Caldeirão da Bolsa

"Private equities" vão estar menos activos nos mer

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Boas práticas

por jarc » 2/10/2007 21:22

O que eu gosto no texto é da expressão: "Boas práticas!". É curiosa a expressão...
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"Private equities" vão estar menos activos nos mer

por Pata-Hari » 2/10/2007 20:35

Rogério Alexandre, presidente do Barclays Capital Portugal, fala da crise financeira
"Private equities" vão estar menos activos nos mercados
02.10.2007 - 20h54 Cristina Ferreira


“Não é possível prever o fim da crise, mas a pouco e pouco a confiança no sistema financeiro está a ser restabelecida. Já passámos por várias crises, em vários momentos e todas elas foram ultrapassadas”, disse hoje Rogério Alexandre, presidente do Barclays Capital Portugal (a operar desde 2003), durante um encontro com os jornalistas. Para este gestor a crise financeira [com reflexos nos mercados de crédito e de divida] tem um lado “positivo”, pois vai regressar-se às “boas práticas”.

A partir de agora “o preço do risco terá de ser melhor calculado” e as transacções tenderão a “deixar de estar assentes em divida”, com as operações de concentração e de aquisição a passarem a envolver entidades com lógicas empresariais semelhantes, defende o gestor. E com o acréscimo do preço do risco é expectável que “os fundos de private equities deixem de estar tão activos no mercado”.

Rogério Alexandre admite que o negócio do Barclays Capital, focado na emissão e colocação de dívida pública e de empresas e gestão do risco, “se ressentiu pois houve uma redução da liquidez e instalou-se uma crise de confiança que é a base do sistema.” Mas prefere “desmistificar o problema”, dado que este se “restringe a uma classe de activos”. Em todo o caso, evidencia que “o mundo mudou a partir de Agosto e não podemos meter a cabeça na areia.” “Havia uma bolha de crédito e instalou-se a ideia de que qualquer pessoa podia comprar qualquer coisa a qualquer preço”. Há, em seu entender, “quem defenda que o problema esteve nas taxas de juro que se mantiveram muito baixas, com apenas um dígito, durante um longo período”.

E lembrou que as “pessoas querem rendimentos de dois dígitos e entraram em zonas de risco”. No entanto, o responsável pelo Barclays Capital Portugal sublinha que, depois da turbulência, os “investidores já começam a voltar ao mercado”. O Barclays Capital é uma divisão do grupo inglês Barclays, vocacionada para operar na banca de investimento, pelo que beneficia do rating de crédito da casa mãe, designadamente quando estão em causa operações associadas ao risco de taxa de juros.

O Barclays Capital Portugal opera desde 2003 e ocupa “o primeiro lugar no ranking de intermediários financeiros da República portuguesa”, uma posição “difícil de alcançar pois exige o cumprimento de critérios muito restritos”, evidencia Rogério Alexandre. E chama a atenção para o facto da instituição deter, no negócio de “emissão de obrigações hipotecárias (covered bonds) uma quota de mercado de 26,38 por cento”.

“Em 2007 pretendemos consolidar a liderança, nos segmentos em que actuamos, e reforçar a relação de confiança com os nossos clientes (o Estado/sector público, bancos e grandes empresas)”. O Barclays Capital Portugal “liderou em 2006 uma emissão de três mil milhões de obrigações de divida pública com maturidade de 30 anos (termina em 2037) e que foi um grande êxito”. Isto “apesar de no ano anterior o governo ter anunciado um défice equivalente a 6,8 por cento do PIB”. “Colaborámos activamente com o Ministério das Finanças para que fosse possível fazer, a partir de Portugal, a emissão de divida das empresas nos mercados internacionais”.
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