freefloat?
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O free float do BCP estava na semana passada em 16%. Siginifica que os tubarões que andaram a tomar posições para a assembleia geral tomam conta de 100%-16% = 84% do capital do banco.
Significa que só 16% das acções estão (estavam...) a ser transaccionadas em bolsa.
Naturalmente que o free float é dinâmico e vai variando de dia para dia.
Penso eu de que...Mas poderão haver entendidos na matéria que expliquem melhor.
Significa que só 16% das acções estão (estavam...) a ser transaccionadas em bolsa.
Naturalmente que o free float é dinâmico e vai variando de dia para dia.
Penso eu de que...Mas poderão haver entendidos na matéria que expliquem melhor.
Monkey Trader
"Mais vale estar mais ou menos certo do que exactamente errado." [Warren Buffett]
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freefloat?
Caros forenses
Venho submeter-vos uma dúvida sobre o conceito de freefloat. O que à partida pode parecer unívoco, por vezes não o é, e depois de inquirir vários indivíduos e instituições aeste respeito continuo sem uma resposta cabal, clara e definitiva.
A última resposta que obtive foi da parte da CMVM, que passo a parafrasear:
“Free float: proporção do número de acções dispersas e disponíveis para negociação no mercado face à totalidade do capital social admitido à negociação em bolsa.”. Daqui decorrerá que para se determinar o free-float de uma entidade emitente é necessário conhecer o número de acções a que corresponde o capital social, deste, qual o número de acções que foram admitidas à cotação e destas, qual a parte que não se encontra na posse da própria entidade emitente (acções próprias), i. é., aquelas acções que, “realmente” dispersas em bolsa, são passíveis de serem compradas e vendidas.
Pelo que compreendo daqui, freefloat seria algo como a fórmula (capital admitido à cotação - acções próprias). Ora algo me diz que faltaria retirar a esse capital admitido à cotação as acções que entretanto já tiverem sido compradas por accionistas de referência da empresa, dentro de padrões objectivos, como por exemplo, se o total da sua participação for qualificada (2%) do capital social total.
Vamos a um exemplo simplificador.
Empresa A tem 2 biliões de acções. Resolve colocar 50% no mercado.
Temos então Capital social 2 biliões de acções. Capital admitido à cotação 1 bilião de acções.
À partida esse bilião pode ser considerado freefloat, mas imagine-se que alguém comprava no mercado 500 000 acções... o freefloat continuava a ser 1 bilião? Ou era reduzido para 500 000 em participações não qualificadas?
Talvez mais claro assim. Imaginem que o accionista que alienou o bilião de acções, decide entrar e recomprar 15% mais, ficando a ter 65%... O freefloat é 50% ou passa a 35%? (recorde-se que teria 50% que nc chegou a ser colocado em bolsa, mais 15% que comprou em bolsa).
Pelo menos se forem à estrutura de accionistas da EDP vêem as distinções entre listed capital, depois vêm discriminadas participações superiores a 2% e a outra rubrica é freefloat.
A menos que a EDP não esteja a traduzir a realidade, isto leva-me a crer que freefloat é de facto o seguinte:
Percentagem do capital social admitido à negociação que não esteja em mãos de accionistas com participações totais maiores que 2% nem em acções próprias da empresa.
Mas o que dizem vocês?
Venho submeter-vos uma dúvida sobre o conceito de freefloat. O que à partida pode parecer unívoco, por vezes não o é, e depois de inquirir vários indivíduos e instituições aeste respeito continuo sem uma resposta cabal, clara e definitiva.
A última resposta que obtive foi da parte da CMVM, que passo a parafrasear:
“Free float: proporção do número de acções dispersas e disponíveis para negociação no mercado face à totalidade do capital social admitido à negociação em bolsa.”. Daqui decorrerá que para se determinar o free-float de uma entidade emitente é necessário conhecer o número de acções a que corresponde o capital social, deste, qual o número de acções que foram admitidas à cotação e destas, qual a parte que não se encontra na posse da própria entidade emitente (acções próprias), i. é., aquelas acções que, “realmente” dispersas em bolsa, são passíveis de serem compradas e vendidas.
Pelo que compreendo daqui, freefloat seria algo como a fórmula (capital admitido à cotação - acções próprias). Ora algo me diz que faltaria retirar a esse capital admitido à cotação as acções que entretanto já tiverem sido compradas por accionistas de referência da empresa, dentro de padrões objectivos, como por exemplo, se o total da sua participação for qualificada (2%) do capital social total.
Vamos a um exemplo simplificador.
Empresa A tem 2 biliões de acções. Resolve colocar 50% no mercado.
Temos então Capital social 2 biliões de acções. Capital admitido à cotação 1 bilião de acções.
À partida esse bilião pode ser considerado freefloat, mas imagine-se que alguém comprava no mercado 500 000 acções... o freefloat continuava a ser 1 bilião? Ou era reduzido para 500 000 em participações não qualificadas?
Talvez mais claro assim. Imaginem que o accionista que alienou o bilião de acções, decide entrar e recomprar 15% mais, ficando a ter 65%... O freefloat é 50% ou passa a 35%? (recorde-se que teria 50% que nc chegou a ser colocado em bolsa, mais 15% que comprou em bolsa).
Pelo menos se forem à estrutura de accionistas da EDP vêem as distinções entre listed capital, depois vêm discriminadas participações superiores a 2% e a outra rubrica é freefloat.
A menos que a EDP não esteja a traduzir a realidade, isto leva-me a crer que freefloat é de facto o seguinte:
Percentagem do capital social admitido à negociação que não esteja em mãos de accionistas com participações totais maiores que 2% nem em acções próprias da empresa.
Mas o que dizem vocês?
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- Registado: 4/7/2007 17:13
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