Donos da Super Bock e Sagres próximos da fusão
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Donos da Super Bock e Sagres próximos da fusão
Donos da Super Bock e Sagres próximos da fusão
A Carlsberg e a Scottish podem formar grupo com facturação próxima dos 10 mil milhões de euros.
António Freitas de Sousa
A fusão entre os escoceses da Scottish & Newcastle (S&N) e a dinamarquesa Carlsberg – dois dos maiores grupos de bebidas do mundo – pode estar para breve, afirmava ontem o ‘site’ do jornal britânico ‘Daily Telegraph’. O ‘private equity’ Blackstone poderá intermediar o negócio entre as donas das portuguesas Central de Cervejas e Unicer.
O negócio seria uma forma de responder a dois problemas: a necessidade de cada um dos grupos aumentar a dimensão para não perder lugares no ‘ranking’ mundial do sector; e subtrair a S&N a uma operação de aquisição não solicitada por parte dos sul-africanos da SAB Miller (um cenário que ganhou força há cerca de um mês e não foi desmentido pelos envolvidos).
Para mais, a operação patrocinaria elevados ganhos de rentabilidade, desde logo pela adição de sinergias nos mercados onde os dois grupos se encontram a operar.
A fusão entre os dois rivais ganhou ontem força quando o ‘private equity’ Blackstone – detém o grupo Orangina juntamente com a Lion Capital – admitiu ter sondado a S&N e a Carlsberg para discutir a operação. Segundo as agências internacionais, o papel da Blackstone poderia ser o de intermediário entre os dois grupos, não sendo claro se a Orangina faria ou não parte do novo grupo.
Nils Andersen, CEO da Carlsberg que se prepara para deixar o lugar, comentou que uma fusão entre os dois rivais teria “muitas vantagens”. Para adensar ainda mais a eventualidade do negócio, Andersen foi substituído no cargo por Jorgen Buhl Rasmussen, que era até agora o responsável máximo pela BBH. Ora, esta empresa é exactamente detida em partes iguais pela S&N e pela Carlsberg, opera nos mercados russo e da Europa de Leste e tem apresentado níveis de crescimento ímpares. Entretanto, os responsáveis da Carlsberg são mais conservadores nas declarações sobre o negócio, tendo admitido que uma fusão tem sempre riscos que não devem ser escamoteados. A operação terá sempre que passar pelo crivo de Bruxelas e esperar pelo ‘agreement’ para a concentração.
Se a operação se concretizar, as repercussões no mercado interno serão muitas e, para já, insondáveis. É que a S&N detém 100% da Sociedade Central de Cervejas (Sagres e Água do Luso) e a Carlsberg é dona de 46% da Unicer (Super Bock). Alberto da Ponte (CEO da Central) e Pires de Lima (Unicer) não comentam cenários que envolvam os respectivos accionistas, mas em diversas circunstâncias afirmaram que o exemplo da BBH merece ser avaliado e eventualmente repetido.
Uma fusão entre as duas multinacionais faria surgir um grupo com vendas agregadas próximas dos 10 mil milhões de euros (5,16 mil milhões para os dinamarqueses em 2006 e 4,56 mil milhões para os escoceses). Posicionadas actualmente no oitavo e nono postos no ‘ranking’ mundial das cervejas, a fusão entre ambas resultaria na ascensão ao quinto lugar, por troca com a japonesa Asahi.
Apesar da dimensão das empresas que ocupam o topo do ‘ranking’, diversos operadores defendem que o actual momento do mercado cervejeiro é propício ao aparecimento de novas fusões. Isto porque os ‘private equity’ têm vindo a apostar com alguma insistência na área
A Carlsberg e a Scottish podem formar grupo com facturação próxima dos 10 mil milhões de euros.
António Freitas de Sousa
A fusão entre os escoceses da Scottish & Newcastle (S&N) e a dinamarquesa Carlsberg – dois dos maiores grupos de bebidas do mundo – pode estar para breve, afirmava ontem o ‘site’ do jornal britânico ‘Daily Telegraph’. O ‘private equity’ Blackstone poderá intermediar o negócio entre as donas das portuguesas Central de Cervejas e Unicer.
O negócio seria uma forma de responder a dois problemas: a necessidade de cada um dos grupos aumentar a dimensão para não perder lugares no ‘ranking’ mundial do sector; e subtrair a S&N a uma operação de aquisição não solicitada por parte dos sul-africanos da SAB Miller (um cenário que ganhou força há cerca de um mês e não foi desmentido pelos envolvidos).
Para mais, a operação patrocinaria elevados ganhos de rentabilidade, desde logo pela adição de sinergias nos mercados onde os dois grupos se encontram a operar.
A fusão entre os dois rivais ganhou ontem força quando o ‘private equity’ Blackstone – detém o grupo Orangina juntamente com a Lion Capital – admitiu ter sondado a S&N e a Carlsberg para discutir a operação. Segundo as agências internacionais, o papel da Blackstone poderia ser o de intermediário entre os dois grupos, não sendo claro se a Orangina faria ou não parte do novo grupo.
Nils Andersen, CEO da Carlsberg que se prepara para deixar o lugar, comentou que uma fusão entre os dois rivais teria “muitas vantagens”. Para adensar ainda mais a eventualidade do negócio, Andersen foi substituído no cargo por Jorgen Buhl Rasmussen, que era até agora o responsável máximo pela BBH. Ora, esta empresa é exactamente detida em partes iguais pela S&N e pela Carlsberg, opera nos mercados russo e da Europa de Leste e tem apresentado níveis de crescimento ímpares. Entretanto, os responsáveis da Carlsberg são mais conservadores nas declarações sobre o negócio, tendo admitido que uma fusão tem sempre riscos que não devem ser escamoteados. A operação terá sempre que passar pelo crivo de Bruxelas e esperar pelo ‘agreement’ para a concentração.
Se a operação se concretizar, as repercussões no mercado interno serão muitas e, para já, insondáveis. É que a S&N detém 100% da Sociedade Central de Cervejas (Sagres e Água do Luso) e a Carlsberg é dona de 46% da Unicer (Super Bock). Alberto da Ponte (CEO da Central) e Pires de Lima (Unicer) não comentam cenários que envolvam os respectivos accionistas, mas em diversas circunstâncias afirmaram que o exemplo da BBH merece ser avaliado e eventualmente repetido.
Uma fusão entre as duas multinacionais faria surgir um grupo com vendas agregadas próximas dos 10 mil milhões de euros (5,16 mil milhões para os dinamarqueses em 2006 e 4,56 mil milhões para os escoceses). Posicionadas actualmente no oitavo e nono postos no ‘ranking’ mundial das cervejas, a fusão entre ambas resultaria na ascensão ao quinto lugar, por troca com a japonesa Asahi.
Apesar da dimensão das empresas que ocupam o topo do ‘ranking’, diversos operadores defendem que o actual momento do mercado cervejeiro é propício ao aparecimento de novas fusões. Isto porque os ‘private equity’ têm vindo a apostar com alguma insistência na área
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