Caldeirão da Bolsa

Salários Públicos e Privados

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por kostta » 8/10/2006 0:13

J Alves falas na suecia e vou dar outro exemplo relatado. numa determinada empresa, os primeiros funcioanrios a chegar deixam os carros nos lugares mais afastados do parque. e para quÊ? para quem chegar em cima da hora, ter estacionamento à porta. onde é que isto aconteceria em portugal?
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por kostta » 8/10/2006 0:09

Trabalho na grande distribuição, e não entendo a quantidade de pontes, faltas injustificadas, horários, número de funcionários, Férias, idade de reforma, que existem na função pública


ao defendermos a nossa dama, nao o devemos fazer dizendo meias verdades/mentiras.
a idade da reforma é igual nos 2 sectores, nao é?
faltas injustificadas? essa nao entendi. se são ibjustificadas são para todos
pontes? desde o guterres que nao ha pontes para os FP. já lá vão 5 anos
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por J Alves » 8/10/2006 0:00

Cardoso com este comentário é que tu acertas-te em cheio. Vamos por partes.

Cardoso Escreveu:Lendo as respostas por aqui há uma conclusão que me parece óbvia...

Somos todos Portugueses de gema!


Se repararmos a prática comum na sociedade portuguesa é a do chico esperto. É a do gajo que está sempre pronto pra contornar a lei. É a do gajo que muitas vezes prefere antes ganhar 10€ numa vigarice do que 20€ a trabalhar.

Ainda há dias falava com uma pessoas amiga que está a trabalhar na Suécia e ela dizia-me isto, o povo português têm uma cultura bastante diferente da nossa. Aqui as pessoas que se sabe que fogem aos impostos são pessoas mal vistas na sociedade e inclusivé são alvo até de censura social.
Como podemos ver pelo exemplo do dia-á-dia em Portugal quem foge aos impostos já quase só lhe falta atribuirem uma medalha de mérito. Já agora acho que é de louvar o trabalho que o ministro das finanças e o director geral dosimpostos estão a fazer para meter no sistema fiscal essa gente que anda pra ai à deriva.


[/quote]É que do que li parece que o mal é sempre dos outros... se estamos no público são os empresários do privado que não declaram nem metade do que deviam, se estamos no privado são os funcionários públicos que não fazem nada...

temos todos (eu incluído, obviamente) de olhar mais para o espelho...[/quote]

Esta última análise é interessante, mas o problema parece-me que não está à segunda ,quarta e sexta no público e à terça quinta e sábado no privado. O problema é diário nas duas partes e em simultâneo. Há bons funcionários públicos? Há. E alguns deles são dos melhores quadros que portugal tem em certas áreas técnicas. Há maus? Há. Então o que é que vamos fazer a estes funcionários para que possam ter um melhor desempenho. Acho que a questão do pagamento ao fisco no público não suscita grandes dúvidas, uma vez que todos os funcionários estão dentro do sistema.

Então e no privado, qual é o problema? Para ser sintético 2, porque são os que mais interessam aos cidadãos em geral: fugas ao fisco quer por omissão, quer por dívidas; fuga à segurança social também quer por omissão quer por dívidas.

Nota: sou defensor da total igualdade entre o sector privado e o sector público, quer nos deveres quer nos direitos, acho que não há justificação para haver distinções, afinal somos todos portugueses, a única coisa que difere é o patrão. Neste sentido considero muito positivo a ideia de harmonização no regime de aposentações, quanto ao tempo e quanto ao cálculo?
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por SMarq » 7/10/2006 23:53

Sou um dos que trabalha na privada e realmente compreendo tudo e subscrevo o que genericamente o Keyser Soze tem dito.

Trabalho na grande distribuição, e não entendo a quantidade de pontes, faltas injustificadas, horários, número de funcionários, Férias, idade de reforma, que existem na função pública :x

Quanto á idade da reforma existem Portugueses de 1ªe outros de 2ª :twisted:

Os da Privada devem viver mais tempo por isso é que tem direito á reforma mais tarde :twisted:
Se quem elabora a Constituição fosse da Privada, já tinha dado esta desigualdade como anti constituicional.

Segundo números conhecidos quase 10% da população Portuguesa trabalha na função pública, representam mais de 60% da despesa do Estado.
Onde Trabalho a despesa não ultrapassa os 8%.

Muitas vezes pergunto porque é que pagamos impostos quando o Governo cobra todos os serviço que presta?!

Somos dos que pagam mais impostos e o serviço prestado é mediocre, e apoio as várias medidas tomadas por este Governo para combater este problema tanto na Educação, Saúde, Justiça, Segurança...

Mas qualquer medida que o Governo tome é um problema...tudo está mal os sindicatos caiem logo em cima, sim porque exitem delegados sindicais às centenas que têm que justificar o que ganham assim dizendo mal de tudo, porque se não o fizerem vai para lá outro! :x

Todos nós temos direitos laborais e temos que os defender, mas existe uma grande desigualdade entre a Privada e Função Pública.

Quando a Função Pública reclama por exemplo, porque o Governo quer reduzir aos dias de Férias na Justiça ...quando Julgamentos demoram anos e anos a serem resolvidos.

Empresas fecham não por falta de horas de trabalho dos funcionários nem por excesso de férias mas porque tem mão de obra quase de borla noutro local e fecham, e esses Portugueses de 2º têm que se fazer á vida, isto se querem "comida na mesa"!

Existem bons e maus profissionais tanto na Privada como na Função Pública, mas se não forem tomadas medidas correctivas estaremos dentro de pouco tempo no Abismo e penso que ai estaremos TODOS.
Comprar ao som dos canhões vender ao som dos violões.
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por Cardoso » 7/10/2006 23:11

Lendo as respostas por aqui há uma conclusão que me parece óbvia...

Somos todos Portugueses de gema!

É que do que li parece que o mal é sempre dos outros... se estamos no público são os empresários do privado que não declaram nem metade do que deviam, se estamos no privado são os funcionários públicos que não fazem nada...

temos todos (eu incluído, obviamente) de olhar mais para o espelho...
 
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por J Alves » 7/10/2006 22:16

Bem falas-te em empresas municipais e acabaste de tocar num terreno movediço. Não é preciso ir muito longe para perceber isso de ligações esquesitas entre privado e publico e passivos astronómicos, basta que consigamos responder à pergunta: qual foi o objectivo com que foram criadas as empresas municipais?

Esperemos que o governo avance rapidamente com esta lei das finanças locais e com a nova lei das empresas municipais. Medidas que sirvam para impor rigor e exigência são sempre bem vindas.
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por » 7/10/2006 22:01

Mais um bom exemplo da relacção privado / estado:

a SAD do Sporting(privada) alugou à EPUL instalações de um prédio por 50 mil euros mês e ainda fez obras de mais de 2 milhões. (Correio da manhã de hoje).

A Epul é uma empresa da Câmara Municipal de Lisboa e esta tem um passivo de mais de 100 MILHÕES DE CONTOS(quinhentos milhões de euros).Segundo entendidos a Câmara dispunha de instalações próprias mais do que suficientes para albergar a EPUL
 
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por J Alves » 7/10/2006 21:20

Cardoso Escreveu:Continua-se a passar a ideia de que os funcionários públicos são um "peso morto" e que não criam riqueza... o que acontece é que a riqueza que criam é subsídiada pelo Estado (todos nós) e por isso não é tão visível.

Não estou a discutir modelos de gestão, mas bastava que cada um de nós tivesse que pagar pelas coisas que agora o Estado lhe dá (segurança, saúde, educação, etc) para que se visse que afinal os funcionários públicos também geram riqueza... E os impostos até desciam... mas depois tinhamos que gastar ainda mais para pagar as contas...


Como é evidente os funcionários públicos também geram riqueza para o país. Agora é claro que não e fácil quantificar a riqueza que deu ao país,por exemplo, o GNR que trabalhou 40 horas semanais, ou do polícia que fez o turno da noite na rua da sofia em coimbra. Ou até do professor que está a dar a aula aos alunos.

Bem a esta expressão do Keyser Soze "os bons fp não tem medo destas medidas ...são os maus que vão para as manifestações", acho que retrata a opinião da sociedade em geral e na qual eu me revejo totalmente.

Quando andava na faculdade estava na moda fazer-se manifestações contra as propinas, o pessoal metia-se todo nos comboios e autocarros e ia toda a gente para a 5 de Outubro ou então para o parlamento gritar palavras de ordem. No meu ano de caloiro, como era caloiro também alinhei nessa coisa de manifs. As viagens eram sempre divertidas (eram de borla e até davam rações de combate), o pessoal também podia aparecer na tv para mandar um beijinho a mama, e ainda por cima foi na altura em que surgiram as tv privadas, logo havia mais camaras a filmar. Os dirigentes associativos uns bem vestidos deitavam faladura para a imprensa outros empolgavam as hostes com palavras de ordem contra o governo e depois até contra a sic, por este canal disse que alguns estudantes estavam nas manifs sem saber o que estavam a fazer, ou melhor estavam para o número e outros porque aquilo era uma seca aproveitavam a vinda à capital para irem até aos centros comerciais.

No início alguns dirigentes associativos tentaram e conseguiram intoxicar a opinião publica sobre a necessidade de não haver propinas. O tempo foi passando as lutas dos estudantes eram sempre as mesmas, propinas, mais propinas e porque havia estudantes carenciados que não tinham dinheiro para pagar propinas.

Chegou a altura em que a verdade veio ao cima. A opinião pública passou a saber que quem não tinha capacidade para pagar propinas estava isento ou então como aconteceu numa fase posterior era ressarcido pelo estado através da bolsa de estudo. a opinião pública passou a saber também que a malta dizia que não tinha dinheiro para pagar 5 contos por mês de propinas mas tinha 10 para gastar em copos.
A sociedade em geral chegou a uma altura em que já não ligava nenhum às manifs e veja-se o que acontece hoje em dia que já nem sequer são feitas.

Esta história real se tirar-mos os estudantes como personagens e colocar-mos os professores e a contextualizar-mos não é ficção é uma pura realidade.
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por ng37779a » 7/10/2006 20:46

Eu acho que esta a faltar aqui um ponto muito important em relacao ao grafico inicial. Estamos a falar de salarios medios. 7% da populacao portuguesa trabalha na FP, mas o resto trabalha na funcao privada e quantos desses 93% sao empresarios ? Quantos nao estao a ganhar o ordenado minimo ?

Tendo em consideracao este promenor acho que o grafico nao esta errado.....
 
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por » 7/10/2006 20:15

Não se preocupem que a fava vai calhar a todos os mais novos quer publicos quer privados, excepto aos fihos dos ministros, presidentes, gestores de grandes empresas...etc.

Agora são os profs os bobos da festa,os mais novos,porque os mais velhos já lá estão no alto.

Quase ninguém refere os militares, o primeiro e principal cancro deste país desde há muitos anos. Não são funcionários publicos, pois não? O dinheiro para essa generalada toda vem de onde?

Nos privados há muita distinção a fazer.Quando vejo as despesas de telemóvel e comunicações do governo,assembleia,câmaras... penso se não haverá um pacto com as comunicadoras-hoje todas privadas. é claro que assim podem pagar bons ordenados e quando é despedido um funcionário da PT ou Vod. leva uma indeminização de largos milhares. Pagou o privado, não é veradde?É claro que o homem do téxtil lambe os dedos porque nos ministérios só usam Lacoste,Armani...e a peça já fez a viagem de cá para lá e de lá para cá.

Na TAp,a nossa transportadora , não existem funcionários publicos. O governo vai viajando, os "bruxelas" fazem rodopio é um ver se te avias sem controle. Quanto ganha a TAp com viagens desnecessárias que paga o estado? Quanto ganham estes funcionários mais que a população em geral? Quando foi preciso entrar com os milhões para a empresa não falir porque eram greves todos os dias quem entrou com a massa? Há , cheguei a ver escrito que a malta da TAP eram os que mais IRS pagavam e faziam disso um facto da utilidade da empresa.Não diziam era em quanto o estado tinha enchido os cofres da empresa!

Confesso que às vezes dou voltas à cabeça e chego à conclusão que não sei onde o governo vai buscar tanto dinheiro para a satisfação dos desmandos a que isto chegou. É claro que vão secar as fontes. Acabam as receitas de bruxelas, as galinhas que esgravatam, e o resto do ouro quase centenário que o parvo de S´ta Comba foi buscar às mãos calejadas do povo humilde e o farrabadó terminou!
 
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por kostta » 7/10/2006 20:08

ela concorria todos os anos, a partir deste ano é a ministra decidiu que os professores iriam ficar 3 anos na escola....os sindicatos não queriam, mas é assim que ficou....o Kostta é que anda na lua


tenho os pés bem, na TERRA. segundo o decreto-lei nº 20/2006, a tua irmá terá que concorrer para a afectação TODOS OS ANOS. no caso da escola continuar com a vaga ela fica lá, mas caso nao tenha ela muda de escola. ela apenas nao concorre para mudar de qzp/qe. agora, a afectação terá que o fazer todos os anos. sei do que falo, tal como a maioria dos profs, que leiem a lei que regula os concursos.


ela tem 22 ou 24 horas lectivas....os do ultimos escalão é q têm no máximo 12 horas lectivas...ela conhece casos de alguns q só tem 8 horas lectivas por semana...e ganham 400 cts

as horas adicionais que referiu foram introduzidas por esta ministra recentemente....e acho mt bem ..é o minimo que se pode exigir


nao vejo ninguem a criticar esta medida. desde que nao se cometam excessos, e se retirem todas as horas para o trabalho individual.

então porra...pq e vocês têm medo do privado ??

com a privatização da educação continuavma a ser necessários professores, só que seriam f privados e ão fp...se calhar os mt bons até ganhariam mais

medo? nao tenho, acredito num sistema, enquanto tu acreditas noutro.


Nota: a tua irmã que leia o decreto acima referido, nomeadamente o artigo 48º- ponto 1, artigo 51º- ponto 3 e 4.
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por Keyser Soze » 7/10/2006 19:48

a sua irma, nao deve sere prof de certeza. Ou se é, é daqules casos que andam no mundo da lua...ela nem sabe que os qzp concorrem todos os anos.


ela concorria todos os anos, a partir deste ano é a ministra decidiu que os professores iriam ficar 3 anos na escola....os sindicatos não queriam, mas é assim que ficou....o Kostta é que anda na lua

ela se for do sec, a dar 12 horas, tem mais 14/16 no estabelecimento a fazer outros serviços: subsituições, apoios educativos, tutorias, etc.


ela tem 22 ou 24 horas lectivas....os do ultimos escalão é q têm no máximo 12 horas lectivas...ela conhece casos de alguns q só tem 8 horas lectivas por semana...e ganham 400 cts

as horas adicionais que referiu foram introduzidas por esta ministra recentemente....e acho mt bem ..é o minimo que se pode exigir


avaliação mais rigorosa? venha ela,nao tenho qualquer problema. sei que sou bom no que faço e até agora ninguem disse o contra´rio.


então porra...pq e vocês têm medo do privado ??

com a privatização da educação continuavma a ser necessários professores, só que seriam f privados e ão fp...se calhar os mt bons até ganhariam mais
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por kostta » 7/10/2006 19:34

a sua irma, nao deve sere prof de certeza. Ou se é, é daqules casos que andam no mundo da lua...ela nem sabe que os qzp concorrem todos os anos.

ela se for do sec, a dar 12 horas, tem mais 14/16 no estabelecimento a fazer outros serviços: subsituições, apoios educativos, tutorias, etc.

avaliação mais rigorosa? venha ela,nao tenho qualquer problema. sei que sou bom no que faço e até agora ninguem disse o contra´rio. (pode chegar esse dia....)
o que é injusto é a idade ser um posto para tingir ps cargos. eu com pouco mais de 30 anos, tenho mais habilitações e capacidade que certas pessoas com 50 anos e que as irão depsenhar só por causa da idade.

é o mesmo que dizeram ao bill gates e ao belmiro de azvedo para esperarem pelos 50 anos, para começarem a fazer fortuna
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por Keyser Soze » 7/10/2006 19:27

vocè não percebe que durante anos vocês foram uns privilegiados !?

e estas medidas são uma correcção desses abusos ?


a minha irmã é prof. qzp 6º escalão e compreende estas medidas, é a primeira a admitir que o no ultimo escalão é uma vergonha: 400 cts e 12 horas de trabalho semanais


tenho uma outra irmã fp numa câmara municipal, que conhece a realidade por dentro, e diz que é uma vergonha a quantidade de funcionários que metem baixa e que por lá andam sem trabalhar


os bons fp não tem medo destas medidas ...são os maus que vão para as manifestações
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por macumba » 7/10/2006 19:27

Se não tivessemos empregados publicos,não precisariamos de pagar impostos,por isso podiamos pagar os serviços privados que agora o estado supostamente fornece(só supostamente:basta lembrarmo-nos dos serviços de oftalmologia,odontologia ,etc.esses e outros são só para os funcionários publicos).
Aliás ,os FP nem deviam pagar impostos:sobrecarregavam menos quem cria riqueza.(melhor ou pior criada ,é A UNICA QUE EXISTE PARA DISTRIBUIR PELO RESTO DOS QUE A NÂO CRIAM)!
Os unicos serviços e encargos que a riqueza privada devia alimentar teria a ver com segurança básica, regulação,e rede minima de protecção.
Todos os outros deviam se incentivados para um máximo de concorrência para maximização de recursos:de certeza que ficariamos com mais dinheiro no bolso depois de pagarmos esses serviços que o estado agora é suposto fornecer,deduzidos os impostos que já não teriamos que pagar!!!
 
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por kostta » 7/10/2006 19:20

isto é o que esta em vigor. o futuro ECD, ainda é mais pesado.
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por Keyser Soze » 7/10/2006 19:19

kostta,

por favor ...são medidas tomadas em cima do joelho face á evidência que o Estado estava na eminência de falir....mas desde o 25 de Abril de 1974 que isto é era uma festa...e muitos dos danos persistem, nomeadamente as reformas elevadas com com reduzido nº de anos de desconto

professores primários com reformas de 400 cts ...ring a bell ? ehehe


Kostta, se você está tão instisfeito com o seu emprego , mude de emprego.....sabe, é assim que se passa no privado
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por kostta » 7/10/2006 19:11

expliquem-me uma coisa: dizem que os FPtêm sempre aumento garantido- então pq é que o salário esteve congelado? pq é que desde 2000, perderam cerca de 10% do poder de compra?

T^`em emprego para a vida: e quadro de supranumerarios? o que é isso?

subida de escalão apenas com o tempo de serviço- então pq é que tenho que fazer 25 horas anuais de formação, apresentar relatório e ter nota minica de satisfaz?
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por Arturian Gray » 7/10/2006 19:01

Eu desconto IRS + SS e Às vezes chego a pagar a privados por serviços que deviam ser prestados pelo público.

Acho que já pago bem aos serviços públicos, bem demais até.
Abraço e Bons Negócios.
 
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por Keyser Soze » 7/10/2006 18:41

os fp não são contribuintes liquidos

concordo esta forma de análise:

O principal problema, na minha opinião está em saber se cada funcionário público no final de cada mês é capaz de gerar riqueza (indirecta) para o país nos serviços que presta aos cidadãos ou às empresas. É evidente que numa primieira análise o funcionário público apenas é visto como gerador de despesa. Agora eu pergunto será que apenas geram despesa ou também geram riqueza para o país? Que alguns só dão despesa, infelizmente não tenho dúvidas. Quantos é que estão nesta situação 10%, 30% 80%?


no privado para um trabalhador ganhar X tem que produzir X + IRS + SS pq é quanto vai custar à empresa....o mercado garante que isto se verifique...se isto não se verificar, mais cedo ou mais tarde, o trabalhador terá q ser despedido

no público não existe este mecanismo por isso um trabalhador ques esteja efectivo, pode não produzir puto que não só não é afastado como, com o passar dos anos, evoluia automaticamente até ao topo da carreira....uns há que produzem outros há que simplesmente não fazem nada ou produzem uma fracção so seu vencimento, no entanto ganham por igual


bastava que cada um de nós tivesse que pagar pelas coisas que agora o Estado lhe dá (segurança, saúde, educação, etc) para que se visse que afinal os funcionários públicos também geram riqueza... E os impostos até desciam...


se cada um de nós tivesse que pagar por esses serviços pq carga de água haveriamos de pagar impostos ?
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por Cardoso » 7/10/2006 18:04

Continua-se a passar a ideia de que os funcionários públicos são um "peso morto" e que não criam riqueza... o que acontece é que a riqueza que criam é subsídiada pelo Estado (todos nós) e por isso não é tão visível.

Não estou a discutir modelos de gestão, mas bastava que cada um de nós tivesse que pagar pelas coisas que agora o Estado lhe dá (segurança, saúde, educação, etc) para que se visse que afinal os funcionários públicos também geram riqueza... E os impostos até desciam... mas depois tinhamos que gastar ainda mais para pagar as contas...
 
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por J Alves » 7/10/2006 15:18

Bem já agora coloco mais 3 tabelas que têm a ver com as remunerações. Estas são as que têm a ver com os vencimentos dos eleitos locais e dirigentes e respectivas despesas de representação. Como quem paga isto somos todos nós, também devemos saber os valores exactos.


PS- Estas tabelas são referentes ao ano de 2005. Ainda não actualizei para as de 2006, que se não estou em erro têm os valores actualizados em 2%.


Cumps
Anexos
Remuneração eleitos locais.pdf
(29.93 KiB) Transferido 502 Vezes
Remuneração dirigentes.pdf
(9.1 KiB) Transferido 250 Vezes
Despesas de representação.pdf
(11.51 KiB) Transferido 273 Vezes
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por J Alves » 7/10/2006 15:09

Pedras eu percebo a tua posição. Agora repara numa coisa se não houver funcionários públicos os serviços do estado não funcionam. O principal problema, na minha opinião está em saber se cada funcionário público no final de cada mês é capaz de gerar riqueza (indirecta) para o país nos serviços que presta aos cidadãos ou às empresas. É evidente que numa primieira análise o funcionário público apenas é visto como gerador de despesa. Agora eu pergunto será que apenas geram despesa ou também geram riqueza para o país? Que alguns só dão despesa, infelizmente não tenho dúvidas. Quantos é que estão nesta situação 10%, 30% 80%?

Já agora uma outra questão, sabemos que o funcionamento dos serviços públicos são pagos pelos contribuintes sem excepção (públicos ou privados), logo que paguem impostos. Como sabemos os funcionários públicos têm retenção na fonte do IRS. Agora pergunto quem trabalha no privado e declara rendimentos miseráveis (e sabemos que não correspondem à verdade), o que por sua vez se traduz no pagamento quase ridiculo de impostos, não utiliza os hospitais quando está doente (esta medida dos aumentos do desconto para a ADSE é justa, quem usufrui tem que garantir a sustentabilidade do sistema, pois não vai ser quem não usufrui q vai estar a pagar), não têm os filhos a estudar nas escolas cujo funcionamento é garantido exclusivamente pelo estado, não utiliza as estradas feitas pelo estado ou pelas câmaras que são pagas por todos os contribujntes que pagam impostos?

Qual deve ser a postura do estado português e de nós cidadãos em geral, em relação a este tipo de cidadãos oportunistas que vivem à custa dos impostos que os outros pagam?
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por Mágico » 7/10/2006 14:43

Existem empresas privadas que sobrevivem pq os funcionários públicos compram os seus produtos/serviços, logo quem paga os ordenados desses "privados" são os funcionários publicos.

Parece-me que a pergunta quem paga os funcionários públicos é de difícil resposta, e não me parece que seja o mais importante.

Importa que o país avance para que todos ganhem melhor, se produza mais, se exija mais tanto a privados como a publicos.


Nota: Não sou funcionário público.
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por pedras11 » 7/10/2006 14:31

J Alves, antes dos funcionários públicos começarem a gastar os seus salários em impostos(iva, imposto sobre tabaco,etc.) têm que receber do estado. Esse dinheiro vem exclusivamente do sector privado. Ou seja, o sector privado sustenta o sector público sem que tenha sequer os mesmos direitos. É este Estado de coisas que temos...
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"

Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges

Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
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