Curso e 5 mil euros valem lugar no Estado
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Manu Escreveu:É tão mau e tantos a querem ir para lá!
eheheh
mas quem é q diz que é mau?
quem se queixa são os FP´s ... a pergunta que se deve fazer é pq não saiem e vão para o privado
os privados dizem que a FP é mau para a competitividade do pais, para despesa pública do Estado....não é mau para os FP´s
Quem tirou uma licenciatura e não arranja emprego pode ter aqui uma boa oportunidade para começar.
Mesmo considerando uma situação máxima em que se pague alojamento e despesas de deslocação, mais juros do empréstimo, esse curso é pago na totalidade logo no primeiro ano de trabalho.
Mesmo considerando uma situação máxima em que se pague alojamento e despesas de deslocação, mais juros do empréstimo, esse curso é pago na totalidade logo no primeiro ano de trabalho.
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- Registado: 26/1/2007 17:07
Curso e 5 mil euros valem lugar no Estado
Função Pública 2007-07-31 00:05
Curso e 5 mil euros valem lugar no Estado
Jovens procuram a segurança do emprego público através da escola do Estado.
Denise Fernandes
Cinco mil euros e uma licenciatura. São estes os dois únicos requisitos para o Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública (CEAGP), do Instituto Nacional de Administração (INA), que garante um “emprego para a vida” na função pública. No entanto, não é assim tão fácil entrar, já que todos os anos há mais de mil candidatos para apenas 52 vagas.
O curso existe desde 2001, estando agora a ser preparada a edição de 2007/2008, que está atrasada devido às alterações que o CEAGP irá sofrer, em resultado da reforma da função pública, nomeadamente, o sistema de vínculos, carreiras e remunerações.
A verdade é que, apesar da reforma do Estado, que irá alterar a partir de 2008 o modelo de emprego no Estado, tornando o sistema de progressão na carreira mais difícil, a função pública parece continuar a ser mais atractiva para os jovens licenciados do que o sector privado, principalmente pela garantia de estabilidade no emprego.
Prova disso é o sucesso do CEAGP. O curso funciona tendo em conta as necessidades em termos de recursos humanos dos serviços do Estado. O primeiro passo é dado pelo dirigente máximo do serviço público, que remete ao INA a lista do número de postos de trabalho a ocupar bem como a sua caracterização.
Assim que são abertas as inscrições, cerca de 1.100 licenciados de várias áreas de formação tentam a sua sorte, mas a selecção é exigente: depois de uma prova escrita, só os 52 melhores ficam.
Estes 52 pagam uma propina de 5 mil euros, mas há possibilidade de empréstimo bancário através de protocolos entre o INA e a algumas instituições bancárias.
A maior parte dos candidatos são recém-licenciados e não têm qualquer vínculo ao Estado. Aliás, o grande objectivo do curso do INA é precisamente “fazer rejuvenescer o quadro de técnicos superiores” da função pública, explica ao Diário Económico a coordenadora do CEAGP, Lúcia Esaguy Simões.
A licenciatura é obrigatória, “mas há sempre mais vagas para áreas de Economia, Direito, Gestão e algumas engenharias”, adianta a responsável.
Os diplomados do CEAGP são todos integrados nos serviços que os solicitaram e ficam na carreira geral de técnico superior, cujo salário é de 1.350 euros.
Perfil dos candidatos e o que vai mudar com a reforma do Estado a partir de 2008
1 - Maioria são mulheres sem vínculo ao Estado
A grande maioria (97%) dos mais de mil candidatos ao Curso de Gestão de Estudos Avançados em Administração Pública (CEAGP), do INA, não tem vínculo ao Estado e mais de metade (65%) são mulheres, revela um inquérito realizado aos candidatos ao curso do INA, a que o Diário Económico teve acesso. Segundo o mesmo documento, quase 50% dos candidatos têm entre 25 e 30 anos e 28% entre os 31 e os 35 anos. O grau de interesse no trabalho actual é considerado “alto” para 57% dos diplomados, “médio” para 39% e “baixo” para apenas 4% dos diplomados. Quanto aos empregadores, 24% avaliam de forma “excelente” o desempenho dos diplomados pelo CEAGP, 51% “Muito Bom”, 23% “Bom” e apenas 2% “Suficiente”.
2 - Reforma da função pública altera vínculos
A edição do curso do INA deste ano está atrasada devido à reforma da função pública, que altera as regras de vinculação, carreiras e remunerações dos funcionários públicos. É que, a partir de 2008, só haverá dois tipos de vínculos no Estado: nomeação (definitivo) e o contrato de trabalho para funções públicas (idêntico ao praticado no privado). Apenas os trabalhadores com funções de soberania (defesa, administração directa da justiça, inspecção e investigação) ficam com o vínculo de nomeação. Todos os outros – a grande maioria – mudam para contrato de trabalho, mas quase todos os direitos, nomeadamente quanto a despedimentos e protecção social, se mantêm. O sistema de avaliação também muda – só progridem os 5% melhores.
3 - Um mês para integração nas novas carreiras
Outra das alterações que o curso do INA irá sofrer em resultado da reforma do Estado, em 2008, tem a ver com as mudanças no sistema de carreiras do Estado. Actualmente existem quase 1.500 carreiras e a reforma irá reduzi-las a apenas três: técnico superior, assistente técnico e assistente operacional. O Ministério das Finanças deu um mês (até 24 de Agosto) para os vários ministérios decidirem como será feita a integração dos funcionários no novo sistema de carreiras. O funcionário será integrado na categoria a que corresponda o seu actual salário. Nos casos em que não haja correspondência, pode ser colocado na posição imediatamente inferior, mas o Governo garante que ninguém perderá remuneração.
O curso do INA
- Qualquer pessoa pode concorrer ao Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública (CEAGP) do INA, desde que tenha uma licenciatura.
- São os dirigentes máximos dos serviços públicos que remetem ao INA a lista de postos de trabalho a ocupar.
- O INA abre as inscrições nos primeiros meses do ano e concorrem mais de mil licenciados de várias áreas de formação, mas só entram 52. Estes têm emprego garantido no Estado.
- O curso dura um ano e custa cinco mil euros mas pode ser pago a prestações.
http://diarioeconomico.com/edicion/diar ... 22227.html
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