene é de queda. Tinha a sua resistência inicial a 118.17 que já foi quebrada tendo registado 118.25 de máximo hoje. Tem a sua resistência chave a 118.42, com resistência mais forte a 118.71 e a 118.97. Terá aberto a sessão a cotar-se a 117.67. Neste momento encontra-se a transaccionar a 118.23 a subir 0.60%.

O USD/CHF está com uma tendência de queda hoje. Tem a sua resistência inicial a 1.2584. A sua resistência chave é de 1.2609 com resistência mais forte a 1.2634 e á frente a 1.2659.

Tem suporte inicial a 1.2507. Tem o suporte chave a 1.2482, com suporte mais forte a 1.2454 e á frente a 1.2427 e mais á frente a 1.2402. Abriu a sessão a cotar-se a 1.2561. Está neste momento a cotar-se a 1.2553 a descer 0.02%.

Só com a informação certa como têm no nosso site é que conseguem ter uma ideia correcta das movimentações das várias moedas em tempo real.

Hoje vamos ter dados dos Estados Unidos, sendo que os mercados ainda poderão registar alguns movimentos de tarde.

Não percam as oportunidades que possam surgir para retirarem lucros nas vossas transações. As oportunidades não nos devem passar despercebidas.

Esperamos que tenham um resto de um bom dia.

Até amanhã.

ADVANCED CURRENCY MARKETS, S.A
Genebra (Suíça)
 
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