Quatro cotadas do PSI-20 não auditam contas de Junho ...
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Boas
As auditorias pretendem assegurar isso mesmo: transparência e ética (e por vezes, também falham, como todos nós sabemos).
Têm de ser entidades indpendentes a assegurar isso, e não um departamento financeiro duma empresa, que pode muito bem (apesar da ética ou não que as pessoas que compoem esse mesmo departamento tenham) ser sujeito a pressões internas em dados momentos, apesar dos sistemas de controlo interno implementados, que por sua vez, e de forma a poder-se prescindir-se da dita auditoria semestral, deviam ser SOX compliant, com o devido relatório a acompanhar a auditoria anual.
Lógico que no fim do ano, pode-se "saber tudo", mas uma informação ocultada "por esquecimento" em determinado momento, também pode dar muito jeito a direcções e administrações.
Por outro lado, não questiono os custos que se podem poupar, ou até mesmo a medida poder vir a permitir que novas empresas dispersem os seus capitais em bolsa.
1 abraço e bom fim-de-semana
As auditorias pretendem assegurar isso mesmo: transparência e ética (e por vezes, também falham, como todos nós sabemos).
Têm de ser entidades indpendentes a assegurar isso, e não um departamento financeiro duma empresa, que pode muito bem (apesar da ética ou não que as pessoas que compoem esse mesmo departamento tenham) ser sujeito a pressões internas em dados momentos, apesar dos sistemas de controlo interno implementados, que por sua vez, e de forma a poder-se prescindir-se da dita auditoria semestral, deviam ser SOX compliant, com o devido relatório a acompanhar a auditoria anual.
Lógico que no fim do ano, pode-se "saber tudo", mas uma informação ocultada "por esquecimento" em determinado momento, também pode dar muito jeito a direcções e administrações.
Por outro lado, não questiono os custos que se podem poupar, ou até mesmo a medida poder vir a permitir que novas empresas dispersem os seus capitais em bolsa.
1 abraço e bom fim-de-semana
O que é um cínico? É aquele que sabe o preço de tudo, mas que não sabe o valor de nada.
Quatro cotadas do PSI-20 não auditam contas de Junho ...
Quatro cotadas do PSI-20 não auditam contas de Junho
Alexandra Machado e Maria João Gago
Pelo menos quatro das empresas cotadas que integram o PSI-20 - a Cimpor, Mota-Engil, Semapa e ParaRede - vão deixar de auditar as suas contas semestrais, uma possibilidade aberta pela transposição da directiva dos prospectos, que pôs fim a esta obrigação. A oportunidade de reduzir custos e a existência de sistemas de controlo interno cada vez mais sofisticados - que garantem a fiabilidade da informação financeira prestada - são as principais razões apontadas por estas sociedades para prescindirem da auditoria às contas referentes ao final de Junho.
"O grupo Cimpor optou por não requerer o trabalho de auditoria, dada a inerente redução de custos e por considerar que a fiabilidade dessas demonstrações financeiras não é afectada por esse facto, tendo em conta os processos de preparação de informação existentes nas empresas do grupo", justificou fonte da cimenteira.
Argumentos idênticos são apontados pelas restantes empresas. A ParaRede sublinha ainda que a auditoria semestral "acaba por acrescentar pouco valor", uma vez que o trabalho anual desenvolvido pelos auditores "é mais abrangente e completo". Enquanto a Semapa refere que os recursos humanos que acompanhavam este processo "podem passar a realizar outras tarefas", apesar de admitir que não auditar no semestre torna a análise anual "mais trabalhosa".
Estas motivações poderiam atrair a generalidade das pequenas empresas cotadas a seguirem este exemplo. No entanto, entre as sociedades que não estão na "primeira divisão" da Euronext Lisboa, há algumas que garantem manter esta prática, como acontece com a Corticeira Amorim ou a Ibersol. Estas empresas, assim como as cotadas do PSI-20 que vão manter a prática que era obrigatória até 2005, justificam a decisão com o facto de a auditoria semestral ser um mecanismo de maior transparência e credibilidade. Já a Media Capital e a Teixeira Duarte, que não integram o índice, vão utilizar a possibilidade aberta pela directiva que introduziu alterações ao Código de Valores Mobiliários.
Para as empresas de auditoria, a eliminação desta exigência é o fim de uma formalidade, não devendo significar uma redução de trabalho . "Trata-se apenas de remover uma exigência específica que não era adoptada noutros países, mas subsistem as responsabilidades do órgão de gestão pela qualidade e fiabilidade da informação financeira divulgada. Aliás, é de salientar que, entre as recentes alterações ao Código das Sociedades Comerciais, as comissões de auditoria ou órgãos equivalentes das sociedades [cotadas] passaram a ter no seu elenco de deveres a obrigação de fiscalizar o processo de preparação e de divulgação de informação financeira. Existem novos deveres sobre a globalidade da informação financeira disponibilizada ao público, incluindo-se aqui, entre outra, a informação trimestral", defende Carlos Lourenço da PricewaterhouseCoopers.
Carlos Freire, da Deloitte, acredita que "as empresas que vão prescindir da auditoria semestral serão a excepção face à prática comum do mercado. Tenderão a arrepiar caminho".
Alexandra Machado e Maria João Gago
Pelo menos quatro das empresas cotadas que integram o PSI-20 - a Cimpor, Mota-Engil, Semapa e ParaRede - vão deixar de auditar as suas contas semestrais, uma possibilidade aberta pela transposição da directiva dos prospectos, que pôs fim a esta obrigação. A oportunidade de reduzir custos e a existência de sistemas de controlo interno cada vez mais sofisticados - que garantem a fiabilidade da informação financeira prestada - são as principais razões apontadas por estas sociedades para prescindirem da auditoria às contas referentes ao final de Junho.
"O grupo Cimpor optou por não requerer o trabalho de auditoria, dada a inerente redução de custos e por considerar que a fiabilidade dessas demonstrações financeiras não é afectada por esse facto, tendo em conta os processos de preparação de informação existentes nas empresas do grupo", justificou fonte da cimenteira.
Argumentos idênticos são apontados pelas restantes empresas. A ParaRede sublinha ainda que a auditoria semestral "acaba por acrescentar pouco valor", uma vez que o trabalho anual desenvolvido pelos auditores "é mais abrangente e completo". Enquanto a Semapa refere que os recursos humanos que acompanhavam este processo "podem passar a realizar outras tarefas", apesar de admitir que não auditar no semestre torna a análise anual "mais trabalhosa".
Estas motivações poderiam atrair a generalidade das pequenas empresas cotadas a seguirem este exemplo. No entanto, entre as sociedades que não estão na "primeira divisão" da Euronext Lisboa, há algumas que garantem manter esta prática, como acontece com a Corticeira Amorim ou a Ibersol. Estas empresas, assim como as cotadas do PSI-20 que vão manter a prática que era obrigatória até 2005, justificam a decisão com o facto de a auditoria semestral ser um mecanismo de maior transparência e credibilidade. Já a Media Capital e a Teixeira Duarte, que não integram o índice, vão utilizar a possibilidade aberta pela directiva que introduziu alterações ao Código de Valores Mobiliários.
Para as empresas de auditoria, a eliminação desta exigência é o fim de uma formalidade, não devendo significar uma redução de trabalho . "Trata-se apenas de remover uma exigência específica que não era adoptada noutros países, mas subsistem as responsabilidades do órgão de gestão pela qualidade e fiabilidade da informação financeira divulgada. Aliás, é de salientar que, entre as recentes alterações ao Código das Sociedades Comerciais, as comissões de auditoria ou órgãos equivalentes das sociedades [cotadas] passaram a ter no seu elenco de deveres a obrigação de fiscalizar o processo de preparação e de divulgação de informação financeira. Existem novos deveres sobre a globalidade da informação financeira disponibilizada ao público, incluindo-se aqui, entre outra, a informação trimestral", defende Carlos Lourenço da PricewaterhouseCoopers.
Carlos Freire, da Deloitte, acredita que "as empresas que vão prescindir da auditoria semestral serão a excepção face à prática comum do mercado. Tenderão a arrepiar caminho".
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
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