BES - A LUTA
Re: BES - A LUTA
Boas,
EMPRESAS/FINANÇAS14:40
SÍRIO QUE REESTRUTUROU SWAPS OFERECE AJUDA AO BANCO DE PORTUGAL
MARGARIDA PEIXOTO
14:40
Sírio que reestruturou swaps oferece ajuda ao Banco de Portugal
Jaber G. Jabbour, o consultor financeiro sírio que assessorou a Metro do Porto na renegociação de swaps, quer ajudar o banco central no conflito com o Goldman Sachs.
Jaber G. Jabbour, o consultor financeiro sírio que assessorou a Metro do Porto na renegociação de swaps com o Goldman Sachs e o Nomura, está de volta.
A 29 de Dezembro, Jaber G. Jabbour enviou uma carta a Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, onde oferece assistência financeira no caso que opõe o banco central ao Goldman Sachs.
"Caro Carlos da Silva Costa", começa a missiva enviada às 13h57 de 29 de Dezembro, e a que o Económico teve acesso. "Compreendo que o Goldman Sachs está a ameaçar processar o Banco de Portugal em relação à sua decisão sobre as responsabilidades do BES em relação ao Oak Finance Luxembourg SA".
"Baseado na minha análise da informação disponível publicamente, creio que o Banco de Portugal tomou a decisão correcta e que a posição da Goldman Sachs é completamente injustificada", defende o consultor financeiro com escritórios em Londres.
De seguida, Jaber G. Jabbour dá alguns dados sobre a sua especialidade na consultoria financeira - é perito em "transacções estruturadas e derivados financeiros complexos" - recordando que trabalhou "durante alguns anos com o sector público" português e que "aconselhou com sucesso a Metro do Porto no sentido de recuperar dezenas de milhões de euros do Goldman Sachs e do Nomura". O consultor refere-se à renegociação de swaps feita pela empresa de transportes portuguesa, pela qual cobrou um milhão de euros, de acordo com o relatório e contas da Metro do Porto.
Por fim, Jaber G. Jabbour disponibiliza a sua ajuda: "Gostaria de oferecer qualquer assistência de que possa precisar sobre este assunto e gostaria muito de me encontrar consigo em Lisboa, consoante a sua disponibilidade". E frisa que "considera que este é um tema urgente e importante para o Banco de Portugal".
A 2 de Janeiro, a secretária do gabinete de Carlos Costa, Ana Leonor Baptista, confirma a recepção da carta num email enviado para Jaber G. Jabbour.
O Económico contactou o Banco de Portugal, mas ainda não foi possível obter esclarecimentos.
EMPRESAS/FINANÇAS14:40
SÍRIO QUE REESTRUTUROU SWAPS OFERECE AJUDA AO BANCO DE PORTUGAL
MARGARIDA PEIXOTO
14:40
Sírio que reestruturou swaps oferece ajuda ao Banco de Portugal
Jaber G. Jabbour, o consultor financeiro sírio que assessorou a Metro do Porto na renegociação de swaps, quer ajudar o banco central no conflito com o Goldman Sachs.
Jaber G. Jabbour, o consultor financeiro sírio que assessorou a Metro do Porto na renegociação de swaps com o Goldman Sachs e o Nomura, está de volta.
A 29 de Dezembro, Jaber G. Jabbour enviou uma carta a Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, onde oferece assistência financeira no caso que opõe o banco central ao Goldman Sachs.
"Caro Carlos da Silva Costa", começa a missiva enviada às 13h57 de 29 de Dezembro, e a que o Económico teve acesso. "Compreendo que o Goldman Sachs está a ameaçar processar o Banco de Portugal em relação à sua decisão sobre as responsabilidades do BES em relação ao Oak Finance Luxembourg SA".
"Baseado na minha análise da informação disponível publicamente, creio que o Banco de Portugal tomou a decisão correcta e que a posição da Goldman Sachs é completamente injustificada", defende o consultor financeiro com escritórios em Londres.
De seguida, Jaber G. Jabbour dá alguns dados sobre a sua especialidade na consultoria financeira - é perito em "transacções estruturadas e derivados financeiros complexos" - recordando que trabalhou "durante alguns anos com o sector público" português e que "aconselhou com sucesso a Metro do Porto no sentido de recuperar dezenas de milhões de euros do Goldman Sachs e do Nomura". O consultor refere-se à renegociação de swaps feita pela empresa de transportes portuguesa, pela qual cobrou um milhão de euros, de acordo com o relatório e contas da Metro do Porto.
Por fim, Jaber G. Jabbour disponibiliza a sua ajuda: "Gostaria de oferecer qualquer assistência de que possa precisar sobre este assunto e gostaria muito de me encontrar consigo em Lisboa, consoante a sua disponibilidade". E frisa que "considera que este é um tema urgente e importante para o Banco de Portugal".
A 2 de Janeiro, a secretária do gabinete de Carlos Costa, Ana Leonor Baptista, confirma a recepção da carta num email enviado para Jaber G. Jabbour.
O Económico contactou o Banco de Portugal, mas ainda não foi possível obter esclarecimentos.
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Re: BES - A LUTA
Boas,
DE REGRESSO AO BES
8
João Galamba |
8:07 Segunda feira, 5 de janeiro de 2015
Na mesma semana em que o famoso contabilista do GES, Machado da Cruz, vai à comissão de inquérito do BES, o parlamento ouve a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o Banco de Portugal (BdP), a Comissão de Valores Mobiliários (CMVM) e a Ministra das Finanças sobre a transposição da Diretiva 59/2014 sobre Resolução e Recuperação de Instituições Financeiras. Ou seja, discute-se o quadro que regula o já que foi feito (e o que não chegou a ser feito) no BES.
O governo, em 2012, já tinha legislado sobre esta matéria, antecipando, em articulação com a troika, grande parte do que veio a ser acordado a nível europeu e que consta da diretiva que agora se transpõe. Foi aliás ao abrigo dessa alteração legislativa, bem como as duas revisões "clandestinas" do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedade Financeiras feitas nas vésperas da resolução do BES, que foi criado o Novo Banco.
O debate em torno da transposição da Diretiva 59/2014 tem de ter em conta a experiência do caso BES, que está longe, muito longe de ser um sucesso. Resta saber se por razões legislativas ou outras. Tendo em conta o que consta da Proposta de Lei apresentada pelo Governo ao Parlamento, uma coisa parece evidente: Portugal já tinha, em 2012, todos os instrumentos legais necessários para uma intervenção atempada, firme e eficaz no BES.
A discussão sobre se, no início de Agosto, a recapitalização pública (que também implica perdas para acionistas e credores e prevê o mecanismo de bail-in) era ou não uma melhor opção do que a divisão do BES - e se era ou não exequível - é importante. Mas, não menos importante, é saber se tudo isto poderia ter sido evitado, ou seja, saber se, com outro tipo de intervenção das autoridades públicas, se podia ter evitado o processo que levou à destruição do terceiro maior banco do país.
Uma coisa parece evidente. Quando, no final de 2013, se torna claro que o GES está falido e que o GES, que controla o BES, usa o banco para os seus próprios fins a única coisa a fazer é pôr termo a esta relação. E isso implica pôr termo à relação de controlo que está na base de todo o problema. Mais do que um problema de comportamento subjetivo, estamos perante um problema de controlo e propriedade. Mas a lei, mesmo a de 2012, sempre concedeu amplos poderes de intervenção.
Sempre foi possível suspender direitos de voto dos acionistas, sempre foi possível substituir a administração e outros órgãos sociais, sempre foi possível recorrer ao chamado bail-in dos credores para recapitalizar o banco, etc. A lei permite, e sempre permitiu, quase tudo. Se nada disso foi feito, não é na lei que devemos procurar explicações.
DE REGRESSO AO BES
8
João Galamba |
8:07 Segunda feira, 5 de janeiro de 2015
Na mesma semana em que o famoso contabilista do GES, Machado da Cruz, vai à comissão de inquérito do BES, o parlamento ouve a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o Banco de Portugal (BdP), a Comissão de Valores Mobiliários (CMVM) e a Ministra das Finanças sobre a transposição da Diretiva 59/2014 sobre Resolução e Recuperação de Instituições Financeiras. Ou seja, discute-se o quadro que regula o já que foi feito (e o que não chegou a ser feito) no BES.
O governo, em 2012, já tinha legislado sobre esta matéria, antecipando, em articulação com a troika, grande parte do que veio a ser acordado a nível europeu e que consta da diretiva que agora se transpõe. Foi aliás ao abrigo dessa alteração legislativa, bem como as duas revisões "clandestinas" do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedade Financeiras feitas nas vésperas da resolução do BES, que foi criado o Novo Banco.
O debate em torno da transposição da Diretiva 59/2014 tem de ter em conta a experiência do caso BES, que está longe, muito longe de ser um sucesso. Resta saber se por razões legislativas ou outras. Tendo em conta o que consta da Proposta de Lei apresentada pelo Governo ao Parlamento, uma coisa parece evidente: Portugal já tinha, em 2012, todos os instrumentos legais necessários para uma intervenção atempada, firme e eficaz no BES.
A discussão sobre se, no início de Agosto, a recapitalização pública (que também implica perdas para acionistas e credores e prevê o mecanismo de bail-in) era ou não uma melhor opção do que a divisão do BES - e se era ou não exequível - é importante. Mas, não menos importante, é saber se tudo isto poderia ter sido evitado, ou seja, saber se, com outro tipo de intervenção das autoridades públicas, se podia ter evitado o processo que levou à destruição do terceiro maior banco do país.
Uma coisa parece evidente. Quando, no final de 2013, se torna claro que o GES está falido e que o GES, que controla o BES, usa o banco para os seus próprios fins a única coisa a fazer é pôr termo a esta relação. E isso implica pôr termo à relação de controlo que está na base de todo o problema. Mais do que um problema de comportamento subjetivo, estamos perante um problema de controlo e propriedade. Mas a lei, mesmo a de 2012, sempre concedeu amplos poderes de intervenção.
Sempre foi possível suspender direitos de voto dos acionistas, sempre foi possível substituir a administração e outros órgãos sociais, sempre foi possível recorrer ao chamado bail-in dos credores para recapitalizar o banco, etc. A lei permite, e sempre permitiu, quase tudo. Se nada disso foi feito, não é na lei que devemos procurar explicações.
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Re: BES - A LUTA
Boas,
FILHO DE RICARDO SALGADO DEMITE-SE DO NOVO BANCO
05 Janeiro 2015, 18:09 por Celso Filipe | cfilipe@negocios.pt
Ricardo Bastos Salgado, filho do banqueiro que liderou o Banco Espírito Santo nos últimos 22 anos, demitiu-se dos quadros do Novo Banco, sabe o Negócios. O economista de 42 anos trabalhou no banco fundado pela família desde 1998, transitando para a instituição que herdou os activos saudáveis do BES, onde continuou responsável pela área de empresas.
Ricardo Bastos Salgado, filho de Ricardo Salgado, o banqueiro que liderou o Banco Espírito Santo durante os últimos 22 anos, demitiu-se do Novo Banco, instituição que ficou com os activos saudáveis e com o quadro de pessoal do BES, confirmou o Negócios junto de fontes financeiras.
O economista de 42 anos integrou o BES em 1998, depois de ter passado pela Merrill Lynch, em Londres, onde foi analista durante cerca de um ano. No banco fundado pela família, Ricardo Bastos Salgado começou por trabalhar na área de "trading", tendo depois passado para a área de empresas, onde chegou a director e pela qual continuava a ser um dos responsáveis.
(Notícia actualizada às 18h20)
FILHO DE RICARDO SALGADO DEMITE-SE DO NOVO BANCO
05 Janeiro 2015, 18:09 por Celso Filipe | cfilipe@negocios.pt
Ricardo Bastos Salgado, filho do banqueiro que liderou o Banco Espírito Santo nos últimos 22 anos, demitiu-se dos quadros do Novo Banco, sabe o Negócios. O economista de 42 anos trabalhou no banco fundado pela família desde 1998, transitando para a instituição que herdou os activos saudáveis do BES, onde continuou responsável pela área de empresas.
Ricardo Bastos Salgado, filho de Ricardo Salgado, o banqueiro que liderou o Banco Espírito Santo durante os últimos 22 anos, demitiu-se do Novo Banco, instituição que ficou com os activos saudáveis e com o quadro de pessoal do BES, confirmou o Negócios junto de fontes financeiras.
O economista de 42 anos integrou o BES em 1998, depois de ter passado pela Merrill Lynch, em Londres, onde foi analista durante cerca de um ano. No banco fundado pela família, Ricardo Bastos Salgado começou por trabalhar na área de "trading", tendo depois passado para a área de empresas, onde chegou a director e pela qual continuava a ser um dos responsáveis.
(Notícia actualizada às 18h20)
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano,
Nenhum dos interessados no Novo Banco é angolano
Janeiro 5th, 2015
20150105
Entre as 17 entidades que manifestaram interesse, 15 deverão passar, diz o Jornal de Negócios, citado pelo jornal eletrónico Obserovador. Os interessados no Novo Banco vêm da Europa, Ásia e EUA. Não há angolanos entre os interessados.
17 entidades manifestaram interesse no Novo Banco até dia 31 de dezembro.
Observador
Só 15 dos 17 interessados no Novo Banco que manifestaram interesse até 31 de dezembro deverão passar à fase seguinte, adianta o Jornal de Negócios. Segundo o jornal, neste processo estão envolvidas entidades provenientes da Europa, daÁsia e dos EUA, ou seja, não há instituições com sede em Angola ou em outros países africanos entre os interessados.
O Jornal de Negócios escreve esta segunda-feira que, entre os interessados há bancos e fundos de “private equity”. Um destes fundos será o norte-americano Apollo Global Management. A este juntam-se bancos europeus, entre os quais o BPI, o Santander Totta e o Banco Popular, entidades que já indicaram que poderão estar interessadas. Da Ásia poderá ter vindo a Fosun, a empresa chinesa que comprou a seguradora Fidelidade à Caixa Geral de Depósitos.
O Banco de Portugal não divulgou, “por motivos de confidencialidade”, a identidade dos 17 interessados que entregaram candidaturas até 31 de dezembro.
As entidades a serem excluídas pelo Banco de Portugal impõe que “os potenciais compradores demonstrem deter ativos líquidos de pelo menos 500 milhões de euros ou ativos sob gestão de pelo menos 100 milhões”.
O Banco de Portugal e o BNP Paribas, banco de investimento responsável pelo processo, vão enviar, ainda esta semana, pedidos de esclarecimento às entidades em que há dúvidas sobre o cumprimento dos requisitos de pré-qualificação. A decisão sobre quais dos 17 potenciais interessados serão aceites deverá ser tomada até meados deste mês, remata o Jornal de Negócios.
Nenhum dos interessados no Novo Banco é angolano
Janeiro 5th, 2015
20150105
Entre as 17 entidades que manifestaram interesse, 15 deverão passar, diz o Jornal de Negócios, citado pelo jornal eletrónico Obserovador. Os interessados no Novo Banco vêm da Europa, Ásia e EUA. Não há angolanos entre os interessados.
17 entidades manifestaram interesse no Novo Banco até dia 31 de dezembro.
Observador
Só 15 dos 17 interessados no Novo Banco que manifestaram interesse até 31 de dezembro deverão passar à fase seguinte, adianta o Jornal de Negócios. Segundo o jornal, neste processo estão envolvidas entidades provenientes da Europa, daÁsia e dos EUA, ou seja, não há instituições com sede em Angola ou em outros países africanos entre os interessados.
O Jornal de Negócios escreve esta segunda-feira que, entre os interessados há bancos e fundos de “private equity”. Um destes fundos será o norte-americano Apollo Global Management. A este juntam-se bancos europeus, entre os quais o BPI, o Santander Totta e o Banco Popular, entidades que já indicaram que poderão estar interessadas. Da Ásia poderá ter vindo a Fosun, a empresa chinesa que comprou a seguradora Fidelidade à Caixa Geral de Depósitos.
O Banco de Portugal não divulgou, “por motivos de confidencialidade”, a identidade dos 17 interessados que entregaram candidaturas até 31 de dezembro.
As entidades a serem excluídas pelo Banco de Portugal impõe que “os potenciais compradores demonstrem deter ativos líquidos de pelo menos 500 milhões de euros ou ativos sob gestão de pelo menos 100 milhões”.
O Banco de Portugal e o BNP Paribas, banco de investimento responsável pelo processo, vão enviar, ainda esta semana, pedidos de esclarecimento às entidades em que há dúvidas sobre o cumprimento dos requisitos de pré-qualificação. A decisão sobre quais dos 17 potenciais interessados serão aceites deverá ser tomada até meados deste mês, remata o Jornal de Negócios.
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Re: BES - A LUTA
Pvg80713
Até podiam ser 100.O resultado vai ser o mesmo...estaca zero ou seja volta tudo ao antigo BES.
Até podiam ser 100.O resultado vai ser o mesmo...estaca zero ou seja volta tudo ao antigo BES.
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Re: BES - A LUTA
Santa Maria Escreveu:Bom Ano 2015,
Cinco manifestações de interesses pelo Novo Banco: é muito, pouco ou quase nada…
Dezembro 30th, 2014
20141230
CINCO MANIFESTAÇÕES DE INTERESSES PELO NOVO BANCO: É MUITO, POUCO OU QUASE NADA...
Expresso
...
e 17 ?
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano 2015...
NOVO BANCO: QUEIXA CRIMINAL APRESENTADA NO TRIBUNAL CENTRAL DE INSTRUÇÃO CRIMINAL
Janeiro 1st, 2015
Em representação de 170 pessoas, que se consideram lesadas pela medida de resolução aplicada ao Banco Espírito Santo pelo Banco de Portugal, foi apresentada, no dia 31, no Tribunal Central de Instrução Criminal, uma queixa contra desconhecidos, em que se pede a intervenção do Ministério Público, visando a investigação criminal dos factos subjacentes à referida medida e, sobretudo, a apreensão de documentos e a preservação da prova, contra a lógica de “facto consumado” que suspeitam que está a ser posta em prática.
OS QUEIXOSOS RECLAMAM QUE SEJAM CONSTITUÍDOS ARGUIDOS O GOVERNADOR E OS ADMINISTRADORES DO BANCO DE PORTUGAL, TODOS OS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DO BANCO ESPÍRITO SANTO NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, OS MEMBROS DOS NOS ÓRGÃOS SOCIAIS DO BANCO ESPÍRITO SANTO E DO NOVO BANCO, QUE QUALIFICAM COMO “HOMENS DE PALHA” (STRAWMEN) DO BANCO DE PORTUGAL.
Segundo os queixosos, não pode deixar de se questionar quem são os verdadeiros autores da medida de resolução, pois que a mesma foi adotada em menos de uma hora, o que se afigura absolutamente impossível. Por isso, pretendem que, para além de se apurar qual foi a intervenção de cada um dos administradores do Banco de Portugal, se esclareçam como votou cada um deles e porque é que votou a medida de resolução.
Os queixosos questionam por que razão não foi aceite a garantia soberana da República de Angola, afirmando que a sua destruição suscita a suspeita de que houve uma motivação de assalto ao banco, residindo nesse facto um alibi para a tomada de bens do Banco Espirito Santo, que prejudicou todos os acionistas.
Se tivesse sido aceite a garantia da República de Angola, não haveria, segundo consideram, condições para decretar o confiscos dos bens do BES. E se não se avançasse com a resolução não se viabilizariam negócios de muitos milhões de euros, que beneficiam diversas entidades, algumas delas com cadastro criminal internacional.
Os queixosos questionam, entre outras coisas, por que razões o Banco de Portugal teve a preocupação de escolher, especialmente, entidades que foram condenadas por violação das leis de países civilizados, como são os Estados Unidos e a Alemanha.
Na queixa, que é subscrita pelo advogado Miguel Reis, questiona-se a fiabilidade da escrita do Novo Banco S.A., suscitando-se suspeitas de falsificação tanto da escrita desse Banco como do Banco Espírito Santo e pedindo-se a respetiva investigação por peritos que respeitem as normas relativas às perícias judiciárias.
Os queixosos consideram inaceitável que o Banco de Portugal tenha escolhido para proceder à avaliação dos bens e valores retirados ao BES um multinacional que tem responsabilidade na fiscalização da entidade que assume a posição de receptador desses bens.
NOVO BANCO: QUEIXA CRIMINAL APRESENTADA NO TRIBUNAL CENTRAL DE INSTRUÇÃO CRIMINAL
Janeiro 1st, 2015
Em representação de 170 pessoas, que se consideram lesadas pela medida de resolução aplicada ao Banco Espírito Santo pelo Banco de Portugal, foi apresentada, no dia 31, no Tribunal Central de Instrução Criminal, uma queixa contra desconhecidos, em que se pede a intervenção do Ministério Público, visando a investigação criminal dos factos subjacentes à referida medida e, sobretudo, a apreensão de documentos e a preservação da prova, contra a lógica de “facto consumado” que suspeitam que está a ser posta em prática.
OS QUEIXOSOS RECLAMAM QUE SEJAM CONSTITUÍDOS ARGUIDOS O GOVERNADOR E OS ADMINISTRADORES DO BANCO DE PORTUGAL, TODOS OS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DO BANCO ESPÍRITO SANTO NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, OS MEMBROS DOS NOS ÓRGÃOS SOCIAIS DO BANCO ESPÍRITO SANTO E DO NOVO BANCO, QUE QUALIFICAM COMO “HOMENS DE PALHA” (STRAWMEN) DO BANCO DE PORTUGAL.
Segundo os queixosos, não pode deixar de se questionar quem são os verdadeiros autores da medida de resolução, pois que a mesma foi adotada em menos de uma hora, o que se afigura absolutamente impossível. Por isso, pretendem que, para além de se apurar qual foi a intervenção de cada um dos administradores do Banco de Portugal, se esclareçam como votou cada um deles e porque é que votou a medida de resolução.
Os queixosos questionam por que razão não foi aceite a garantia soberana da República de Angola, afirmando que a sua destruição suscita a suspeita de que houve uma motivação de assalto ao banco, residindo nesse facto um alibi para a tomada de bens do Banco Espirito Santo, que prejudicou todos os acionistas.
Se tivesse sido aceite a garantia da República de Angola, não haveria, segundo consideram, condições para decretar o confiscos dos bens do BES. E se não se avançasse com a resolução não se viabilizariam negócios de muitos milhões de euros, que beneficiam diversas entidades, algumas delas com cadastro criminal internacional.
Os queixosos questionam, entre outras coisas, por que razões o Banco de Portugal teve a preocupação de escolher, especialmente, entidades que foram condenadas por violação das leis de países civilizados, como são os Estados Unidos e a Alemanha.
Na queixa, que é subscrita pelo advogado Miguel Reis, questiona-se a fiabilidade da escrita do Novo Banco S.A., suscitando-se suspeitas de falsificação tanto da escrita desse Banco como do Banco Espírito Santo e pedindo-se a respetiva investigação por peritos que respeitem as normas relativas às perícias judiciárias.
Os queixosos consideram inaceitável que o Banco de Portugal tenha escolhido para proceder à avaliação dos bens e valores retirados ao BES um multinacional que tem responsabilidade na fiscalização da entidade que assume a posição de receptador desses bens.
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Re: BES - A LUTA
Boas,
SALGADO DOOU 570 MIL EUROS À FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES DESDE 2011
Dezembro 30th, 2014
O BES foi o principal financiador da Fundação Mário Soares, doando dinheiro a esta instituição como forma de mecenato. Última doação ocorreu em 2013 e teve o valor de 300 mil euros.
Mário Soares defendeu que Salgado deveria defender-se publicamente das acusações feitas na sequência do colapso do BES.
O BES, liderado por Ricardo Salgado, foi o maior doador para a Fundação Mário Soares desde 2011, financiando a instituição com mais de 570 mil euros. O mecenato foi concedido através de dois contratos e faltará pagar uma prestação de 100 mil euros do último a ser assinado entre as duas instituições, possivelmente devido às dificuldades enfrentadas pelo banco.
O Correio da Manhã verificou as contas da Fundação Soares e escreve que o seu maior financiador desde 2011 foi o BES. No total, e através de dois contratos de mecenato, o banco doou a esta instituição presidida pelo histórico socialista que completou recentemente 90 anos, cerca de 570 mil euros. Faltará pagar a prestação do último contrato no valor de 100 mil euros – este contrato ia até 2015.
A Fundação Mário Soares existe desde 1991 e em 2013 recebeu financiamento de 13 entidades públicas e privadas. A seguir aos BES, os maiores mecenas da Fundação são o BPI e o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
(Fim de citação)
SALGADO DOOU 570 MIL EUROS À FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES DESDE 2011
Dezembro 30th, 2014
O BES foi o principal financiador da Fundação Mário Soares, doando dinheiro a esta instituição como forma de mecenato. Última doação ocorreu em 2013 e teve o valor de 300 mil euros.
Mário Soares defendeu que Salgado deveria defender-se publicamente das acusações feitas na sequência do colapso do BES.
O BES, liderado por Ricardo Salgado, foi o maior doador para a Fundação Mário Soares desde 2011, financiando a instituição com mais de 570 mil euros. O mecenato foi concedido através de dois contratos e faltará pagar uma prestação de 100 mil euros do último a ser assinado entre as duas instituições, possivelmente devido às dificuldades enfrentadas pelo banco.
O Correio da Manhã verificou as contas da Fundação Soares e escreve que o seu maior financiador desde 2011 foi o BES. No total, e através de dois contratos de mecenato, o banco doou a esta instituição presidida pelo histórico socialista que completou recentemente 90 anos, cerca de 570 mil euros. Faltará pagar a prestação do último contrato no valor de 100 mil euros – este contrato ia até 2015.
A Fundação Mário Soares existe desde 1991 e em 2013 recebeu financiamento de 13 entidades públicas e privadas. A seguir aos BES, os maiores mecenas da Fundação são o BPI e o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
(Fim de citação)
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Re: BES - A LUTA
Boas,
NOVO BANCO PROMETE REACÇÃO À PROVIDÊNCIA CAUTELAR QUE ANULA VENDA DA TRANQUILIDADE
30 Dezembro 2014, 21:01 por Maria João Gago | mjgago@negocios.pt, Helena Garrido | Helenagarrido@negocios.pt
O banco liderado por Eduardo Stock da Cunha diz que irá pronunciar-se "nos prazos legais aplicáveis" sobre o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa.
O Novo Banco confirma que foi informado pelo Tribunal da Relação de Lisboa "sobre o decretamento de uma providência cautelar que ordena a abstenção da prática de qualquer acto de execução ou preparatório de execução do penhor que detém sobre as acções representativas da totalidade do capital social da Companhia de Seguros Tranquilidade" e diz que esta foi decretada sem audição prévia do banco.
EM COMUNICADO À COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS, O NOVO BANCO DIZ QUE A REFERIDA PROVIDÊNCIA FOI REQUERIDA PELA CSCP II ACQUISITION LUXCO SARL E PELA CCP CREDIT ACQUISITION HOLDINGS LUXCO.
"O Novo Banco está a analisar o acórdão que decretou a providência cautelar e irá pronunciar-se nos prazos legais aplicáveis, através dos meios processuais que entender apropriados", sublinha o documento.
A instituição financeira que ficou com os activos e passivos do BES que foram considerados saudáveis confirma ainda que "acordou com a Calm Eagle Holdings S.a r.l. (a sociedade detida pelos fundos de investimento geridos pela Apollo Global Management LLC com quem foi contratada a venda das acções na Companhia de Seguros Tranquilidade) uma prorrogação do prazo para conclusão da venda das referidas acções".
Com efeito, como a venda da Tranquilidade aos norte-americanos da Apollo foi anulada por esta providência cautelar, decretada pelo juiz desembargador Eurico Reis, a concretização desta operação foi adiada sem data limite.
Sem este acordo de alargamento do prazo de venda, a operação morreria a 31 de Dezembro, que era o prazo legal para estar concluída.
Recorde-se que o Novo Banco anunciou a 16 de Setembro que tinha chegado a acordo com a Apollo quanto aos termos de venda da Tranquilidade. Os termos do negócio prevêem que o Novo Banco receba, em termos líquidos, 44 milhões de euros, sendo que a Apollo se comprometeu ainda a injectar 150 milhões para repor o nível de solidez da seguradora.
Um grupo de obrigacionistas do Espírito Santo Financial Group tinha apresentado em Setembro uma acção civil por se considerarem lesados com esta operação de venda, tendo interposto uma providência cautelar para travar a operação.
Esta seguradora era detida pelo Espírito Santo Financial Group (ESFG). No entanto, a instituição recebeu o penhor sobre a seguradora, dado pelo ESFG como garantia de um crédito que o BES tinha sobre esta "holding" e que passou para o Novo Banco. Para poder vender a Tranquilidade, o Novo Banco teve de executar o penhor, cuja legalidade é contestada pelo ESFG. Esta "holding" do GES exigiu mesmo receber o dinheiro de venda da Tranquilidade, caso contrário recorrerá para os tribunais.
NOVO BANCO PROMETE REACÇÃO À PROVIDÊNCIA CAUTELAR QUE ANULA VENDA DA TRANQUILIDADE
30 Dezembro 2014, 21:01 por Maria João Gago | mjgago@negocios.pt, Helena Garrido | Helenagarrido@negocios.pt
O banco liderado por Eduardo Stock da Cunha diz que irá pronunciar-se "nos prazos legais aplicáveis" sobre o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa.
O Novo Banco confirma que foi informado pelo Tribunal da Relação de Lisboa "sobre o decretamento de uma providência cautelar que ordena a abstenção da prática de qualquer acto de execução ou preparatório de execução do penhor que detém sobre as acções representativas da totalidade do capital social da Companhia de Seguros Tranquilidade" e diz que esta foi decretada sem audição prévia do banco.
EM COMUNICADO À COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS, O NOVO BANCO DIZ QUE A REFERIDA PROVIDÊNCIA FOI REQUERIDA PELA CSCP II ACQUISITION LUXCO SARL E PELA CCP CREDIT ACQUISITION HOLDINGS LUXCO.
"O Novo Banco está a analisar o acórdão que decretou a providência cautelar e irá pronunciar-se nos prazos legais aplicáveis, através dos meios processuais que entender apropriados", sublinha o documento.
A instituição financeira que ficou com os activos e passivos do BES que foram considerados saudáveis confirma ainda que "acordou com a Calm Eagle Holdings S.a r.l. (a sociedade detida pelos fundos de investimento geridos pela Apollo Global Management LLC com quem foi contratada a venda das acções na Companhia de Seguros Tranquilidade) uma prorrogação do prazo para conclusão da venda das referidas acções".
Com efeito, como a venda da Tranquilidade aos norte-americanos da Apollo foi anulada por esta providência cautelar, decretada pelo juiz desembargador Eurico Reis, a concretização desta operação foi adiada sem data limite.
Sem este acordo de alargamento do prazo de venda, a operação morreria a 31 de Dezembro, que era o prazo legal para estar concluída.
Recorde-se que o Novo Banco anunciou a 16 de Setembro que tinha chegado a acordo com a Apollo quanto aos termos de venda da Tranquilidade. Os termos do negócio prevêem que o Novo Banco receba, em termos líquidos, 44 milhões de euros, sendo que a Apollo se comprometeu ainda a injectar 150 milhões para repor o nível de solidez da seguradora.
Um grupo de obrigacionistas do Espírito Santo Financial Group tinha apresentado em Setembro uma acção civil por se considerarem lesados com esta operação de venda, tendo interposto uma providência cautelar para travar a operação.
Esta seguradora era detida pelo Espírito Santo Financial Group (ESFG). No entanto, a instituição recebeu o penhor sobre a seguradora, dado pelo ESFG como garantia de um crédito que o BES tinha sobre esta "holding" e que passou para o Novo Banco. Para poder vender a Tranquilidade, o Novo Banco teve de executar o penhor, cuja legalidade é contestada pelo ESFG. Esta "holding" do GES exigiu mesmo receber o dinheiro de venda da Tranquilidade, caso contrário recorrerá para os tribunais.
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano 2015,
Cinco manifestações de interesses pelo Novo Banco: é muito, pouco ou quase nada…
Dezembro 30th, 2014
20141230
CINCO MANIFESTAÇÕES DE INTERESSES PELO NOVO BANCO: É MUITO, POUCO OU QUASE NADA...
Expresso
Os interessados em ficar com o Novo Banco têm até ao último dia do ano para darem a cara. Depois disso, e para quem estiver interessado, só se se associar a um dos que já deram o primeiro passo.
Quem não manifestar interesse pelo Novo Banco até às 17h00 desta quarta-feira não poderá liderar a compra do Novo Banco. Isso quer dizer que para entrar na corrida só mesmo se fizer parte de um consórcio com um destes interessados. São para já cinco as manifestações de interesse. São poucas? Face aos anúncios na imprensa nacional e estrangeira e cartas convite enviadas pelo Banco de Portugal a potenciais interessados, não parecem muitos, mas pode haver surpresas até esta quarta-feira.
Depois dos bancos BPI e Santander Totta e dos fundos de investimentos (o norte-americano Apollo e o chinês da Fosun), o Banco Popular junta-se aos quatro candidatos que querem olhar para o dossier do banco que saiu do BES. A hora da verdade chegou com o balanço do Novo Banco, mas o verdadeiro teste será apenas no próximo ano, quando as manifestações de interesse se transformarem em propostas ou não.
Para algumas fontes do sistema financeiro, cinco interessados “é pouco”, tendo em conta que podem não corresponder a propostas. É possível que até esta quarta-feira possam surgir outras manifestações de interesse, mas não é certo. “Seria desejável haver mais interessados, pois há sempre quem fique pelo caminho”, afirma ao Expresso uma fonte do sistema bancário. E recorda: “Muitos poderão não avançar com propostas e não seria a primeira vez que este tipo de operação ficaria às moscas. Já aconteceu na privatização do BPN uma coisa semelhante”.
Ainda assim, os candidatos perfilam-se e as expectativas face a estes são grandes. Ninguém fala de preço. Ainda é cedo, dizem. Mas o ideal seria que a venda igualasse o que foi injetado pelo Fundo de Resolução que dividiu o BES em dois. A capitalização do Novo Banco ascendeu a 4,9 mil milhões de euros – um valor próximo deste já seria bom. Já surgiu um montante para a compra do Novo Banco na casa dos 3,5 mil milhões, que hipoteticamente a Fosun (donos da Fidelidade) poderia dar, mas a avaliação terá sido “prematura” e fonte próxima deste processo não a assume verdadeiramente.
1. O que ganham os que já manifestaram interesse?
O Banco Popular, presente em Portugal desde 2002, pode aumentar a sua dimensão, o Santander Totta reforça a sua posição entre os primeiros bancos do sistema, o BPI resolve um problema e dá um pulo no ranking dos maiores bancos e quanto aos fundos estrangeiros seria a oportunidade de ter um banco europeu, com uma carteira de clientes, em termos empresariais, interessante.
2. Fundos e bancos querem ver melhor os números
Apesar de alguns dos candidatos já terem feito algumas compras em Portugal recentemente, como por exemplo o fundo norte-americano Apollo (que comprou a Tranquilidade, cuja venda foi agora suspensa por causa de um processo) ou os investidores chineses da Fosun (que compraram a Fidelidade e através desta a Espírito Santo Saúde, hoje rebatizada Luz Saúde), também os espanhóis Santander Totta e o Banco Popular manifestaram interesse, mas nem um nem outro se comprometem em apresentar uma proposta.
Para já, só garantem espreitar o dossier e olhar melhor para os números. O mesmo não se pode dizer do BPI. O banco presidido por Fernando Ulrich esteve desde a primeira hora de olhos postos no Novo Banco. Fernando Ulrich foi sempre dizendo que esta é uma oportunidade interessante e que o BPI tem condições para reunir capital. E, agora, mais ainda. Porquê? Com as novas regras de exposição dos bancos europeus a países terceiros exigidas pelo Banco Central Europeu (BCE), onde se inclui Angola, o BPI precisa de aumentar os seus ativos para que o Banco de Fomento de Angola (onde detém 50,1%) pese menos no seu rácio.
É que a ponderação da dívida angolana vai passar a pesar 100% para efeitos de rácio de capital, quando pesava entre 0% a 20%. Uma penalização para quem, como o BPI, detém uma participação maioritária num banco em Angola. Por isso, o BPI tem várias alternativas: comprar o Novo Banco (para aumentar ativos e diluir peso desta medida do BCE), aumentar o capital para ajustar a contabilização em Angola, reduzir a posição no BFA, ou reduzir a exposição de dívida pública em Angola. Para isso, o BCE vai dar tempo, mas se conseguir comprar o Novo Banco, tudo poderá ser mais fácil. Resta saber no final do dia qual o preço a pagar pelo banco liderado por Eduardo Stock da Cunha.
3. Calendário da venda
Será o BPN Paribas que vai assessorar o Banco de Portugal na operação de venda. Depois desta fase de manifestações de interesse, em fevereiro os potenciais interessados deverão enviar as propostas de compra não-vinculativas (non-binding offer) e entre março e abril irá decorrer a análise preliminar das contas do Novo Banco (due dillegence), fase a que se segue a apresentação das ofertas vinculativas (entre maio e junho).
Se tudo correr bem e nenhum prazo derrapar e as ofertas chegarem a bom porto, o negócio poderá estar fechado em julho. Fora da corrida ficam os acionistas do Novo Banco que nos dois anos anteriores à resolução do BES tiveram posições qualificadas (iguais ou superiores a 2%). Este é um dos pré-requisitos para a aceitação das propostas de compra, que deixa de fora o Crédit Agricole, a Goldman Sachs, o brasileiro Bradesco e o fundo Blackrock, entre outros.
(Fim de citação)
Cinco manifestações de interesses pelo Novo Banco: é muito, pouco ou quase nada…
Dezembro 30th, 2014
20141230
CINCO MANIFESTAÇÕES DE INTERESSES PELO NOVO BANCO: É MUITO, POUCO OU QUASE NADA...
Expresso
Os interessados em ficar com o Novo Banco têm até ao último dia do ano para darem a cara. Depois disso, e para quem estiver interessado, só se se associar a um dos que já deram o primeiro passo.
Quem não manifestar interesse pelo Novo Banco até às 17h00 desta quarta-feira não poderá liderar a compra do Novo Banco. Isso quer dizer que para entrar na corrida só mesmo se fizer parte de um consórcio com um destes interessados. São para já cinco as manifestações de interesse. São poucas? Face aos anúncios na imprensa nacional e estrangeira e cartas convite enviadas pelo Banco de Portugal a potenciais interessados, não parecem muitos, mas pode haver surpresas até esta quarta-feira.
Depois dos bancos BPI e Santander Totta e dos fundos de investimentos (o norte-americano Apollo e o chinês da Fosun), o Banco Popular junta-se aos quatro candidatos que querem olhar para o dossier do banco que saiu do BES. A hora da verdade chegou com o balanço do Novo Banco, mas o verdadeiro teste será apenas no próximo ano, quando as manifestações de interesse se transformarem em propostas ou não.
Para algumas fontes do sistema financeiro, cinco interessados “é pouco”, tendo em conta que podem não corresponder a propostas. É possível que até esta quarta-feira possam surgir outras manifestações de interesse, mas não é certo. “Seria desejável haver mais interessados, pois há sempre quem fique pelo caminho”, afirma ao Expresso uma fonte do sistema bancário. E recorda: “Muitos poderão não avançar com propostas e não seria a primeira vez que este tipo de operação ficaria às moscas. Já aconteceu na privatização do BPN uma coisa semelhante”.
Ainda assim, os candidatos perfilam-se e as expectativas face a estes são grandes. Ninguém fala de preço. Ainda é cedo, dizem. Mas o ideal seria que a venda igualasse o que foi injetado pelo Fundo de Resolução que dividiu o BES em dois. A capitalização do Novo Banco ascendeu a 4,9 mil milhões de euros – um valor próximo deste já seria bom. Já surgiu um montante para a compra do Novo Banco na casa dos 3,5 mil milhões, que hipoteticamente a Fosun (donos da Fidelidade) poderia dar, mas a avaliação terá sido “prematura” e fonte próxima deste processo não a assume verdadeiramente.
1. O que ganham os que já manifestaram interesse?
O Banco Popular, presente em Portugal desde 2002, pode aumentar a sua dimensão, o Santander Totta reforça a sua posição entre os primeiros bancos do sistema, o BPI resolve um problema e dá um pulo no ranking dos maiores bancos e quanto aos fundos estrangeiros seria a oportunidade de ter um banco europeu, com uma carteira de clientes, em termos empresariais, interessante.
2. Fundos e bancos querem ver melhor os números
Apesar de alguns dos candidatos já terem feito algumas compras em Portugal recentemente, como por exemplo o fundo norte-americano Apollo (que comprou a Tranquilidade, cuja venda foi agora suspensa por causa de um processo) ou os investidores chineses da Fosun (que compraram a Fidelidade e através desta a Espírito Santo Saúde, hoje rebatizada Luz Saúde), também os espanhóis Santander Totta e o Banco Popular manifestaram interesse, mas nem um nem outro se comprometem em apresentar uma proposta.
Para já, só garantem espreitar o dossier e olhar melhor para os números. O mesmo não se pode dizer do BPI. O banco presidido por Fernando Ulrich esteve desde a primeira hora de olhos postos no Novo Banco. Fernando Ulrich foi sempre dizendo que esta é uma oportunidade interessante e que o BPI tem condições para reunir capital. E, agora, mais ainda. Porquê? Com as novas regras de exposição dos bancos europeus a países terceiros exigidas pelo Banco Central Europeu (BCE), onde se inclui Angola, o BPI precisa de aumentar os seus ativos para que o Banco de Fomento de Angola (onde detém 50,1%) pese menos no seu rácio.
É que a ponderação da dívida angolana vai passar a pesar 100% para efeitos de rácio de capital, quando pesava entre 0% a 20%. Uma penalização para quem, como o BPI, detém uma participação maioritária num banco em Angola. Por isso, o BPI tem várias alternativas: comprar o Novo Banco (para aumentar ativos e diluir peso desta medida do BCE), aumentar o capital para ajustar a contabilização em Angola, reduzir a posição no BFA, ou reduzir a exposição de dívida pública em Angola. Para isso, o BCE vai dar tempo, mas se conseguir comprar o Novo Banco, tudo poderá ser mais fácil. Resta saber no final do dia qual o preço a pagar pelo banco liderado por Eduardo Stock da Cunha.
3. Calendário da venda
Será o BPN Paribas que vai assessorar o Banco de Portugal na operação de venda. Depois desta fase de manifestações de interesse, em fevereiro os potenciais interessados deverão enviar as propostas de compra não-vinculativas (non-binding offer) e entre março e abril irá decorrer a análise preliminar das contas do Novo Banco (due dillegence), fase a que se segue a apresentação das ofertas vinculativas (entre maio e junho).
Se tudo correr bem e nenhum prazo derrapar e as ofertas chegarem a bom porto, o negócio poderá estar fechado em julho. Fora da corrida ficam os acionistas do Novo Banco que nos dois anos anteriores à resolução do BES tiveram posições qualificadas (iguais ou superiores a 2%). Este é um dos pré-requisitos para a aceitação das propostas de compra, que deixa de fora o Crédit Agricole, a Goldman Sachs, o brasileiro Bradesco e o fundo Blackrock, entre outros.
(Fim de citação)
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano 2015,
Para mim não será nenhum .Vai voltar tudo a primeira estaca ou seja BES.Isto que aconteceu ao BES não foi uma falência, foi uma gigantesca fraude.Primeiro tentem encontrar os ladrões , depois os lesados com todas estas vigarices e paguem- lhes,por último tentemvender o que sobrar se é que sobra alguma coisa.Para dar o exemplo do que se passa em quererem vender o Novo Banco, era com se tivessem assaltado a minha casa,depois até já conhecia alguns dos ladrões ( pois a quadrilha é tão grande que vai ser impossível conhecer todos os ladrões ) e por fim passar num centro comercial e ver as minhas coisas a venda.Isto correu mal para estes vigaristas,porque isto mete estrangeiros e não só os bacocos dos portugueses.
Para mim não será nenhum .Vai voltar tudo a primeira estaca ou seja BES.Isto que aconteceu ao BES não foi uma falência, foi uma gigantesca fraude.Primeiro tentem encontrar os ladrões , depois os lesados com todas estas vigarices e paguem- lhes,por último tentemvender o que sobrar se é que sobra alguma coisa.Para dar o exemplo do que se passa em quererem vender o Novo Banco, era com se tivessem assaltado a minha casa,depois até já conhecia alguns dos ladrões ( pois a quadrilha é tão grande que vai ser impossível conhecer todos os ladrões ) e por fim passar num centro comercial e ver as minhas coisas a venda.Isto correu mal para estes vigaristas,porque isto mete estrangeiros e não só os bacocos dos portugueses.
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Re: BES - A LUTA
euro-born Escreveu:Tendo presente a capitalização bolsista do BCP e do BPI, está a ficar mais difícil um bom preço para o Novo Banco....
Market Cap
BCP 3.7B€
BPI 1.4B€
NOVO BANCO = (aprox) ao BCP e 2xBPI, logo:
NOVO BANCO = 3.7B€ e 2.8B€, logo terá valor de 3.25B€, com desconto de 25%, chegamos a 2.4B€
Estimo preço de compra entre 2.1 e 2.7B€.
alguém tem opinião sobre assunto de tamanha importância.
Já agora quem será o comprador?
Acham possível parceria na compra entre BPI e CHINA (Angola no meio)?
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Re: BES - A LUTA
Boas,
Por que é que o melhor modelo de governance não evitou a queda do BES?
BN
Garfield
Por que é que o melhor modelo de governance não evitou a queda do BES?
Economico.pt Escreveu:O BES foi a única empresa cotada portuguesa a alcançar, durante quatro anos consecutivos, a nota máxima no grau de acolhimento das recomendações do regulador.
Em seis anos nunca abri a boca, entrava mudo e saía calado. Bem como todos os restantes administradores. As palavras são de Nuno Godinho de Matos, o administrador independente do BES que sabia tanto de bancos como de calceteiro, em entrevista ao Jornal i pouco tempo após a falência do banco. Se em teoria cabe aos administradores independentes questionar e fiscalizar a actuação dos administradores executivos do banco, na prática, a presença de Godinho de Matos servia para dar um toque da antiga esquerda revolucionária ao ‘board' do banco, segundo o próprio, além de valer um ‘check' na longa lista de recomendações do regulador: De entre os administradores não executivos deve contar-se um número adequado de administradores independentes (...), que não pode em caso algum ser inferior a um quarto do número total de administradores. Checked.
BN
Garfield
Re: BES - A LUTA
Tendo presente a capitalização bolsista do BCP e do BPI, está a ficar mais difícil um bom preço para o Novo Banco....
Market Cap
BCP 3.7B€
BPI 1.4B€
NOVO BANCO = (aprox) ao BCP e 2xBPI, logo:
NOVO BANCO = 3.7B€ e 2.8B€, logo terá valor de 3.25B€, com desconto de 25%, chegamos a 2.4B€
Estimo preço de compra entre 2.1 e 2.7B€.
Market Cap
BCP 3.7B€
BPI 1.4B€
NOVO BANCO = (aprox) ao BCP e 2xBPI, logo:
NOVO BANCO = 3.7B€ e 2.8B€, logo terá valor de 3.25B€, com desconto de 25%, chegamos a 2.4B€
Estimo preço de compra entre 2.1 e 2.7B€.
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Re: BES - A LUTA
Santa Maria Escreveu:
NOVO BANCO PRETENDE “BLINDAGEM” CONTRA TRIBUNAIS
Dezembro 29th, 2014
Ai agora o Banco de Portugal já é Tribunal de Portugal com o Juíz Carlos Costa à cabeça?
Ainda me vou rir disto tudo se algum Juíz revogar o Fundo de Resolução
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano 2015,
FOSUN PODE SER UM DOS MAIORES GRUPOS PORTUGUESES
DEZEMBRO 29TH, 2014
Citamos:
Económico
Maria Ana Barroso
Se vencer a corrida pela compra do Novo Banco, a Fosun irá, em menos de um ano, passar a figurar no rol dos grupos económicos mais relevantes do mercado nacional.
Desde que apontou agulhas a Portugal, já adquiriu a principal seguradora portuguesa, a Fidelidade, venceu uma concorrida luta pela compra da Espírito Santo Saúde e é accionista qualificado, com cerca de 5%, da REN.
O processo de privatização da Fidelidade, maior seguradora do mercado nacional, fez apontar radares a um grupo chinês até então quase desconhecido em Portugal. A Fosun ganhou a corrida, oficializando a compra em Maio. Na altura, os responsáveis do maior grupo privado chinês deram a entender que a compra da seguradora seria apenas um ponto de partida, tendo então referido que estariam atentos a outras “oportunidades de investimento”. E rapidamente se percebeu que assim seria, de facto.
Ainda o dossier Fidelidade não tinha arrefecido quando em Junho tomaram uma posição relevante na REN, onde hoje detêm já cerca de 5% do capital, através da seguradora. Vencem poucos meses depois a disputada corrida à compra da Espírito Santo Saúde, também pela Fidelidade.
Agora, é via Fosun que se lançam no processo de luta pelo Novo Banco. Irão levar o processo até ao fim? E, se sim, conseguirão superar, por exemplo, actores fortes do mercado português como o Santander e o BPI? É demasiado cedo para saber. Mas, se assim for, deixarão definitivamente de poder ser ignorados no panorama económico nacional.
Se couber contudo a um dos bancos do mercado a vitória nesta corrida, pode estar em jogo a liderança do universo bancário português. O activo conjunto do Novo Banco e do Santander, por exemplo, é superior ao da Caixa Geral de Depósitos, de acordo com as últimas contas. Da mesma forma, a carteira de crédito do BPI e do Novo Banco vale mais, no seu todo, do que a do banco público.
Entre os interessados – o prazo termina às 17h de quarta-feira -, estão ainda os norte-americanos da Apollo, que estão perto de concretizar a compra da Tranquilidade após terem perdido a disputa pela Fidelidade.
FOSUN PODE SER UM DOS MAIORES GRUPOS PORTUGUESES
DEZEMBRO 29TH, 2014
Citamos:
Económico
Maria Ana Barroso
Se vencer a corrida pela compra do Novo Banco, a Fosun irá, em menos de um ano, passar a figurar no rol dos grupos económicos mais relevantes do mercado nacional.
Desde que apontou agulhas a Portugal, já adquiriu a principal seguradora portuguesa, a Fidelidade, venceu uma concorrida luta pela compra da Espírito Santo Saúde e é accionista qualificado, com cerca de 5%, da REN.
O processo de privatização da Fidelidade, maior seguradora do mercado nacional, fez apontar radares a um grupo chinês até então quase desconhecido em Portugal. A Fosun ganhou a corrida, oficializando a compra em Maio. Na altura, os responsáveis do maior grupo privado chinês deram a entender que a compra da seguradora seria apenas um ponto de partida, tendo então referido que estariam atentos a outras “oportunidades de investimento”. E rapidamente se percebeu que assim seria, de facto.
Ainda o dossier Fidelidade não tinha arrefecido quando em Junho tomaram uma posição relevante na REN, onde hoje detêm já cerca de 5% do capital, através da seguradora. Vencem poucos meses depois a disputada corrida à compra da Espírito Santo Saúde, também pela Fidelidade.
Agora, é via Fosun que se lançam no processo de luta pelo Novo Banco. Irão levar o processo até ao fim? E, se sim, conseguirão superar, por exemplo, actores fortes do mercado português como o Santander e o BPI? É demasiado cedo para saber. Mas, se assim for, deixarão definitivamente de poder ser ignorados no panorama económico nacional.
Se couber contudo a um dos bancos do mercado a vitória nesta corrida, pode estar em jogo a liderança do universo bancário português. O activo conjunto do Novo Banco e do Santander, por exemplo, é superior ao da Caixa Geral de Depósitos, de acordo com as últimas contas. Da mesma forma, a carteira de crédito do BPI e do Novo Banco vale mais, no seu todo, do que a do banco público.
Entre os interessados – o prazo termina às 17h de quarta-feira -, estão ainda os norte-americanos da Apollo, que estão perto de concretizar a compra da Tranquilidade após terem perdido a disputa pela Fidelidade.
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano 2015,
NOVO BANCO PRETENDE “BLINDAGEM” CONTRA TRIBUNAIS
Dezembro 29th, 2014
Citamos:
Jornal de Negócios
A alienação do banco segue indiferente a processos contra a resolução do BES. O comprador terá garantia para se proteger da litigância. Ameaça de nova acção da Goldman Sachs não afasta interessados. Apollo é a próxima a avançar.
O processo de venda do Novo Banco vai ser blindado contra as consequências dos processos judiciais que já correm ou venham a entrar nos tribunais contestando a resolução do BES e outras decisões tomadas pelo Banco de Portugal (BdP) no quadro desta medida. Todos os potenciais compradores do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha preparam-se para exigir uma garantia que salvaguarde os seus interesses dos efeitos da litigância à volta do Novo Banco. Uma rede de segurança que deve ser dada pelo Fundo de Resolução, accionista da instituição.
Depois de 20 fundos que investiram em dívida subordinada do BES terem contestado judicialmente a resolução do banco e processado o Governo, BdP e CMVM, a Goldman Sachs ameaçou o supervisor bancário com nova acção judicial. Mas nem os processos já em curso nem este ultimato afastaram os interessados na compra do Novo Banco. BPI, Santander e Fosun já avançaram com manifestações de interesse. A Apollo, gestora norte-americana de “private equity”, será dos próximos candidatos a formalizar a entrada no processo, sabe o Negócios.
Braço-de-ferro entre Goldman Sachs e BdP
Apesar de não ter consequências imediatas na venda do Novo Banco, o braço-de-ferro entre a Goldman Sachs e o BdP promete fazer correr muita tinta. O banco de investimento norte-americano contesta o facto de o supervisor ter decidido fazer regressar ao BES um empréstimo de 834 milhões de dólares concedido a esta instituição em Julho, através da Oak Finance, um veículo sedeado no Luxemburgo que actuava por conta da Goldman Sachs. A resolução, de 22 de Dezembro, dita perdas de idêntico valor para a instituição que tem no conselho consultivo o ex-ministro do PSD José Luís Arnaut.
A decisão da entidade liderada por Carlos Costa foi baseada no facto de, em Julho, a Goldman Sachs ter tido uma participação qualificada (superior a 2%) no banco. Segundo a legislação europeia, ficam no “banco mau” as responsabilidades perante entidades que tenham tido posições qualificadas no banco alvo da resolução nos dois anos anteriores.
O banco norte-americano garante que esta participação não era sua, mas detida “no sentido de facilitar a transacção de clientes”, como afirmou a 23 de Julho fonte oficial da Goldman às agências noticiosas. E acusa o BdP de, com a sua decisão, estar a “contrariar expectativas” criadas pelo supervisor. Isto porque alega que, “a 11 de Agosto de 2014, um alto representante do BdP explicitamente confirmou por escrito à Goldman Sachs a transferência dessas obrigações sénior [que financiaram o BES] para o Novo Banco”.
A entidade liderada por Carlos Costa contesta estas alegações, assegurando que a carta que recebeu do banco “não fazia qualquer referência ao crédito da Oak Finance” e que “a resposta foi também genérica, sem qualquer menção ao referido crédito”. Até porque, sublinha, “àquela data, não era do conhecimento do BdP que a Oak Finance actuava por conta da Goldman Sachs”.
O supervisor aponta ainda o dedo ao banco de investimento, revelando que os contactos com a Oak e o seu accionista Stichting Oak Finance “não permitiram conhecer a identidade do beneficiário das sociedades”. A sua ligação à Goldman Sachs foi “determinada” posteriormente “por outro meios”, levando o BdP a decidir devolver ao BES o crédito dado pela Oak. Para o supervisor também não há dúvidas de que o banco norte-americano foi accionista qualificado do BES, uma vez que nos comunicados enviados à CMVM nunca disse actuar em nome de clientes.
Perda da Goldman Sachs reforça solidez do NB
O regresso ao “banco mau” do crédito que o BES obteve junto da Goldman Sachs, e que foi concedido através da Oak Finance, vai reforçar o nível de solidez do Novo Banco e ditar uma perda no banco de investimento. Esta alteração ao perímetro de activos do banco de transição liberta 548,3 milhões de euros de reservas, o que permitirá aumentar o rácio de capital mais exigente da instituição em cerca de um ponto percentual. Tendo em conta o balanço de abertura do Novo Banco, o rácio de solidez mais exigente passaria assim de 9,2% para mais de 10%. Este reforço de solidez só terá reflexos no banco liderado por Eduardo Stock da Cunha quando forem fechadas as contas relativas a 31 de Dezembro de 2014. Isto porque a transferência do crédito da Oak para o BES só aconteceu depois da decisão do Banco de Portugal adoptada a 22 de Dezembro.
NOVO BANCO PRETENDE “BLINDAGEM” CONTRA TRIBUNAIS
Dezembro 29th, 2014
Citamos:
Jornal de Negócios
A alienação do banco segue indiferente a processos contra a resolução do BES. O comprador terá garantia para se proteger da litigância. Ameaça de nova acção da Goldman Sachs não afasta interessados. Apollo é a próxima a avançar.
O processo de venda do Novo Banco vai ser blindado contra as consequências dos processos judiciais que já correm ou venham a entrar nos tribunais contestando a resolução do BES e outras decisões tomadas pelo Banco de Portugal (BdP) no quadro desta medida. Todos os potenciais compradores do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha preparam-se para exigir uma garantia que salvaguarde os seus interesses dos efeitos da litigância à volta do Novo Banco. Uma rede de segurança que deve ser dada pelo Fundo de Resolução, accionista da instituição.
Depois de 20 fundos que investiram em dívida subordinada do BES terem contestado judicialmente a resolução do banco e processado o Governo, BdP e CMVM, a Goldman Sachs ameaçou o supervisor bancário com nova acção judicial. Mas nem os processos já em curso nem este ultimato afastaram os interessados na compra do Novo Banco. BPI, Santander e Fosun já avançaram com manifestações de interesse. A Apollo, gestora norte-americana de “private equity”, será dos próximos candidatos a formalizar a entrada no processo, sabe o Negócios.
Braço-de-ferro entre Goldman Sachs e BdP
Apesar de não ter consequências imediatas na venda do Novo Banco, o braço-de-ferro entre a Goldman Sachs e o BdP promete fazer correr muita tinta. O banco de investimento norte-americano contesta o facto de o supervisor ter decidido fazer regressar ao BES um empréstimo de 834 milhões de dólares concedido a esta instituição em Julho, através da Oak Finance, um veículo sedeado no Luxemburgo que actuava por conta da Goldman Sachs. A resolução, de 22 de Dezembro, dita perdas de idêntico valor para a instituição que tem no conselho consultivo o ex-ministro do PSD José Luís Arnaut.
A decisão da entidade liderada por Carlos Costa foi baseada no facto de, em Julho, a Goldman Sachs ter tido uma participação qualificada (superior a 2%) no banco. Segundo a legislação europeia, ficam no “banco mau” as responsabilidades perante entidades que tenham tido posições qualificadas no banco alvo da resolução nos dois anos anteriores.
O banco norte-americano garante que esta participação não era sua, mas detida “no sentido de facilitar a transacção de clientes”, como afirmou a 23 de Julho fonte oficial da Goldman às agências noticiosas. E acusa o BdP de, com a sua decisão, estar a “contrariar expectativas” criadas pelo supervisor. Isto porque alega que, “a 11 de Agosto de 2014, um alto representante do BdP explicitamente confirmou por escrito à Goldman Sachs a transferência dessas obrigações sénior [que financiaram o BES] para o Novo Banco”.
A entidade liderada por Carlos Costa contesta estas alegações, assegurando que a carta que recebeu do banco “não fazia qualquer referência ao crédito da Oak Finance” e que “a resposta foi também genérica, sem qualquer menção ao referido crédito”. Até porque, sublinha, “àquela data, não era do conhecimento do BdP que a Oak Finance actuava por conta da Goldman Sachs”.
O supervisor aponta ainda o dedo ao banco de investimento, revelando que os contactos com a Oak e o seu accionista Stichting Oak Finance “não permitiram conhecer a identidade do beneficiário das sociedades”. A sua ligação à Goldman Sachs foi “determinada” posteriormente “por outro meios”, levando o BdP a decidir devolver ao BES o crédito dado pela Oak. Para o supervisor também não há dúvidas de que o banco norte-americano foi accionista qualificado do BES, uma vez que nos comunicados enviados à CMVM nunca disse actuar em nome de clientes.
Perda da Goldman Sachs reforça solidez do NB
O regresso ao “banco mau” do crédito que o BES obteve junto da Goldman Sachs, e que foi concedido através da Oak Finance, vai reforçar o nível de solidez do Novo Banco e ditar uma perda no banco de investimento. Esta alteração ao perímetro de activos do banco de transição liberta 548,3 milhões de euros de reservas, o que permitirá aumentar o rácio de capital mais exigente da instituição em cerca de um ponto percentual. Tendo em conta o balanço de abertura do Novo Banco, o rácio de solidez mais exigente passaria assim de 9,2% para mais de 10%. Este reforço de solidez só terá reflexos no banco liderado por Eduardo Stock da Cunha quando forem fechadas as contas relativas a 31 de Dezembro de 2014. Isto porque a transferência do crédito da Oak para o BES só aconteceu depois da decisão do Banco de Portugal adoptada a 22 de Dezembro.
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano 2015,
Opinião: Novo Banco velhos problemas
Dezembro 28th, 2014
Jornal de Negócios
Novo Banco velhos problemas
Editorial de Helena Garrido, Diretora
Cerca de 20 fundos de investimento internacionais com obrigações subordinadas do BES estão a processar a Comissão Europeia, o Banco de Portugal, a Comissão de Mercados de Valores Mobiliários e o Governo.
Um grupo português de advogados já representa quase duas centenas de clientes do BES que perderam as suas poupanças.
O Goldman Sachs está a contestar a recente decisão do Banco de Portugal de colocar no “banco mau” um empréstimo ao BES que se descobriu afinal que tinha sido feito por sua conta.
A venda da Tranquilidade ao fundo Apollo, que deveria ter sido concretizada até ao fim do ano, teve de ser anulada e reiniciada sem limite de prazo, na sequência de uma providência cautelar que o Tribunal da Relação aceitou. O novo plano tem de ser agora aprovado pelo ISP.
Começaram a dar à costa os primeiros processos contra o modelo de intervenção no BES. Fundos de investimento mais ou menos agressivos, pequenos investidores e grandes bancos preparam-se para tentar retirar um quinhão …
Opinião: Novo Banco velhos problemas
Dezembro 28th, 2014
Jornal de Negócios
Novo Banco velhos problemas
Editorial de Helena Garrido, Diretora
Cerca de 20 fundos de investimento internacionais com obrigações subordinadas do BES estão a processar a Comissão Europeia, o Banco de Portugal, a Comissão de Mercados de Valores Mobiliários e o Governo.
Um grupo português de advogados já representa quase duas centenas de clientes do BES que perderam as suas poupanças.
O Goldman Sachs está a contestar a recente decisão do Banco de Portugal de colocar no “banco mau” um empréstimo ao BES que se descobriu afinal que tinha sido feito por sua conta.
A venda da Tranquilidade ao fundo Apollo, que deveria ter sido concretizada até ao fim do ano, teve de ser anulada e reiniciada sem limite de prazo, na sequência de uma providência cautelar que o Tribunal da Relação aceitou. O novo plano tem de ser agora aprovado pelo ISP.
Começaram a dar à costa os primeiros processos contra o modelo de intervenção no BES. Fundos de investimento mais ou menos agressivos, pequenos investidores e grandes bancos preparam-se para tentar retirar um quinhão …
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Re: BES - A LUTA
Bom Ano,
23 DEZ 2014
Tiago Freire
OS ALENTEJANOS DO BES
TIAGO FREIRE
23 Dez 2014
Há uma piada daquelas já velhas que diz o seguinte: “Quantos alentejanos são precisos para mudar uma lâmpada? Oito. Um para segurar a lâmpada e sete para rodar o banco”.
Pedindo desde já desculpa pelo chauvinismo politicamente incorrecto da piadola, devo dizer que me tenho lembrado muitas vezes dela, ao ver as audições da comissão parlamentarde inquérito ao caso BES. Com mais de uma dezena de sessões, entre elas as de vários dos principais protagonistas do dossier, é possível fazer já um primeiro balanço do que se soube, do que não se soube, e do que nunca se vai saber. Acima de tudo, está a desenhar-se, com assinalável nitidez, a narrativa de que o maior escândalo financeiro do País em muitas décadas foi o trabalho de um homem só: Ricardo Salgado.
No parlamento já vimos de tudo: supervisores que dizem ter feito o que deviam ou, pelo menos, o que podiam; governantes a dizer que não fizeram nada, apenas assinaram de cruz o que o Banco de Portugal decidiu sozinho; “arrependidos” que colaboraram com as autoridades na descoberta dos problemas; auditores que acordaram de repente de um prolongado torpor; e administradores, muitos administradores, que de nada sabiam. Pior que isso, aparentemente nada faziam. O discurso tem sido o mesmo com poucas variantes: “Não sabia; não tinha de saber; não era o meu pelouro; era do meu pelouro mas era decidido pelo dr. Ricardo Salgado; confiava nas decisões do dr. Ricardo Salgado; o dr. Ricardo Salgado centralizava tudo, e não havia razões para duvidar de tal génio da finança”.
Em primeiro lugar, é preciso dizer que isto é mentira. Sejamos claros: não é, pura e simplesmente possível que Ricardo Salgado tivesse sido o único a saber de tudo e a fazer tudo. Só falta darem-nos a fotografia de Salgado sentado à mesa de ‘trading’,a passar obrigações de uma empresa para outra. É mentira. Em segundo lugar, o panorama que temos agora da administração do BES é eloquente. Nada sabiam, nada faziam. Chegavam ao ponto de receber milhões sem saber porquê ou de quem, e achavam normal estar sentados num conselho de administração para, apenas, aquecer as cadeiras.
Muitos dos administradores do BES foram uma de três coisas: ou activos, tendo ajudado nas irregularidades; ou coniventes, sabendo do que se fazia e não mexendo uma palha para o contrariar; ou incompetentes, porque não viram ou não quiseram ver o que se passava debaixo do seu aristocrático nariz. Banqueiros que achavam que para o ser bastava estar na administração de um banco, ou ser da família certa, independentemente do mérito, da competência, da verticalidade. No Alentejo que foi o BES, não foram precisas oito pessoas para mudar a lâmpada. Foi Salgado, sozinho, quem construiu a casa, analisou o fusível avariado, foi comprar a lâmpada e o banco à loja, subiu ao banco e resolveu tudo. Sozinho, com o seu génio omnipotente.
23 DEZ 2014
Tiago Freire
OS ALENTEJANOS DO BES
TIAGO FREIRE
23 Dez 2014
Há uma piada daquelas já velhas que diz o seguinte: “Quantos alentejanos são precisos para mudar uma lâmpada? Oito. Um para segurar a lâmpada e sete para rodar o banco”.
Pedindo desde já desculpa pelo chauvinismo politicamente incorrecto da piadola, devo dizer que me tenho lembrado muitas vezes dela, ao ver as audições da comissão parlamentarde inquérito ao caso BES. Com mais de uma dezena de sessões, entre elas as de vários dos principais protagonistas do dossier, é possível fazer já um primeiro balanço do que se soube, do que não se soube, e do que nunca se vai saber. Acima de tudo, está a desenhar-se, com assinalável nitidez, a narrativa de que o maior escândalo financeiro do País em muitas décadas foi o trabalho de um homem só: Ricardo Salgado.
No parlamento já vimos de tudo: supervisores que dizem ter feito o que deviam ou, pelo menos, o que podiam; governantes a dizer que não fizeram nada, apenas assinaram de cruz o que o Banco de Portugal decidiu sozinho; “arrependidos” que colaboraram com as autoridades na descoberta dos problemas; auditores que acordaram de repente de um prolongado torpor; e administradores, muitos administradores, que de nada sabiam. Pior que isso, aparentemente nada faziam. O discurso tem sido o mesmo com poucas variantes: “Não sabia; não tinha de saber; não era o meu pelouro; era do meu pelouro mas era decidido pelo dr. Ricardo Salgado; confiava nas decisões do dr. Ricardo Salgado; o dr. Ricardo Salgado centralizava tudo, e não havia razões para duvidar de tal génio da finança”.
Em primeiro lugar, é preciso dizer que isto é mentira. Sejamos claros: não é, pura e simplesmente possível que Ricardo Salgado tivesse sido o único a saber de tudo e a fazer tudo. Só falta darem-nos a fotografia de Salgado sentado à mesa de ‘trading’,a passar obrigações de uma empresa para outra. É mentira. Em segundo lugar, o panorama que temos agora da administração do BES é eloquente. Nada sabiam, nada faziam. Chegavam ao ponto de receber milhões sem saber porquê ou de quem, e achavam normal estar sentados num conselho de administração para, apenas, aquecer as cadeiras.
Muitos dos administradores do BES foram uma de três coisas: ou activos, tendo ajudado nas irregularidades; ou coniventes, sabendo do que se fazia e não mexendo uma palha para o contrariar; ou incompetentes, porque não viram ou não quiseram ver o que se passava debaixo do seu aristocrático nariz. Banqueiros que achavam que para o ser bastava estar na administração de um banco, ou ser da família certa, independentemente do mérito, da competência, da verticalidade. No Alentejo que foi o BES, não foram precisas oito pessoas para mudar a lâmpada. Foi Salgado, sozinho, quem construiu a casa, analisou o fusível avariado, foi comprar a lâmpada e o banco à loja, subiu ao banco e resolveu tudo. Sozinho, com o seu génio omnipotente.
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Re: BES - A LUTA
Boas,
De acordo com o Jornal de Negócios foi decidido blindar a venda do Novo Banco contra os resultados dos diversos processos nos tribunais.
BN
Garfield
De acordo com o Jornal de Negócios foi decidido blindar a venda do Novo Banco contra os resultados dos diversos processos nos tribunais.
Negocios.pt Escreveu:A alienação do banco segue indiferente a processos contra a resolução do BES. O comprador terá garantia para se proteger da litigância. Ameaça de nova acção da Goldman Sachs não afasta interessados. Apollo é a próxima a avançar.
BN
Garfield
Re: BES - A LUTA
katolo, os actuais donos do Novo Banco é o Fundo de Garantia.
Abraço,
Ulisses
Abraço,
Ulisses
Re: BES - A LUTA
Uiiiii...
Isso levará a novos processos dos atuais donos se houver bronca!
Ai que isto está bonito está! Já estou a ver a Swapeira e o Sonâmbulo a cantarem: "Ò tempo, volta para trás"
Isso levará a novos processos dos atuais donos se houver bronca!
Ai que isto está bonito está! Já estou a ver a Swapeira e o Sonâmbulo a cantarem: "Ò tempo, volta para trás"
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Re: BES - A LUTA
katolo, parece claro que quem comprar o Nov Banco compra com uma cláusula que os processos do Novo Banco ficam com os actuais proprietários.
Abraço,
Ulisses
Abraço,
Ulisses
Re: BES - A LUTA
Fico parvo como há interessados no Novo banco, sabendo dos problemas que poderão advir da Justiça
Com a Tranquilidade já começou o calvário! Outros se seguirão...
Mais vale o Estado/BdP reunirem-se com antigos credores/acionistas e chegarem a um acordo extrajudicial, porque está-se mesmo a ver que vai novamente sobrar para o Zé Povinho. Aquele que a Ministra garantiu que nem um tostão pagaria pelo Fundo de Resolução
Com a Tranquilidade já começou o calvário! Outros se seguirão...
Mais vale o Estado/BdP reunirem-se com antigos credores/acionistas e chegarem a um acordo extrajudicial, porque está-se mesmo a ver que vai novamente sobrar para o Zé Povinho. Aquele que a Ministra garantiu que nem um tostão pagaria pelo Fundo de Resolução
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Re: BES - A LUTA
Boas Festas,
MAIS DE CEM PROCESSOS EM TRIBUNAL CONTRA O FIM DO BES
Não são só investidores internacionais a recorrer à Justiça. Em Braga, nesta semana, entrará nova ação
Publicado às 00.25
ALEXANDRA FIGUEIRA
Mais de cem processos em tribunal contra o fim do BES
Fundos internacionais querem saber como foi tomada a decisão de fazer os bancos bom e mau
Esta semana, dará entrada, em Braga, uma nova ação-crime a propósito do desmoronar do Banco Espírito Santo (BES), interposta por um cliente que reclama ter perdido mais de cem mil euros. Irá juntar-se a uma centena de ações cíveis e nove criminais, disse este sábado ao JN Henrique Prior, de um grupo de advogados que tem recebido clientes de todo o país.
Representam mais de duas centenas de pessoas. Como o casal idoso que ficou sem 300 mil euros poupados ao longo da vida. Em média, diz, cada cliente ficou sem cem mil euros, ou seja, a perda reclamada poderá ascender a 20 milhões.
Jornal Noticias
MAIS DE CEM PROCESSOS EM TRIBUNAL CONTRA O FIM DO BES
Não são só investidores internacionais a recorrer à Justiça. Em Braga, nesta semana, entrará nova ação
Publicado às 00.25
ALEXANDRA FIGUEIRA
Mais de cem processos em tribunal contra o fim do BES
Fundos internacionais querem saber como foi tomada a decisão de fazer os bancos bom e mau
Esta semana, dará entrada, em Braga, uma nova ação-crime a propósito do desmoronar do Banco Espírito Santo (BES), interposta por um cliente que reclama ter perdido mais de cem mil euros. Irá juntar-se a uma centena de ações cíveis e nove criminais, disse este sábado ao JN Henrique Prior, de um grupo de advogados que tem recebido clientes de todo o país.
Representam mais de duas centenas de pessoas. Como o casal idoso que ficou sem 300 mil euros poupados ao longo da vida. Em média, diz, cada cliente ficou sem cem mil euros, ou seja, a perda reclamada poderá ascender a 20 milhões.
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