Caldeirão da Bolsa

Sargento Luís Gomes

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Ulisses Pereira » 1/2/2007 0:20

Penso que não restam dúvidas de que a discussão desceu a um nível que não é aceitavel no Caldeirão. Tópico trancado pelas razões expostas...
"Acreditar é possuir antes de ter..."

Ulisses Pereira

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por longBlackCandle » 1/2/2007 0:19

@rmando Escreveu:Não concordo com a sentença mas aceito a argumentação. Pelo menos está expurgada de preconceitos machistas e xenófobos.


Deduzo que se refere à minha "sentença".
Gostava de perceber em que aspecto não concorda.
Se me puder esclarecer agradeço.
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por @rmando » 1/2/2007 0:17

A resposta anterior era para o longBlackCandle...

scpnuno, sabes porque durou tanto tempo este tópico sem ser bloqueado? adivinha...

porque neste forum as mulheres são apenas 2 ou 3% (acho que nem tanto...) dos intervenientes. Numa situação normal, provavelmente havia muitos homens, carago que estavam caladinhos.

um abraço do miúdo :mrgreen:
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por @rmando » 1/2/2007 0:10

Não concordo com a sentença mas aceito a argumentação. Pelo menos está expurgada de preconceitos machistas e xenófobos.
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por scpnuno » 1/2/2007 0:10

:shock:

Fico espantada e não dou mais 1 dia de vida a este topico

Antes que esteja bloqueado, cá vai...

1 - Um "homem normal" pratica sexo por dinheiro sem protecção - além de normal é esperto...

2 - Uma mulher dubia ou duvidosa "anda na vida" a praticar sexo por dinheiro sem protecção - e quando engravida, acerta no pai da criança á primeira - além de duvidosa é bruxa

3 - Uma mulher e um homem - ela não é duvidosa e ele é normal sem aspas - têm uma relação onde praticam sexo sem protecção e do qual resulta uma gravidez - ela fica com a barriga, ele foge. Conclusão tuga - ela é duvidosa, ele é macho!

4 - Se não estou em erro, o sexo por dinheiro foi depois da criança ter nascido e para a alimentar. Mas isso não interessa nada, ela é duvidosa, brasileira. Ele, o gajo que fugiu, é português e homem, carago! Até a engravidou e tudo. Sabe lá se o filho é dele. Um homem normal faz sexo (casual, pago, etc) primeiro e pensa na protecção depois. E se a mulher em causa diz que está gravida, ele não acredita porque quando saiu não fechou á chave.

Essa normalidade, permitam que diga, é digna de anormais. È tão machista, retrogada e anormal que nem sequer é digna de ser levada em conta.

Armando, Carracho, e outros. Há Homens e homens...voçês sabem a qual dos grupos pertencem
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
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por longBlackCandle » 1/2/2007 0:03

Sinceramente ...

Se o Baltazar é um crápula ou não, se a mãe é uma pu ta ou deixa de ser, não me interessa absolutamente para nada.

Os testes d ADN servem precisamente para se identificar o pai e "obrigá-lo" a assumir as suas responsabilidades de pai, com todos os deveres e direitos.
O sr. Baltazar quis, desde logo, assumi-los.
O casal não deixou.
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por @rmando » 31/1/2007 23:59

«Olha menino, tens muito pouco tento na língua. Dá-me a impressão que aquilo que escreves aqui não o repetirias ao vivo.
O teu tipo de ataque vil e grosseiro é próprio de cobardes que lançam a pedra e escondem a mão. Isso sim, é ascoroso. Mas enfim. Nestes fóruns estamos sempre expostos a que qualquer energúmeno ululante nos insulte. És só mais um.»


Porque não tenho tempo nem pachorra para responder parágrafo a parágrafo, fico-me por este.
Aos 44 anos já não sou menino nenhum!

O «ataque» pode ser grosseiro, mas não é covarde. Podias ter 3 metros de altura que te dizia cara a cara exactamente o mesmo: argumentos xenófobos e machistas, a mim, causam-me asco.

O ser mais ou menos um, preocupa-me pouco.

Se a tua preocupação com a tua carteira é assim tão grande, então limita-te a ela.

Passa bem!
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por Dwer » 31/1/2007 23:50

@rmando Escreveu:Dwer,
Desculpa lá mas deves estar com uma grande confusão nessa cabeça. Eu ainda me considero um Homem Normal e não cometo os tais erros normais.


A tua observação é completamente irrelevante. Tomas-te a ti próprio como termo de comparação. Da forma odienta como escreves, os teus erros devem ser fartamente mais grosseiros do que os do Baltazar
E também não sei se és um homem normal.

@rmando Escreveu:Dwer,
Já que pediste a primeira pedra toma lá:
- Porquê a necessidade de dizeres que era brasileira?
Se fosse portuguesa refererias-te à sua nacionalidade?


O sentido de atirar a primeira pedra não tem nada a ver com o que escreveste. Misturas o Baltazar, na minha frase o sujeito da lapidação, com a Aidida (a brasileira), sendo que a pedrada dirige-la a mim. Tens a certeza que é na minha cabeça que vai a confusão?

@rmando Escreveu:Dwer,
- A senhora tem uma reputação duvidosa, porquê?


Porque ela própria o declarou,

@rmando Escreveu:Dwer,
Aconselho-te a dispensares metade do tempo que passas a olhar para gráficos financeiros e aproveitá-lo para leres algo sobre Sociologia.
:!:


Temo que não possa seguir esse conselho. A minha carteira ressentia-se demasiado e a minha inteligência também, tendo em conta o provável resultado dessa leitura, de que tu és exemplo maior.

@rmando Escreveu:Talvez venhas a perceber aquilo a que hoje chamamos neo-xenofobia.
O teu discurso está cheio dela e confesso, com tristeza, que me causa um certo asco.
:!:


Olha menino, tens muito pouco tento na língua. Dá-me a impressão que aquilo que escreves aqui não o repetirias ao vivo.
O teu tipo de ataque vil e grosseiro é próprio de cobardes que lançam a pedra e escondem a mão. Isso sim, é ascoroso. Mas enfim. Nestes fóruns estamos sempre expostos a que qualquer energúmeno ululante nos insulte. És só mais um.
Abraço,
Dwer

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por @rmando » 31/1/2007 23:40

ahahah... esta é que não percebi bem...

então ela tem uma «reputação duvidosa» porque «praticou sexo por dinheiro!!!» e ele é um tipo normal?!!! Será porque não pagou?!!! :shock:

Poupem-me!...
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por pedrom » 31/1/2007 23:21

@rmando Escreveu:- A senhora tem uma reputação duvidosa, porquê?


Porque ela propria assumiu que por diversas vezes particou sexo por dinheiro!!!

Este não quis pagar e ela tramu-lhe a vida!!! Ou então pensava que era uma maneira de se legalizar....
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por @rmando » 31/1/2007 23:12

Esqueci-me de dizer o seguinte:

Se, depois de uma q u e c a esporádica a minha cvmplice me viesse dizer que estava grávida e eu era o pai, como HOMEM NORMAL que sou não descansaria até saber se o era ou não. Não fugia como um crápula a assobiar enquanto apertava a berguilha das calças!!!

Bolas!!!
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por @rmando » 31/1/2007 23:05

Dwer,

«Ele não é nem tem de ser o abbé Pierre. Não tem de ser um modelo de conduta. É um homem normal com os erros de um homem normal.»

Desculpa lá mas deves estar com uma grande confusão nessa cabeça. Eu ainda me considero um Homem Normal e não cometo os tais erros normais.

«Deu uma q u e c a com uma brasileira de reputação duvidosa. ok. Quem tem um registo especialmente impoluto que atire a primeira pedra.»

Já que pediste a primeira pedra toma lá:

- Porquê a necessidade de dizeres que era brasileira? Se fosse portuguesa refererias-te à sua nacionalidade?
- A senhora tem uma reputação duvidosa, porquê?
- Todas as mulheres empurradas para o sub-solo da civilização são «dúbias»?
- E todos os homens com os tais «comportamentos normais» são «normais»?

Aconselho-te a dispensares metade do tempo que passas a olhar para gráficos financeiros e aproveitá-lo para leres algo sobre Sociologia.
Talvez venhas a perceber aquilo a que hoje chamamos neo-xenofobia.

O teu discurso está cheio dela e confesso, com tristeza, que me causa um certo asco.

:!:
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por longBlackCandle » 31/1/2007 22:26

Esse tipo só tem é que ficar preso e bem preso. E por recusar-se a "chibar" onde está a criança deveria ver a pena agravada. Falar em libertação??? Só se isto for mesmo a república das bananas ... mho.
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por Pata-Hari » 31/1/2007 13:06

Fantástico.. um dos juizes que tomou a decisão de condenar o sargento, é agora incluido no apelo. Adoro a nossa "justiça".

Luis Filipe Coito

O sargento Luís Gomes acha a reunião inútil
A conferência de interessados marcada para amanhã no Tribunal de Torres Novas, a pedido do Ministério Público, para decidir o futuro de Esmeralda, corre o risco de não se realizar por questões processuais, já que as partes podem levantar uma suspeição sobre a juíza. Além disso, já deu entrada no tribunal um requerimento do sargento Luís Gomes a considerar a reunião “inútil” e “um desperdício de tempo e de dinheiro do Estado”.






No requerimento, entregue no final da semana pela sua advogada, Sara Cabeleira, Luís Gomes expressa a sua discordância em relação à forma como decorreu o processo de atribuição do poder paternal, por o casal não ter sido ouvido como parte interessada, lembra que está pendente um recurso no Tribunal Constitucional e defende que os despachos judiciais para entrega da menor deviam implicar a abertura de outro processo, autónomo, para que os possam contestar.

A juíza que tem o processo de poder paternal, Sílvia Pires, integrou o colectivo que condenou o sargento Luís Gomes por sequestro. Esse facto pode colocar em causa a sua imparcialidade e motivar um incidente de suspeição, colocando em risco a realização da diligência. E o juiz de substituição, Francisco Timóteo, foi quem assinou o despacho de pronúncia, incorrendo no mesma situação.

Embora Sara Cabeleira tenha aludido a esse facto no requerimento, ainda não pediu a escusa da juíza. Se o fizer hoje, Sílvia Pires poderá ser substituída, mas o novo magistrado só assumirá o lugar se conhecer o processo.

“É natural que, ao ser-lhe apresentado um processo para o dia seguinte, de uma forma inesperada, a diligência seja dada sem efeito e marcada uma nova data, para permitir que o magistrado se prepare para aquele acto, lendo toda a documentação”, explicou um juiz.

E se Sara Cabeleireira esperar pelo início da conferência para requerer o incidente de suspeição, então não restará mesmo outra hipótese senão o adiamento, já que esse expediente legal impede a continuação da diligência. A conferência surge como uma tentativa de conciliação e deveria reunir todas as partes, mas o facto de Esmeralda e de Adelina Lagarto se encontrarem em parte incerta vem frustrar as intenções de conciliação do Ministério Público.

O advogado do pai biológico, José Luís Martins, diz que irá para a conferência “com a cabeça muito aberta e espírito muito concessionário”, mas mantendo como “condição inultrapassável” o direito de Esmeralda conviver com o pai biológico. Se houver alteração, admite recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

LABORINHO SALOMÓNICO

O ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio sublinhou ontem, em entrevista à RR, a existência de elementos contraditórios que “não privilegiaram o superior interesse da criança” no caso Esmeralda, de Torres Novas. Numa afirmação salomónica, Laborinho Lúcio admitiu que se fosse o juiz do processo – e sendo obrigado a atribuir o poder paternal ao pai – teria preferido que “o pai passasse a deter o poder paternal e que a família de acolhimento mantivesse a guarda da criança”. O membro do Conselho Superior da Magistratura afirma que teria decidido de forma diferente relativamente ao pai de acolhimento, não optando pela prisão por sequestro e considerando que a pena de seis anos é “manifestamente excessiva”.

AIDIDA PORTO

A mãe biológica de Esmeralda mostra-se agora arrependida e vai pedir ao Tribunal para ficar com ela. Quer que se chame Ana Filipa.

BALTAZAR NUNES

O Tribunal atribuiu o exercício do poder paternal a Baltazar Nunes em Julho de 2004, mas ele nunca conseguiu conhecer nem ver a filha.

LUÍS GOMES

Por se recusar a entregar a menina, Luís Gomes foi condenado a seis anos de prisão por um crime de sequestro. A Defesa já recorreu.

ADELINA LAGARTO

A mulher de Luís Gomes está em parte incerta com Esmeralda. Sabe-se apenas que passou o Natal em casa dos sogros, em Mação.

TRÊS CRIANÇAS RETIRADAS POR SUSPEITAS DE MAUS TRATOS

ww Em apenas duas semanas, duas famílias do Bairro do 1.º Torrão, na Trafaria, viram os filhos retirados após ordem judicial por suspeitas de maus tratos.

No número 10 da Rua 2 daquele bairro, três crianças – dois rapazes e uma menina, entre os dois e 13 anos – foram encaminhadas pela GNR para instituições de apoio. Os vizinhos falam em agressões frequentes e Fernando, tio das crianças, não hesita em apontar o dedo à mãe. “O problema foi causado pela mulher do meu irmão, ele é um palerma, não faz mal a ninguém”, garante. Segundo o tio (na foto), “os meninos andavam sempre marcados, era só pancada”. “Pelas marcas, devia-lhes bater com um cinto”, admite.

Fernando acredita que a decisão do tribunal foi a mais acertada. “Acho que foi melhor terem-nos levado a andarem neste estado”, afirmou. Segundo o tio, o pai está empregado e a família não passa necessidades, por isso só a violência da mãe terá originado a queixa. De uma coisa o tio das crianças tem certeza: “Se eles estivessem comigo não viviam naquela miséria”. Os vizinhos garantem que não fizeram a denúncia, mas todos eles admitem a violência da mãe sobre as crianças. “Foi a escola que denunciou o caso, os vizinhos tentavam ajudar como podiam”, afirma uma vizinha que preferiu o anonimato, acrescentando: “A mãe fechava o frigorífico para os filhos não comerem.” Das três crianças, garante, “a filha mais velha foi a que mais sofreu”.

Duas das crianças foram encaminhadas para uma instituição no Barreiro e a terceira foi acolhida em Ourém. Questionado sobre a separação dos três irmãos, Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, afirmou “ainda não ter conhecimento do caso”. Ainda assim, admitiu que “habitualmente procura-se manter os irmãos juntos, mas as situações concretas podem desaconselhá-lo ou impedi-lo”.

FOME E NEGLIGÊNCIA AFASTAM MAIS QUATRO MENORES DOS PAIS

Há duas semanas, outras quatro crianças – três raparigas e um menino – foram retiradas aos pais pelo tribunal. Os vizinhos dizem que os miúdos passavam fome e eram maltratados, mas o pai garante que só a falta de condições motivou o afastamento. As crianças estão numa instituição, na zona do Porto.

Arnaldo Luís, o pai, admite que no pequeno barracão de madeira “não há quarto para todos”, por isso pediu ajuda à Câmara de Almada para arranjar um novo lar.

“Queremos voltar a ter as crianças, estamos só à espera que a câmara nos dê uma casa maior”, afirma. Sobre os alegados maus tratos, Arnaldo Luís garante que “isso é pura mentira”. “Nunca lhes batemos, só os vieram buscar pela falta de condições.” Quanto à alimentação dos filhos, acrescenta: “Nunca faltou comida, até porque a minha sogra e a minha mãe ajudam-nos.“ Nas imediações, um vizinho diz que “havia falta de cuidado” e admite que “a mãe batia frequentemente nos filhos”. Outra vizinha explica que “a mãe os obrigava a ir para a cama sem comer”. “Não sei como é que a deixaram sair do hospital quando nasceu a última menina. Já nessa altura disseram que lha iam tirar.”

MARIA RECUPERA FILHA QUE ENTREGOU A UMA DESCONHECIDA

O Tribunal decidiu devolver uma bebé de dois meses (Raquel) à sua mãe, uma brasileira que depois de dar à luz em Vila Franca de Xira entregou a menina recém-nascida a uma estranha que encontrou na Gare do Oriente.

Irregular em Portugal, Maria, de 24 anos, mostrou arrependimento e tenta reorganizar a vida.

Hoje, recupera a filha que um dia deixou na estação, pedindo a uma estranha que tomasse conta dela enquanto ia à casa de banho, de onde não regressou. Duas horas depois, arrependeu-se mas não voltou a ver a estranha a quem entregara a filha (uma cabo-verdiana, de nome Mariama) – que entretanto pediu auxílio policial.

A polícia acabou por localizar a mãe que, por sua vez, de imediato, reconheceu a filha no Hospital de Vila Franca de Xira. Mas não a pode levar consigo uma vez que o caso foi remetido para tribunal.

O caso conhece hoje o seu desenlace com a entrega da pequena Raquel à mãe. Em Novembro, o programa da SIC, ‘Fátima Lopes’ promoveu o inesperado reencontro entre Maria e Mariama que, na realidade, poderiam ser mãe e filha. Nessa altura, Maria confessou publicamente o desejo de amamentar a filha e de a visitar.
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por Pata-Hari » 31/1/2007 12:50

http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... idCanal=19

Baltazar não reconheceu logo a filha. Luís acolheu-a à margem da lei. Os dois cometeram erros e sofrem por isso agora. A preciosa Esmeralda não tem culpa.

Esmeralda não sabe. Pensa que aquele a quem chama pai, o sargento Luís Gomes, está a trabalhar longe de casa. E nem suspeita da existência de um jovem carpinteiro da Sertã, Baltazar Nunes, que, em 2003 – já ela tinha completado um ano de vida – a reconheceu como filha e a quis para si.

Esmeralda não sabe da luta dos dois homens por causa de uma menina com nome de pedra preciosa que gosta da ‘Floribella’ e do ‘Ruca’, de bolo de chocolate e de fingir que o telemóvel de plástico comprado na loja dos chineses, prenda do ‘avô paterno’, é a sério. “‘tá lá?”, pergunta, imaginando que do outro lado lhe responde o “papá”, encarcerado no presídio militar de Tomar por ter recusado entregá-la ao pai biológico. Ela nem desconfia.

Falta pouco. Esmeralda faz, no próximo dia 12, cinco anos, tantos quantos os dedos de uma mão. Serão rechonchudas as dela. Diz quem a conhece que não é de fazer fitas à mesa, dispensando Adelina Lagarto, a ‘mãe de afecto’, de comparar cada colher de sopa a um aviãozinho em aproximação à pista.

Segundo conta a madrinha, Célia Ribeiro, a menina “gosta de comer e de ajudar a fazer bolos de chocolate”, que prefere a todos os outros. Há-de ser de chocolate o do seu aniversário. Isso é certo, mesmo se não se sabe quem – se alguém, para além de Adelina – vai lá estar quando ela soprar com muita força para apagar as velas.

Se o ‘avô’ de Mação lhe tinha oferecido um telemóvel de plástico, o de Estremoz, da parte da mãe, comprou-lhe um par de galochas, para que ela pudesse acompanhá-lo à horta.

Esmeralda, como quase todas as crianças, gosta de água – de brincar nela e ainda de deitá-la sobre as couves. Na operação de rega arriscava-se, contudo, a dar cabo dos sapatos que trazia calçados de Torres Novas ou do Entroncamento, onde foi criada desde os três meses de idade por Luís e Adelina.

Ficaria desconsolada se, olhando para baixo, os visse enlameados, pois, mesmo não prescindindo das correrias com os amigos, da bicicleta e das idas à horta, é uma menina preocupada com a imagem.

Só tem quatro anos, mas já prefere uns vestidos aos outros e, entusiasta da série ‘Floribella’, gosta de saias pelo joelho, às flores, rodadas, com forro garrido em jeito de debrum. Pulseiras de contas brilhantes e anéis coloridos agradam-lhe também.

ESMERALDA PORTO

Esmeralda Porto – é esse o nome do registo – representa para Maria Adelina Lagarto muito mais do que uma pedra preciosa real ou imaginada. Para esta mulher de 40 anos, que não pôde gerar ou alimentar vida no próprio ventre, foi uma bênção. À criança – com quem vive desde Outubro de 2006 em paradeiro incerto – disse que embora nascida da barriga de outra mulher não tivesse dúvidas: “És minha filha porque eu gosto muito de ti.” Quis dizer-lhe que a tinha gerado no coração.

Comerciante em Estremoz, Maria Adelina tinha 30 anos quando conheceu Luís Gomes, então segundo-sargento, dois anos mais novo, colocado na vila alentejana. Perderam-se de amores um pelo outro. Foi o primeiro casamento dele e o segundo dela, morena de sorriso franco e cabelo pelos ombros. O ‘sim’ disseram--no em Mação, morada dos pais do noivo.

Para a felicidade ser completa bastava que, no apartamento de Torres Novas, onde o casal fixou residência, se ouvisse o riso de uma criança. Maria Adelina tentou engravidar e chegou mesmo a sujeitar-se, sem resultado, a tratamentos de fertilidade.

Mais tarde, devido a doença, resignou-se à cirurgia de extracção dos ovários. O sonho acabara. Foi através de uma cliente, lojista em Vila de Rei, que soube da aflição de uma imigrante brasileira deixada, na Sertã, com um recém-nascido nos braços e sem meios de valer-lhe. O sonho reviveu.

“Melhorar de vida” era o sonho de Aidida Porto, que veio de Goiâna, no coração do Brasil, e acabou a trabalhar nos cafés da Sertã. Lá conheceu o carpinteiro Baltazar Nunes.

Aidida engravidou. Tinha 36 anos. Morava numa terra estranha. Perdera o emprego. Havia entrado ilegalmente no País. Receava que a denunciassem ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Nunca pensou na possibilidade de interromper a gravidez, pois diz conhecer “as leis de Deus” e temer a “mão pesada” Dele.

O bebé nasceu a 12 de Fevereiro de 2002 numa maternidade de Coimbra. No dia seguinte, Aidida pegou na criança e, sem outra companhia, foi a pé para a estação da rodoviária. Durante três horas pediu dinheiro para comprar o bilhete de regresso à Sertã.

QUIS CHAMAR ISABEL À MENINA

Quis chamar Isabel à menina, mas, no momento de registá-la, fez a vontade àquele que, mesmo duvidando da paternidade, tinha sugerido o nome da sua própria mãe. Ficou Esmeralda.

Baltazar Nunes ter-lhe-á pegado ao colo algumas vezes, mas “nunca lhe deu nada”, jura a mulher, que bateu à porta da Segurança Social em busca de apoio para acudir à filha. Disseram-lhe que, como não fizera descontos, não tinha direito a qualquer benefício.

Aidida admite: prostituiu-se para poder alimentar a criança. Tal comércio cessou quando o homem, mais velho, ameaçou denunciá-la ao SEF. De tudo isto se lamentava a mulher aflita junto das amigas.

Discutia-se a aflição da brasileira quando a fornecedora de atoalhados Adelina Lagarto entrou numa loja de Vila de Rei. “Eu quero essa criança!” – terá dito. Palavra aqui palavra acolá, decidiu-se o futuro de Esmeralda.

Não foi porém Aidida quem, no dia 28 de Maio de 2002, entregou a filha a Adelina. Despediu-se da bebé, rechonchuda e morena como ela, e pediu a uma amiga que a levasse. Passou-lhe também uma declaração – reconhecida pelo notário mas sem qualquer valor legal para efeitos de adopção – abdicando de qualquer direito sobre a menina. Jura que não recebeu dinheiro por isso.

NA ALTURA BALTAZAR NUNES TINHA 22 ANOS

Na altura Baltazar Nunes tinha 22 anos e uma namorada. Não levou a sério a gravidez de Aidida e fez por esquecer Esmeralda. Diz quem o representa legalmente que o comportamento da mulher lhe dava razões de dúvida acerca da paternidade. Fez o teste apenas quando a isso foi obrigado.

No Tribunal de Torres Novas Baltazar apresentou-se vestido com elegância, gravata cor-de-rosa, casaco escuro às riscas, os olhos muito azuis atrás das lentes com elementar armação, a barba bem aparada. Mas, ali onde o viram tão aprumado, está um homem que não teve vida fácil.

Eram oito filhos numa casa humilde. Não havia maneira de mantê-los a todos na escola. Baltazar abandonou os livros. Não chegou a terminar o ensino obrigatório. Ficou-se pelo 8.º ano. Fez-se pedreiro. Depois carpinteiro. Fazia o que era preciso. Hoje trabalha numa empresa de tectos falsos, na Sertã.

Os domingos passa-os ocupado na construção, com as próprias mãos e a ajuda de dois irmãos, de uma moradia em Cabeçudo, aldeia onde nasceu, embora viva em Cernache de Bonjardim.

“Não é moço de bebedeiras. É muito trabalhador”, afiança o presidente da Junta de Freguesia de Cabeçudo, António Ferreira.

Baltazar não conhece a filha. Não teve oportunidade. Depois de perfilhá-la, viu-a uma única vez, de fugida, no dia 12 de Fevereiro de 2004, fazia ela dois anos. Adelina e Esmeralda saíam de um salão de cabeleireiro em Torres Novas. A mulher assustou-se e correu a refugiar-se em casa com a criança.

O 'PAI' QUE A AMPAROU FOI LUÍS GOMES

O ‘pai’ que amparou os primeiros passos da menina foi Luís Manuel Gomes, sargento, hoje com 39 anos. Diante da insegurança natural dos que pisam pela primeira vez o chão, incitou-a: “Vai Pipinha!” Esmeralda tinha passado a chamar-se Ana Filipa. “Pipinha” era o diminutivo carinhoso.

Natural de Frei João, em Mação, Luís Gomes é o mais velho de quatro irmãos. Talvez por ter cuidado dos manos pequenos, sempre quis ter filhos. Também quis ser enfermeiro. Bom estudante, completou o 12.º ano, mas quando tentou candidatar-se ao curso de Enfermagem não havia vagas. Ingressou na vida militar.

No Tribunal de Torres Noves, onde foi julgado e condenado por sequestro, apresentou-se com a farda n.º 1. “Ele estava preparado para o pior e já previa uma posição judicial forte devido à sua atitude rude e agressiva”, conta um amigo.

O sargento Luís Gomes mantém a compostura mesmo quando sente o peito a apertar tanto que respirar se torna difícil. Basta-lhe acreditar que está a proteger a menina que criou como filha para suportar todos os sacrifícios.

Três dias por semana sai do presídio para ligar-se a uma máquina durante quatro horas. O primeiro-sargento de expressão firme e grave é insuficiente renal – depende da hemodiálise. Aos companheiros de sala de tratamentos conta que Ana Filipa é o seu anjinho.

Esta história ainda não chegou ao fim. Na próxima terça-feira, Luís Gomes e Baltazar Nunes reúnem-se para negociar a entrega de Esmeralda/Ana Filipa. Não se sabe o paradeiro da menina e da sua ‘mãe de afecto’. Um dia, se os dois homens, até agora irredutíveis, encontrarem alguma forma de entendimento, ela vai agradecer-lhes. Saberá que eles o fizeram por amor a ela.

ADVOGADO DO PAI BIOLÓGICO

UMA QUESTÃO DE HONRA

- José Luís Martins, 51 anos, lic. em Coimbra, exerce em Coimbra.

Aos 17 anos aventurou-se em Angola. Durou pouco. Três anos depois, em 1975, regressou à sua Roqueiro, uma aldeia de Pedrógão Grande. Empregou-se como funcionário da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, enquanto estudava para advogado. Agora, aos 51 anos, tem dois escritórios, um em Coimbra outro na Sertã.

Um tio afastado a residir em Angola foi quanto bastou para fazer malas e lá tentar a vida. Ali, durante três anos, antes da maioridade, trabalhou na Cooperativa Alegria no Trabalho e foi funcionário no Palácio de Vidro, mas enquanto trabucava teve tempo para fazer “coisas mirabolantes”.

Na confusão de 1975 teve de voltar a Roqueiro. Com a ajuda das explicações de um padre, fez a escola e formou-se com 12 valores na faculdade coimbrã em advocacia. Agrada-lhe a possibilidade profissional de “poder chatear os outros”. Abriu escritório em 1987, dois anos depois de ter o canudo

Grandes casos lembra dois: o megaprocesso resultante de uma apreensão de droga em Loures e o de uma senhora despedida dos CTT. Com 50 contos pagos à cabeça pela funcionária batalhou nove anos por um ‘happy end’ e conseguiu – indemnização até ao mais pequeno parafuso e reforma de quase mil euros.

“O que recebemos do Baltazar não dá para as despesas, já pagamos algumas do bolso. Isto para mim é uma questão de honra.”

ADVOGADA DOS 'PAIS AFECTIVOS'

JOVEM E APLICADA

- Sara Cabeleira, 29 anos, Lic. em Coimbra, Exerce em T. Novas.

A jovem Sara sempre primou pelas boas notas e quis seguir as pisadas do pai, o advogado Eugénio Cabeleira.

Nasceu e foi criada em Torres Novas, mas o fascínio pela barra dos tribunais fê-la partir aos 17 anos para Coimbra. Cinco anos depois licenciou-se na Faculdade de Direito. Não era ainda tempo de voltar às origens – esperava-a um mestrado em Ciências jurídico-políticas, com orientação do professor Vital Moreira.

Seguiram-se duas pós-graduações entre as universidades Católica e Clássica, em Lisboa, e já era então tempo de começar a trabalhar. Voltou a Torres Novas e é aí que, nos últimos cinco anos, tem exercido ao lado do pai.

Aos 29 anos, Sara Cabeleira saiu do anonimato: tem entre mãos um dos casos que abala a estrutura da Justiça e todo o País nos últimos tempos. Representa Luís Gomes e Maria Adelina Lagarto.

Não conseguiu evitar a prisão do sargento pelo crime de sequestro de Esmeralda, por ele criada e amada, mas também escondida do olhar e do afecto do pai biológico, a quem o Tribunal atribuiu o poder paternal.

Foi a advogada Sara Cabeleira quem recentemente revelou que Maria Adelina explicou a Esmeralda/Ana Filipa que ela tinha saído da barriga de outra mulher embora fosse filha dela. Pouco mais tem dito sobre a mulher e a criança.

A VIDA DESTA MENINA

12 DE FEVEREIRO DE 2002 – Nascimento de Esmeralda, registada filha de pai incógnito

28 DE MAIO DE 2002 – Através de uma amiga, a mãe, Aidida Porto, entrega Esmeralda ao casal Luís Manuel Gomes e Maria Adelina Lagarto para que a adopte

11 DE JULHO DE 2002 – O pai biológico de Esmeralda é ouvido pela primeira vez no âmbito do processo de averiguação oficiosa da paternidade, disponibilizando-se para fazer os exames necessários

OUTUBRO DE 2002 – A mãe, Aidida Porto, leva Esmeralda, nessa altura há cerca de cinco meses com Luís Manuel Gomes e Maria Adelina, para que faça os exames hematológicos

JANEIRO DE 2003 – É remetido ao tribunal judicial da Sertã o resultado do exame: Baltazar Nunes é o pai de Esmeralda

20 DE JANEIRO DE 2003 – O casal Luís Manuel Gomes e Maria Adelina intenta no tribunal judicial da Sertã o processo de adopção

24 DE FEVEREIRO DE 2003 – Notificado nos autos de averiguação da paternidade, Baltazar Nunes perfilha Esmeralda

27 DE FEVEREIRO DE 2003 – Baltazar Nunes vai aos serviços do Ministério Público da Sertã e diz que quer regular o poder paternal da filha. Afirma desconhecer o paradeiro de Esmeralda, mas tencionar descobri-la. É instaurado o processo administrativo para regulação do exercício do poder paternal

SETEMBRO DE 2003 – Luís Manuel Gomes e Maria Adelina apresentam-se no Centro Regional de Segurança Social de Santarém como candidatos à adopção

16 DE OUTUBRO DE 2003 – Processo de regulação do poder paternal dá entrada no Tribunal Judicial de Torres Novas

17 DE NOVEMBRO DE 2003 – Conferência de pais termina sem acordo. É indicada a morada do casal com quem Esmeralda reside

25 DE NOVEMBRO DE 2003 – A mãe de Esmeralda requer o exercício do poder paternal e diz que tem procurado a filha, mas o casal recusa-se a recebê-la

15 DE DEZEMBRO DE 2003 – O casal, Luís Gomes e Adelina Lagarto, é ouvido

11 DE JANEIRO DE 2004 – o Centro Regional de Segurança Social de Santarém intenta um processo judicial de confiança da menor a favor do casal, alegando que o pai a abandonou

13 DE JULHO DE 2004 – Sentença de regulação do exercício do poder paternal após investigação do Instituto de Reinserção Social, que conclui ser o pai biológico de Esmeralda homem trabalhador e com condições morais e económicas para ter consigo a filha. O casal interpõe recurso, não admitido por falta de legitimidade do mesmo para impugnar a decisão sobre regulação do poder paternal

JANEIRO DE 2005 – Luís Gomes e Adelina Lagarto recorrem ao Tribunal Constitucional, que ainda não se pronunciou

JULHO DE 2005 – Luís e Adelina são acusados pelo Ministério Público de sequestro e subtracção de menor

OUTUBRO DE 2006 – Adelina e a criança desaparecem

DEZEMBRO DE 2006 – Luís Gomes é detido preventivamente

16 DE JANEIRO DE 2007 – Luís Gomes é condenado a seis anos de prisão e recolhe ao presídio militar de Tomar
Isabel Ramos, com Fernanda Cachão e Henrique Machado
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por ptmasters » 29/1/2007 13:08

De modo a manter enquadrada a minha opinião dada inicialmente e poder responder.

ptmasters Escreveu:
rmachado Escreveu:(...)

P.S. - Eu penso que a decisão de condenar o Sr. é uma idiotice... mas.. será que no quadro legal português a Juiza podia ter feito outra coisa? Se sim, então não percebo, se não acho que já seguiu um recurso para o supremo...


É aqui que reside exactamente o meu ponto. Seguramente controverso. Não discordo de que se calhar a juíza no quadro legal português, não podia fazer outra coisa senão a condenação.

Provavelmente, ela dirá (ou pensará) que fez o que tinha de fazer de acordo com o quadro legal. Estará talvez pensando "fiz o meu trabalho". Mas será que isso serve? Será que não podia questionar-se se o enquadramento legal permitia defender os superiores interesses da míuda? Seria admissível a juíza arriscar outra decisão, de visão mais abrangente, que defendesse esses interesses? Ou estaria ela mesmo disposta (ou outro qualquer) a arriscar a sua carreira (no limite) caso tomasse uma decião mais audaz em nome de uma causa maior?

A justiça foi literalmente cega muito provavelmente, mas talvez por ironia, pode bem acabar a ser injusta

1 ab


Podemos todos ter opiniões divergentes, devemos no entanto manter respeito mútuo por cada uma dessas opiniões.

longBlackCandle Escreveu:
ptmasters Escreveu:Será que não podia questionar-se se o enquadramento legal permitia defender os superiores interesses da míuda? Seria admissível a juíza arriscar outra decisão, de visão mais abrangente, que defendesse esses interesses?


O que serão os superiores interesses da míuda? Tu sabes??

Na minha opinião os interesses superiores da míuda são conhecer o verdadeiro pai e viver com ele. E também saber que o pai lutou quase contra tudo e contra todos para ficar com ela. De certeza que vai sentir muito orgulho do pai quando souber e compreender. Era o que eu sentiria ...

Por isso não me venham com os superiores interesses da míuda que já cheira mal.

Quem quer ter filhos que os aprenda a fazer ou se não pode inscreva-se para adopção, agora vir raptar os filhos dos outros isso nunca.

Bem acho que já gastei muito do meu latim sobre este tema, para mim tão claro, de solução única e simples.

Cumps.


Revejo-me integralmente neste artigo deixado pela pata.

Pata-Hari Escreveu:Este outro artigo, serve para explicar que a profissão de juiz não é aplicação cega da lei mas a interpretação da intenção da lei que foi criada com o objectivo de
não esquecer os outros valores essenciais da vida, como a sensatez, o bom senso, os afectos e os sentimentos. O juiz, sendo um técnico de Direito com específica formação, não pode ser um autómato da lei
Ser juiz não é só conhecer a lei e os códigos de cor, se não mais valia o Estado contratar máquinas para debitarem justiça pronta e desumana. O rigor técnico-formal das decisões judiciais não pode esquecer a componente humana que está presente no acto de fazer justiça.

Dito isto, reconheço que esta crónica não me é fácil, na medida em que me obriga a criticar colegas meus, companheiros de jornada, que não estiveram bem.


Reina, no meio judiciário, uma mentalidade de protecção excessivamente corporativa que sempre combati.






O maior desafio contemporâneo é a construção de uma ordem social justa, verdadeira e humanizada. É neste desafio que a Justiça deve procurar afirmar-se, ajudando a fortalecer os seus valores. Ser juiz nesta ordem social é servir a Justiça e o Direito, com vista à satisfação do bem humano. Estes mandamentos só serão alcançados se o juiz, ao aplicar a lei de acordo com as melhores regras interpretativas, não esquecer os outros valores essenciais da vida, como a sensatez, o bom senso, os afectos e os sentimentos. O juiz, sendo um técnico de Direito com específica formação, não pode ser um autómato da lei. Hoje em dia é também um criador de direito e um ‘fiscal’ da constitucionalidade das normas jurídicas. É por isso que as chamadas motivações não jurídicas, aquelas que se prendem com a experiência de vida, são decisivas na actividade do julgador.

Ser juiz não é só conhecer a lei e os códigos de cor, se não mais valia o Estado contratar máquinas para debitarem justiça pronta e desumana. O rigor técnico-formal das decisões judiciais não pode esquecer a componente humana que está presente no acto de fazer justiça.

Dito isto, reconheço que esta crónica não me é fácil, na medida em que me obriga a criticar colegas meus, companheiros de jornada, que não estiveram bem.

No caso do sargento Luís Gomes, não me resta outra saída. Reconheço que os juízes têm dificuldades em lidar com a crítica. Reina, no meio judiciário, uma mentalidade de protecção excessivamente corporativa que sempre combati, por ser negativa e nos isolar do mundo moderno.

Daí não poder ficar indiferente à polémica gerada em torno da decisão do Tribunal de Torres Vedras.

Ao acórdão deste tribunal, que condenou Luís Gomes numa pena de seis anos de prisão, por prática do crime de sequestro, escapou, lamentavelmente, tudo isto. É uma decisão cega, brutalmente injusta e desproporcional. Aqui só a norma jurídica violada, que, ainda por cima, se afigura de aplicação errada, quanto ao crime de sequestro, foi acolhida. Nesta casa da justiça, alguém esqueceu ou deixou fugir pela porta pequena as outras vertentes da vida.

Venceu a ditadura do Direito, perderam os valores humanos da Justiça, que também fazem parte da norma jurídica e que, neste caso, até eram facilmente conciliáveis. A saber, os superiores interesses da criança e o amor que lhe é devido. É preciso banir da cultura judiciária uns certos tiques de autoritarismo, que por falta de formação ou por juventude a mais a transformam numa presa fácil.

'HABEAS CORPUS'

A providência de ‘habeas corpus’ prevista na lei criminal visa atacar uma situação de prisão ilegal. Ocorre quando alguém é preso por entidade incompetente; quando os factos imputados não justificam a prisão; ou quando se encontra excedido o prazo de prisão preventiva. No caso do sargento Luís Gomes não se verifica nenhuma destas situações. O pedido é errado e injustificado e pretende criar ilusões e falsas expectativas nas pessoas, o que não é aceitável por ter sido subscrito por figuras ilustres do nosso burgo que deviam conhecer a lei.

Saber se a decisão está errada e se estamos na presença de um crime de sequestro só é possível por via de recurso ordinário para o Tribunal da Relação. As dez mil assinaturas só servem para tentar deslegitimar o poder judicial e nunca para resolver a prisão ordenada. Como afirma Tom Wolfe, “o que nesta fogueira se consome em lume de uma profunda e ácida ironia é a ignorância e a arrogância..."
Rui Rangel, Juiz




Obrigado Rui Rangel. Haja esperança.


1 abraço e felicidades para a míuda
O que é um cínico? É aquele que sabe o preço de tudo, mas que não sabe o valor de nada.
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por carrancho » 29/1/2007 11:41

Pata, quando se defende, um homem que esteve envolvido sexualmente com uma mulher que mais tarde vem dizer estar grávida dele, que ele tem a atitude correcta e normal ao ignorar tal situação... todo e qualquer argumento que a gente possa usar está à partida condenado ao fracasso. Não vale a pena!!!

Agradecia, mais uma vez, é que não colocasses todos os homens no mesmo saco. Mais uma vez recordo que tambem há mulheres a defenderem tal atitude, vai das educações!!! :(

Beijos,

Carrancho
Abraço,
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Quando tiver um filho da sua actual companheira,

por bboniek33 » 29/1/2007 9:40

o carpinteiro Baltazar Nunes podera desconfiar se e dele. Assim, tem a vantagem de nunca ser *********, ou, sendo-o, nao aperfilhar os filhos dos outros.
Que criatura tao primitiva !
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por Pata-Hari » 29/1/2007 8:36

Pronto, lá voltamos ao tema. Raiva aos homens? mais uma do mesmo género. Se calhar a raiva aos homens vem dessa atitude dos homens em que nem se conseguem aperceber do quanto ignobeis são para as mulheres. O tipo não tem que ser o abbée pierre. E como não tem que ser, então ela (que é solteira), por definição é dúbia. Ela foi a unica que mesmo assim teve algum juizo. Ele não teve nenhum. Ele poderia ter impedido que isto tivesse acontecido (se soubesse, coisa que se presume, sabia). E ele tem que ter panos quentes em cima? tem santa pachorra! não se te acendem campainhas de consciência algures em que o mais condenável, o unico condenável (fora o sistema judicial) é exactamente o tipo...!? é extraordinário. E não te parece nada anormal assumir que ela
é dúbia a não ser porque apareceu algures que ele a achava dúbia (mesmo sabendo nós que o unico com dúvidas dúbias é o tipo)? eu sim, estou parva com a atitude masculina neste século.
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por Dwer » 29/1/2007 0:04

Pata-Hari Escreveu:A questão dwer, é que sabendo ele que "lá" andou e tendo a palavra dela, se fosse alguém de responsável, assumiria que por muito pequena que fosse a probabilidade da criança ser dele, a probabilidade existia. Se existia e ele não queria abandonar a sua criança, só tinha que estar presente e predispor-se a fazer testes antes da lei lhe facilitar pagar (dos meus e dos teus impostos) esse mesmo teste.


Desculpa Pata mas vou repetir-me. Ele não é nem tem de ser o abbé Pierre. Não tem de ser um modelo de conduta. É um homem normal com os erros de um homem normal. E as virtudes também. Quando ficou provado, sem margem para dúvida, que a filha era dele, não hesitou em pedir a guarda dela.

Sinceramente não percebo a demonização que está a ser feita ao homem. Torna-se mais fácil o entricheiramento na defesa do casal se o Baltasar for tido por um canalha? É mais fácil argumentar se o homem for percepcionado como uma besta?

Pata-Hari Escreveu:Tens várias hipoteses:

- O pai poderia não ter sido informado que poderia ser ser pai. Nesse caso, nada poderia fazer a não ser o que fez. Isso transforma o tipo num tipo "normal" mas mantém a questão de ser aberrante um tribunal achar que asolução é simplesmente mandar entregar a criança ao pai como se de um pacote se tratasse. O facto de ser aberrante a decisão, justifica perfeitamente a reacção dos pais adoptivos.


Estou de acordo. Não acho que seja a melhor situação entregar a criança ao pai. Acho que a proposta do ministério público é razoável. Isso não implica querer quase que arrastar o Baltasar pela A1 de Torres Novas até Lisboa e depois jogar-lhe sal nas feridas. Estou à vontade para o dizer porque também fiz parte da turba ululante como se pode comprovar pelo meu primeiro post nesta thread.

Pata-Hari Escreveu:- O pai poderia ter sido informado que pode ser o pai. Nesse caso, eu não acho normal que esperasse tranquilamente os 8 meses para que o estado (com os meus impostos) lhe pagasse para esclarecer a dúvida não demasiado premente de saber se é pai ou não. Acho tão anormal essa atitude que nem consigo entender que algum homem ache isso normal. Havendo a hipotese, por muito teorica que seja, de ser a filha dele que estava em causa, a obrigaçaõ dele era estar presente para evitar que algo de mau acontecesse à criança. Neste caso, aconteceu algo que ele poderia ter evitado (se estivesse ao corrente): a criança nunca deveria ter sido dada para adopção e provavelmente nunca teria sido se ele estivesse presente. Concordas?


Pata, não é difícil concordar. O homem podia ter feito muito melhor do que fez. O facto é que não fez. Mas pensa nisto: se fosse realmente um bandalho, teria reclamado a criança quando soube com segurança que era pai? Alguma coisa não bate certo. Se não quisesse assumir responsabilidades só tinha que ficar quieto e não reclamar a guarda (não a paternidade já que esta ficou provada com os testes) da Esmeralda. Inclusivé ao invés de mandatar um advogado para tratar da reclamação, poderia mandatá-lo para auxiliar o casal, já que na tua tese ele é um irresponsável e um bandalho que não queria as responsabilidades da paternidade.

Pata-Hari Escreveu:- a mãe, independentemente de ser mais ou menos dúbia (afinal, era solteira, não devia nada a ninguém), entregou a criança de animo leve achando normal um dia voltar "e pegar ela". Esta atitude, sim, diz-me algo a respeito da mãe (e facilita-me manter a ideia de provavelmente a criança está melhor nas mãos de quem não a vê como um objecto).


De acordo, nada a dizer.

Pata-Hari Escreveu:- os pais adoptivos, sim, poderiam ter sido mais eficientes na legalização da situação. O facto é que receberam e criaram a criança até um tribunal de modo absolutamente incrivel os mandar entregar "o pacote".
Imagina tu que um dia o teu puto se espeta de bicicleta. Vais para o hospital e tombas sobre um médico que suspeita que o maltrataste ou que não te ocupas dele. A segurança social e um tribunal decidem retirar-te a criança e entregar à segurança social (nota, isto acontece nos estados unidos e nem é preciso muito, basta um vizinho que não te grame aparecer a afirmar que espancas o puto). O tribunal decide mandar-te entregar o teu filho de 5 anos à segurança social. Fazes o quê? suspeito que farias qualquer loucura.... O que aconteceu a estes pais, a quem mandam entregar a criança a alguém que a criança nunca viu (por muito que seja pai biológico), deve ter certamente parecido como uma loucura completa. Para temperar a loucura, decidem ainda que é crime o pai adoptivo proteger a criança de uma decisão aberrante da justiça e prendem o pai. Epá... é a twilight zone, digo eu.


Concordo contigo quanto ao desespero do casal. E ao exagero e até à existência da pena. O que me revolta é o julgamento na praça pública, sem provas nem evidências, do pai biológico. E também o desdenho e desprezo com que são tratados ele e o seu desejo de participar na vida da filha.


Pata-Hari Escreveu:Bem, francamente acho que já me envolvi demasiado nesta questão e que está na altura de arrumar as botas. Já argumentei que chegue para me fazer entender, quem quer concordar, já concorda, quem não quer, também não tenho dúvidas que não passará a concordar por eu argumentar ad infinitum.


Já nos envolvemos todos muito na questão. Mas não concordo que as opiniões já estejam todas formadas.
E se o debate for razoável e educado não é penoso.

PS: ainda estou para perceber o sound byte da raiva aos 'homens'. Continuo a pensar que não condiz contigo.
Abraço,
Dwer

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por Pata-Hari » 28/1/2007 21:47

A questão dwer, é que sabendo ele que "lá" andou e tendo a palavra dela, se fosse alguém de responsável, assumiria que por muito pequena que fosse a probabilidade da criança ser dele, a probabilidade existia. Se existia e ele não queria abandonar a sua criança, só tinha que estar presente e predispor-se a fazer testes antes da lei lhe facilitar pagar (dos meus e dos teus impostos) esse mesmo teste.

Tens várias hipoteses:

- O pai poderia não ter sido informado que poderia ser ser pai. Nesse caso, nada poderia fazer a não ser o que fez. Isso transforma o tipo num tipo "normal" mas mantém a questão de ser aberrante um tribunal achar que asolução é simplesmente mandar entregar a criança ao pai como se de um pacote se tratasse. O facto de ser aberrante a decisão, justifica perfeitamente a reacção dos pais adoptivos.

- O pai poderia ter sido informado que pode ser o pai. Nesse caso, eu não acho normal que esperasse tranquilamente os 8 meses para que o estado (com os meus impostos) lhe pagasse para esclarecer a dúvida não demasiado premente de saber se é pai ou não. Acho tão anormal essa atitude que nem consigo entender que algum homem ache isso normal. Havendo a hipotese, por muito teorica que seja, de ser a filha dele que estava em causa, a obrigaçaõ dele era estar presente para evitar que algo de mau acontecesse à criança. Neste caso, aconteceu algo que ele poderia ter evitado (se estivesse ao corrente): a criança nunca deveria ter sido dada para adopção e provavelmente nunca teria sido se ele estivesse presente. Concordas?

- a mãe, independentemente de ser mais ou menos dúbia (afinal, era solteira, não devia nada a ninguém), entregou a criança de animo leve achando normal um dia voltar "e pegar ela". Esta atitude, sim, diz-me algo a respeito da mãe (e facilita-me manter a ideia de provavelmente a criança está melhor nas mãos de quem não a vê como um objecto).

- os pais adoptivos, sim, poderiam ter sido mais eficientes na legalização da situação. O facto é que receberam e criaram a criança até um tribunal de modo absolutamente incrivel os mandar entregar "o pacote". Imagina tu que um dia o teu puto se espeta de bicicleta. Vais para o hospital e tombas sobre um médico que suspeita que o maltrataste ou que não te ocupas dele. A segurança social e um tribunal decidem retirar-te a criança e entregar à segurança social (nota, isto acontece nos estados unidos e nem é preciso muito, basta um vizinho que não te grame aparecer a afirmar que espancas o puto). O tribunal decide mandar-te entregar o teu filho de 5 anos à segurança social. Fazes o quê? suspeito que farias qualquer loucura.... O que aconteceu a estes pais, a quem mandam entregar a criança a alguém que a criança nunca viu (por muito que seja pai biológico), deve ter certamente parecido como uma loucura completa. Para temperar a loucura, decidem ainda que é crime o pai adoptivo proteger a criança de uma decisão aberrante da justiça e prendem o pai. Epá... é a twilight zone, digo eu.

Bem, francamente acho que já me envolvi demasiado nesta questão e que está na altura de arrumar as botas. Já argumentei que chegue para me fazer entender, quem quer concordar, já concorda, quem não quer, também não tenho dúvidas que não passará a concordar por eu argumentar ad infinitum.
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por Dwer » 28/1/2007 21:19

Pata-Hari Escreveu:Dwer, queres que te diga o que acho? acho que é extraordinário como no século XXI os homens continuam a ser os santos que caem nas teias das mulheres e as mulheres as de carácter dúbio.


Olha, tenho a dizer-te que me surpreende essa resposta.

Na tua opinião, a declaração da Senhora Dona Aidida, devia ser tomada como verdade absoluta. O filho é do Baltazar e morra quem duvide. Tens que me explicar porquê.

Também não vejo nenhum santo a caír nas teias de mulher nenhuma. Vejo um homem a dar uma q u e c a com uma mulher sem nenhum tipo de compromisso. Não faço ideia se pagou, se prestou serviços ou favores.
Escrevi que a reputação da Excelentíssima Srª Dª Aidida era duvidosa.
Retiro tal afirmação. Não tenho provas para o afirmar.
Mas o facto da sua reputação ser excelsa não torna a dita q u e c a num compromisso de constituição de família.
O homem duvidou que a criança fosse sua. Podes apresentar-me argumentos para que ele assumisse prontamente a paternidade?
Ou todos os homens à beira dos quais apareçam mulheres grávidas a quem foram dadas, no passado, uma ou mais kekas (assim não tenho que espaçar as letras) têm que dar como boa a tese da mãe, de que o filho é seu? Não há lugar à dúvida? Neste momento da história os testes de ADN resolvem essa questão sem margem de erro.
Não consigo ver o horrendo pecado do Baltasar, ao duvidar da declaração da pura Aidida.

Pata-Hari Escreveu:Cada vez me faz mais raiva ler-vos, "homens".


Não percebo esta frase e não se enquadra decididamente
naquilo que eu conheço de ti. E é, na minha opinião injusto e desajustado. Não há aqui nenhuma questão homem vs. mulher. Nem percebo bem porque é que a trouxeste à baila.
Compreendo que seja difícil dar razão aos dois campos ( Baltasar e casal Gomes) simultâneamente. Mas é um exercício que vale a pena. E que se fosse mais vezes praticado talvez poupasse muito tempo, dinheiro e sobretudo, infelicidade neste país.
Abraço,
Dwer

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por carrancho » 28/1/2007 16:41

Pata,

Não generalises por favor.

Acredita que a maioria dos homens não é assim. Infelizmente os que são, são de mais. Mas tambem há mulheres que pensam dessa mesma forma que eles.

O homem tem a mesma responsabilidade (ou deve ter) que a mulher, em relação a um filho.

Quanto às profissões "duvidosas" eu até considero que deveria ser uma actividade regularizada. Acho que é triste ter de se recorrer a tal actividade, mas elas existem e sempre existiram, não o podemos negar. Por alguma razão se diz que é a profissão mais antiga do mundo. Até é por muitos considerada benéfica para a sociedade pois evita o que poderiam ser muitos mais casos de violação. Agora, se é para condenar quem a pratica, devesse condenar principalmente quem a ela recorre. Quem a pratica, fa-lo por necessidade, quem recorre a ela, ainda paga para fazer exactamente o mesmo que quem a pratica. Não sei se é o caso.

Um abraço,

Mário Carrancho
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por Pata-Hari » 28/1/2007 14:51

Dwer, queres que te diga o que acho? acho que é extraordinário como no século XXI os homens continuam a ser os santos que caem nas teias das mulheres e as mulheres as de carácter dúbio. Cada vez me faz mais raiva ler-vos, "homens".
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por longBlackCandle » 28/1/2007 14:42

É assim caros forenses, aquilo que há poucos dias parecia um consenso nacional absoluto em que muitos com responsabilidades fizeram o povaréu acreditar que se tratava de uma causa nacional - chegou-se mesmo a comparar ao caso de Timor-Leste!! - hoje, depois de conhecida grande parte dos factos, estamos muito longe do tal "consenso".

Muitos dos que "ontem" defendiam cega e acerrimamente o casal raptor começam "hoje" a atirar-lhes as primeiras pedras ... Basta estar atento à imprensa escrita e comentários dos leitores para facilmente concluir-mos isso.

Não sei se foi, ou não, o caso do José António Lima, director adjunto do "Sol", mas deixo aqui o seu editorial deste sábado.

Cumps.

DITO & Feito
Editorial do Semanário «Sol»
JOSÉ ANTÓNIO LIMA | 27.01.2007




«O caso da criança de Torres Novas, do sargento preso e do pai biológico tem sido, como se começa a perceber por estes dias, uma história muito mal contada.

Mas, enquanto se vai acalmando o frémito de comoção que parece ter varrido o país, começa a distinguir-se a verdade dos factos. Os quais revelam que o pai biológico só confrontado pelas autoridades se dispôs, um mês e meio depois do nascimento da criança, fruto de uma relação aparentemente acidental, a fazer testes de ADN para comprovar a paternidade. E que, perante o resultado dos testes, em Janeiro de 2003, tinha a criança um ano, decidiu perfilhá-la e tê-la à sua guarda. Ao longo destes últimos quatro anos fez inúmeras tentativas para o conseguir. Em vão.

Por outro lado, o sargento e a sua mulher, só três meses depois de saberem dos testes de ADN ao pai e à criança tentaram iniciar o processo de adopção, já em 2003. E, desde então, ao longo dos últimos quatro anos, procuraram por todos os meios fugir às decisões judiciais (mudaram de casa, de concelho para concelho, pelo menos cinco vezes …) e impedir que o pai visse sequer a filha.

No decorrer desta saga de quatro anos, o Estado revelou-se nas suas piores facetas. Os serviços de Segurança Social, por compadrio com o casal ou incúria, deram, ilegal e tardiamente, início a um processo de adopção indevido. As decisões dos tribunais para notificar o sargento e a mulher não foram cumpridas pela PSP que sabia perfeitamente onde o sargento trabalhava. E o caso foi-se arrastando até à inevitável prisão deste.

É por isso de ficar boquiaberto ouvir-se alguém com as responsabilidades políticas e sociais de Jorge Coelho afirmar, com a maior das leviandades, que considera «um escândalo que o sargento Gomes seja mantido sob prisão» e que «temos uma parte significativa dos portugueses a exigir que se faça justiça, que é o que não está a ser feito». O populismo justicialista está de volta. E as crónicas incompatibilidades do PS com a soberania judicial também».
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