Página 1 de 1

MensagemEnviado: 21/9/2006 16:04
por Keyser Soze
O Governo vai apertar o controlo das faltas por doença dos funcionários públicos, passando a exigir um atestado passado por uma entidade do Serviço Nacional de Saúde, tal como acontece já no sector privado.


os sindicatos já estão contra ... eheh

MensagemEnviado: 19/9/2006 12:58
por Keyser Soze
Estado português tem 737.774 empregados

Número de funcionários públicos aumentou 4,18% desde 1999


O Governo divulga hoje a Base de Dados de Recursos Humanos da Administração Pública (BDAP), revelando que existem em Portugal 737.774 funcionários públicos, mais 4,18% do que os 708.159 existentes no final de 1999.

Rui Peres Jorge
rpjorge@mediafin.pt

Segundo os dados hoje apresentados pelo secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, o número de funcionários registou assim um aumento de 29 mil no espaço de seis anos.

Segundo a mesma fonte, o peso do emprego público na população empregada é de 14,6%, menos duas décimas que em 1999.

Na administração central são 568.384 funcionários, um crescimento residual face aos 566.548 existentes no final de 1999.

Nas regiões autónomas da Madeira e Açores o número de funcionários passou de 33.084 para 38.918, o que representa um aumento de 17,63%.

O crescimento maior surge na administração autárquica, que passou de 116.066 para 130.650 funcionários públicos. Este aumento de 12,57%entre 1999 e este ano indica que as câmaras municiais tem mais 14.584 funcionários

Na conferência de imprensa desta manhã, o João Figueiredo reconheceu que o governo desconhece o vinculo de 23.157 funcionários, não sabendo se são contratados ou funcionários públicos. O Governo assumiu que a distribuição é igual a todos os outros , tendo em conta os pesos das respostas dos outros tipos de vínculos.

Foi ainda revelado que o número de avençados e tarefeiros na administração pública é de 11.806.

Com esta informação de base – que permitirá aferir o número de funcionários, os serviços onde trabalham, os salários que auferem e as categorias a que pertencem – será mais fácil ao Executivo pôr em prática a mobilidade comum e especial (supranumerários), que está em apreciação parlamentar, e as alterações ao regime de carreiras e remunerações, que começarão a ser discutidas com os sindicatos em Outubro.

Último censos de funcionários públicos

A história da base de dados já tem oito anos. Criada ainda no Governo de António Guterres, em 1998, a BDAP deveria ser um instrumento de apoio à política de gestão de pessoal da Administração Pública. Porém, os sucessivos atrasos levaram a que as promessas não passassem do papel. Quatro anos depois, em 2002, Governo PSD/PP decidiu avançar com um novo processo de carregamento da BDAP, mas mais uma vez os prazos estipulados derraparam. Em Agosto de 2004, apenas 10% dos funcionários públicos estavam registados.

No Orçamento do Estado para 2006, o Executivo de José Sócrates lançou um ultimato aos serviços para carregarem a base de dados até 31 de Março de 2006. Os prazos foram-se dilatando e só agora se conhece o universos final de funcionários.

A base da dados foi criada em 1998, o último censo foi divulgado em 2001, com referência a 31 de Dezembro de 1999. O secretário de Estado afirmou que esta foi a ultima vez que foi feita um censo na administração pública, garantindo que a partir de agora apostarão nos desenvolvimentos de ferramentas de gestão de recursos humanos, que impliquem que o pagamento de remuneração só seja possível, para funcionários que estejam com fichas devidamente preenchidas.

Figueiredo não se quis comprometer com um prazo para que estas aplicações funcionem.

Deu como exemplos o desenvolvimento de ferramentas deste tipo, enquadradas numa lógica de serviços partilhados, no Reino Unido e na Austrália, onde serviço partilhados aplicados a gestão de quadros, desempenho e remunerações, levaram cerca de três anos e meio a implementar.

Re: Pensar pela própria cabeça

MensagemEnviado: 16/9/2006 21:42
por Jacsilva
rubi Escreveu:Como se os únicos contribuintes fiáveis neste país não fossem os funcionário públicos.


desculpa mas eu não concordo ,pois na minha opinião os FP não são contribuintes liquidos de forma alguma , mesmo que o ordenado seja de 1000 e desconte 500 , é sempre soma negativa em termos de cofres do estado , ou seja se os privados não pagassem impostos nunca haveria os 500 para pagar a um FP

Pensar pela própria cabeça

MensagemEnviado: 16/9/2006 13:34
por rubi
Estes 27.000 devem corresponder ao número de assessores e consultores contratados pelo actual governo. Amigos? Familiares? Gente do partido? Como vêem, não custa nada ser 'má língua'.

Agora a sério. Este país parece, cada vez mais, viver de equívocos. Por qualquer razão técnica ou logistica a base de dados em causa não apresenta valores para 27000 funcionários. As razões para que isto tenha acontecido podem ser muito diversam. Para já o que a própria noticia explica é que essa informação não foi fornecida pelos serviços. O que não siginifica que não saibam quanto ganham. Mas, os jornais que parece não lerem as suas próprias noticias entendem este facto como o Estado não saber quanto eles ganham. O que não cabe na cabeça de alguém que perca um minuto com o assunto, tenha 1 cc de massa cinzenta e esteja de boa fé.

A partir deste facto consumado pela imprensa (que não tem nada a ver com a realidade) aparece sempre um conjunto de gente com a mesma postura de sempre pondo em causa a organização do Estado e os seus funcionários. Pelas opiniões que exprimem demonstram um grande desconhecimento por este dominio e auto-intitulam-se, geralmente, como 'contribuintes'. Como se os únicos contribuintes fiáveis neste país não fossem os funcionário públicos. Não é que sejam mais honestos ou tenham mais ética que os outros. Infelizmente, não é por isso mas sim porque descontam à cabeça e, na maior parte dos casos, têem de ser reembolsados no final.

Já fui funcionário público e já fui funcionário em empresas privadas. Saí sempre por minha iniciativa. E portanto, tenho conhecimento de causa para perceber que os funcionários públicos não são melhores ou piores, que os outros. Nem vice-versa. Há de bom e de mau em todos os serviços. Existem existem muitas empresas privadas que são um verdadeiro tormento para os seus clientes. Em todas as áreas cde serviços. E com as quais é tão kafkiano dialogar como com alguns serviços públicos. E nalguns casos a possibilidade de mudar de fornecedor é tão remota como no serviço público. São necessários exemplos?

Já seria tão bom se tivessemos um país em que o que é público não presta e, o que é privado é bom. Nâo seria? Mas infelizmente não é assim...

Quanto mais seriedade aplicarmos no tratamento destes temas, tanto mais sério será o nosso país. Inexplicavelmente, algumas pessoas reagem exactamente como alguém as quer fazer reagir. Mas para mal dos psicólogos que não conseguem fazer da Psicologia uma disciplina exacta, outros teimam em pensar pela sua própria cabeça.

MensagemEnviado: 15/9/2006 19:10
por Pata-Hari
Notícia sobre funcionários públicos tem dados “francamente desactualizados”
O ministro das Finanças Teixeira dos Santos afirmou hoje que a notícia de que o Estado desconhece o salário de 27 mil funcionários públicos, tem como base dados “francamente desactualizados”

--------------------------------------------------------------------------------

Rui Peres Jorge
rpjorge@mediafin.pt


O ministro das Finanças Teixeira dos Santos afirmou hoje que a notícia de que o Estado desconhece o salário de 27 mil funcionários públicos, tem como base dados "francamente desactualizados"

O "Diário Económico" noticiou hoje que a grande maioria dos funcionários públicos (mais de 340 mil) aufere salários entre os 500 e os dois mil euros e que, com salários acima de seis mil euros são referidas apenas 636 pessoas, mas o Estado não sabe quanto paga a quase 27 mil dos seus trabalhadores.

O ministro garante que os dados avançados hoje são "francamente desactualizados e não correspondem ao apuramento final que já foi obtido".

Teixeira dos Santos assegurou que os dados finais vão ser revelados "nos próximos dias".

O ministro adianta que o desconhecimento do salário de 27 mil funcionários públicos tem em conta a base de dados concluída em Junho, explicando que "há sempre serviços que não carregam todos os campos dos inquéritos", pelo que terá que se "continuar o esforço para actualizar a base de dados".

Questionados sobre se estes serviços que não disponibilizam toda a informação dos seus funcionários vão ser penalizados, como prevê a lei, Teixeira dos Santos diz que é "preciso ter bom senso" e distinguir os casos.

A lei prevê o corte de fundos para os serviços do Estado que não carreguem as bases de dados com as informações dos seus funcionários e respectivos salários.


É curioso, eu juraria que suspender os ordenados a quem não se conhece seria eficaz como medida de coerção para o prenchimento das bases de dados. À partida isso nem parece ser uma medida complexa de aplicar.

MensagemEnviado: 15/9/2006 12:23
por tek
Alguém sabe onde me posso inscrever para ser uns dos 27.000.
A mim 1000€/mês chegam-me. :lol:
Mais um... menos um... não faz diferença nenhuma.

Só mesmo no estado :evil:
Numa empresa privada isto não aconteceria. Mas como quem paga são os contribuintes, não há problema. :evil: :evil:

Re: Estado desconhece salário de 27 mil funcionários

MensagemEnviado: 15/9/2006 12:21
por JAOR
Keyser Soze Escreveu:................

Denise Fernandes

.... mas o Estado não sabe quanto paga a quase 27 mil dos seus trabalhadores. Segundo o documento - que carece ainda da aprovação do Ministério das Finanças e que pode sofrer alterações de pormenor - há precisamente 26.897 casos remuneratórios “desconhecidos por ausência de informação por parte dos organismos”.

.................



Não me parece mau, até pensava que seria mais :wall: :wall:

Cmpts

Estado desconhece salário de 27 mil funcionários

MensagemEnviado: 15/9/2006 12:12
por Keyser Soze
Administração Pública 2006-09-15 06:30
Estado desconhece salário de 27 mil funcionários
Base de dados da Administração pública está pronta. O Diário Económico teve acesso ao documento, segundo o qual existem 558 mil trabalhadores no Estado. Mas falta saber a remuneração e o cargo de 30 mil.

Denise Fernandes

A grande maioria dos funcionários públicos (mais de 340 mil) aufere salários entre os 500 e os dois mil euros e cerca de 149 mil trabalhadores do Estado têm ordenados entre os dois mil e os seis mil euros. Com salários acima de seis mil euros são referidas apenas 636 pessoas, mas o Estado não sabe quanto paga a quase 27 mil dos seus trabalhadores. Segundo o documento - que carece ainda da aprovação do Ministério das Finanças e que pode sofrer alterações de pormenor - há precisamente 26.897 casos remuneratórios “desconhecidos por ausência de informação por parte dos organismos”.

O Novo Retrato da Função Pública

1 - Funcionário tipo é mulher, tem 45 anos e um curso superior;
2 - 12.450 avençados e tarefeiros podem sair até Dezembro;
3 - Mais de 340 mil ganham entre 500 e 2.000 euros.