Caldeirão da Bolsa

OT - Mundo Automóvel

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Elias » 2/3/2011 19:51

Lion_Heart Escreveu: A função do Estado é aplicar da melhor forma os impostos dos seus cidadãos.


esta afirmação dá pano para mangas. "Aplicar da melhor forma" é o quê, para ti?
 
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por Lion_Heart » 2/3/2011 19:48

Helder , voltamos sempre ao mesmo.

Quem quer compra a tecnologia no seu inicio , ninguém o pode probir .

Agora ter o Estado a subsidiar essa tecnologia em força (pondo todos a pagar) é que ja não concordo e muito menos aceito.

Ai o Sr. Costa de Lx em vez de comprar carros de 30.000€ podia por a frota toda da camara a Toyota IQ ou Smart ou algo do genero. Poupava mais.

O Estado tem que cortar e não andar a investir em tecnologias no seu inicio, isso não é papel do Estado. A função do Estado é aplicar da melhor forma os impostos dos seus cidadãos.
Editado pela última vez por Lion_Heart em 2/3/2011 19:52, num total de 1 vez.
" Richard's prowess and courage in battle earned him the nickname Coeur De Lion ("heart of the lion")"

Lion_Heart
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por Elias » 2/3/2011 19:45

helderjsm Escreveu:Indeed. Mas a verdade é que sem risco não há proveito.


Certo. Mas uma coisa é "risco de mercado" que qualquer empreendedor corre, outra é o Estado "criar as infraestruturas para convencer as pessoas que as energias alternativas são um investimento viável".

Por isso é que eu perguntei "viável para quem?" - par o Estado, para os construtores, para a EDP ou para os utilizadores?
 
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por helderjsm » 2/3/2011 19:42

MarcoAntonio Escreveu:A tua exposição é um exemplo de memória tecnológica selectiva: a tua lista só enumera inventos que tiveram sucesso comercial, esqueceste-te da imensa lista de inventos que "poderiam" vir a ser mas que nunca o foram.


Indeed. Mas a verdade é que sem risco não há proveito. Se todos pensassem assim em relação à introdução de novas tecnologias ainda hoje vivíamos na idade da pedra. Olha se o Steve Jobs disesse que era um risco contruir o iPad e o iPhone e competir com Nokias e afins? E no entanto quantos gadgets e computadores a Apple lançou que foram um fracasso total que custaram rios de dinheiro à empresa?

Sim é verdade que o mundo está cheio de exemplos falhados e se calhar os carros eléctricos não são excepção, mas se ninguém tentar como vamos saber?

MarcoAntonio Escreveu:Pela enésima vez, o eléctrico é mais caro tanto na aquisição como no custo de utilização por kilómetro.


Desculpa mas não acompanho o tópico por isso se já o disseste peço desculpa, mas o que disse mantém-se sobre os preços de "novas tecnologias".
Melhores cumprimentos,
Helder Magalhães
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por MarcoAntonio » 2/3/2011 19:31

carf2007 Escreveu:Isto é como tudo no inicio, os telemóveis, os LCDs e Plasmas ... Os primeiros são sempre caros.


Já agora, este argumento é demasiado utilizado.

Em primeiro lugar, veículos eléctricos não são novidade e estes não são os primeiros. A tecnologia eléctrica existe há mais de um século.

Nos motores, tecnologia mais do que madura, só há ganhos marginais a ocorrer (de resto, em determinadas áreas, já se utilizam veículos eléctricos há imenso tempo: golf, deslocação de mercadorias, etc, etc).

Nas baterias, há um ganho potencial maior mas não tão grande como as pessoas tendem a imaginar: a tecnologia que é utilizada nos automóveis é essencialmente a mesma que é utilizada em telemóveis, portáteis e afins e já existe quer a produção massificada quer o incentivo à investigação e desenvolvimento dessas tecnologias independentemente de terem interesse directo para o mercado automóvel (as baterias têm vindo a evoluir, independentemente do mercado automóvel apostar nelas ou não porque são utilizadas em muitas áreas já massificadas).

Assim:

> Pelo potencial de baixa de preço, não é directamente comparável a outros exemplos dados.

> Também não é directamente comparável noutra medida não menos importante: nos exemplos dados, as novas tecnologias eram tecnologias que embora mais caras de início, também ofereciam desde logo mais. O eléctrico, por sua vez, é uma "nova tecnologia" que é mais cara e oferece menos!
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FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por MarcoAntonio » 2/3/2011 19:25

helderjsm Escreveu:Marco,

Quando saíram os primeiros carros não eram propriamente baratos. Quando saíram os primeiros Smartphones não eram propriamente baratos. Quando saíram os primeiros computadores não eram propriamente baratos. Quando saíram as primeiras TV's não eram propriamente baratas.


Portanto, tu querias realmente dizer "convencer as pessoas que eventualmente um dia vão ser viáveis".


A tua exposição é um exemplo de memória tecnológica selectiva: a tua lista só enumera inventos que tiveram sucesso comercial, esqueceste-te da imensa lista de inventos que "poderiam" vir a ser mas que nunca o foram.


Os automóveis eléctricos actualmente estão longe de ser competitivos. Podem vir a ser ou podem nunca o vir a ser. Não há qualquer utilidade, de momento, de convencer as pessoas do que quer que seja. O que existem é "apostas" e a "aposta" no eléctrico neste momento custa dinheiro a toda a gente, desde o Estado ao consumidor utilizador!


helderjsm Escreveu:Já agora em que aspecto é que dizes que dá um tremendo prejuízo para o consumidor?


Pela enésima vez, o eléctrico é mais caro tanto na aquisição como no custo de utilização por kilómetro.
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por Elias » 2/3/2011 19:23

carf2007 Escreveu:Aliás é por isso e pela sua dimensão, que Portugal é utilizado pelas grandes marcas como "cobaia" para os seus produtos tecnológicos.


carf,

Esta afirmação baseia-se nalgum estudo ou é mera percepção pessoal?
 
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por Zundy » 2/3/2011 19:23

rmachado Escreveu:
Pq?


Neste blogue há imensos artigos que ajudam a perceber o problema do carro eléctrico:
http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot. ... %A9ctricos
 
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por carf2007 » 2/3/2011 19:21

Isto é como tudo no inicio, os telemóveis, os LCDs e Plasmas ... Os primeiros são sempre caros.

No entanto há que começar por algum lado. Há sempre empresas e pessoas que não se importam de gastar mais para ter a última tecnologia. E quando se trata de tecnologia nova os Portugueses adoram. Aliás é por isso e pela sua dimensão, que Portugal é utilizado pelas grandes marcas como "cobaia" para os seus produtos tecnológicos.

Vou deixar aqui a minha previsão para consulta futura ... :lol:

Em 2024 50% dos veículos a circular em Portugal serão eléctricos.
"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos." Shakespeare
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por Elias » 2/3/2011 19:17

MarcoAntonio Escreveu:
rmachado Escreveu:Pq?


Porque quer o custo de produção quer o custo de utilização por kilómetro é substancialmente mais caro num eléctrico.


Além disso o facto de a electricidade ser subsidiada distorce qualquer análise de custo do ponto de vista do utilizador.
 
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por rmachado » 2/3/2011 19:17

Ok. Obrigado Marco

Mas é um pouco como diz o helder.. se a "Mass production" entrar em acção a coisa deve descer.
 
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por MarcoAntonio » 2/3/2011 19:13

rmachado Escreveu:Pq?


Porque quer o custo de produção quer o custo de utilização por kilómetro é substancialmente mais caro num eléctrico.
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por helderjsm » 2/3/2011 19:13

MarcoAntonio Escreveu:
helderjsm Escreveu:Sim senhor,

Sou da opinião que se devem criar as infraestruturas para convencer as pessoas que as energias alternativas são um investimento viável.


O que é que entendes por "viável"?

Um eléctrico actualmente dá um tremendo prejuízo ao utilizador e ao Estado.


Marco,

Quando saíram os primeiros carros não eram propriamente baratos. Quando saíram os primeiros Smartphones não eram propriamente baratos. Quando saíram os primeiros computadores não eram propriamente baratos. Quando saíram as primeiras TV's não eram propriamente baratas.

Eu sempre fui mais um adepto dos carros a hidrogénio, mas também acredito que seja uma tecnologia mais difícil de desenvolver bem como a matéria apesar de abundante mais difícil de obter (tal como fizeste questão de me explicar noutro post). Assim sendo talvez o desenvolvimento dos carros eléctricos possa ser a alternativa mais eficaz, mas a tecnologia só pode amadurecer se as pessoas os comprarem.

Já agora em que aspecto é que dizes que dá um tremendo prejuízo para o consumidor?
Melhores cumprimentos,
Helder Magalhães
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por rmachado » 2/3/2011 19:10

MarcoAntonio Escreveu:
helderjsm Escreveu:Sim senhor,

Sou da opinião que se devem criar as infraestruturas para convencer as pessoas que as energias alternativas são um investimento viável.


O que é que entendes por "viável"?

Um eléctrico actualmente dá um tremendo prejuízo ao utilizador e ao Estado.


Pq?
 
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por Elias » 2/3/2011 18:55

MarcoAntonio Escreveu:
helderjsm Escreveu:Sim senhor,

Sou da opinião que se devem criar as infraestruturas para convencer as pessoas que as energias alternativas são um investimento viável.


O que é que entendes por "viável"?

Um eléctrico actualmente dá um tremendo prejuízo ao utilizador e ao Estado.


Eu diria mais: "viável" para quem?
 
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por MarcoAntonio » 2/3/2011 18:49

helderjsm Escreveu:Sim senhor,

Sou da opinião que se devem criar as infraestruturas para convencer as pessoas que as energias alternativas são um investimento viável.


O que é que entendes por "viável"?

Um eléctrico actualmente dá um tremendo prejuízo ao utilizador e ao Estado.
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por helderjsm » 2/3/2011 18:46

Sim senhor,

Sou da opinião que se devem criar as infraestruturas para convencer as pessoas que as energias alternativas são um investimento viável.

A única coisa que acho que ainda continua a pecar é não haver a possibilidade de ir em viagem e substituir a bateria num qualquer posto para de forma cómoda os condutores prosseguirem a sua viagem.

Mas com um passo de cada vez se vai longe.
Melhores cumprimentos,
Helder Magalhães
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por MarcoAntonio » 2/3/2011 18:46

“Não podíamos ficar à espera que a indústria produzisse as viaturas. Só havia uma forma de romper isto: pôr o ovo, para que do ovo possa nascer a galinha”, disse António Costa, justificando assim a instalação de mais de seis centenas de postos de carregamento.


Certamente não é o minusculo mercado português que vai "puxar" pelos fabricantes na produção de veículos eléctricos.


Um investimento, realizado no âmbito do programa governamental Mobi.e, que segundo o presidente da câmara vai tornar Lisboa “a primeira capital europeia com uma rede de abastecimento” de veículos eléctricos.


No que custa dinheiro (dá prejuízo) tendemos a estar sempre na frente...


O presidente conduziu um Mitsubishi i-MiEV e explicou que a autarquia já tem ao seu serviço dois desses veículos e dois Smart, num esforço de alteração da sua frota que será alargado assim que for possível fazer a aquisição de veículos eléctricos através de uma central de compras do Estado.


Dinheiro enterrado: o i-MiEV custa 35 mil euros, um veículo equivalente a gasolina custa entre 8 a 10 mil euros!
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por Elias » 2/3/2011 18:24

Lisboa com 687 postos para carregar veículos eléctricos até ao Verão

02.03.2011 - 13:54 Por Inês Boaventura - publico.pt

Lisboa vai ter 687 postos de carregamento de veículos eléctricos, distribuídos por todas as zonas da cidade, em funcionamento até ao Verão. O presidente da autarquia admite que nos primeiros anos a oferta vai superar a procura, mas defende que só assim se convence os portugueses a adquirir carros movidos a electricidade.

“Não podíamos ficar à espera que a indústria produzisse as viaturas. Só havia uma forma de romper isto: pôr o ovo, para que do ovo possa nascer a galinha”, disse António Costa, justificando assim a instalação de mais de seis centenas de postos de carregamento. Um investimento, realizado no âmbito do programa governamental Mobi.e, que segundo o presidente da câmara vai tornar Lisboa “a primeira capital europeia com uma rede de abastecimento” de veículos eléctricos.

O vereador do Ambiente Urbano anunciou esta manhã onde vão ficar localizados esses postos de carregamento, 54 dos quais já estão instalados e “em teste”. Segundo Sá Fernandes, houve a preocupação de garantir que toda a cidade fica coberta mas também de proporcionar uma oferta maior “em áreas com mais serviços”.

Tiago Farias, vogal do conselho de administração da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), explicou que metade dos postos (nos quais carregar uma bateria levará cerca de seis horas) ficará no interior de parques de estacionamento, devendo ser criadas avenças mensais para os condutores de carros eléctricos. Os restantes postos serão instalados na via pública: mais de cem em lugares tarifados (o que obrigará a pagar estacionamento) e os restantes em áreas em que a EMEL não está presente.

Segundo João Dias, coordenador do projecto governamental Mobi.e, o abastecimento de carros eléctricos será gratuito “até Junho”. Este responsável acrescentou que o Governo está neste momento a trabalhar numa portaria que definirá qual o custo máximo que os fornecedores de electricidade poderão cobrar no futuro aos utilizadores dos postos de carregamento.

No final da apresentação da rede municipal de postos de carregamento eléctrico, que decorreu no Cinema São Jorge, António Costa e os vereadores que participaram na iniciativa deslocaram-se até à Praça do Município em carros eléctricos. O presidente conduziu um Mitsubishi i-MiEV e explicou que a autarquia já tem ao seu serviço dois desses veículos e dois Smart, num esforço de alteração da sua frota que será alargado assim que for possível fazer a aquisição de veículos eléctricos através de uma central de compras do Estado.
 
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por atomez » 1/3/2011 1:19

AutoMech Escreveu:Já está melhor mas continuam a ser aproximadamente 300Kms de autonomia. Provavelmente nem deve dar para uma viagem Lisboa - Porto sem recarregar ou trocar baterias.

E com uma bateria com essa capacidade vai custar pelo menos uns 50 ou 60k €...
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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por Automech » 1/3/2011 1:15

Já está melhor mas continuam a ser aproximadamente 300Kms de autonomia. Provavelmente nem deve dar para uma viagem Lisboa - Porto sem recarregar ou trocar baterias.
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por atomez » 1/3/2011 1:09

Muito giro. E... o preço?

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Iconic VW Microbus, Reimagined as an EV

Volkswagen has “reinterpreted” the Microbus as an electric vehicle. With four doors. And an iPad.

It’s called the Bulli, which is what Germans called the Microbus when it appeared in 1950. Aside from the bench seats, two-tone paint and oversized badge, this concept has little in common with the Transporter that inspired it.

Well, that’s not quite right. The Bulli is glacially slow like the Microbus. The 3,200-pound vehicle trundles to 62 mph in 11.5 seconds. Propulsion, such as it is, comes from an 85 kilowatt [113 horsepower] motor that draws power from a 40-kilowatt-hour lithium ion pack. That’s huge — the pack in the Nissan Leaf is 24 kWh — and claimed range is 185.4 miles. Top speed is limited to 87 mph, presumably to maximize range.

The Bulli is a bit smaller than the VW Golf, with room for five. It’s got a panoramic sunroof, a minimalist dashboard and an iPad dock for all your infotainment needs. We like it. It’s small, it’s handsome and it’s got a quirkiness we love.

VW unveils the Bulli this week at the Geneva auto show and says it “has the potential” for production, though we doubt their claim that “the Bulli could even become an icon” like the Microbus. VW says a small gasoline or diesel engine will fit under the hood, making it it more likely the Bulli could become reality.
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por Elias » 26/2/2011 21:40

MarcoAntonio Escreveu:As pessoas "pensam" que querem eléctricos mas não os querem realmente por enquanto (estão mais apaixonados pela noção do que pela solução real que se lhes apresenta, quando finalmente se apresenta... algo que eu julgo que já tinha dito aqui no tópico antes). Aliás a demonstração está ai: nas dezenas de milhar de veículos que se venderam nos últimos meses, venderam-se dois eléctricos!


É um bocado como a história dos comboios. Sempre que fecha uma linha, surgem logo manifestações, aqui-d'El-Rei e tal, porque nos vão tirar o comboio, mas a verdade é que nos sítios onde ele existe a taxa de utilização é muito baixa.

Sobre isto cito o blog ambio:
A realidade tem mostrado que em grande parte dos casos as pessoas querem comboios nas suas terras, mas para os ver passar, porque quando precisam de se deslocar, mesmo que as promessas de pagamento das despesas feitas pelos Srs. Presidentes de Câmara (que as omitem, na sua dimensão global e no seu valor per capita aos seus munícipes) resultaram na reposição de comboios, escolhem alternativas que as sirvam melhor.
 
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por MarcoAntonio » 26/2/2011 21:32

mais_um Escreveu:Claro que nunca pode ser zero! Aquela "coisa" que vai entre o volante e o banco do condutor também emite dioxido de carbono... :lol: :lol:

Agora a sério :) , a apresentação que deixei no post anterior refere 72% de redução de CO2 considerando o mix de produção electrica do Japão.

Mas não é só CO2, também há outros poluentes que são libertados nos veiculos a combustivel


Bem como produzir baterias e dispor no fim de vida delas tb polui (e emite CO2) e esse é um elemento que não existe tão pouco nos automóveis a combustão interna.

Os automóveis eléctricos são essencialmente uma bandeira política numa era onde as ideologias ecológicas têm primazia junto das massas (uma bandeira a que inclusivamente os fabricantes não estão alheios e insensíveis, aliás em relação aos fabricantes passa-se mais o oposto do que as pessoas normalmente sugerem).

Não significa que a prazo não se venham a tornar vantajosos. Neste momento, a praticamente todos os níveis, ainda estão bastante longe de o ser e só não é mais evidente porque a "bandeira política" tem consequências práticas como distorção da carga fiscal tanto nos combustíveis como na aquisição.


As pessoas "pensam" que querem eléctricos mas não os querem realmente por enquanto (estão mais apaixonados pela noção do que pela solução real que se lhes apresenta, quando finalmente se apresenta... algo que eu julgo que já tinha dito aqui no tópico antes). Aliás a demonstração está ai: nas dezenas de milhar de veículos que se venderam nos últimos meses, venderam-se dois eléctricos!
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por mais_um » 26/2/2011 21:19

MarcoAntonio Escreveu:As emissões não são realmente zero, apesar da falácia ser repetida vezes sem conta: para que cheque energia eléctrica ao automóvel, emite-se dióxido de carbono. Sem emissão de dióxido de carbono era impossível conduzi-lo!



Claro que nunca pode ser zero! Aquela "coisa" que vai entre o volante e o banco do condutor também emite dioxido de carbono... :lol: :lol:

Agora a sério :) , a apresentação que deixei no post anterior refere 72% de redução de CO2 considerando o mix de produção electrica do Japão.

Mas não é só CO2, também há outros poluentes que são libertados nos veiculos a combustivel
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao universo ainda não tenho a certeza" Einstein
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
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