Banca pagou o dobro dos impostos em 2006
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Banca pagou o dobro dos impostos em 2006
Banca pagou o dobro dos impostos em 2006
Os números finais dos lucros líquidos das 39 instituições financeiras a operar em Portugal já são conhecidos. Lucros saltaram 34%, pagamento de impostos duplicou.
Bárbara Barroso
Os impostos pagos pelos bancos a operar em Portugal ascenderam aos 1,09 mil milhões de euros nem 2006, um montante que representa o dobro do valor entregue pelas instituições financeiras ao Estado em 2005.
Segundo o boletim informativo da Associação Portuguesa de Bancos (APB), este valor - referente ao total do sector e sem exclusão de nenhum tipo de instituição - , corresponde a um coeficiente fiscal próximo dos 36%, nível que traduz um agravamento relevante quando comparado com os 28% registados no exercício de 2005.
Acresce a estes valores a carga parafiscal - encargos com caixa de abonos de família, fundos de pensões e outros -, que atingiu os 945 milhões de euros (ver quadro), na qual assume particular relevância os encargos com pensões, com um peso de 65%.
No final do ano passado, Teixeira dos Santos, ministro das finanças chamou à atenção para “a necessidade de serem introduzidas algumas correcções que fizessem com que a banca pagasse impostos que correspondessem mais aquilo que é a taxa efectiva paga pela generalidade das empresas”. Segundo os dados disponíveis então, a taxa média de IRC na banca rondava os 17%.
CGD no topo da lista
Os cinco maiores bancos a operar em Portugal - Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Banco Espírito Santo (BES), Santander Totta e Banco BPI são os que mais impostos pagam no sector da banca. No conjunto, estes cinco grupos entregaram ao Estado 732 milhões de euros em impostos.
A CGD foi o banco com a maior carga fiscal, com o montante a cifrar-se nos 219 milhões de euros, um aumento de 84% face a 2005. A segunda posição é ocupada pelo BCP. O banco liderado por Paulo Teixeira Pinto pagou 152 milhões de euros de impostos em 2006, (mais 56%). O BES entregou ao Estado 135 milhões de euros em impostos, tendo sido o grupo bancário que mais pagou face ao ano anterior (aumento de 106%). A carga fiscal do grupo Santander Totta ascendeu aos 125 milhões de euros, enquanto que no BPI este número chegou aos 100 milhões de euros, mais 68% do que no ano anterior.
http://diarioeconomico.com/edicion/diar ... 16729.html
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