Subprime
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Henri, isso é burla e por acaso nem acredito que seja assim como dizes...qualquer uma arranjava...
Tótós dos bancos que acreditavam nessas declarações. E que tendo o primeiro caso em tribunal, continuam a trabalhar com as mesmas imobiliárias.
Nos states não era isso que faziam. Pura e simplesmente NÃO queriam ver os rendimentos em muitos dos Subprimes.
Tótós dos bancos que acreditavam nessas declarações. E que tendo o primeiro caso em tribunal, continuam a trabalhar com as mesmas imobiliárias.
Nos states não era isso que faziam. Pura e simplesmente NÃO queriam ver os rendimentos em muitos dos Subprimes.
Cumprimentos,
SMALL
SMALL
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- Registado: 16/5/2007 19:14
SMALL2007 Escreveu:2) E não se tratava de empréstimos a pessoas de baixos rendimentos. Tratou-se de dar empréstimos SEM se verem os rendimentos, apenas se ASSUMIAM os rendimentos. Coisa que não se faz em Portugal (acho) nem noutros países assim mais...franceses. Por isso é que na França o problema será menor que nos EUA e Inglaterra.
Há bem pouco tempo atrás qualquer Imobiliaria arranjava declaração falsa de irs para emtregares no banco a indicar que tinhas rendimentos mais altos.
Abraço
Henri
Henri
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Ulisses.
Acho que a questão do spread tem pouco a ver. Mesmo com spread de 3% ou 10%, quem deixa de pagar deixa de pagar com o aumento das taxas de juro, e não porque o spread era enorme logo início do crédito. O problema é que se permitiram 2 coisas:
1) empréstimos acima dos valores das garantias habitacionais, uma vez que as habitações andavam sempre a subir de valor, portanto podia correr-se esse risco (podia mal, como se viu). quando as pessoas deixam de pagar, como sempre fizeram, as garantias já não valem o mesmo e não cobrem os rácios das securitizações entretanto realizadas
2) E não se tratava de empréstimos a pessoas de baixos rendimentos. Tratou-se de dar empréstimos SEM se verem os rendimentos, apenas se ASSUMIAM os rendimentos. Coisa que não se faz em Portugal (acho) nem noutros países assim mais...franceses. Por isso é que na França o problema será menor que nos EUA e Inglaterra.
Acho que a questão do spread tem pouco a ver. Mesmo com spread de 3% ou 10%, quem deixa de pagar deixa de pagar com o aumento das taxas de juro, e não porque o spread era enorme logo início do crédito. O problema é que se permitiram 2 coisas:
1) empréstimos acima dos valores das garantias habitacionais, uma vez que as habitações andavam sempre a subir de valor, portanto podia correr-se esse risco (podia mal, como se viu). quando as pessoas deixam de pagar, como sempre fizeram, as garantias já não valem o mesmo e não cobrem os rácios das securitizações entretanto realizadas
2) E não se tratava de empréstimos a pessoas de baixos rendimentos. Tratou-se de dar empréstimos SEM se verem os rendimentos, apenas se ASSUMIAM os rendimentos. Coisa que não se faz em Portugal (acho) nem noutros países assim mais...franceses. Por isso é que na França o problema será menor que nos EUA e Inglaterra.
Cumprimentos,
SMALL
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- Registado: 16/5/2007 19:14
Olá Godsdead! Chamaste simplista ao teu resumo da situação. Eu diria que resumiste na perfeição.
Em relação às tuas questões, as respostas não são nada fáceis.
1) Isto não foi uma questão que surgiu de um dia para o outro, o que é que o despoletou?
De facto, não surge de um dia para o outro e muitos foram aqueles que foram alertando para esta situação. Mas digamos que o rastilho para a "explosão" desta situação foi o anúncio, no início ode Agosto, do IKB Deutsche Industriebank que estava em dificuldades devido aos investimentos no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos e, pouco tempo depois, o anúncio do BNP Paribas de problemas com alguns dos seus fundos.
2) Penso que a resposta das instituições financeiras a esta crise, em termos futuros, passa pela reformulaçã das suas estratégias de concessão de crédito, voltando a adoptar procedimentos mais antigos. Se recuarmos no tempo, atuns 10 anos atrás, concluímos que a concessão bem mais concessão do crédito à habitação era bem mais conservadora do que é hoje. Sobretudo, o que foi mudando foi a facilidade com que se concedeu crédito a quem tinha menos rendimento sem que isso afectasse o "spread" que deixou de funcionar activamente como barómetro do risco.
Como tal, creio que no futuro irá haver mais restrições na conessão de crédito e, sobretudo, os "spreads" irão aumentar (de uma forma bem acentuada) para os clientes de maior risco.
3 e 4 ) Venham as bolas de cristal
Um abraço,
Ulisse
Em relação às tuas questões, as respostas não são nada fáceis.
1) Isto não foi uma questão que surgiu de um dia para o outro, o que é que o despoletou?
De facto, não surge de um dia para o outro e muitos foram aqueles que foram alertando para esta situação. Mas digamos que o rastilho para a "explosão" desta situação foi o anúncio, no início ode Agosto, do IKB Deutsche Industriebank que estava em dificuldades devido aos investimentos no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos e, pouco tempo depois, o anúncio do BNP Paribas de problemas com alguns dos seus fundos.
2) Penso que a resposta das instituições financeiras a esta crise, em termos futuros, passa pela reformulaçã das suas estratégias de concessão de crédito, voltando a adoptar procedimentos mais antigos. Se recuarmos no tempo, atuns 10 anos atrás, concluímos que a concessão bem mais concessão do crédito à habitação era bem mais conservadora do que é hoje. Sobretudo, o que foi mudando foi a facilidade com que se concedeu crédito a quem tinha menos rendimento sem que isso afectasse o "spread" que deixou de funcionar activamente como barómetro do risco.
Como tal, creio que no futuro irá haver mais restrições na conessão de crédito e, sobretudo, os "spreads" irão aumentar (de uma forma bem acentuada) para os clientes de maior risco.
3 e 4 ) Venham as bolas de cristal
Um abraço,
Ulisse
Subprime
Gostaria de lançar à discussão a crise de Agosto que envolveu o Subprime.
É certo que nesta altura ainda esta toda a gente a lamber feridas e que o problema não está (de forma alguma) resolvido.
As instituições financeiras continuam com o bebé no braço e (certamente) a pensar como é que se livram dele (fazendo uma piada de péssimo gosto, pode ser que desapareça e os ingleses é que fiquem a arder)!
Sabemos que o não cumprimento dos empréstimos imobiliários está na origem desta crise e que com isso a liquidez do mercado caiu.
Mas antes, houve um conjunto de factores que se foram acumulando ao longo de anos:
Com o Buum imobiliário nos EUA, as casa atingiram valores muito acima do seu valor real, como em qualquer país do mundo os americanos adquiriram habitação própria com recurso aos empréstimos bancários, dando como garantia essas mesmas casa a preços inflacionados, entretanto o mercado imobiliário entra em regressão e o aumento das taxas de juro acontece. Tal como cá, o aumento das taxas de juro leva essas famílias a não conseguiram cumprir as obrigações assumidas e entregaram as casas ainda a preços inflacionados.
Entretanto as instituições financeiras, precisando de meios financeiros para prosseguir a sua actividade e para terem onde se “segurar” fazem o resseguro dos empréstimos concedidos aos particulares. Quando as casas começam a ser entregues, vem ao de cima esse facto incontornável, os bens que lhes estavam a ser entregues não cobrem a dívida, logo, o valor assumido pelas outras instituições financeiras, neste espaço temporal, havia depreciado.
Sabemos também que este facto fez com que o mercado perdesse liquidez obrigando os Bancos Centrais a injectar quantidades astronómicas de cash no mercado. Sabemos também que essas injecções irão ser retirada em breve.
Os impactos imediatos para as empresas são alguma contenção nos planos de crescimento não-organico, visto não arriscarem/conseguirem assumir compromissos financeiros.
As questões que se me levantam são:
1) Isto não foi uma questão que surgiu de um dia para o outro, o que é que o despoletou?
2) Quais serão as estratégias que as instituições financeiras estarão a pensar usar para se livrarem desse "bebé"?
3) No curto/médio prazo esta questão voltará à baila! Poderá ser o fulcro da reversão do Touro?
4) Quando é que teremos um novo abalo? (a million dollares question!!!!)
PS: Esta resenha dos acontecimentos provavelmente esta em termos bastante simplistas. Se alguém fizer favor de a completar...
É certo que nesta altura ainda esta toda a gente a lamber feridas e que o problema não está (de forma alguma) resolvido.
As instituições financeiras continuam com o bebé no braço e (certamente) a pensar como é que se livram dele (fazendo uma piada de péssimo gosto, pode ser que desapareça e os ingleses é que fiquem a arder)!
Sabemos que o não cumprimento dos empréstimos imobiliários está na origem desta crise e que com isso a liquidez do mercado caiu.
Mas antes, houve um conjunto de factores que se foram acumulando ao longo de anos:
Com o Buum imobiliário nos EUA, as casa atingiram valores muito acima do seu valor real, como em qualquer país do mundo os americanos adquiriram habitação própria com recurso aos empréstimos bancários, dando como garantia essas mesmas casa a preços inflacionados, entretanto o mercado imobiliário entra em regressão e o aumento das taxas de juro acontece. Tal como cá, o aumento das taxas de juro leva essas famílias a não conseguiram cumprir as obrigações assumidas e entregaram as casas ainda a preços inflacionados.
Entretanto as instituições financeiras, precisando de meios financeiros para prosseguir a sua actividade e para terem onde se “segurar” fazem o resseguro dos empréstimos concedidos aos particulares. Quando as casas começam a ser entregues, vem ao de cima esse facto incontornável, os bens que lhes estavam a ser entregues não cobrem a dívida, logo, o valor assumido pelas outras instituições financeiras, neste espaço temporal, havia depreciado.
Sabemos também que este facto fez com que o mercado perdesse liquidez obrigando os Bancos Centrais a injectar quantidades astronómicas de cash no mercado. Sabemos também que essas injecções irão ser retirada em breve.
Os impactos imediatos para as empresas são alguma contenção nos planos de crescimento não-organico, visto não arriscarem/conseguirem assumir compromissos financeiros.
As questões que se me levantam são:
1) Isto não foi uma questão que surgiu de um dia para o outro, o que é que o despoletou?
2) Quais serão as estratégias que as instituições financeiras estarão a pensar usar para se livrarem desse "bebé"?
3) No curto/médio prazo esta questão voltará à baila! Poderá ser o fulcro da reversão do Touro?
4) Quando é que teremos um novo abalo? (a million dollares question!!!!)
PS: Esta resenha dos acontecimentos provavelmente esta em termos bastante simplistas. Se alguém fizer favor de a completar...
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- Registado: 21/8/2007 17:09
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