Esta era demasiado óbvia. Ninguém a viu!
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"haverá um crack na China", não estipulando o economista nenhum perído temporal para que tal aconteça.
A arte está em prever o 'timing', não em prever o 'crash', ou 'crack' como lhe chamaram.
Esperava-se algo de mais substancial do santo Alan. Podia dizer, por exemplo, que há uma bolha a formar-se na China, mas que está sustentada pelo forte crescimento económico, e que enquanto a economia chinesa continuar a crescer a 11,5% como está previsto para este ano e 10% como previsto para 2008 um 'crash' é pouco provável.
O interessante é discutir se a China vai manter este crescimento ou, quem sabe, até tem margem para o aumentar. Se o crescimento económico aumentar, a bolha vai continuar a evoluir naturalmente em consequência disso. Dizer que existe uma bolha não é suficiente, pois ela pode estar numa fase incipiente da sua formação, e só vir a rebentar daqui por muitos anos.
Se quem ouve falar em bolha se assusta, perde grande parte das valorizações. O que é importante é saber em que fase da bolha estamos. Não me interpretem mal, pois pode haver uns sustos pelo meio, com quedas mais ou menos violentas, como o que aconteceu em finais de Fevereiro deste ano. Além disso não sigo de perto o mercado chinês e não tenho opinião sobre a fase do ciclo em que a China está neste momento. Se algum dos participantes tiver opinião sobre isso faça o favor de a partilhar aqui.
Eu diria que enquanto o crescimento económico chinês for de dois dígitos a hipótese de 'crash' na China é remota, além disso é um factor de sustentação para as economias americana e europeia, o que ajuda à valorização das bolsas ocidentais.
Cumprimentos,
Touro
Touro
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Re: Esta era demasiado óbvia. Ninguém a viu!
Marco Escreveu:Na Ucrânia, ninguém vê nada?
trigo?
Abraço,
Dwer
There is a difference between knowing the path and walking the path
Dwer
There is a difference between knowing the path and walking the path
O óbvio estava...
O óbvio estava no crescimento da economia chinesa que só poderia levar a um estrondoso aumento do consumo de combustíveis, logo a Petrolífera quaisquer que fossem as circunstâncias só poderia ser beneficiada.
Obviamente, que o óbvio da altura, não despertou a atenção que obviamente deveria ter despertado.
Agora, depois de brutal subida, a queda pode acontecer a qualquer momento, óbvio!, mas com ou sem bolha, teria sido uma excelente aquisição e de risco muito reduzido, pois a valorização parecia óbvia, agora nada óbvio era a brutal valorização que aconteceu. Não era a isso que me referia, pois isso nada tinha de óbvio, agora a subida com outra amplitude bem menor, essa sim, tinha os contornos de óbvia, não concordam?
Mas isso é passado, o que eu pretendia era perspectivar o futuro de outras empresas em que se verifiquem pressupostos que de alguma forma sejam óbvios!
Prometo, não mais usar a palavra, óbvio, em posts futuros :-).
Obviamente, que o óbvio da altura, não despertou a atenção que obviamente deveria ter despertado.
Agora, depois de brutal subida, a queda pode acontecer a qualquer momento, óbvio!, mas com ou sem bolha, teria sido uma excelente aquisição e de risco muito reduzido, pois a valorização parecia óbvia, agora nada óbvio era a brutal valorização que aconteceu. Não era a isso que me referia, pois isso nada tinha de óbvio, agora a subida com outra amplitude bem menor, essa sim, tinha os contornos de óbvia, não concordam?
Mas isso é passado, o que eu pretendia era perspectivar o futuro de outras empresas em que se verifiquem pressupostos que de alguma forma sejam óbvios!
Prometo, não mais usar a palavra, óbvio, em posts futuros :-).
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Marco, nas últimas semanas/meses/ as acções chinesas têm voado. Estar no sector petrolífero nem tem sido relevante nestas valorizações, já que a esmagadora maioria das acções chinesas têm disparado, seja de que sector for.
Não era tão óbvio... Ou melhor, era tão óbvio há 15 dias atrás, como há 2 meses atrás, como há um ano atrás. Como hoje parece óbvio também. Mas, como em qualquer "bolha", há um dia em que de tão óbvio parecer se transforma num pesadelo quando a "bolha" rebenta. Os que conseguem ir aproveitando a "bolha" e têm a agilidade e perspicácia suficiente para fugir a tempo, estão de parabéns.
O óbvio só é verdadeiramente óbvio depois de acontecer.
Um abraço,
Ulisses
Não era tão óbvio... Ou melhor, era tão óbvio há 15 dias atrás, como há 2 meses atrás, como há um ano atrás. Como hoje parece óbvio também. Mas, como em qualquer "bolha", há um dia em que de tão óbvio parecer se transforma num pesadelo quando a "bolha" rebenta. Os que conseguem ir aproveitando a "bolha" e têm a agilidade e perspicácia suficiente para fugir a tempo, estão de parabéns.
O óbvio só é verdadeiramente óbvio depois de acontecer.
Um abraço,
Ulisses
"Billionaire Warren Buffett said Thursday his company had sold all shares of Chinese oil conglomerate PetroChina Co."
Internacional - Economia
Economia 2007-10-19 19:50
Alan Greenspan acredita em ‘crash’ na Bolsa chinesa
Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana alertou hoje para as dificuldades dos mercados de acções chineses, acreditando que estes se dirigem uma queda vertiginosa.
Segundo noticia a agência AFP, citando uma entrevista de Greenspan à revista Emerging Markets, "haverá um crack na China", não estipulando o economista nenhum perído temporal para que tal aconteça.
Na mesma entrevista Greenspan declara que baseia a sua argumentação na "ausência de cultura histórica dos mercados" chineses, visto que a Bolsa de Xangai duplicou o seu valor desde o início de 2007 e no ano anterior já tinha valorizado 130%. Estes valores correspondem a uma "exuberante irracionalidade"(...).
Marco, cuidado com essas análises, pq na bolsa aquilo que pode parecer, muitas vezes não é...
Internacional - Economia
Economia 2007-10-19 19:50
Alan Greenspan acredita em ‘crash’ na Bolsa chinesa
Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana alertou hoje para as dificuldades dos mercados de acções chineses, acreditando que estes se dirigem uma queda vertiginosa.
Segundo noticia a agência AFP, citando uma entrevista de Greenspan à revista Emerging Markets, "haverá um crack na China", não estipulando o economista nenhum perído temporal para que tal aconteça.
Na mesma entrevista Greenspan declara que baseia a sua argumentação na "ausência de cultura histórica dos mercados" chineses, visto que a Bolsa de Xangai duplicou o seu valor desde o início de 2007 e no ano anterior já tinha valorizado 130%. Estes valores correspondem a uma "exuberante irracionalidade"(...).
Marco, cuidado com essas análises, pq na bolsa aquilo que pode parecer, muitas vezes não é...
"Nothing splendid has ever been achieved except by those who dared believe that something inside themselves was superior to circumstance."
Bruce Barton (1886 - 1967) American advertising executive, U.S. congressman
Bruce Barton (1886 - 1967) American advertising executive, U.S. congressman
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Esta era demasiado óbvia. Ninguém a viu!
Desafio interessante, é entre nós, os caldeireiros, procuramos por esse mundo fora, empresas, que sejam diamantes em bruto, e com fortes possibilidades de brilharem a médio prazo.
Esta (Petróleos da China) parecia evidente, no entanto ninguém alertou para ela aqui no caldeirão.
Evidente por quê? Bem, China em franco crescimento, a Petroleira lá do sítio só podia vir a dar lucro, pois o crescimento do negócio é daqueles que não levanta a mínima dúvida!
Fica o "esclarecedor" gráfico
http://finance.yahoo.com/q/bc?s=SNP&t=5y
Quem indica, empresas em países ainda em desenvolvimento, especialmente no leste da Europa e América Latina, onde se possam perspectivar valorizações significativas nos próximos anos!
Na Ucrânia, ninguém vê nada?
Esta (Petróleos da China) parecia evidente, no entanto ninguém alertou para ela aqui no caldeirão.
Evidente por quê? Bem, China em franco crescimento, a Petroleira lá do sítio só podia vir a dar lucro, pois o crescimento do negócio é daqueles que não levanta a mínima dúvida!
Fica o "esclarecedor" gráfico
http://finance.yahoo.com/q/bc?s=SNP&t=5y
Quem indica, empresas em países ainda em desenvolvimento, especialmente no leste da Europa e América Latina, onde se possam perspectivar valorizações significativas nos próximos anos!
Na Ucrânia, ninguém vê nada?
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