Millennium BPI...
Fogueiro Escreveu:Ao que o Jornal de Negócios apurou, as conversações fracassaram porque a equipa de Fernando Ulrich nunca prescindiu de um rácio de troca em que a cada acção do BPI corresponderiam duas do BCP. Já a equipa negocial liderada por Filipe Pinhal não aceitou ir além de um equilíbrio em que a cada acção do BPI corresponderiam apenas 1,8 títulos do BCP
Se isto for verdade, o Ulrich y sus muchachos não estavam a negociar a fusão, mas apenas a recolher um montão de informações com vista ao plano B.
…
que seria determinar novo valor para OPAR O BPI...
nao me admirava nada...
Ao que o Jornal de Negócios apurou, as conversações fracassaram porque a equipa de Fernando Ulrich nunca prescindiu de um rácio de troca em que a cada acção do BPI corresponderiam duas do BCP. Já a equipa negocial liderada por Filipe Pinhal não aceitou ir além de um equilíbrio em que a cada acção do BPI corresponderiam apenas 1,8 títulos do BCP
Se isto for verdade, o Ulrich y sus muchachos não estavam a negociar a fusão, mas apenas a recolher um montão de informações com vista ao plano B.
…
Jornal de Negócios diz:
As negociações entre a administração do BCP e do BPI para uma eventual fusão terminaram ontem porque não foi possível chegar a um acordo em relação ao rácio de troca de acções dos dois bancos. Em alternativa, a equipa de Filipe Pinhal deverá propor na próxima semana a Jorge Jardim Gonçalves a convocação de uma assembleia geral (AG) do BCP para meados de Janeiro, destinada a eleger a nova equipa de gestão.
Ao que o Jornal de Negócios apurou, as conversações fracassaram porque a equipa de Fernando Ulrich nunca prescindiu de um rácio de troca em que a cada acção do BPI corresponderiam duas do BCP. Já a equipa negocial liderada por Filipe Pinhal não aceitou ir além de um equilíbrio em que a cada acção do BPI corresponderiam apenas 1,8 títulos do BCP
Ao que o Jornal de Negócios apurou, as conversações fracassaram porque a equipa de Fernando Ulrich nunca prescindiu de um rácio de troca em que a cada acção do BPI corresponderiam duas do BCP. Já a equipa negocial liderada por Filipe Pinhal não aceitou ir além de um equilíbrio em que a cada acção do BPI corresponderiam apenas 1,8 títulos do BCP
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fusao
Tal como ja tinha referido esta fusao nestes moldes nao tinha pernas para andar,mas isto nao e mais do que o principio de tudo , ou seja vem ai bomba do bcp sobre o bpi , para mim a troca vai ser feita mas ao contrario, aguardemos
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Publicado 25 Novembro 2007 22:56
Ascendente do La Caixa terá sido determinante nas negociações
A posição do espanhol La Caixa no futuro Millennium BPI terá sido determinante nas negociações da fusão. Segundo fontes citadas pela Lusa, o BCP queria limitar a posição do maior accionista do BPI a 10% do futuro banco. As negociações entretanto foram abortadas.
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Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt
O La Caixa, recorde-se, tem 25% do capital do BPI, mas autorização do banco de Portugal para aumentar a sua posição até 33%.
Segundo fontes financeiras citadas pela Lusa, o BCP queria no início das negociações limitar a 10% a participação acccionista do La Caixa. Mais tarde, recorde-se, Fernando Ulrich admitiu no "Prós e Contras" da RTP, que não estranharia que o La Caixa aumentasse a sua posição no Millennium BPI (nome para o banco fusionado, caso as negociações chegassem a bom porto) até 20%.
Eram também outras as razões que afastavam BCP e BPI no início das negociações.
O rácio de troca previsto na proposta feita pelo banco liderado por Fernando Ulrich - duas acções BCP por uma BPI - terá desagradado aos accionistas do BCP por considerarem que perdiam valor, e também como inaceitável foi visto o facto de o banco integrante, ainda que mais pequeno, ficar a dominar a gestão, já que propunha nomear cinco - incluindo o presidente - dos nove administradores executivos.
Ascendente do La Caixa terá sido determinante nas negociações
A posição do espanhol La Caixa no futuro Millennium BPI terá sido determinante nas negociações da fusão. Segundo fontes citadas pela Lusa, o BCP queria limitar a posição do maior accionista do BPI a 10% do futuro banco. As negociações entretanto foram abortadas.
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O La Caixa, recorde-se, tem 25% do capital do BPI, mas autorização do banco de Portugal para aumentar a sua posição até 33%.
Segundo fontes financeiras citadas pela Lusa, o BCP queria no início das negociações limitar a 10% a participação acccionista do La Caixa. Mais tarde, recorde-se, Fernando Ulrich admitiu no "Prós e Contras" da RTP, que não estranharia que o La Caixa aumentasse a sua posição no Millennium BPI (nome para o banco fusionado, caso as negociações chegassem a bom porto) até 20%.
Eram também outras as razões que afastavam BCP e BPI no início das negociações.
O rácio de troca previsto na proposta feita pelo banco liderado por Fernando Ulrich - duas acções BCP por uma BPI - terá desagradado aos accionistas do BCP por considerarem que perdiam valor, e também como inaceitável foi visto o facto de o banco integrante, ainda que mais pequeno, ficar a dominar a gestão, já que propunha nomear cinco - incluindo o presidente - dos nove administradores executivos.
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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Bancos perderam cerca de 900 milhões de euros em um mês de negociações
25/11/2007
A 25 de Outubro, quando o Banco BPI propôs a fusão ao Banco Comercial Português (BCP), as duas instituições tinham uma capitalização bolsista de 16,4 mil milhões de euros.
A capitalização bolsista - número de acções multiplicado pela cotação - do BCP atingiu 11,5 mil milhões de euros no dia em que foi anunciada a proposta, com cada acção a valer 3,19 euros.
O valor do BPI encontrava-se em 4,9 mil milhões de euros, com os títulos a valerem 6,51 euros.
Em conjunto, os dois bancos tornar-se-iam a maior empresa cotada na bolsa portuguesa, superando a EDP - Energias de Portugal, até agora a maior empresa cotada, em cerca de 500 milhões de euros (valores de 25 de Novembro).
Só que, durante este mês de negociações assistiu-se à erosão do valor das duas instituições financeiras, especialmente do BPI, que perderam, em conjunto, cerca de 900 milhões de euros, mesmo depois dos movimentos de alta da última semana, quando foi noticiada a proximidade de um acordo.
Na sexta-feira, o BPI fechou a cotar nos 5,57 euros, com uma capitalização bolsista da ordem dos 4,2 mil milhões de euros, ou seja, valendo menos 800 milhões de euros do que há um mês.
O BCP perdeu, mas menos, fechando a semana com cada título a valer 3,17 euros, o que avalia o banco em cerca de 11,4 mil milhões de euros, apenas menos 100 milhões de euros do que o verificado a 25 de Outubro.
De notar que o BPI oferecia 0,5 acções suas por cada acção do BCP, o que traduz um rácio de troca de um título do BPI por cada dois do BCP.
No encerramento do mercado, a 23 de Novembro, esse rácio já tinha caído de 2 para 1,75.
Entre a data de apresentação da proposta inicial do BPI e a última reunião de ne gociação, realizada hoje, decorreu exactamente um mês, marcado, na bolsa, pela alteração dos termos de troca para um valor em redor de 1,8, o que BCP considera ser a relação histórica entre os dois bancos.
Esta constante da relação de valor entre os dois bancos, definida pelo mercado, terá feito com que o rácio de troca, uma das principais questões antes de se iniciarem as negociações, não tivesse sido, afinal, o que fez abortar o projecto de fusão.
A agência Lusa apurou, de fontes ligadas ao processo, que outras duas questões inicialmente apontadas como de muito difícil entendimento terão estado na base da ruptura: a escolha dos membros executivos da administração e o limite para as participações dos maiores accionistas.
Bpionline
25/11/2007
A 25 de Outubro, quando o Banco BPI propôs a fusão ao Banco Comercial Português (BCP), as duas instituições tinham uma capitalização bolsista de 16,4 mil milhões de euros.
A capitalização bolsista - número de acções multiplicado pela cotação - do BCP atingiu 11,5 mil milhões de euros no dia em que foi anunciada a proposta, com cada acção a valer 3,19 euros.
O valor do BPI encontrava-se em 4,9 mil milhões de euros, com os títulos a valerem 6,51 euros.
Em conjunto, os dois bancos tornar-se-iam a maior empresa cotada na bolsa portuguesa, superando a EDP - Energias de Portugal, até agora a maior empresa cotada, em cerca de 500 milhões de euros (valores de 25 de Novembro).
Só que, durante este mês de negociações assistiu-se à erosão do valor das duas instituições financeiras, especialmente do BPI, que perderam, em conjunto, cerca de 900 milhões de euros, mesmo depois dos movimentos de alta da última semana, quando foi noticiada a proximidade de um acordo.
Na sexta-feira, o BPI fechou a cotar nos 5,57 euros, com uma capitalização bolsista da ordem dos 4,2 mil milhões de euros, ou seja, valendo menos 800 milhões de euros do que há um mês.
O BCP perdeu, mas menos, fechando a semana com cada título a valer 3,17 euros, o que avalia o banco em cerca de 11,4 mil milhões de euros, apenas menos 100 milhões de euros do que o verificado a 25 de Outubro.
De notar que o BPI oferecia 0,5 acções suas por cada acção do BCP, o que traduz um rácio de troca de um título do BPI por cada dois do BCP.
No encerramento do mercado, a 23 de Novembro, esse rácio já tinha caído de 2 para 1,75.
Entre a data de apresentação da proposta inicial do BPI e a última reunião de ne gociação, realizada hoje, decorreu exactamente um mês, marcado, na bolsa, pela alteração dos termos de troca para um valor em redor de 1,8, o que BCP considera ser a relação histórica entre os dois bancos.
Esta constante da relação de valor entre os dois bancos, definida pelo mercado, terá feito com que o rácio de troca, uma das principais questões antes de se iniciarem as negociações, não tivesse sido, afinal, o que fez abortar o projecto de fusão.
A agência Lusa apurou, de fontes ligadas ao processo, que outras duas questões inicialmente apontadas como de muito difícil entendimento terão estado na base da ruptura: a escolha dos membros executivos da administração e o limite para as participações dos maiores accionistas.
Bpionline
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Jaimek Escreveu:Prontos...já podem fechar este tópico ou então alterar o nome do tópico
É isso mesmo, já podem eliminar este tópico, que eu criei pensando que a fusão ia para a frente.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Fusão BCP/BPI com desfecho para a semana
Só falta chegarem a acordo no rácio de troca a 1,8 e na blindagem de votos a 10% para que o projecto de fusão amigável seja fechado. Só a La Caixa está renitente em aceitar. De resto o BPI já aceitou a rotatividade da liderança executiva do Millennium bpi.
O projecto de fusão do BCP com o BPI deverá estar concluído para a semana. Neste momento só o rácio de troca de 1,8 acções BCP por cada uma da nova entidade e a blindagem estatutária de votos a 10% do capital social, está por acordar.
Isto porque o maior accionista do BPI, a La Caixa, com 25%, está hesitante em aceitar esse rácio de troca que diluiria a sua posição na instituição que resultaria da fusão. A posição final da La Caixa no novo banco seria aproximadamente de 7,6%. Isto sem contar com a posição de 6,29% que o BPI tem directamente no BCP – os 8,9% sem as acções que pertencem ao fundo de pensões –, e que estava previsto vender aos accionistas na sua proposta de fusão. Por outro lado, a La Caixa não está muito contente com a proposta do BCP de limitar os votos da nova entidade a 10% do capital social, pois a sua intenção é chegar aos 20% com o pretexto de poder consolidar os lucros proporcionais do banco português nos seus resultados. E nunca é apetecível ter 20% de uma instituição e só ter direito de voto a metade dessa participação.
Os outros accionistas de referência do BPI (nomeadamente o Itaú e o Allianz) não se têm oposto a qualquer cláusula de acordo, confiando em absoluto na administração do banco.
Fernando Ulrich e Artur Santos Silva têm agora a tarefa de convencer o seu accionista catalão a aceitar aquelas premissas para a fusão. A necessidade de convencer o Presidente da República é um bom argumento a utilizar, pois dificilmente Cavaco Silva aceita que a La Caixa tenha um poder de voto acima dessa percentagem (10%) naquele que será o maior banco português.
Solbes ajuda BCP.
A ajudar o Chefe de Estado português a defender uma blindagem de votos apertada no novo banco, estão as declarações esta semana de Pedro Solbes, vice-presidente do governo espanhol. Perante a investida do francês Crédit Agrícole sobre o Bankinter (comprou 19,5% e quer ir até 30%), Solbes veio dizer “que a presença excessiva de capital público nas empresas compradoras lhe geravam algumas dúvidas [em aceitar o negócio]”, referindo-se ao facto de o Crédit Agrícole, por ser uma entidade mutualista, no fundo semelhante a La Caixa de Barcelona, poder ser considerada uma instituição com capitais do Estado. Pedro Solbes disse mesmo: “Não me pareceria razoável a presença decisiva de uma instituição de capital público em empresas espanholas importantes”. A operação de compra do Bankinter, sexto maior banco espanhol, está ainda dependente da autorização do Banco de Espanha. Mas sem dúvida que esta posição do governo espanhol veio prejudicar o poder negocial dos catalães em Portugal.
Os restantes accionistas do BPI estarão de acordo com a fusão se os termos de troca lhe forem benéficos.
Hoje o mercado diz que o rácio de troca justo é de 1,8 acções BCP por cada uma do BPI. Esse é também o rácio a que chegam algumas análises técnicas, segundo soube o “Semanário Económico”. O BCP está cotado a 3,06 euros e o BPI está no mercado a 5,48 euros por acção.
Rotatividade já tem acordo.
O grande avanço nas negociações foi conseguido com um acordo para que a liderança do novo banco se faça de forma rotativa, com Filipe Pinhal a CEO e Fernando Ulrich a vice-CEO no primeiro mandato e com Ulrich a CEO daqui a três anos.
Artur Santos Silva seria o chairman e Jardim Gonçalves reforma-se, sendo a fusão BCP/BPI o seu último projecto.
Ninguém confirma este cenário, porque os responsáveis de ambos os bancos estão sob compromisso de sigilo. Mas não é difícil de perceber que este figurino é o único possível para um acordo.
Na última edição deste jornal era referido que já haviam acordos parciais e que a rotatividade da liderança executiva proposta pelo BCP tinha como argumento a idade do actual presidente, Filipe Pinhal, que daqui a três anos tem 65 anos e já não poderá assumir a função de CEO. O Diário Económico (DE) voltou a falar do assunto e o Banco BPI respondeu com um comunicado ontem ao mercado em que garante que “não há nenhum acordo com o Banco Comercial Português, quanto aos vários aspectos da fusão que os dois bancos estão a negociar, como seja a composição da administração ou um novo rácio de troca”.
O BPI lembra ainda que “foi acordado entre os órgãos de administração dos dois Bancos conduzir as conversações num quadro de confidencialidade, pelo que, salvo acordo de ambos em contrário, só será prestada informação ao mercado acerca das mesmas quando elas se concluírem”.
Na quarta-feira, à margem de uma conferência sobre Microcrédito, o presidente do BCP, Filipe Pinhal, disse que a fusão era exequível ou não estariam em negociações e que quando se está em negociações “a qualquer momento pode surgir um acordo”. Estas declarações foram publicadas como se se tratasse de um anuncio iminente de um acordo para fusão e por isso a CMVM obrigou a um esclarecimento ao mercado.
Num comunicado, o BCP diz que é “prematuro extrair quaisquer conclusões sobre o desfecho do processo”.
Filipe Pinhal disse ainda que “no primeiro dia estávamos mais longe [de chegar a um acordo] do que estamos neste momento”. Adiantou que “é dever dos administradores ouvirem os accionistas. E que naturalmente o Conselho de Administração do Millennium BCP tem os seus próprios meios de o fazer”. E concluiu que “até agora as negociações estão a correr muito bem, num clima óptimo de abertura e grande seriedade negocial”.
Esta semana surgiram notícias no DE de que Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Christopher de Beck e António Rodrigues teriam ido falar com os accionistas do banco, nomeadamente com a Eureko (que tem 7,07% do BCP).
A Teixeira Duarte, com 6,19%, acabará por estar de acordo, apesar de inicialmente ter estado contra a fusão.
O Sabadell, com 3,99%, também não se opõe até porque irá comprar os balcões que sobram da fusão, para entrar directamente em Portugal.
A Sonangol, com 4,98%, não se opõe pois tem o compromisso do BCP de que lhe será dada uma parceria na instituição em Angola que resultar da fusão (a venda de até 49%).
O Banco Privado está de acordo com a fusão e José Goes Ferreira também.
A UBS que tem a participação de Stanley Ho também está a favor.
Faltam a CGD (com 2,12%) e a EDP (4,34%), que não serão grandes simpatizantes da fusão, mas cuja importância do Estado no seu capital pode ter alguma influência no sentido de voto final.
E por fim restam os novos accionistas: Joe Berardo (com 6,82% do BCP), Investifino (2%), e Sogema (2,7%). Mas Joe Berardo já disse, que apesar do desenrolar das negociações ainda ser do seu desconhecimento, não exclui um acordo para fusão “se houver um melhor entendimento”.
A fusão será feita no BCP, e por isso a margem para investir na reestruturação é maior do que seria se a nova instituição surgisse do BPI – o BCP ainda assim tem 40 basis point acima do core capital do BPI. Pelo que poderá ter caído a garantia que Ulrich um dia deu de que não haverá venda de balcões.
O BPI irá insistir em que, na fusão, as acções que ambos os bancos têm um no outro sejam vendidas e assim sempre obtém algum encaixe que pode ajudar a reforçar o seu core capital.
O BCP precisa desta fusão por causa da crise accionista que atravessa. Já o banco liderado por Fernando Ulrich precisa muito da fusão pois tem poucos drivers de crescimento em Portugal. Se tivesse que vender 49% do BFA em Angola ficaria mesmo numa situação complicada em termos de receitas. Até porque a economia não deverá crescer substancialmente no próximo ano. Os seus últimos resultados (afectados pela crise do subprime) são já um sinal de que as metas de crescimento anunciadas pelo banco durante a resposta à OPA estarão irremediavelmente comprometidas.
Que sinergias obterá a nova instituição?
A grande questão por desvendar será que sinergias obterá a nova instituição com a fusão? A resposta depende de alguns factores. Nomeadamente, se vão ou não fechar balcões (para além dos que a Autoridade da Concorrência impuser)? O projecto do BCP aquando da OPA previa fechar 220 balcões ficando no fim com 1.450 sucursais.
Por isso a criação de valor com base nas sinergias de custos rondava os 215,2 milhões de euros (isto é, 10% da entidade combinada, e 37% da base de custos do BPI). E o timing para captar essas sinergias ia até 2010.
Estas sinergias de custos implicavam os custos de reestruturação relativos à redução de quadro de colaboradores, o encerramento de balcões e a migração de IT. As sinergias de proveitos são menos seguras. Porque é difícil garantir que não há perda de clientes. Na fusão há o risco do novo banco concentrar uma exposição elevada a um só cliente (empresas). Por isso, prevê-se alguma perda de quota de mercado em corporate. A UBS estimou mesmo que o novo banco pudesse perder 2% da base de receitas combinadas. Ao nível das sinergias das receitas, o BCP estimava que se aplicasse a sua produtividade comercial aos balcões do BPI, ao qual são 40% a 50% superiores. E assim obteriam 64,8 milhões de euros, entre aumento de rentabilidade e número de produtos por cliente BPI, aplicando a rentabilidade por produto semelhante à do BCP (isto tendo em conta o encerramento de balcões). Entendendo por sinergias que a soma da receita das duas instituições será maior no futuro do que no primeiro momento da fusão. O novo banco teria uma quota de mercado em Portugal de 29,4% em Recursos de Clientes (abaixo da CGD) e de 36,3% em Crédito (sendo líder destacado).
FONTE: Semanário Económico - 23-11-2007
Só falta chegarem a acordo no rácio de troca a 1,8 e na blindagem de votos a 10% para que o projecto de fusão amigável seja fechado. Só a La Caixa está renitente em aceitar. De resto o BPI já aceitou a rotatividade da liderança executiva do Millennium bpi.
O projecto de fusão do BCP com o BPI deverá estar concluído para a semana. Neste momento só o rácio de troca de 1,8 acções BCP por cada uma da nova entidade e a blindagem estatutária de votos a 10% do capital social, está por acordar.
Isto porque o maior accionista do BPI, a La Caixa, com 25%, está hesitante em aceitar esse rácio de troca que diluiria a sua posição na instituição que resultaria da fusão. A posição final da La Caixa no novo banco seria aproximadamente de 7,6%. Isto sem contar com a posição de 6,29% que o BPI tem directamente no BCP – os 8,9% sem as acções que pertencem ao fundo de pensões –, e que estava previsto vender aos accionistas na sua proposta de fusão. Por outro lado, a La Caixa não está muito contente com a proposta do BCP de limitar os votos da nova entidade a 10% do capital social, pois a sua intenção é chegar aos 20% com o pretexto de poder consolidar os lucros proporcionais do banco português nos seus resultados. E nunca é apetecível ter 20% de uma instituição e só ter direito de voto a metade dessa participação.
Os outros accionistas de referência do BPI (nomeadamente o Itaú e o Allianz) não se têm oposto a qualquer cláusula de acordo, confiando em absoluto na administração do banco.
Fernando Ulrich e Artur Santos Silva têm agora a tarefa de convencer o seu accionista catalão a aceitar aquelas premissas para a fusão. A necessidade de convencer o Presidente da República é um bom argumento a utilizar, pois dificilmente Cavaco Silva aceita que a La Caixa tenha um poder de voto acima dessa percentagem (10%) naquele que será o maior banco português.
Solbes ajuda BCP.
A ajudar o Chefe de Estado português a defender uma blindagem de votos apertada no novo banco, estão as declarações esta semana de Pedro Solbes, vice-presidente do governo espanhol. Perante a investida do francês Crédit Agrícole sobre o Bankinter (comprou 19,5% e quer ir até 30%), Solbes veio dizer “que a presença excessiva de capital público nas empresas compradoras lhe geravam algumas dúvidas [em aceitar o negócio]”, referindo-se ao facto de o Crédit Agrícole, por ser uma entidade mutualista, no fundo semelhante a La Caixa de Barcelona, poder ser considerada uma instituição com capitais do Estado. Pedro Solbes disse mesmo: “Não me pareceria razoável a presença decisiva de uma instituição de capital público em empresas espanholas importantes”. A operação de compra do Bankinter, sexto maior banco espanhol, está ainda dependente da autorização do Banco de Espanha. Mas sem dúvida que esta posição do governo espanhol veio prejudicar o poder negocial dos catalães em Portugal.
Os restantes accionistas do BPI estarão de acordo com a fusão se os termos de troca lhe forem benéficos.
Hoje o mercado diz que o rácio de troca justo é de 1,8 acções BCP por cada uma do BPI. Esse é também o rácio a que chegam algumas análises técnicas, segundo soube o “Semanário Económico”. O BCP está cotado a 3,06 euros e o BPI está no mercado a 5,48 euros por acção.
Rotatividade já tem acordo.
O grande avanço nas negociações foi conseguido com um acordo para que a liderança do novo banco se faça de forma rotativa, com Filipe Pinhal a CEO e Fernando Ulrich a vice-CEO no primeiro mandato e com Ulrich a CEO daqui a três anos.
Artur Santos Silva seria o chairman e Jardim Gonçalves reforma-se, sendo a fusão BCP/BPI o seu último projecto.
Ninguém confirma este cenário, porque os responsáveis de ambos os bancos estão sob compromisso de sigilo. Mas não é difícil de perceber que este figurino é o único possível para um acordo.
Na última edição deste jornal era referido que já haviam acordos parciais e que a rotatividade da liderança executiva proposta pelo BCP tinha como argumento a idade do actual presidente, Filipe Pinhal, que daqui a três anos tem 65 anos e já não poderá assumir a função de CEO. O Diário Económico (DE) voltou a falar do assunto e o Banco BPI respondeu com um comunicado ontem ao mercado em que garante que “não há nenhum acordo com o Banco Comercial Português, quanto aos vários aspectos da fusão que os dois bancos estão a negociar, como seja a composição da administração ou um novo rácio de troca”.
O BPI lembra ainda que “foi acordado entre os órgãos de administração dos dois Bancos conduzir as conversações num quadro de confidencialidade, pelo que, salvo acordo de ambos em contrário, só será prestada informação ao mercado acerca das mesmas quando elas se concluírem”.
Na quarta-feira, à margem de uma conferência sobre Microcrédito, o presidente do BCP, Filipe Pinhal, disse que a fusão era exequível ou não estariam em negociações e que quando se está em negociações “a qualquer momento pode surgir um acordo”. Estas declarações foram publicadas como se se tratasse de um anuncio iminente de um acordo para fusão e por isso a CMVM obrigou a um esclarecimento ao mercado.
Num comunicado, o BCP diz que é “prematuro extrair quaisquer conclusões sobre o desfecho do processo”.
Filipe Pinhal disse ainda que “no primeiro dia estávamos mais longe [de chegar a um acordo] do que estamos neste momento”. Adiantou que “é dever dos administradores ouvirem os accionistas. E que naturalmente o Conselho de Administração do Millennium BCP tem os seus próprios meios de o fazer”. E concluiu que “até agora as negociações estão a correr muito bem, num clima óptimo de abertura e grande seriedade negocial”.
Esta semana surgiram notícias no DE de que Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Christopher de Beck e António Rodrigues teriam ido falar com os accionistas do banco, nomeadamente com a Eureko (que tem 7,07% do BCP).
A Teixeira Duarte, com 6,19%, acabará por estar de acordo, apesar de inicialmente ter estado contra a fusão.
O Sabadell, com 3,99%, também não se opõe até porque irá comprar os balcões que sobram da fusão, para entrar directamente em Portugal.
A Sonangol, com 4,98%, não se opõe pois tem o compromisso do BCP de que lhe será dada uma parceria na instituição em Angola que resultar da fusão (a venda de até 49%).
O Banco Privado está de acordo com a fusão e José Goes Ferreira também.
A UBS que tem a participação de Stanley Ho também está a favor.
Faltam a CGD (com 2,12%) e a EDP (4,34%), que não serão grandes simpatizantes da fusão, mas cuja importância do Estado no seu capital pode ter alguma influência no sentido de voto final.
E por fim restam os novos accionistas: Joe Berardo (com 6,82% do BCP), Investifino (2%), e Sogema (2,7%). Mas Joe Berardo já disse, que apesar do desenrolar das negociações ainda ser do seu desconhecimento, não exclui um acordo para fusão “se houver um melhor entendimento”.
A fusão será feita no BCP, e por isso a margem para investir na reestruturação é maior do que seria se a nova instituição surgisse do BPI – o BCP ainda assim tem 40 basis point acima do core capital do BPI. Pelo que poderá ter caído a garantia que Ulrich um dia deu de que não haverá venda de balcões.
O BPI irá insistir em que, na fusão, as acções que ambos os bancos têm um no outro sejam vendidas e assim sempre obtém algum encaixe que pode ajudar a reforçar o seu core capital.
O BCP precisa desta fusão por causa da crise accionista que atravessa. Já o banco liderado por Fernando Ulrich precisa muito da fusão pois tem poucos drivers de crescimento em Portugal. Se tivesse que vender 49% do BFA em Angola ficaria mesmo numa situação complicada em termos de receitas. Até porque a economia não deverá crescer substancialmente no próximo ano. Os seus últimos resultados (afectados pela crise do subprime) são já um sinal de que as metas de crescimento anunciadas pelo banco durante a resposta à OPA estarão irremediavelmente comprometidas.
Que sinergias obterá a nova instituição?
A grande questão por desvendar será que sinergias obterá a nova instituição com a fusão? A resposta depende de alguns factores. Nomeadamente, se vão ou não fechar balcões (para além dos que a Autoridade da Concorrência impuser)? O projecto do BCP aquando da OPA previa fechar 220 balcões ficando no fim com 1.450 sucursais.
Por isso a criação de valor com base nas sinergias de custos rondava os 215,2 milhões de euros (isto é, 10% da entidade combinada, e 37% da base de custos do BPI). E o timing para captar essas sinergias ia até 2010.
Estas sinergias de custos implicavam os custos de reestruturação relativos à redução de quadro de colaboradores, o encerramento de balcões e a migração de IT. As sinergias de proveitos são menos seguras. Porque é difícil garantir que não há perda de clientes. Na fusão há o risco do novo banco concentrar uma exposição elevada a um só cliente (empresas). Por isso, prevê-se alguma perda de quota de mercado em corporate. A UBS estimou mesmo que o novo banco pudesse perder 2% da base de receitas combinadas. Ao nível das sinergias das receitas, o BCP estimava que se aplicasse a sua produtividade comercial aos balcões do BPI, ao qual são 40% a 50% superiores. E assim obteriam 64,8 milhões de euros, entre aumento de rentabilidade e número de produtos por cliente BPI, aplicando a rentabilidade por produto semelhante à do BCP (isto tendo em conta o encerramento de balcões). Entendendo por sinergias que a soma da receita das duas instituições será maior no futuro do que no primeiro momento da fusão. O novo banco teria uma quota de mercado em Portugal de 29,4% em Recursos de Clientes (abaixo da CGD) e de 36,3% em Crédito (sendo líder destacado).
FONTE: Semanário Económico - 23-11-2007
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
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RETR
Uma pequena acha para dizer que nao me admirava nada que o La Caixa suba para uma percentagem de referencia
no bcp com o intuito da AG.
Quem diz o La Caixa pode dizer outro qualquer..muitos tubaroes se posicionaron para estar no lugar da frente deste novo concorcio.
Quero ver o papel do governo por parte da CGD...será que nao vao tomar uma posiçao forte no futuro da fusao??Ou deixam o futuro nas maos dos Espanhois?
Grande guerra se avizinha..
.
no bcp com o intuito da AG.
Quem diz o La Caixa pode dizer outro qualquer..muitos tubaroes se posicionaron para estar no lugar da frente deste novo concorcio.
Quero ver o papel do governo por parte da CGD...será que nao vao tomar uma posiçao forte no futuro da fusao??Ou deixam o futuro nas maos dos Espanhois?
Grande guerra se avizinha..
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É preciso viver..nao apenas existir.
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BCP e BPI somam mais de 2%
23/11/2007
As acções do Banco Comercial Português (BCP) e do Banco BPI subiam mais de 2%, a beneficiar da expectativa de que as negociações entre os dois bancos para uma fusão estão próximas do fim.
O BCP [bcp] ganhava 2,61% para os 3,15 euros e o BPI [bpin] apreciava subia 1,29% para 5,54 euros, depois de já ter subido mais de 2,19%.
Os investidores estão a premiar as acções, numa altura em que acreditam que as negociações entre os dois bancos estão perto do fim.
As negociações entre o BCP e o BPI para uma eventual fusão deverão prosseguir, no máximo, até à próxima semana, altura em que se espera a conclusão das conversações, tenham ou não desfecho positivo, apurou o Jornal de Negócios.
A última semana de Novembro terá sido definida como a altura ideal para terminar os contactos. Por um lado, porque já terá passado tempo suficiente para avaliar a capacidade de as equipas negociais se entenderem. Por outro, porque dentro de uma semana sobra apenas um mês até ao final do ano, altura em que termina o mandato da gestão do BCP e em que ambos os bancos têm de começar a olhar para 2008.
O "Semanário Económico" noticia, inclusivamente, na edição de hoje que os dois bancos já chegaram a acordo sobre a rotatividade da liderança executiva do Millennium bpi.
Bpionline
23/11/2007
As acções do Banco Comercial Português (BCP) e do Banco BPI subiam mais de 2%, a beneficiar da expectativa de que as negociações entre os dois bancos para uma fusão estão próximas do fim.
O BCP [bcp] ganhava 2,61% para os 3,15 euros e o BPI [bpin] apreciava subia 1,29% para 5,54 euros, depois de já ter subido mais de 2,19%.
Os investidores estão a premiar as acções, numa altura em que acreditam que as negociações entre os dois bancos estão perto do fim.
As negociações entre o BCP e o BPI para uma eventual fusão deverão prosseguir, no máximo, até à próxima semana, altura em que se espera a conclusão das conversações, tenham ou não desfecho positivo, apurou o Jornal de Negócios.
A última semana de Novembro terá sido definida como a altura ideal para terminar os contactos. Por um lado, porque já terá passado tempo suficiente para avaliar a capacidade de as equipas negociais se entenderem. Por outro, porque dentro de uma semana sobra apenas um mês até ao final do ano, altura em que termina o mandato da gestão do BCP e em que ambos os bancos têm de começar a olhar para 2008.
O "Semanário Económico" noticia, inclusivamente, na edição de hoje que os dois bancos já chegaram a acordo sobre a rotatividade da liderança executiva do Millennium bpi.
Bpionline
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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La Caixa diz-se “completamente envolvida” na fusão
Director da Criteria aponta fusão do BPI como um dos pontos fundamentais para 2008.
Tiago Freire
A Criteria CaixaCorp anunciou ontem os seus resultados do terceiro trimestre, mas não deixou de referir a fusão BPI/BCP como um dos factor mais relevantes para o próximo ano.
Director da Criteria aponta fusão do BPI como um dos pontos fundamentais para 2008.
Tiago Freire
A Criteria CaixaCorp anunciou ontem os seus resultados do terceiro trimestre, mas não deixou de referir a fusão BPI/BCP como um dos factor mais relevantes para o próximo ano.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Negociação com BPI continua até à próxima semana
As negociações entre o BCP e o BPI para uma eventual fusão deverão prosseguir, no máximo, até à próxima semana, altura em que se espera a conclusão das conversações, tenham ou não desfecho positivo, apurou o Jornal de Negócios.
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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt
As negociações entre o BCP e o BPI para uma eventual fusão deverão prosseguir, no máximo, até à próxima semana, altura em que se espera a conclusão das conversações, tenham ou não desfecho positivo, apurou o Jornal de Negócios.
A última semana de Novembro terá sido definida como a altura ideal para terminar os contactos. Por um lado, porque já terá passado tempo suficiente para avaliar a capacidade de as equipas negociais se entenderem. Por outro, porque dentro de uma semana sobra apenas um mês até ao final do ano, altura em que termina o mandato da gestão do BCP e em que ambos os bancos têm de começar a olhar para 2008.
As negociações entre o BCP e o BPI para uma eventual fusão deverão prosseguir, no máximo, até à próxima semana, altura em que se espera a conclusão das conversações, tenham ou não desfecho positivo, apurou o Jornal de Negócios.
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Maria João Gago
mjgago@mediafin.pt
As negociações entre o BCP e o BPI para uma eventual fusão deverão prosseguir, no máximo, até à próxima semana, altura em que se espera a conclusão das conversações, tenham ou não desfecho positivo, apurou o Jornal de Negócios.
A última semana de Novembro terá sido definida como a altura ideal para terminar os contactos. Por um lado, porque já terá passado tempo suficiente para avaliar a capacidade de as equipas negociais se entenderem. Por outro, porque dentro de uma semana sobra apenas um mês até ao final do ano, altura em que termina o mandato da gestão do BCP e em que ambos os bancos têm de começar a olhar para 2008.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Artur Santos Silva reafirma inexistência de acordo com BCP
O presidente do Conselho de Administração do BPI, Artur Santos Silva, reafirmou hoje que não existe ainda qualquer acordo com o BCP, nomeadamente acerca do rácio de troca ou lugares-chave na nova entidade que resultará da fusão dos dois bancos.
Tiago Figueiredo Silva
"Exactamente sobre as notícias (...) sobre nomes de pessoas e sobre termos de troca que (o BPI) afirmava que não havia qualquer acordo sobre essa matéria, ainda", disse Santos Silva citado pela Reuters, remetendo para o comunicado do banco emitido esta manhã antes da abertura do mercado.
O Chairman frisou ainda que o BPI "respeita totalmente o acordo que fez sobre confidencialidade das negociações" com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
"As negociações estão a decorrer, há total confidencialidade do que se está a passar e, portanto, não tenho absolutamente nada a acrescentar", referiu Artur Santos Silva, á margem de uma conferência da COTEC.
"(Há) duas equipas negociadoras, eu sou o presidente do Conselho de Administração (CA) (do BPI) não estou nas negociações, naturalmente acompanho-as", acrescentou o responsável.
O Diário Económico adianta na sua edição de hoje que Artur Santos Silva deverá assumir a presidência do conselho de administração do novo banco, Filipe Pinhal seria o Chief Executive Officer (CEO) e Fernando Ulrich o vice-presidente da executivo.
O DE avança ainda que, relativamente ao rácio de troca, em cima da mesa das negociações estará a proposta de 1,8 contra o anterior de 2,0 - duas acções do BCP por cada do BPI - na proposta inicial do BPI, que foi rejeitada pelo BCP.
O presidente do Conselho de Administração do BPI, Artur Santos Silva, reafirmou hoje que não existe ainda qualquer acordo com o BCP, nomeadamente acerca do rácio de troca ou lugares-chave na nova entidade que resultará da fusão dos dois bancos.
Tiago Figueiredo Silva
"Exactamente sobre as notícias (...) sobre nomes de pessoas e sobre termos de troca que (o BPI) afirmava que não havia qualquer acordo sobre essa matéria, ainda", disse Santos Silva citado pela Reuters, remetendo para o comunicado do banco emitido esta manhã antes da abertura do mercado.
O Chairman frisou ainda que o BPI "respeita totalmente o acordo que fez sobre confidencialidade das negociações" com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
"As negociações estão a decorrer, há total confidencialidade do que se está a passar e, portanto, não tenho absolutamente nada a acrescentar", referiu Artur Santos Silva, á margem de uma conferência da COTEC.
"(Há) duas equipas negociadoras, eu sou o presidente do Conselho de Administração (CA) (do BPI) não estou nas negociações, naturalmente acompanho-as", acrescentou o responsável.
O Diário Económico adianta na sua edição de hoje que Artur Santos Silva deverá assumir a presidência do conselho de administração do novo banco, Filipe Pinhal seria o Chief Executive Officer (CEO) e Fernando Ulrich o vice-presidente da executivo.
O DE avança ainda que, relativamente ao rácio de troca, em cima da mesa das negociações estará a proposta de 1,8 contra o anterior de 2,0 - duas acções do BCP por cada do BPI - na proposta inicial do BPI, que foi rejeitada pelo BCP.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Administradores e rácio de troca
BPI diz que não existe acordo com BCP para fusão
O Banco BPI comunicou hoje ao mercado que não há nenhum acordo com o Banco Comercial Português, quanto aos vários aspectos da fusão que os dois bancos estão a negociar, como seja a composição da administração ou um novo rácio de troca.
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Nuno Carregueiro
nc@mediafin.pt
O Banco BPI comunicou hoje ao mercado que não há nenhum acordo com o Banco Comercial Português, quanto aos vários aspectos da fusão que os dois bancos estão a negociar, como seja a composição da administração ou um novo rácio de troca.
Num comunicado emitido esta manhã, o BPI adianta que "foram divulgadas notícias em órgãos da comunicação social nas quais é referido que está iminente um acordo de fusão entre o Banco Comercial Português e o Banco BPI, onde são indicados nomes para cargos do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Banco resultante da fusão e onde se identifica um determinado rácio de troca", mas alerta que "não existe nenhum acordo com o Banco Comercial Português quanto aos aspectos indicados nas notícias acima referidas".
O "Diário Económico" noticia hoje que o BCP quer Filipe Pinhal como CEO para aceitar uma fusão entre os dois bancos e que há já um novo rácio de troca em cima da mesa, de 1,8 acções do BCP por cada uma do BPI.
O BPI recorda ainda que "foi acordado entre os órgãos de administração dos dois Bancos conduzir as conversações num quadro de confidencialidade, pelo que, salvo acordo de ambos em contrário, só será prestada informação ao mercado acerca das mesmas quando elas se concluírem".
Ontem, o CEO do BCP, Filipe Pinhal, disse que "a qualquer momento pode surgir um acordo" com o BPI, com vista à fusão entre os dois bancos. Num comunicado posterior, o banco diz que é "prematuro extrair quaisquer conclusões sobre o desfecho do processo".
O sublinhado é meu.
Abraço
BPI diz que não existe acordo com BCP para fusão
O Banco BPI comunicou hoje ao mercado que não há nenhum acordo com o Banco Comercial Português, quanto aos vários aspectos da fusão que os dois bancos estão a negociar, como seja a composição da administração ou um novo rácio de troca.
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Nuno Carregueiro
nc@mediafin.pt
O Banco BPI comunicou hoje ao mercado que não há nenhum acordo com o Banco Comercial Português, quanto aos vários aspectos da fusão que os dois bancos estão a negociar, como seja a composição da administração ou um novo rácio de troca.
Num comunicado emitido esta manhã, o BPI adianta que "foram divulgadas notícias em órgãos da comunicação social nas quais é referido que está iminente um acordo de fusão entre o Banco Comercial Português e o Banco BPI, onde são indicados nomes para cargos do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Banco resultante da fusão e onde se identifica um determinado rácio de troca", mas alerta que "não existe nenhum acordo com o Banco Comercial Português quanto aos aspectos indicados nas notícias acima referidas".
O "Diário Económico" noticia hoje que o BCP quer Filipe Pinhal como CEO para aceitar uma fusão entre os dois bancos e que há já um novo rácio de troca em cima da mesa, de 1,8 acções do BCP por cada uma do BPI.
O BPI recorda ainda que "foi acordado entre os órgãos de administração dos dois Bancos conduzir as conversações num quadro de confidencialidade, pelo que, salvo acordo de ambos em contrário, só será prestada informação ao mercado acerca das mesmas quando elas se concluírem".
Ontem, o CEO do BCP, Filipe Pinhal, disse que "a qualquer momento pode surgir um acordo" com o BPI, com vista à fusão entre os dois bancos. Num comunicado posterior, o banco diz que é "prematuro extrair quaisquer conclusões sobre o desfecho do processo".
O sublinhado é meu.
Abraço
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BCP quer Pinhal como CEO para aceitar fusão
Filipe Pinhal lançou a bomba: “o acordo pode ser anunciado a qualquer momento.” Amanhã o BCP reúne-se, mas não é pacífico que o BPI remeta Ulrich para nº 2 de Pinhal, como quer o BCP.
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Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt
Filipe Pinhal lançou a bomba: "o acordo pode ser anunciado a qualquer momento." Amanhã o BCP reúne-se, mas não é pacífico que o BPI remeta Ulrich para nº 2 de Pinhal, como quer o BCP.
Duas semanas depois do início das negociações sobre a fusão entre o BCP e o BPI, os dados estão lançados. Segundo o "Diário Económico", os dois bancos discutem, neste momento, propostas muito concretas, pelo que um desfecho do processo negocial poderá estar por dias. Depois de ter ouvido os seus principais accionistas, o último dos quais, a Eureko, na segunda-feira, o BCP impôs a sua solução para viabilizar a fusão. E tudo aponta para que o desenlace ocorra no início da próxima semana.
O BCP tem um conselho de administração marcado para amanhã, enquanto o do BPI se encontra agendado, há mais de um ano, para o início de Dezembro – nada impedindo, porém, em caso de necessidade, a sua antecipação. No caso do maior banco privado português, a aprovação do acordo está ainda dependente de uma decisão do conselho geral e de supervisão, presidido por Jardim Gonçalves, que deverá ocorrer no dia 27.
No que respeita à distribuição de cadeiras, Artur Santos Silva assumiria a presidência do conselho de administração, Filipe Pinhal o cargo de CEO, enquanto Fernando Ulrich ficaria, nesta fase, como vice-presidente da comissão executiva. Uma proposta que contraria o projecto inicial do BPI.
Quando, na tarde de 25 de Outubro, Ulrich anunciou a proposta de fusão previa que fosse o BPI a ficar com a presidência executiva, conferindo ao BCP o direito de eleger o ‘chairman’ do futuro Millennium BPI. Aliás, a atribuição a Ulrich da gestão parece ser uma condição para o La Caixa, principal accionista do BPI com 25%.
Filipe Pinhal lançou a bomba: “o acordo pode ser anunciado a qualquer momento.” Amanhã o BCP reúne-se, mas não é pacífico que o BPI remeta Ulrich para nº 2 de Pinhal, como quer o BCP.
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Filipe Pinhal lançou a bomba: "o acordo pode ser anunciado a qualquer momento." Amanhã o BCP reúne-se, mas não é pacífico que o BPI remeta Ulrich para nº 2 de Pinhal, como quer o BCP.
Duas semanas depois do início das negociações sobre a fusão entre o BCP e o BPI, os dados estão lançados. Segundo o "Diário Económico", os dois bancos discutem, neste momento, propostas muito concretas, pelo que um desfecho do processo negocial poderá estar por dias. Depois de ter ouvido os seus principais accionistas, o último dos quais, a Eureko, na segunda-feira, o BCP impôs a sua solução para viabilizar a fusão. E tudo aponta para que o desenlace ocorra no início da próxima semana.
O BCP tem um conselho de administração marcado para amanhã, enquanto o do BPI se encontra agendado, há mais de um ano, para o início de Dezembro – nada impedindo, porém, em caso de necessidade, a sua antecipação. No caso do maior banco privado português, a aprovação do acordo está ainda dependente de uma decisão do conselho geral e de supervisão, presidido por Jardim Gonçalves, que deverá ocorrer no dia 27.
No que respeita à distribuição de cadeiras, Artur Santos Silva assumiria a presidência do conselho de administração, Filipe Pinhal o cargo de CEO, enquanto Fernando Ulrich ficaria, nesta fase, como vice-presidente da comissão executiva. Uma proposta que contraria o projecto inicial do BPI.
Quando, na tarde de 25 de Outubro, Ulrich anunciou a proposta de fusão previa que fosse o BPI a ficar com a presidência executiva, conferindo ao BCP o direito de eleger o ‘chairman’ do futuro Millennium BPI. Aliás, a atribuição a Ulrich da gestão parece ser uma condição para o La Caixa, principal accionista do BPI com 25%.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Fusão entre BCP e BPI 2007-11-22 00:05
BCP quer Pinhal como CEO para aceitar fusão
Filipe Pinhal lançou a bomba: “o acordo pode ser anunciado a qualquer momento.” Amanhã o BCP reúne-se, mas não é pacífico que o BPI remeta Ulrich para nº 2 de Pinhal, como quer o BCP.
Sílvia de Oliveira
Duas semanas depois do início das negociações sobre a fusão entre o BCP e o BPI, os dados estão lançados. Ao que o Diário Económico apurou, os dois bancos discutem, neste momento, propostas muito concretas, pelo que um desfecho do processo negocial poderá estar por dias. Depois de ter ouvido os seus principais accionistas, o último dos quais, a Eureko, na segunda-feira, o BCP impôs a sua solução para viabilizar a fusão. E tudo aponta para que o desenlace ocorra no início da próxima semana. O BCP tem um conselho de administração marcado para amanhã, enquanto o do BPI se encontra agendado, há mais de um ano, para o início de Dezembro – nada impedindo, porém, em caso de necessidade, a sua antecipação. No caso do maior banco privado português, a aprovação do acordo está ainda dependente de uma decisão do conselho geral e de supervisão, presidido por Jardim Gonçalves, que deverá ocorrer no dia 27.
No que respeita à distribuição de cadeiras, Artur Santos Silva assumiria a presidência do conselho de administração, Filipe Pinhal o cargo de CEO, enquanto Fernando Ulrich ficaria, nesta fase, como vice-presidente da comissão executiva. Uma proposta que contraria o projecto inicial do BPI. Quando, na tarde de 25 de Outubro, Ulrich anunciou a proposta de fusão previa que fosse o BPI a ficar com a presidência executiva, conferindo ao BCP o direito de eleger o ‘chairman’ do futuro Millennium BPI. Aliás, a atribuição a Ulrich da gestão parece ser uma condição para o La Caixa, principal accionista do BPI com 25%. “O BCP recusou liminarmente a proposta inicial do BPI. E após duas semanas de negociações, o BCP entendeu ser essencial inverter os papéis. Filipe Pinhal é um homem de consensos e conseguiria tranquilizar a estrutura do BCP. Por outro lado, Ulrich poderia continuar, como vice-presidente, a desenvolver o seu trabalho”, disse uma fonte contactada pelo Diário Económico. Acresce que Jardim Gonçalves já disse que se afastaria da vida activa após a fusão, caso a operação avançasse, pelo que deixaria de fazer sentido para o BCP poder escolher o nome do ‘chairman’. A escolha do líder ainda está, no entanto, longe de ser uma questão pacífica e, neste momento, persistem dúvidas sobre se o BPI, para viabilizar a fusão, aceitará oferecer a comissão executiva ao BCP.
As fontes contactadas pelo Diário Económico adiantaram ainda que o BCP pretende ser a entidade incorporante, recusando que seja o BPI a incorporar o BCP, tal como foi proposto pelo seu rival. Desde que se iniciaram as negociações que este aspecto foi apontado como um dos pontos mais sensíveis. “O BCP é o maior banco privado português e para os seus responsáveis nunca fez sentido pensar que seria o BCP a ser absorvido pelo BPI”, acrescentou uma das fontes contactadas.
O rácio de troca, que o BPI propôs que fosse de uma acção BPI por cada duas do BCP, é outra das principais divergências entre os dois bancos. Em cima da mesa, estará, segundo as fontes contactadas pelo Diário Económico, uma proposta de um rácio de 1,8, mais favorável para os accionistas do BCP. Este rácio, implícito na cotação actual dos dois bancos, significa que 1,8 acções do BCP darão direito a uma acção do futuro Millennium BPI. Desta forma, os accionistas do BCP acabariam por ficar com uma representação mais forte no banco que vier a resultar da fusão. Uma questão sensível, já que o La Caixa, principal accionista do BPI, e a Eureko, principal accionista do BCP, disputarão, ao milímetro, o primeiro lugar no ‘ranking’ accionista. Aliás, a maior ‘caja de ahorros’ espanhola já transmitiu a mensagem que pretende situar-se na fasquia dos 20% do capital da futura instituição, mostrando uma clara aposta no mercado português (ver páginas 17 e 18). Para além das posições directas em cada um dos bancos, tanto o La Caixa, como a Eureko são fortes candidatos à compra das participações cruzadas – do BCP no BPI e do BPI no BCP.
Na sequência da OPA que o BCP lançou, há quase dois anos, sobre o BPI, o grupo fundado por Jardim Gonçalves passou a deter quase 10% do capital social do BPI. E, entretanto, o próprio BPI acabou por reforçar a posição que já detinha no seu rival. Segundo a última informação reportada, o banco presidido por Fernando Ulrich detém 8,873% do capital do BCP. Estas acções deverão ser alienadas aos accionistas; aliás, essa possibilidade constava da proposta inicial de fusão avançada pelo BPI.
Um conjunto de temas sobre os quais ainda não existe acordo. Filipe Pinhal, presidente do conselho de administração executivo do BCP, transmitiu ontem ao mercado uma nota de optimismo, mas o que é certo é que, para já, nada está assinado. À margem de uma conferência de imprensa sobre microcrédito, que decorreu ontem à tarde, o banqueiro disse que “a qualquer momento pode surgir um acordo”, sublinhando que se o BCP “não considerasse um acordo exequível não estaria a negociar”. Horas depois, na sequência de um pedido de esclarecimentos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que obrigou os dois bancos a um dever de confidencialidade, surge um comunicado do BCP. Diz a instituição que, “na sequência das notícias veiculadas pela comunicação social de hoje [ontem], o BCP informa que as negociações, cujo início foi oportunamente divulgado, com o Banco BPI, com vista a uma eventual operação tendente à fusão entre os dois bancos continuam a decorrer, sendo prematuro extrair quaisquer conclusões sobre o desfecho do processo”. Na mesma nota, o banco acrescenta que “só será prestada informação ao mercado acerca das mesmas [negociações] quando elas se concluírem”.
Ao longo destas duas semanas de negociações, o BCP e o BPI discutiram também a eventual venda do negócio dos seguros do BCP, que o banco mantém em parceria com o Fortis. A Eureko, principal accionista do BCP, já esteve no lugar do Fortis e acresce que a Allianz, uma das maiores seguradoras da Europa, também poderá estar interessada em aumentar a sua presença no mercado segurador nacional. A estratégia para Angola também esteve em cima da mesa. O BCP desenvolve uma operação naquele país e negoceia uma parceria com a Sonangol, enquanto o BPI é dono do segundo maior banco angolano.
Novas condições dão maior probabilidade de aprovação
O acordo entre as administrações não é garantia de aprovação definitiva da fusão. A palavra final cabe aos accionistas, em assembleia geral. Esta situação foi precavida, em parte, pela administração do BCP, que se tem reunido com vários accionistas institucionais e tenta incorporar parte dos desejos destes no compromisso final com o BPI. A solução de melhorar o rácio e de colocar Filipe Pinhal como líder executivo do novo banco elimina boa parte das preocupações dos accionistas que já verbalizaram reservas quanto à fusão. O rácio garante vantagens económicas - com uma maior representação dos actuais accionistas do BCP no Millennium BPI - enquanto a liderança, mesmo que transitória, de Pinhal, descansa alguns accionistas que não gostam do estilo agressivo de Fernando Ulrich. Por outro lado, e a nível institucional, o facto de poder ser o BCP a entidade incorporante também descansará algumas vozes mais críticas do negócio. De qualquer forma, a maioria de dois terços dos votos expressos em assembleia geral é exigente e pode revelar-se difícil de atingir, caso se reuna um grupo de accionistas decidido a frustrar o projecto.
Quem vai mandar no novo Millennium BPI
Com a proximidade de um acordo entre BCP e BPI, as probabilidades mudaram, no que respeita aos lugares reservados para os líderes do novo banco a nascer da fusão. E se Santos Silva sai beneficiado com a mudança, mantendo o lugar de ‘chairman’, Fernando Ulrich sai a perder, já que terá de passar o seu poder a Filipe Pinhal – o grande vencedor, na nova lógica de acordo –, ficando como vice- -presidente executivo do Millennium BPI. Quanto à composição dos órgãos de governação, mantém- -se a dúvida quanto ao número e proveniência. As últimas revelações apontavam para 14 membros no Conselho de Administração (cinco indicados pelo BPI e os restantes pelo BCP) e oito na Comissão Executiva (quatro de cada lado).
BCP quer Pinhal como CEO para aceitar fusão
Filipe Pinhal lançou a bomba: “o acordo pode ser anunciado a qualquer momento.” Amanhã o BCP reúne-se, mas não é pacífico que o BPI remeta Ulrich para nº 2 de Pinhal, como quer o BCP.
Sílvia de Oliveira
Duas semanas depois do início das negociações sobre a fusão entre o BCP e o BPI, os dados estão lançados. Ao que o Diário Económico apurou, os dois bancos discutem, neste momento, propostas muito concretas, pelo que um desfecho do processo negocial poderá estar por dias. Depois de ter ouvido os seus principais accionistas, o último dos quais, a Eureko, na segunda-feira, o BCP impôs a sua solução para viabilizar a fusão. E tudo aponta para que o desenlace ocorra no início da próxima semana. O BCP tem um conselho de administração marcado para amanhã, enquanto o do BPI se encontra agendado, há mais de um ano, para o início de Dezembro – nada impedindo, porém, em caso de necessidade, a sua antecipação. No caso do maior banco privado português, a aprovação do acordo está ainda dependente de uma decisão do conselho geral e de supervisão, presidido por Jardim Gonçalves, que deverá ocorrer no dia 27.
No que respeita à distribuição de cadeiras, Artur Santos Silva assumiria a presidência do conselho de administração, Filipe Pinhal o cargo de CEO, enquanto Fernando Ulrich ficaria, nesta fase, como vice-presidente da comissão executiva. Uma proposta que contraria o projecto inicial do BPI. Quando, na tarde de 25 de Outubro, Ulrich anunciou a proposta de fusão previa que fosse o BPI a ficar com a presidência executiva, conferindo ao BCP o direito de eleger o ‘chairman’ do futuro Millennium BPI. Aliás, a atribuição a Ulrich da gestão parece ser uma condição para o La Caixa, principal accionista do BPI com 25%. “O BCP recusou liminarmente a proposta inicial do BPI. E após duas semanas de negociações, o BCP entendeu ser essencial inverter os papéis. Filipe Pinhal é um homem de consensos e conseguiria tranquilizar a estrutura do BCP. Por outro lado, Ulrich poderia continuar, como vice-presidente, a desenvolver o seu trabalho”, disse uma fonte contactada pelo Diário Económico. Acresce que Jardim Gonçalves já disse que se afastaria da vida activa após a fusão, caso a operação avançasse, pelo que deixaria de fazer sentido para o BCP poder escolher o nome do ‘chairman’. A escolha do líder ainda está, no entanto, longe de ser uma questão pacífica e, neste momento, persistem dúvidas sobre se o BPI, para viabilizar a fusão, aceitará oferecer a comissão executiva ao BCP.
As fontes contactadas pelo Diário Económico adiantaram ainda que o BCP pretende ser a entidade incorporante, recusando que seja o BPI a incorporar o BCP, tal como foi proposto pelo seu rival. Desde que se iniciaram as negociações que este aspecto foi apontado como um dos pontos mais sensíveis. “O BCP é o maior banco privado português e para os seus responsáveis nunca fez sentido pensar que seria o BCP a ser absorvido pelo BPI”, acrescentou uma das fontes contactadas.
O rácio de troca, que o BPI propôs que fosse de uma acção BPI por cada duas do BCP, é outra das principais divergências entre os dois bancos. Em cima da mesa, estará, segundo as fontes contactadas pelo Diário Económico, uma proposta de um rácio de 1,8, mais favorável para os accionistas do BCP. Este rácio, implícito na cotação actual dos dois bancos, significa que 1,8 acções do BCP darão direito a uma acção do futuro Millennium BPI. Desta forma, os accionistas do BCP acabariam por ficar com uma representação mais forte no banco que vier a resultar da fusão. Uma questão sensível, já que o La Caixa, principal accionista do BPI, e a Eureko, principal accionista do BCP, disputarão, ao milímetro, o primeiro lugar no ‘ranking’ accionista. Aliás, a maior ‘caja de ahorros’ espanhola já transmitiu a mensagem que pretende situar-se na fasquia dos 20% do capital da futura instituição, mostrando uma clara aposta no mercado português (ver páginas 17 e 18). Para além das posições directas em cada um dos bancos, tanto o La Caixa, como a Eureko são fortes candidatos à compra das participações cruzadas – do BCP no BPI e do BPI no BCP.
Na sequência da OPA que o BCP lançou, há quase dois anos, sobre o BPI, o grupo fundado por Jardim Gonçalves passou a deter quase 10% do capital social do BPI. E, entretanto, o próprio BPI acabou por reforçar a posição que já detinha no seu rival. Segundo a última informação reportada, o banco presidido por Fernando Ulrich detém 8,873% do capital do BCP. Estas acções deverão ser alienadas aos accionistas; aliás, essa possibilidade constava da proposta inicial de fusão avançada pelo BPI.
Um conjunto de temas sobre os quais ainda não existe acordo. Filipe Pinhal, presidente do conselho de administração executivo do BCP, transmitiu ontem ao mercado uma nota de optimismo, mas o que é certo é que, para já, nada está assinado. À margem de uma conferência de imprensa sobre microcrédito, que decorreu ontem à tarde, o banqueiro disse que “a qualquer momento pode surgir um acordo”, sublinhando que se o BCP “não considerasse um acordo exequível não estaria a negociar”. Horas depois, na sequência de um pedido de esclarecimentos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que obrigou os dois bancos a um dever de confidencialidade, surge um comunicado do BCP. Diz a instituição que, “na sequência das notícias veiculadas pela comunicação social de hoje [ontem], o BCP informa que as negociações, cujo início foi oportunamente divulgado, com o Banco BPI, com vista a uma eventual operação tendente à fusão entre os dois bancos continuam a decorrer, sendo prematuro extrair quaisquer conclusões sobre o desfecho do processo”. Na mesma nota, o banco acrescenta que “só será prestada informação ao mercado acerca das mesmas [negociações] quando elas se concluírem”.
Ao longo destas duas semanas de negociações, o BCP e o BPI discutiram também a eventual venda do negócio dos seguros do BCP, que o banco mantém em parceria com o Fortis. A Eureko, principal accionista do BCP, já esteve no lugar do Fortis e acresce que a Allianz, uma das maiores seguradoras da Europa, também poderá estar interessada em aumentar a sua presença no mercado segurador nacional. A estratégia para Angola também esteve em cima da mesa. O BCP desenvolve uma operação naquele país e negoceia uma parceria com a Sonangol, enquanto o BPI é dono do segundo maior banco angolano.
Novas condições dão maior probabilidade de aprovação
O acordo entre as administrações não é garantia de aprovação definitiva da fusão. A palavra final cabe aos accionistas, em assembleia geral. Esta situação foi precavida, em parte, pela administração do BCP, que se tem reunido com vários accionistas institucionais e tenta incorporar parte dos desejos destes no compromisso final com o BPI. A solução de melhorar o rácio e de colocar Filipe Pinhal como líder executivo do novo banco elimina boa parte das preocupações dos accionistas que já verbalizaram reservas quanto à fusão. O rácio garante vantagens económicas - com uma maior representação dos actuais accionistas do BCP no Millennium BPI - enquanto a liderança, mesmo que transitória, de Pinhal, descansa alguns accionistas que não gostam do estilo agressivo de Fernando Ulrich. Por outro lado, e a nível institucional, o facto de poder ser o BCP a entidade incorporante também descansará algumas vozes mais críticas do negócio. De qualquer forma, a maioria de dois terços dos votos expressos em assembleia geral é exigente e pode revelar-se difícil de atingir, caso se reuna um grupo de accionistas decidido a frustrar o projecto.
Quem vai mandar no novo Millennium BPI
Com a proximidade de um acordo entre BCP e BPI, as probabilidades mudaram, no que respeita aos lugares reservados para os líderes do novo banco a nascer da fusão. E se Santos Silva sai beneficiado com a mudança, mantendo o lugar de ‘chairman’, Fernando Ulrich sai a perder, já que terá de passar o seu poder a Filipe Pinhal – o grande vencedor, na nova lógica de acordo –, ficando como vice- -presidente executivo do Millennium BPI. Quanto à composição dos órgãos de governação, mantém- -se a dúvida quanto ao número e proveniência. As últimas revelações apontavam para 14 membros no Conselho de Administração (cinco indicados pelo BPI e os restantes pelo BCP) e oito na Comissão Executiva (quatro de cada lado).
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Empréstimo obrigaccionista
Já agora por coincidência o Market Cap. do Millenium hoje é de Eur 11.050,67 milhões (à cotação de Eur 3,06).
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Re: Mega empréstimo do BPI
johnbq Escreveu:Como é que interpretam o anúncio deste empréstimo obrigaccionista, anunciado no "site" da CMVM hoje às 10h01m ? Para suporte de transacções comerciais ??
Oferta pública subscrição de obrigações subordinadas a taxa variável com Call e Set-up denominadas «BPI Rendimento Mais 2007», Serie193, Programa EMTNP de 10.000.000.000 EUR, emitidas pelo Banco BPI, Banco BPI Cayman e BPI Capital Finance(prospecto base)-Condições finais(versão em Português)
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Mega empréstimo do BPI
Como é que interpretam o anúncio deste empréstimo obrigaccionista, anunciado no "site" da CMVM hoje às 10h01m ? Para suporte de transacções comerciais ??
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Fusão BCP/BPI dá liderança à Goldman Sachs
Maior negócio do ano pulveriza concorrência na área de M&A.
Bárbara Barroso e Tiago Freire
Apesar da incógnita em torno do desfecho da proposta de fusão apresentada pelo BPI ao conselho de administração do BCP, a operação já está a render, pelo menos para as consultoras responsáveis pela assessoria do negócio.
Maior negócio do ano pulveriza concorrência na área de M&A.
Bárbara Barroso e Tiago Freire
Apesar da incógnita em torno do desfecho da proposta de fusão apresentada pelo BPI ao conselho de administração do BCP, a operação já está a render, pelo menos para as consultoras responsáveis pela assessoria do negócio.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
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